quarta-feira, 9 de novembro de 2022

O Antaconista - Antonio Alves de Morais.

 

Nos últimos tempos a grande mídia brasileira tem sido covarde, medrosa e vendida: "Se você pagar ela é capaz de publicar até verdades", 

Nos últimos tempos eu segui e compartilhei muito o "Site O Antagonista". Alguns jornalistas destemidos, independentes e  corajosos. 

Mas, pra tudo existe  um limite, Quando o Diogo Mainard desistiu e se afastou do Site e da Revista Cruzué eu fiquei desconfiado. 

Não deu outra o Site  passou  a ter atuação igualmente ao restante da mídia nacional. Igualmente vendida.

A saída do Diogo Mainard foi um sinal da mudança.

Deixei de segui.

OS NÚMEROS E A SELEÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Antes do anúncio de Tite sobre os convocados para a Copa do Mundo, a comissão técnica da seleção brasileira ostentou números.

A ciência pode nomear os órgãos de um pássaro, mas jamais conseguirá explicar a beleza do seu canto. Poeticamente, foi isso que disse Manoel de Barros.

É por aí, que números não  explicarão jamais o futebol e seus mistérios.

Devo dizer que estatísticas nunca me ajudaram a entender esse jogo sedutor.

Dito isso, saiu a lista dos que vão ao Qatar, ambicionando o título. Sim, porque o homem sem ambição é uma impossibilidade.

Uma certa birra pela convocação de Daniel Alves e sua idade avançada. Ora, os tubarões ficam velhos e continuam mordendo.

Na relação, quase todos atletas jogam na Europa em competições de alto nível.

Quanto a isso, nenhuma surpresa. O futebol brasileiro vende seus artistas e não o espetáculo.

No mais, é esperar que o Tite e seu amor à prancheta não tornem a seleção um programa de computador na hora de enfrentar os europeus.

Sabemos, sim, que futebol hoje é intensidade e velocidade no ataque, na recomposição e nos sprints, sem muito tempo para respiração, colocação do maior número de jogadores no ataque.

O coletivo e o individual juntos, com a determinação para sequer emprestar, quanto mais dar a bola ao adversário.

Aliás, diante da velocidade do jogo hoje em dia, se Nelson Rodrigues estivesse vivo, não diria que "a velocidade é um prazer de cretinos".

terça-feira, 8 de novembro de 2022

E SE "O VELHO ENTRAR"? - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Quem mata é a doença, mas a velhice leva a culpa.

Tem sido esse um assunto bastante mastigado em nossas crônicas.

Pouco palatável, quando trata do cansaço de viver (pela ausência de saúde) e a desilusão, que não tem cura.

Por mais que se encontre rotas de fuga para esses efeitos, eles entram na disputa, com disposição para ganhar três pontos.

O pior se constata quando até a criança que está encravada dentro do adulto pede arrego.

O tempo não passa. Nós é que passamos pelo tempo. Seja como for, a velhice sempre vem.

Sim, porque, nem todos são como o consagrado ator e produtor americano Clint Eastwood.

Aos 88 anos de idade, afirmou que, todos os dias, acorda às 5h30 da manhã, começa a trabalhar e "não deixa o velho entrar".

Pronto. A frase viralizou (tudo, agora, viraliza) e inspirou música de sucesso do cantor Toby Keith.

Mas, é o caso de se perguntar: e se, mesmo rejeitado, o "velho" entrar, com sua sabedoria e carregado de achaques.

Dá para fazer música com a mesma inspiração?

sábado, 5 de novembro de 2022

Centenário de casamento do casal Joaquim de Sátiro e Maria - Antônio Alves de Morais.

Em 05 de Novembro de 1922, na igreja matriz de São Raimundo em Várzea-Alegre casaram-se Joaquim Alves de Oliveira, Joaquim de Sátiro e Maria Alves Bezerra. 

Nesta mesma data, se casaram 24 casais que moravam na ribeira do Riacho do Machado. Entre eles Bil e Maria Firmino, uma martir esquecida. A igreja não sabe onde se encontram sepultados os seus restos mortais. 

Os casamentos foram oficiados pelo padre José Alves de Lima, Padre Lima vigário de Lavras da Mangabeira. 

A família reunida comemora neste 05 de Novembro de 2022 o centenário de casamento com a celebração de uma missa solene na residência do sitio Boa Vista, foto, transformada atualmente no "Memorial Joaquim de Satiro".

Pra tudo existe uma medida padrão - Para o volume/massa é o quilograma, para o comprimento é o metro, para o tempo é o segundo, etc. 

Joaquim de Sátiro era a medida padrão da honestidade, honradez, caráter e decência, Maria, sua esposa era a medida padrão da humildade, solidariedade e caridade.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Apresentando o livro “Bem Aventurada – A História de Benigna Cardoso da Silva”, de Flávio Morais – por Armando Lopes Rafael

(palavras proferidas na noite de 03 de novembro de 2022, no Instituto Cultural do Cariri, na cidade de Crato)


   É escasso o número dos livros editados abordando a memória de Benigna, a Mártir da Castidade. Que eu saiba – com esta obra que está sendo lançada agora – este número chega a apenas três livros publicados.    Antes do início do Processo de Beatificação desta menina santa, havia apenas publicações  esparsas sobre a primeira Beata do Estado do Ceará. Faz muitos anos, por volta do início deste novo século e novo milênio, li uma crônica sobre Benigna. 

   Recordo bem, e muito bem, daquele livrinho de crônicas – com um nome poético: “Retalho de Seda" – escrito por Laudícia Holanda, professora da URCA, nascida em Santana do Cariri. Uma das crônicas, lá inseridas, tinha por título “A Menina Benigna”. E dela transcrevo os dois parágrafos abaixo:

“Muitas noites (quando eu era criança) perdi o sono pensando na história triste de Benigna. Era a história mais triste que se conhecia em Santana, naquele tempo. Depois eu conheci outras (histórias tristes). (...) Mas nenhuma igual ao barbarismo do crime que abateu o ânimo dos habitantes de Santana e dos arredores, em todo lugar onde a notícia circulou. Principalmente porque Benigna era duplamente indefesa, naquele trágico dia (da sua morte). Como poderia ela, criança que era, imaginar que alguém seria capaz de tamanha ignomínia e que ela era o objeto do sórdido desejo reprimido daquele pretendente?    Até aquela época eu não sabia que a humanidade pode gerar seres tão disformes (...)

    O Padre Cristiano, logo após o acontecimento (do assassinato da menina) pediu à família dela que lhe desse o pote de Benigna, marcado para sempre naquela última viagem. Guardou-o com zelo. Quando as chuvas não se faziam prenunciar e o povo sofria a ansiedade da espera decisiva, Padre Cristiano costumava orar. Rogava à Benigna que intercedesse a Deus pelo povo da sua terra; pelos agricultores cujo destino se marca pela presença, ou não, das chuvas, e colocava aquele pote sob a biqueira. Dizia Mamãe que a chuva vinha”.

   Antes deste livro de Flávio Morais, ora lançado (e depois da abertura do Processo de Beatificação, iniciado em 2012), só foram publicados os dois livros sobre Benigna. Na verdade, foram pequenas obras divulgando textos integrantes do Processo de Beatificação dela, na fase diocesana. Agora, temos a oportunidade de ler este novo livro: objetivo, com ordenação cronológica, o qual me foi conferida a honra de apresentar nesta solenidade. Meu agradecimento, de público, ao autor por essa distinção.

    A bem dizer, esta obra de Flávio Morais – escrita em tempo recorde, a fim de ser divulgada nesta atmosfera da renovação espiritual, que pervade o Cariri e adjacências, vai ser útil na divulgação da vida da nossa santinha. Vamos à análise literária deste livro. A priori, após a leitura deste escrito, cabe-nos ressaltar que o livro consolidou o estilo literário do autor. Embora os livros de Flávio sejam ecléticos, pois abordam vários assuntos, predominam neles a temática do regionalismo, com sua beleza e a riqueza de expressões, tão bem explorados  no século passado  por Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, dentre outros. O livro “Bem Aventurada – A História de Benigna Cardoso da Silva” tem o estilo do movimento regionalista.

   Aliás, Flávio já era reconhecido por possuir “um estilo simples, direto e elegante, que prende a atenção do leitor do início ao fim (da leitura)". Nesta nova obra, sobre Benigna, ele adentrou na mentalidade e na realidade social da população do município de Santana do Cariri, no segundo quartel do século passado. Foi um desafio, mas o autor se houve bem na empreita. Manteve a fidelidade na contextualização social e aprimorou a sua criatividade. Contribuiu muito para a maior divulgação da memória da nossa Santinha.

   Flávio definiu bem, no último capítulo deste seu livro, como enfrentou o desafio que lhe foi proposto:

“Não foi fácil para mim aceitar a incumbência de escrever esta história. (...) Caminhar nos meandros da história de Benigna teve seus muitos perigos. A importância enorme que ela ganhou após o anúncio de sua beatificação tornava ainda mais espinhosa a tarefa (...) Foi preciso escutar, registrar, interpretar, concatenar versões, costurar fatos e, o mais desafiador, preencher de forma lógica as lacunas de tempo, de espaço e de impressões”.

       Tanto nas pesquisas, como nas conversas com as pessoas de Santana do Cariri e adjacências, Flávio se credenciou para interpretar prováveis reações psicológicas vivenciadas por Benigna. Sem se dar conta, o autor repetiu um antigo desabafo feito pelo primeiro Presidente do Instituto Cultural do Cariri – o médico e intelectual Irineu Pinheiro – quando inseriu a frase abaixo num dos seus livros: 

   “É empresa difícil a análise de almas, perscrutar–lhes os recessos mais interiores e ocultos” 

    Para comprovar esta constatação, reproduzo a seguir um parágrafo, que me chamou a atenção, neste livro de Flávio. Trata-se de uma reflexão da menina Benigna ante às apreensões e dificuldades do cotidiano dela, e que consta na página 61: 

“Sempre que lhe vinha na cabeça, sem querer e de supetão, algum pensamento que achava impuro, seu coração sensível percebia de longe o peso da malícia se aproximando e ela (Benigna) apertava entre os dedos o crucifixo do (seu) tercinho. Fechava com força os olhos e implorava ajuda celeste para se manter limpa. Isso sempre dera resultado, e por tal razão acreditava sinceramente que alguma força misteriosa a protegia como um escudo daqueles cavaleiros das histórias do imperador Carlos Magno e seus doze pares de França, que escutara de Adrião numa das noites do (sítio) São Gonçalo. Bastava pensar no seu Jesus ali do lado, com a mão no seu ombro, e o coração (da menina) parecia se iluminar espantando pra longe a escuridão do pecado”.

   Admirável como Flávio Morais soube captar, nas páginas do seu livro, o sentimento que Benigna possuía sobre o valor da dignidade humana.  A nossa Menina Mártir foi oficializada agora como uma destas figuras heroicas da Igreja Católica, apesar de ter durado apenas 13 anos a sua curta existência. Existência vivida na orfandade e na pobreza. No entanto, uma vida cheia de elevados e nobres ideais; de uma grandeza de alma que, passados já 81 anos da sua morte, faz ela permanecer viva no imaginário popular da Região do Cariri. E agora está viva também na veneração de muitos fiéis católicos, espalhados pela vastidão do Nordeste brasileiro, na chamada Nação Romeira, que já santificou a pessoa do Padre Cícero, outro filho da Diocese de Crato, cujo processo de beatificação – na fase diocesana – prevê-se seja aberto ainda este ano. 

   Qual a relevância da beatificação de Benigna Cardoso da Silva, para o Ceará e, particularmente, para a Diocese de Crato?  Sabe-se que a Igreja Católica Apostólica Romana não cria o santo, apenas o reconhece. Nunca é demais recordar a célebre frase de São Josemaria Escrivá, o fundador do Opus Dei: “Verdadeiramente a crise do mundo é “crise de santos”. Ou seja, todos os desacertos morais da humanidade – e os sofrimentos daí advindos – decorre, em grande parte, do pouco número daqueles que hoje se sacrificam e oram por si e pelos outros. 

   Através das beatificações e das canonizações, a Igreja dá graças a Deus pelo dom dos seus filhos que corresponderam heroicamente à graça divina  concedida por ocasião do batismo. Ao honrar esses Beatos e Santos, a Igreja incentiva seus filhos a invocá-los como nossos intercessores junto a Deus.

    Ademais, este novo livro de Flávio, trouxe à tona, nas entrelinhas, como foi o processo de santidade da menina Benigna. Desde a mais tenra infância, sem pai e sem mãe, Benigna foi adotada por uma família da zona rural. Viveu em meio aos humildes trabalhos domésticos, bem mais estafantes naqueles tempos do segundo quartel do século XX. Vivenciou uma fé comum, simples, sem êxtases ou visões. Sem ocorrência de milagres ou fatos extraordinários. Benigna não realizou prodígios. Atravessou o anonimato do seu cotidiano, fiel a sua crença expressada num profundo, exemplar e singelo amor a Deus e na caridade para com o próximo. Rezando suas orações diárias. Enfrentando a poeira e o sol quente, no verão; e a lama, na temporada das chuvas, para ir, a pé, à cidade, a fim de assistir as missas e comungar na primeiras sextas-feiras.

      Em meio a tudo isso, sofreu um tenaz e penoso assédio sexual da parte de um rapaz que era seu colega de escola. Contudo Benigna resistiu bravamente em defesa da sua virgindade e pureza. Até que um dia, desesperado pelas recusas da menina, seu algoz a feriu mortalmente com uma arma cortante.  Ao resistir bravamente e heroicamente à investida do mal, Benigna não apenas preservou sua virgindade. Foi além. Consolidou eternamente sua amizade com Jesus. A Beata Benigna Cardoso é hoje um exemplo de santidade leiga, na qual realizou plenamente o Projeto do Deus, Uno e Trino, para a humanidade...

    Senhoras e Senhores,

   Encerrando estas breves palavras, gostaria de relembrar um fato acontecido com o escritor Victor Hugo, da Academia Francesa de Letras, a primeira academia do gênero criada no mundo. Pois bem, certo dia, Victor Hugo recebeu tocante homenagem naquela Academia, sendo chamado de “imortal” por um confrade. E a resposta de Victor Hugo foi admirável. Disse ele:

– “Glória imortal a minha? Nunca! Morrerei e, depois de alguns séculos, somente uns poucos eruditos ainda saberão que existiu um Victor Hugo. Imortal, sim, é a glória dos Santos que figuram no calendário litúrgico da Igreja Católica. Dois mil anos depois de mortos, ainda no mundo inteiro se celebram seus louvores”.

    Meu caro escritor José Flávio Bezerra Morais:  este seu livro tem o condão de preservar – pelos tempos futuros –, a glória de Benigna Cardoso da Silva, a Mártir da Castidade, a nossa Santinha, a primeira Beata do Ceará...

    Chamou a minha atenção a homilia proferida pelo Cardeal Leonardo Steiner, representante do Papa Francisco na cerimônia de Beatificação da nossa Santinha. Na sua fala, o Cardeal Steiner afirmou que a menina Benigna hoje   é invocada como defensora da dignidade de mulher; como um ícone contra o abuso sexual de crianças e adolescentes; como um símbolo contra o feminicídio; contra a violência   praticada com as mulheres; além de se constituir num ícone dos direitos fundamentais das mulheres e nas relações domésticas e familiares. Não é pouca coisa!

     Os tempos futuros difundirão cada vez mais a memória de Benigna. E, nesses tempos vindouros, o livro de Flávio Morais será lido, comentado e pesquisado pelas futuras gerações que nos sucederão. Pois como disse Victor Hugo: “Os santos são verdadeiramente eternos”.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Pároco da Catedral do Crato - Antônio Alves de Morais.

O Santo Padre Pio XII por Bula de 09 de Janeiro do corrente ano, nomeou pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, Catedral do Crato, o Revmo Padre Rubens Gondim Lóssio.

Com o falecimento do mosenhor Assis Feitosa, em 1952, sua revma, fôra nomeado, inteirinamente, por Dom Francisco, para ocupar-lhe o lugar, cabendo a Santa Sé, a nomeação definitiva, porque esta se reserva a provisão dos benefícios cujo o último ocupante, fôra agraciado com um título pontifício.

Era o caso de Mons. Feitosa, Camareiro Secreto de sua Santidade. 

O Exmo Senhor Bispo, diocesano quis que a cerimônia de posse efetiva do Revmo, padre Rubens se revestisse da maior solenidade  possível. Para ela, escolheu-se o dia de São José 19 de Março. Foi oficiante o revmo bispo auxiliar, Dom Araújo.

A matriz estava repleta de fiéis, entre os quais avultava a presença de Dom Francisco e do prefeito municipal. 

Terminado o ato litúrgico, todos os presentes, tendo à frente as autoridades referidas, acompanharam o revmo Pe. Rubens até sua residência, onde lhe prestaram calorosa manifestação de regozijo.

Falaram na ocasião, vários oradores, entre os quais o revmo Padre Manuel Pereira. 

O revmo Padre Rubens Lóssio, com 32 anos, de idade, destaca-se no meio do clero cratense, como um dos seus mais apreciados valores.  

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Sistema de governo - Antônio Alves de Morais.

Já li muito sobre sistemas de governos, principais sistemas de governo que conheço :

Repúblicas presidencialistas totais.

Repúblicas presidencialistas ligadas, a um parlamento.

Repúblicas semipresidencialistas.

Repúblicas parlamentares.

Monarquias parlamentares constitucionais em que o monarca não exerce poder pessoal.

Governo de excessão :

Ditaduras civis.

Ditaduras militares.

Nunca ouvir falar de um regime em que o presidente eleito pelo povo não governa, e, o governo é exercito por um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Essa é a minha última postagem sobre política. 

O Brasil é um caso perdido. 

54 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 

A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.

"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho.

Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura.  "Imprensa se combate com imprensa", dizia.

O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

Etapas da vida - Antônio Alves de Morais.


A humanidade precisa de Deus como a terra necessita da água. Por essa razão são abertas a cada esquina uma nova e diferente igreja e, qualquer mascate vende sua mercadoria.

Na década de 50 do século passado o meu pai, ainda bem jovem, arreou um burro e foi à cidade de Arneiros pagar uma promessa em ação de graças a Nossa Senhora da Paz padroeira daquela cidade dos Inhamuís. 
Chegando lá foi surpreendido com a decisão do Bispo do Iguatu que suspendeu a missa, a procissão e as solenidades finais da festa por conta de um "samba" que a sociedade promoveu no dia anterior. 
Meu pai procurou o bispo e disso : Senhor bispo, eu vi de Várzea-Alegre a 360 KM, montado num burro pagar uma promessa e, o senhor suspendeu a missa que eu precisava assistir para cumprir a obrigação de servo de Deus. 
O bispo respondeu : o senhor fez sua parte, sua promessa está paga, volte tranquilo, você não frustou o cumprimento do seu desejo e de sua fé.
Esse preâmbulo inicial eu fiz para mostrar que, a época,  existia alguém que defendia os preceitos e doutrina da igreja Católica Apostólica Romana.
Diferentemente, hoje em dia, diante de um sacrilégio, de um deboche desrespeitoso e ofensivo promovido pela "Produtora do Porta dos Fundos" não aparece sacristão, padre, bispo ou Cardeal para defender a igreja de tamanha agressão. 
O Papa perde a compostura com uma atitude arrogante e nada fraterna em plena Praça de São Pedro.

Onde a igreja católica pretende chegar? 

Discórdia - Antônio Alves de Morais.


A agressividade está aumentando cada vez mais. Por qualquer motivo se grita, se diz palavrão, se bate, se mata. Maldade, inveja, feitiços, agouro...Sempre haverá aqueles que apelam para ignorância. Se não existisse o ódio, não daríamos tanto valor ao amor.

Que bom se voltasse à mente da pessoa adulta aquela maneira de ser de criança, aquele espírito e coração que briga, mas logo esquece: está brigando novamente, mas não leva a mal.

“O ódio é como um ácido, pode fazer mais mal ao recipiente onde está do que em quem se derrama”.

VEÍCE - Pra ri um pouco - Antonio Alves de Morais


O poema a seguir trata da fisiologia do homem depois de certa idade. Nada que não já seja do conhecimento geral de todos..

Vô contá como é triste, vê a veíce chegar.
Vê os cabelos caino, vê as vistas encurtar.
Vê as pernas trumbicano, com priguiça de andá.
Vê aquilo esmoreceno, sem força pra levanta.

As carnes vão sumino, vai apareceno as vêia.
As vistas diminuino, e cresceno as sombranceia.
As ouças vão encurtando, vão aumentando as orêia.
Os ovos dipindurano, e diminuindo a pêia.

A veíce é uma doença, que dá em todo cristão.
Doe os braços, doe as pernas. doe os dedos, doe as mão.
Doe o fígo, doe a barriga, doe o rim, doe o purmão,
Doe o fim do espinhaço, doe a corda do cunhão.

No tempo que era moço, o sol para mim briava.
Eu tinha mil namoradas, tudo de bão me sobrava.
As meninas mais bonita, da cidade eu bolinava.
Eu fazia todo dia, chega o bichim desbotava.

Mas tudo isso passou, faz tempo, ficou pra traz.
As coisas que eu fazia, hoje já não sou capaz.
O tempo me roubô tudo, de maneira bem sagaz.
Pra falar mesmo a verdade, nem trepá, eu trepo mais,

Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça.
Pega muié, vai pra cama, apaipa, beija e abraça.
Porem só faz duas coisas, solta peido e acha graça.

Autor desconhecido.

53 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


 D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições. 

Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos. 

Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.

Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.

Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

1880 - O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

1860-1889 - A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

1880 - Eram 14 impostos, atualmente são 98.

1850-1889 - A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

1880 - A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

1880 - O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da  Inglaterra.

1860-1889 - O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

1880 - O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

Etapas da vida - Antônio Alves de Morais.


Jovens de 15 e 16 anos que acham os coleguinhas do "Ensino Médio" falsos, esperem até conhecerem uma raça chamada "colegas de trabalho".
No final da década de 80 do século passado eu era gerente de um banco na cidade do Crato. Recebi um memorando da diretoria convocando um funcionário para fazer uma capacitação na área de arrecadação de Tributos Federais.
Sempre tratei os meus colegas com lhaneza e respeito esmerados. Não tinha predileção por nenhum deles, a agência sempre foi premiada por não haver rotação de pessoal. 
Escolhi aquele que entendi merecer fazer o treinamento e ser promovido.
Mais que nada, depois da capacitação, o meu colega viajou de volta para Crato no mesmo ônibus que trouxe no bagageiro o malote com a sua demissão. 
Procurei saber da diretoria de pessoal do banco os motivos da demissão e, fui informado que durante o curso ele "fritou" até onde pode o gerente da agência ou seja a mim.
Por essa razão o banco decidiu  por sua demissão. 
Não pude evitar.