sexta-feira, 18 de maio de 2018

ZÉ DIRCEU….o braço direito do Lula, amanhã estará preso ao lado do chefe.


A juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro, acaba de mandar prender Zé Dirceu.

De acordo com o Antagonista Assim como no caso de Lula, ela deu 24 horas para que o ex-ministro se apresente à PF. Segundo petição da defesa, o petista pretende se entregar em Brasília.

Mais cedo, o TRF-4 rejeitou o último recurso de Dirceu e comunicou a decisão à 13ª Vara Federal. Como Moro está fora do país, coube à juíza Hardt a nobre tarefa.

PSDB acha que Moro será implacável com Richa - Por Josias de Souza.



O PSDB precisa se benzer. Na definição de um integrante da cúpula da legenda, “os tucanos já não chupam picolé com receio de engasgar com o palito.” Na penúltima urucubaca que se abateu sobre o ninho, um processo que corria contra o ex-governador paranaense Beto Richa no STJ foi transferido para Sergio Moro. Avalia-se que o juiz da Lava Jato será implacável com Richa. É o primeiro tucano que lhe cai sobre a mesa. E a impressão dos colegas do encrencado é a de que Moro aproveitará a oportunidade para demonstrar que não é seletivo.

As investigações contra Richa desceram para a 13ª Vara Federal de Curitiba porque ele perdeu o foro especial do STJ ao abdicar do governo paranaense para disputar uma cadeira no Senado. Apura-se a suspeita de que a Odebrecht transferiu R$ 2,5 milhões do seu departamento de propina para uma caixa eleitoral clandestina de Richa na campanha de 2014. Fez isso em troca de favorecimento na concorrência para a duplicação de uma rodovia estadual. A empreiteira levou o contrato. Mas a obra não saiu do projeto.

Richa nega o malfeito. E se esforça para fugir de Moro. Em recurso ao STJ, ele sustenta que seu processo deve ser apreciado pela Justiça Eleitoral. O último tucano premiado com esse truque foi Geraldo Alckmin, cujo processo desceu do STJ para a Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Mas o refresco durou pouco, pois o Ministério Público estadual transformou o repasse de R$ 10,3 milhões da Odebrecht para Alckmin num inquérito sobre improbidade administrativa.

A virada da maré também começou a levar processos contra Aécio Neves do aconchego do Supremo para a incógnita da primeira instância em Minas Gerais. O movimento empurra Aécio para fora da urna de 2018. Noutra evidência de que já não é automática a blindagem que vinha como milagre, a água de Eduardo Azeredo, que virou vinho durante 15 anos, está na bica de virar vinagre. Ex-presidente da legenda, o protagonista do chamado mensalão mineiro do PSDB está a um passo da cadeia.

Dirceu atual faz do Dirceu de 1968 uma alegoria - Por Josias de Souza.


Em outubro de 1968, quando foi preso pelas forças da ditadura, José Dirceu, tenros 22 anos, era um mito estudantil, um projeto de estátua de bronze. Decorridas cinco décadas, Dirceu, agora com 72 anos, retorna à gaiola, em plena democracia, como uma espécie de pardal de si mesmo. Com desenvoltura dialética, o ex-mito suja a testa de bronze da estátua que não conseguiu ser.

Dirceu revelou-se um idealista que ainda não tinha chegado à chave do cofre. Queria reformar um sítio em Vinhedo, não o Brasil. Toda aquela vontade de sacrificar-se pela causa, todo aquele desejo de servir à classe trabalhadora, tudo aquilo era impulsionado pelo dinheiro. Dirceu abandonou a ideologia para cair na vida. Aviltou os fins para se apropriar dos meio$.

Até o escândalo do mensalão, Dirceu ainda conseguiu manter as aparências. Punho esguerdo erguido, foi preso e recolhido à Papuda imaginando-se beneficiário da atenuante de não ter agido em proveito próprio. No petrolão, restou demostrado que evoluiu definitivamente do socialismo de resultados para a apropriação pessoal. Na condenação mais recente de Dirceu, confirmada pelo TRF-4, Sergio Moro escreveu:

“O mais perturbador em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que praticou o crime inclusive enquanto estava sendo processado e julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [mensalão], havendo registro de recebimento de propina, no presente caso, até pelo menos 23/07/2012. Nem o processo e o julgamento pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada…”

A primeira prisão de Dirceu, aquela de 1968, ocorreu num sítio em Ibiúna (SP), durante o célebre congresso estudantil. Oito líderes foram levados ao Forte Itaipu, em Santos. Beneficiados por habeas corpus, quatro saíram. O resto ficou no xilindró. Entre eles, Dirceu. Foram libertados em 7 de setembro de 1969, junto com um grupo de políticos, trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick.

O projeto de estátua voou para Cuba. Recebeu-o Fidel Castro em pessoa. Abrigou-se na ''casa dos 28'', ninho de treinamento de guerrilha. Entrou no Brasil em 1971, como integrante do Molipo (Movimento de Libertação Popular). Voltou a Cuba no mesmo ano, fez plástica no rosto com médicos chineses. Em 1975, retornou ao Brasil.

Vivendo clandestinamente em Cruzeiro do Oeste (PR), sob falsa identidade, na pele de dono de alfaiataria, casou-se com uma dona de butique. Teve um filho. Só emergiu depois da anistia, com o rosto reconstituído por nova plástica cubana. Elegeu-se deputado estadual e federal. Apossou-se da máquina do PT. Ajudou a fazer de Lula presidente. Virou um poderoso chefão da Casa Civil. Chegou ao cofre.

Hoje, o Dirceu do petrolão, reincidente do mensalão, empurra o Dirceu de Ibiúna para uma espécie de clandestinidade eterna. O corrupto que vai preso neste maio de 2018 faz do mito estudantil que foi detido em 1968 uma alegoria. Dirceu deve puxar uma cana longa. Sem um embaixador americano para servir de moeda de troca, terá de rezar para que o Supremo volte atrás na jurisprudência que permitiu a prisão de condenados na segunda instância. Quando sair, já não verá o sitio de Vinhedo. A propriedade vai ao martelo junto com outros imóveis. Coisa de R$ 11 milhões.

Em VEJA desta semana: Polícia Federal conclui que Gleisi Hoffmann recebeu dinheiro da Consist


Esquema de corrupção que desviou 100 milhões de reais nasceu na gestão do marido da senadora, Paulo Bernardo, no Ministério do Planejamento
(Por Hugo Marques)
 Rebaixamento - Gleisi Hoffmann: eleita senadora em 2010, ela agora tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados (Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo)

     Após dois anos e seis meses de investigação, a Polícia Federal concluiu que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, se beneficiou de dinheiro desviado em contratos do Ministério do Planejamento, que era ocupado por seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. VEJA teve acesso ao relatório final do inquérito, que tramita sob segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal. Segundo a PF, as condutas da senadora paranaense podem configurar corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crime eleitoral.

“Existem indicativos de que Gleisi Helena Hoffmann de alguma forma colaborou para ocultar ou a dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores oriundos do esquema criminoso Consist, pois foram identificados diversos registros de pagamentos feitos em benefício da senadora Gleisi Helena Hoffmann ou pessoas relacionadas a ela e/ou ao marido Paulo Bernardo entre os anos de 2010 e 2015”, conclui o a PF.

          Com base em planilhas apreendidas, depoimentos de testemunhas, acesso a dados bancários e mensagens eletrônicas, os policiais conseguiram rastrear todo o caminho de grande parte do dinheiro entregue a Gleisi, Paulo Bernardo e pessoas ligadas ao casal, que receberam recursos desviados no esquema de corrupção. Gleisi, o marido, seus assessores e o escritório do advogado Guilherme de Salles Gonçalves, que representava o casal, receberam 7 milhões de reais do Fundo Consist em cinco anos. “Tais pagamentos aparecem como tendo sido feitos regularmente pelo escritório de Guilherme Gonçalves, mas na realidade tratavam-se de valores de corrupção recebidos pelo escritório de Guilherme Gonçalves”, diz a PF.


        A documentação mostra que a quadrilha ligada à empresa Consist, que desviou 100 milhões de reais no Ministério do Planejamento, queria desviar outros 100 milhões no Ministério da Previdência. Em uma das mensagens interceptadas pela polícia, um dos investigados, o empresário Washington Vianna, descreve, em 2011, no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, um plano para implantar o sistema no Ministério da Previdência: “Teríamos R$ 3,750 milhões/mês para fazer os acordos políticos necessários. Eu até diria que na Casa Civil, um apoio direto na próxima campanha presidencial durante 3 anos no total de R$ 100 milhões”.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A conclusão da PF: Gleisi é corrupta - Por o Antagonista.



Gleisi Hoffmann começou sua carreira no PT com o verniz de gestora. Mulher do ex-deputado e ex-ministro Paulo Bernardo, ela foi alçada ao cargo de diretora de Itaipu em 2003, quando Lula chegou à presidência. 

Esse posto, a influência do marido no partido e a forte popularidade do governo Lula ajudaram Gleisi a superar derrotas no passado e chegar à sua primeira vitória na eleição de 2010, como senadora. 

A sorte seguiu ao lado da petista e, em 2011, Antônio Palocci caiu da Casa Civil de Dilma Rousseff e, Gleisi, com a fama de gestora, passou de novata no Senado à poderosa posição de número dois do governo, chefiando o ministério. 

Sua carreira continuou próspera mesmo com a Lava Jato e, com o declínio de Lula, ela passou a ser presidente do PT e porta-voz do ex-presidente preso. O que a Polícia Federal descobriu é que, enquanto fazia carreira na política, Gleisi Hoffmann recebeu propina, fez caixa dois com dinheiro da TAM e, suspeita-se, até emplacou um funcionário fantasma em seu gabinete.

Em premiação nos EUA Moro diz que prêmio é reconhecimento a todos os que combatem a corrupção.


Na primeira vez que um juiz recebe o prêmio de “personalidade do ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato na 13ª Vara federal de Curitiba, afirmou que a operação é uma prova do vigor da democracia. Em um discurso de 19 minutos no Museu da História Natural de Nova York, Moro afirmou que sua premiação legitima a luta contra a corrupção no Brasil:

Este prêmio também significa que o setor privado no Brasil e nos Estados Unidos apoia o movimento anticorrupção brasileiro e isso faz grande diferença — disse Moro, que foi ovacionado várias vezes e, quando subia ao palco, ouviu de ao menos um entre os mil presentes no jantar de Gala o grito de “Moro presidente!”.

RECONHECIMENTO – Moro disse ainda que aceitou a premiação por ser um reconhecimento de todos que trabalham contra a corrupção no Brasil, como outros juízes, promotores e policiais. Ele disse que, ao contrário do que parece, saber e enfrentar todos estes casos não significa um motivo de vergonha, mas de força da democracia brasileira.

A democracia não está em risco no Brasil. Há riscos de retrocesso, mas não acredito que eles ocorrerão. Os Estados Unidos podem apostar no Brasil como nós apostamos — disse.

A 48ª Premiação da Câmara de Comércio também homenageou o empresário e ex-prefeito nova-iorquino Michael Bloomberg, que recebeu seu prêmio mais cedo e não ficou para ouvir o juiz. Moro disse que com este combate à corrupção mais investimentos podem ir ao Brasil e disse que o país está no “caminho correto”.

EM PORTUGUÊS – No fim de sua fala, desta vez em português, Moro enviou uma “mensagem aos companheiros brasileiros”, dizendo que o país vive 30 anos de democracia e liberdade, com dois impeachment e um ex-presidente preso, mas sem “risco de ruptura”. Ele disse que o país já conquistou muito, como o fim da hiperinflação e criou políticas sociais que diminuíram a pobreza e a desigualdade:

Há muito a ser feito: continuar as reformas, consolidar a democracia, retomar o desenvolvimento, melhorar a qualidade dos servido públicos de segurança, educação e saúde e enfrentar a pobreza e a desigualdade. Tudo isso só é possível sem a impunidade da grande corrupção – disse ele.

HERÓI NACIONAL – Moro foi apresentado na premiação pelo vencedor do ano anterior: João Dória, ex-prefeito e pré-candidato tucano ao governo de São Paulo. O político apresentou Moro como um “herói nacional”, pediu “salvas de palmas de todos em pé” e disse que este é o “Brasil dos homens de bem”, criticando os que protestaram contra Moro no lado de fora do museu.

O público presente, formado por empresários, advogados, autoridades (o ministro Carlos Marun, da secretaria de governo de Michael Temer, por exemplo) e alguns acadêmicos dos dois países – cada um pagando ao menos US$ 1.200 por uma cadeira ou receberam esta possibilidade dos patrocinadores do evento – reagiu com euforia à premiação de Moro: além das palmas, muitos gravaram todo o discurso do juiz.

BEM DIFERENTE – O próprio evento estava diferente, segundo pessoas que participam da cerimônia há anos: a cerimônia começou pela primeira vez com a execução dos hinos dos dois países e o presidente da Câmara, Alexandre Bettamio, chegou a dizer em seu discurso frases típicas de Trump, ao defender que todos trabalhem para colocar “o Brasil em primeiro lugar”.

Como seria a nossa vida se o Brasil ainda fosse monarquia? – por André Martins de Oliveira (*)


      Muito se tem especulado sobre qual seria a situação do Brasil hoje, se a República não tivesse sido proclamada e, portanto, o Império tivesse seguido seu rumo.
      Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que nosso país estaria numa situação bastante privilegiada, pois todo o trabalho de D. Pedro II teria continuidade num Terceiro Reinado com sua filha, a Princesa Isabel. Isso porque ela não seria uma frágil governante, ofuscada pela sombra de seu pai, mas tinha luz própria e suas realizações deixariam sua marca no Brasil, assim como todos os governantes da família Bragança.
       Podemos enxergar a construção do Brasil sob quatro formas distintas de administração. Na primeira, com D. João VI, que construiu uma enorme infraestrutura para o crescimento do país. Na segunda, com D. Pedro I, que impediu a fragmentação de um imenso território, conservando a unidade do país. Na terceira, com D. Pedro II, que pacificou a nação, promoveu o desenvolvimento e criou uma elite intelectual que administrava o Estado com uma eficiência nunca mais vista. E, por último, teríamos o governo da Princesa Isabel, que era dotada de grande firmeza de princípios ao lado de igual sensibilidade e compaixão pelos necessitados.
      O governo da Princesa certamente daria ênfase aos problemas da sociedade, se preocuparia em resolver dificuldades sociais e daria bem-estar às famílias. Era objetivo do Império, especialmente dela, providenciar uma realocação dos escravos libertos em 1888 pela Lei Áurea.
Para isso, foi elaborado pelo engenheiro André Rebouças um projeto de inclusão dos negros na sociedade que consistia em dar terras e assistência técnica aos libertos para que pudessem se desenvolver e ganhar o próprio sustento. A proposta era tão moderna que previa a construção de agroindústrias próximas aos empreendimentos. Previa também a agricultura sustentável, visando ao menor impacto possível ao meio ambiente.
       O Império tinha também planos de construção de mais ferrovias pelo interior do Brasil, sendo para tanto utilizada a mão de obra agora remunerada dos ex-escravos. Além disso, receberiam terras ao longo das ferrovias em construção, podendo pagá-las com parte do salário. Trabalhadores rurais pobres também receberiam a mesma ajuda.
        Fato pouco conhecido pelos brasileiros é que os planos para a construção, no interior do país, de uma nova Capital como Brasília não são da República, mas do Império. Fazia parte do projeto a construção de ferrovias para interligar a nova Capital a todos os outros estados. Não é difícil imaginar o êxito dessa empreitada, no final do século XIX e início do século XX, com o auxílio dos negros assalariados e agora proprietários rurais. Com terras e trabalho no interior do Brasil por certo hoje não existiriam as favelas e a extrema pobreza em tantas cidades.
      Com sua forte preocupação social, a Princesa Isabel promoveria políticas voltadas à educação, saúde e proteção das pessoas mais vulneráveis. Essas políticas acabariam por criar uma enorme classe média, protegendo os mais necessitados e promovendo a ascensão econômico-social da maioria da população. Acredita-se que até o ano de 1950 o Brasil alcançaria um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) igual ao de países europeus, e um progresso econômico superior ao dos Estados Unidos.
       Na construção do Brasil como nação tivemos em D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II três etapas importantes. Infraestrutura, união do território e desenvolvimento econômico. Restava a última e mais importante: o desenvolvimento e amadurecimento da sociedade, que seria promovido pela Princesa Isabel.
       Não proclamada a trágica República, teríamos uma Princesa fechando com chave de ouro o ciclo de construção do Brasil, representado não só pelo desenvolvimento de uma sociedade mais capacitada e instruída, mas sobretudo pelo seu belo exemplo de Monarca voltada para o senso de justiça e caridade.
        Tal sociedade não seria dependente do governo e, portanto, seria mais dificilmente manipulada por políticos e enganada em eleições. A família brasileira teria hoje uma vida muito melhor, com segurança e prosperidade.
      Então, quando me perguntam “Como estaríamos hoje se fôssemos Império?”, respondo: “Teríamos um desenvolvimento, em todos os campos, igual ou superior ao dos países do Primeiro Mundo, mas, sobretudo, estaríamos cumprindo nossa vocação de grande Nação que a Providência Divina nos destinou a ser”.
(*) Artigo originalmente publicado na edição de número 51 do boletim, “Herdeiros do Porvir”.

Bretas manda criar ‘imobiliária’ da Lava Jato - O Antagonista



Marcelo Bretas solicitou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região a criação de um setor específico para administrar os imóveis sequestrados pela Lava Jato, segundo O Globo.

O juiz tem autorizado a locação ou até a venda desses imóveis, mas o volume crescente de bens apreendidos tornou esses gerenciamento impraticável.

“Não temos estrutura para esse tipo de administração, mas estamos nos esforçando para isso. O TRF2 está em vias de criar um setor específico para isso, a pedido da 7ª Vara Federal Criminal, inclusive com contadores e mais servidores.”

Segundo ele, os recursos serão usados para ressarcir os cofres públicos da União e do Estado do Rio de Janeiro.

HISTÓRIAS SOBRE CANGAÇO - SÃO HISTÓRIAS IMPRESSIONANTES. MARIA BONITA EM APUROS - Por José Mendes Pereira


Se Lampião ainda estivesse vivo ninguém seria capaz de condenar ele e a sua rainha Maria Bonita, afirmando que ele era guei, que Maria Bonita era adúltera, e que o traía com o seu melhor amigo e compadre Luiz Pedro do Retiro, ou ainda, que entre ele, Luiz Pedro e Maria Bonita existia um triângulo amoroso.

Caçador de cangaceiros revela segredos do cangaço, que o ex-soldado Josias Valão dos Santos que era comandado do sargento Aniceto, conta fatos que aconteceram envolvendo os reis do cangaço Lampião e Maria Bonita.

Um deles é: Josias Valão dos Santos conta, por exemplo, que Lampião estava tuberculoso – doença natural na época; e que levava à morte.

Ainda, em 1938 o maior e mais famoso chefe de cangaceiro evitava os combates, como aconteceu na Fazenda Patos, no povoado Caboclo, no atual município de São José da Tapera-AL.

Uma manhã Lampião topou com o sargento Aniceto e, para surpresa da gente, não quis brigar. O sargento dizia que o cangaceiro Luiz Pedro do Retiro pedia para ele brigar, gritava desesperado. A gente estava com pouca munição e esperava que ele tivesse a iniciativa, mas Lampião foi embora, conta.

Lógico que eu não estava lá, mas fica meio duvidoso e para mostrar as minhas inquietações farei as seguintes perguntas:

1 – Como foi que as volantes descobriram que Lampião estava tuberculose, se nenhum dos seus comandados que conviviam diretamente com ele posteriormente chegou afirmar isso aos repórteres e pesquisadores do cangaço?

2 – Como é que eles sabiam que quem estava pedindo para Lampião brigar era o cangaceiro Luiz Pedro, que as volantes quase não tinham contatos com os cangaceiros para saberem de quem era aquela vós que estava forçando Lampião brigar?

Outro episódio que chamou a atenção de Josias foi a rebeldia do cangaceiro apelidado de “Diferente, que era viciado em baralho e, quando estava perdendo, falava palavrões. Numa partida em que se encontravam Lampião, Luiz Pedro, Maria Bonita e Sabonete, este era irmão do cangaceiro Borboleta, o cangaceiro soltou palavrões e foi recriminado por Luiz Pedro, que o chamou a atenção para a presença de Maria Bonita na mesa. E o cangaceiro desbocado reagiu, dizendo que Maria Bonita não era nenhuma santa. “Você c... ela...”, relatou Josias dizendo que essa passagem foi contada ao sargento Aniceto por um coiteiro. “A surpresa é que Lampião fez que não ouviu nada”.

O que o policial informou ao repórter que era Roberto Vila Nova foi o “DISSE ME DISSE”, pois a história já vinha de um coiteiro, que contou ao sargento Aniceto, e o Josias contou a Vila Nova.

Eu não me refiro ao repórter Roberto Vila Nova, pois ele apenas registrou o que Josias lhe informou. Mas eu acho muito difícil que isso tenha acontecido com Maria Bonita, pois ela detestava traições de cangaceiras.

“Certa vez, uma posição tomada por Corisco em relação à honra masculina, foi do caso amoroso entre Cristina e Português. Ela havia  traído com Jitirana, do bando de Corisco.

Português sentindo-se decepcionado contratou o cangaceiro Catingueira para limpar sua honra. Quando Catingueira chegou ao coito de Corisco, chamou Jitirana para terem uma conversa particular.

Nesse momento Maria Bonita e Lampião que estavam no coito de Corisco, aproximaram-se do local. Maria Bonita opinou que Cristina era a culpada, e deveria ser eliminada por Catingueira.

Foi quando Corisco lhe respondeu: “ Ela deu o que era dela! “Ninguém tem nada com isso”!

Não satisfeita com a resposta, Maria Bonita disse que Português iria ficar desmoralizado. Corisco deu um basta à discussão, exclamando: "- Ele que cuide da mulher dele! De Jitirana cuido eu!”.

Assim fica comprovado que Maria Bonita seria incapaz de trair seu companheiro, vez que ela sabia muito bem que, se traísse Lampião, morreria sem perdão.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Obama foge do PT.



O PT está empenhado em conseguir uma maior repercussão internacional sobre a esdrúxula tese de ‘prisão política’ do ex-presidente Lula.

Nesse sentido tem procurado conseguir declarações de personalidades internacionais de apoio, em favor do ilustre presidiário.
Até o momento não conseguiu nada realmente de peso.

Apenas uma nota assinada por François Hollande, ex-presidente francês, Massimo D’Alema e Romano Prodi, ex-presidentes do Conselho de ministros da Itália, Elio Di Rupo, ex-primeiro-ministro da Bélgica, e José Luis Zapatero, ex-primeiro-ministro da Espanha.

Todos eles políticos em decadência, fora de atividade e que pouco repercutiram.
O sonho petista é uma declaração de Barack Obama, revela Ricardo Noblat do jornal ‘O Globo’.

Tarefa considerada quase impossível.
Obama já foi procurado e sequer enviou resposta.

Quer distância.

Por trás dele existe uma história, diz empresário sobre triplex - Agência o Estado.



O apartamento foi arrematado a apenas 5 minutos do fim da primeira fase do leilão virtual - quando a página já registrava 54.900 visitantes

O empresário Fernando Costa Gontijo, de 64 anos, é o novo dono de um dos imóveis mais comentados do País: o triplex 164-A, no condomínio Solaris, no Guarujá. O apartamento foi o pivô da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava-Jato. Ele foi arrematado pelo valor mínimo estipulado no edital, de R$ 2,2 milhões. 

Gontijo tem 3 dias para realizar o pagamento e oficializar o negócio. "O triplex tem mais de 200m², uma vista privilegiada e, por trás dele, existe uma história. É uma aposta, mas acredito que pode ser um bom negócio", disse.

Gontijo atua no mercado imobiliário há mais de 30 anos, confessa nunca ter votado em Lula e se diz apolítico. Ele criou a empresa Guarujá participações especificamente para comprar o imóvel. Em sua carreira de executivo, consta uma passagem pela companhia Via Engenharia.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Lula na cadeia e triplex em Piracicaba - Antônio Alves Morais.


O bandido era perigoso. Seus  defensores muito poderosos. Falta de aviso não foi.  Merval Pereira, Augusto Nunes, Ricardo Noblat, José Augusto Ribeiro, Diogo Mainard, Reinaldo Azevedo, Neide Zaidan, e, uma quantidade enorme de jornalista  advertiram : Isso não vai dar certo.  Lula  não era  presidente  de um governo, era um negócio pessoal, uma fonte sebosa, nociva à pátria, um escroto.

O triplex de Lula será leiloado daqui a pouco. Ontem à noite chegou um lance de Piracicaba, pelo valor mínimo de 2,2 milhões de reais. É o desfecho perfeito: Lula está na cadeia e o dinheiro da propina será devolvido à Petrobras. É o fim do VERME.

Futuro do país está nas mãos dos desalentados - Por Josias de Souza.

Saiu a nova pesquisa CNT/MDA. O resultado consolida uma percepção triste: o futuro do Brasil está nas mãos dos eleitores desalentados. Esse grupo se divide em dois: 29,6%, desanimados, dizem que anularão o voto ou votarão em branco; 16,1%, desnorteados, declaram que estão indecisos. Juntos, desanimados e desnorteados somam, no cenário mais provável, sem Lula, 45,7% do eleitorado. Somando-se os três candidatos mais bem-postos na pesquisa —Bolsonaro, Marina e Ciro— chega-se a um percentual menor: 38,5%.

Veja bem: se os 45,7% de eleitores sem candidato resolvessem se juntar para apoiar a candidatura de João dos Anzóis, esse presidenciável fictício entraria na disputa com mais votos do que Bolsonaro, Marina e Ciro somados. O mais triste desse cenário é o seguinte: a cinco meses e alguns dias da eleição quase metade do eleitorado informa que não se sente representada por nenhum dos candidatos oferecidos pelos partidos.

Nelson Rodrigues, o velho cronista, escreveu que “a multidão tem algo de fluvial no seu lerdo escoamento.” E as últimas pesquisas eleitorais revelam que o eleitorado brasileiro escoa lentamente na direção do brejo. Quem acha que sabe o que está fazendo coloca no topo do ranking Lula, preso em Curitiba, e Bolsonaro, preso em algum lugar da era paleolítica. Quem não sabe o que fazer tranca-se em seus rancores, sonegando votos a candidatos incapazes de articular algo que se pareça com um rumo. Triste cenário.