domingo, 11 de abril de 2010

Crato - humanizando o transito - Por Vicente Almeida



Nos últimos dias de março, a engenharia de transito do Crato, efetuou uma alteração na sinalização, há muito reclamada, no cruzamento da Praça da Sé com a Rua Ida Bilhar e Dom Quintino.

Essa modificação permitiu um rápido escoamento do fluxo de veículos naquela área, uma vez que a partir de então, os veículos passaram a circular a praça e seguir seu destino, sem se demorar no sinal como era antes.

Simultaneamente, foi também inibido o estacionamento entre os grandes oitizeiros, pois tínhamos assim três fileiras de veículos estacionados, dificultando o transito de veículos de grande porte naquele pequeno trecho.


Parabéns a quem de direito.








BIOGRARIMA - Por Mundim do Vale

Me chamam Mundim do Vale
Meu nome depois eu digo,
Na terra de São Raimundo
Eu não deixei inimigo.
Gosto de baião de dois,
Porque na terra do arroz
Enterraram meu umbigo.

Minha mãe teve quatorze
Deles eu fui o segundo,
No ano quarenta e seis
Em agosto eu vim ao mundo.
Em respeito ao padroeiro,
O meu nome verdadeiro
No Batistério é Raimundo.

De doença de menino
Eu contraí um bocado
Sarampo, desinteria,
Coqueluche, bucho inchado,
Maria preta coceira,
Bicho de pé e frieira,
Catapora e mal olhado.

No meu tempo de criança
Fiz tudo que deu na telha,
Pegava animal a alheio
Para correr de parelha.
Cutucava maribondo,
Chega fiava redondo
Ferroado de abelha.

Quando eu fazia o primário
No José Correia Lima,
Vez por outra eu inventava
De fazer alguma rima.
Mas era rima brejeira,
De pau de sebo na feira
Com nota de cem em cima.

Fui ficando adolescente
Deixando de ser menino,
Uma vez falava grosso
Outra vez falava fino.
No tempo dessa mudança,
Eu deixei de ser criança
Sem nunca bater o pino.

Eu tinha amizade as moças
Sem maldade e nem cobiça,
Passava a noite num samba
Sem cansaço e nem preguiça.
Gostava de pescaria,
De forró e cantoria
Mas no domingo ia a missa.

Quando passei dessa faze
Chegando a maioridade,
Fiquei lá em Várzea Alegre
Até os trinta de idade.
Depois vim pra Fortaleza,
Mas já trazendo a certeza
De sentir muita saudade.

Tenho jeito de matuto
Porque nascí na ribeira,
Tendo sido aparado
Por Antônia Cabeleira.
Que não tinha formatura,
Mas exerceu com ternura
O ofício de parteira.

Tudo quanto é profissão
Nessa vida eu trabalhei,
Até na agricultura
Cabo de enxada eu puxei.
Fui vendedor de revista,
Oficial de justiça,
Mas nunca me aposentei.

Mundim do vale

AUMENTANDO O VOLUME - Por Mundim do Vale


Um certo dia, eu estava almoçando com uns colegas de trabalho, quando um deles falou: - Raimundinho. Voctá ficando famoso, já tem até uma lagoa com o seu nome lá em Várzea Alegre.
Eu todo cheio de vaidade respondi: - Pois é. para meu orgulho. Um outro colega disse por ironia:
- Grande merda!
Vejam que assunto mais desapropriado para a hora da sagrada refeição.
Mas mesmo assim eu revidei: - Pois é meu amigo e se você me pisar, vai ficar maior. Ele muito voador disse: - Não entendi. - É porque merda sobre merda a tendência é aumentar o volume. Com a minha rápida resposta, o aprendiz de dublê de gozador perdeu o apetite E ficou mais desconfiado de que marido de mulher que acha dinheiro.
Aproveitando o embaraço do gozador eu perguntei:
- O que houve Feitosa, perdeu o apetite?
- Não. É o ambiente que não está propicio. - Pois é bom lembrar que foi você que começou falando em merda. E aproveitando a teima porque você não vai almoçar na Lagoa de São Raimundo Nonato?

sábado, 10 de abril de 2010

Caipira não se aperta!

O CUMPADI Juvêncio (não sei, sempre tem que ser Juvêncio) teve que vir à capitá, móde cumprá umas maquinarias pra sua fazenda. Maquinarias aqui em São Paulo, é sempre na famosa rua Florêncio de Abreu, que fica pros lados do Largo São Bento, que é onde tem a grande Igreja do mesmo santo.

Pois muito bem: o tar CUMPADI meu fez as referidas compras, pagoutudo no dinheiro vivo que ele trouxe amarrado no forro da carça de brim e mandou embarcar tudo no trem de carga da morgiana, que era o trem que passava por lá na minha terra nessa época (êta sodade!). Daí como já beirava o meio dia, a fome começou a bater lá no estômago dele.

Foi aí que veio a indignação de matuto: onde armocá? Como fazer pra entrar num restaurante da capitá, sem fazer feio? Como pedir comida pro garçom? É por isso que eu sempre admiro os meus CUMPADI da roça: sempre acham um jeito pra tudo. E sempre vencem suas empreitadas.

Pois não é que o meu CUMPADI teve a luminosa idéia de sentar-se em um restaurante, ao lado de um CIDADÃO que, naquele momento, também ia iniciar o seu pedido ao garçom. O CUMPADI pensou assim: "tudo o que aquele CIDADÃO pedir, eu vou pedir também. Fazendo desse jeito não tem como errar".

Daí a história se desenrolou assim: CIDADÃO (para o garçom que passava) - Oh, garçom me traga um bife a cavalo. CUMPADI: um pra mim tomém. GARÇOM (estranhando) Os senhores estão juntos? CIDADÃO: Não, não estamos juntos. Aliás, nem conheço esse capiauaí! CUMPADI (seguro de si). Nóis num tamo junto, mas eu quero um bife-a-cavalo tomém, uai. CIDADÃO (ainda para o garçom) - Aproveite e traga arroz bem soltinho. CUMPADI: - Dois. Um arroz pra mim tomém. Daí seguiu-se nessa lengalenga. TUDO que o CIDADÃO pedia, nosso bom Juvêncio também pedia. Isso para irritação do tal CIDADÃO, que foi ficando vermelho. CIDADÃO: - Traga-me uma água gelada. CUMPADI: - Duas. CIDADÃO: - O palitinho de dentes. CUMPADI: - Dois. Um pra mim tomém. CIDADÃO: - Um cafezinho para arrematar. CUMPADI: - Dois. Um pra mim tomém. CIDADÃO: - A conta. CUMPADI: Duas. Pra mim tomém. (Ainda bem, pensou o CIDADÃO). Foi nessa hora que o tal CIDADÃO, ao olhar para os próprios pés, notou que seus sapatos de cromo alemão estavam sujos, precisando de uma boa graxa. CIDADÃO: - Traga-me um engraxate. CUMPADI (no ato): - Um pra mim tomém! CIDADÃO (não aguentando mais, argumenta com Juvêncio, de um jeito irritado): - Peraí ô capiau, um engraxate para nós dois é suficiente. CUMPADI (na lógica matuta dele): - O sinhô num tem nada cum isso. Eu COMO um, o sinhô COME o ôtro, uai.



Autor: Rolando Boldrin

Postado por Glória Pinheiro

BRASIL - A ESCURIDÃO DO SABER NOS ENVOLVEU - Repassando - Por Vicente Almeida


AQUI SE APRENDIA A LER, ESCREVER E CONTAR DIREITINHO

Antigamente se ensinava e se cobrava do aluno: tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, antes de iniciar as aulas e em datas comemorativas hasteava-se a Bandeira Nacional.

Agora... Vejam só:

Na semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e passei a balconista R$ 0,80 para facilitar o troco.

Ela pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela deveria me dar R$ 5,00 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da surpreendente evolução do ensino de aritmética, hoje matemática nos últimos sessenta anos.

FOI ASSIM:

Em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

Em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o lucro?

Em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

Em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00

Em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( ) SIM ( ) NÃO

Em 2010:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber escrever, coloque um X no R$ 20,00.
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00

Será que em 2012 vai ser assim?
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber escrever coloque um X no R$ 20,00.
Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder.
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a parede novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.

Até 1970 os pais do aluno perguntavam ao filho: Que notas são estas...????
Em 2008 os pais do aluno já perguntavam ao professor: Que notas são estas...????

PROJETO SUPLICY - Por Mundim do Vale

Seu doutor não me acostumo
Com o que vi no jornal,
Ou o Brasil tá sem rumo
Ou é o juízo final.
Eu juro doutor que vi,
Uma tal de Suplicy
Se a memória não me some.
Eu entendi que ela quer,
Casar mulher com mulher
E também homem com homem.

No meu Vale do Machado
Eu vi gente se casar
Depois ser abençoado
Pelo padre do lugar.
Mais lá não tem disso não,
Casamento no sertão
Ainda é feito com fé.
Mulher se caca é com homem
Depois adota seu nome
E vive como deus quer.

Preste atenção seu doutor
Como o Brasil tá mudado,
Pela lei do criador
Esse projeto é errado.
A bíblia disse: Amai,
Crescei e multiplicai
Para o mundo povoar.
Mas do jeito que ela quer,
Casar mulher com mulher
Como vai Mutiplicar?

Não pode ficar direito
Homem com homem casar,
É tudo do mesmo jeito
Não dá pra multiplicar.
Mulher com mulher também,
Porque todas duas tem
A mesma coisa debaixo.
Tem que ser com a alma gêmea,
Macho se casar com fêmea
E fêmea casar com macho.

Esse povo do senado
E da câmara federal,
No lugar de resultado
Seus projetos fazem mal.
Me desculpe Suplicy,
Mas aqui no cariri
Seu projeto não tem vez.
Nossa lei é a primeira,
A mais pura e verdadeira
Que o código civil já fez.

Se a lei for aprovada
Nós vamos muito estranhar,
Calado sem dizer nada
É que não vamos ficar.
Espero que alei demore,
Que lá em Brasília more
E nunca venha aqui.
Pra nós ficar sossegado,
Todo mundo bem casado
Sem projeto Suplicy.

Mundim do Vale
25-06-97

PT - O passado condena - Por Merval Pereira


Os que especulam sobre o significado da não-reação do ex-governador Aécio Neves ao comentário da candidata oficial Dilma Rousseff de estímulo à chapa Dilmasia, um voto híbrido nela para presidente da República e no candidato a governador Antonio Anastasia, do PSDB, querendo perceber nela uma sutil admissão de Aécio à “cristianização” do candidato trucano José Serra em Minas, não perdem por esperar.

O discurso do ex-governador mineiro hoje, no evento que marcará em Brasília o lançamento da candidatura de Serra à presidência da República será uma inequívoca tomada de posição.

Mais que isso, será uma definição de linha de ação política do PSDB, um ataque frontal ao passado do PT e um assumido orgulho do passado do PSDB.

Sobre a passagem de Dilma por Minas, o ex-governador Aécio Neves lembra que seu avô Tancredo dizia que em uma campanha eleitoral há lugares em que é melhor não ir do que ir e ter problemas.

Foi o que aconteceu com a candidata oficial Dilma Rousseff ao visitar São João Del Rey. Se fosse lá e não visitasse o túmulo de Tancredo, seria acusada de mais uma vez estar desdenhando o grande líder político mineiro.

Indo, provocou a ira dos próprios mineiros, pois o PT não apenas não apoiou Tancredo no Colégio Eleitoral em 1985 como expulsou os seus três deputados federais que o fizeram a revelia do partido.

Para exemplificar o repúdio mineiro à atitude de Dilma, basta ler o título do artigo semanal que o ex-senador Murilo Badaró escreve: “A profanação do túmulo de Tancredo”.
Dilma já havia confundido anteriormente Governador Valadares com Juiz de Fora, demonstrando que sua mineiridade não está muito em dia.

Quando, desta vez, caiu na armadilha ao defender a chapa Dilmasia, prestou dois serviços aos adversários políticos: desprezou o PT e o PMDB mineiros, que ainda se digladiam para ver quem dará o candidato a governador, e deu a chancela de que a candidatura de Antonio Anastasia é uma opção tão viável que ela admite “cristianizar” seus candidatos para receber o apoio do ex-governador Aécio Neves, o grander líder político atualmente em Minas.
Blog do Ricardo Noblat

Outra do Vicente Vieira - Por Giovani Costa

Dizem, não sei se é verdade, que o senhor Vicente Vieira não gostava muito do visinho de propriedade Antonio Rodrigues. Na verdade não se entendiam. Por quase nada havia uma queixa. Certa vez o Padre Vieira, chegando ao Sitio Cristo Rei, fazenda da família, observou que o pai guardava uma grande importância em dinheiro no baú. Disse o padre: papai isto não está certo, procure um banco e guarde seu dinheiro, aqui o senhor corre um grande risco.

No outro dia seu Vicente Vieira pegou o misto para Juazeiro do Norte, cidade mais próxima onde havia banco, e, se dirigindo ao gerente falou que desejava abrir uma conta corrente e depositar uma importância vultosa proveniente da venda de gado. O gerente ficou muito satisfeito e encaminhou seu Vicente Vieira para uma mesa e determinou a abertura da conta.

Antes de efetuar a abertura da conta e depositar o dinheiro Vicente Vieira observou Antonio Rodrigues na mesa do Gerente solicitando um empréstimo. Então, o velho Vicente se levantou da cadeira e se retirou do banco. Ao chegar em casa com o dinheiro e perguntado por que razão não fez o deposito foi bem claro: vocês acham que eu ia depositar meu dinheiro para o banco emprestar a Antonio Rodrigues?

Por Giovani Costa.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O TEMPO CARREGOU - Por Mundim do Vale

Se eu pudesse engatar
Uma ré na minha vida,
Talvez fosse me lembrar
De muita coisa esquecida.
De menino obediente,
Do terço de penitente
E a cigana com mentira.
Do refresco de umbu,
Bolo de caco e beiju
E do mel de jandaíra.

Sem saber contar dinheiro
Nem conhecer inflação,
Me crismar no Juazeiro
Com o bom Frei Damião.
Comer banana do cacho,
Pular dentro do riacho
E descer na correnteza.
Depois negar a história,
Pensando na palmatória
Que não saía da mesa.

Correr pra cima da serra
Com medo de avião,
Pensando que era a guerra
Chegando lá no sertão.
Brincar de maneiro pau,
Tomar leite no curral
E comer cuscuz com nata.
Perturbar velha fiando,
Minha avó me ameaçando
De chamar o pai da mata.


Dar mote pra violeiro
Sem ter no bolso um tostão,
Acompanhar o tropeiro
Que carrega o algodão.
Vê as caboclas fiando,
Um adjunto cantando
E o carro de boi andar.
Cantar hino no natal,
Fazer o pelo sinal
Na hora de me deitar.

Comer rapa de gamela
Nos engenhos do lugar,
Furar cuia com sovela
Para depois costurar.
Dormir as vezes com sede
Pra não urinar na rede
E acordar com dordói.
Ligar um rádio de pilha,
Para ouvir a maravilha
Do programa do Elói.

Levar o almoço pra roça
E caçar de baladeira,
Pegar bigu em carroça
Vender pitomba na feira
Num jegue carregar lenhas,
Andar no meio das brenhas
Sem ter um itinerário.
Acompanhar procissão
E depois da comunhão
Bejar a mão do vigário.

Caminhando sempre ao léu
Subindo em cima da serra,
Pensando em ver o céu
Emendado com a terra.
Pagar promessa com fé,
Indo a pé ao Canindé
Na festa de São Francisco.
Uma viagem arriscada,
Mas com a graça alcançada
Não passar por nenhum risco.
Todo começo tem fim
É da própria natureza,
Se deixa saudade em mim
No sertão deixa tristeza.
Você sabe eu também sei,
Que tudo que aqui falei
Só uma parte ficou.
Mas com a lembrança eu vejo,
Todo valou sertanejo
Que o tempo carregou.
Mundim do Vale

COBRADOR CHATO - Por Mundim do Vale

O empresário Otacílio Correia, teve um tempo com certa dificuldade financeira e tinha um pequeno débito com um cidadão que lhe cobrava três vezes por dia. Pela manhã e pela tarde ele cobrava na empresa e à noite na sua residência. Numas dessas noites ele estava no banheiro quando o credor chegou e bateu palmas. Dona Rosinha saiu para atender o inconveniente, quando voltou foi dizendo:
- Otacílio. Já é aquele cobrador chato novamente.
Otacílio respondeu:
Não Rosinha. Não é o cobrador que é chato. O chato sou eu que não estou podendo pagar.

Fonte; Professor Ossiam.

Dedico esse causo, ao guerreiro Luís Carlos Correia.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

AQUECIMENTO GLOBAL - literatura de cordel - Por Mundim do Vale

Meu caro amigo leitor
Eu peço atenção total,
Vou rimar nesse cordel
A causa de um grande mal.
A doença do planeta
E o aquecimento global.

É notório a nossa gente
Se queixando do calor,
O mar muito revoltado
Distribuindo o terror.
Só pode ser represália
Contra o homem predador.

Deus não fez o ser humano
Desprovido de noção,
Deu a ele inteligência
Para ser um bom cristão.
Mas ele desobedece
Causando a poluição.

Peço perdão ao leitor
Por também contribuir,
Pois o cigarro que fumo
Sei que chega a poluir.
Mas eu pretendo deixar
Se meu bom Deus permitir.

Deus cultivou a floresta
Adubando com amor,
Agora vem qualquer um
Especulando o valor.
Por isso eu digo que o homem
É o maior predador.

O problema permanece
Em cada esgoto entupido,
Na chaminé fumaçando
E no rio poluído.
No lixo sobre as lagoas,
No mangue sendo invadido.
A derrubada de árvores
A indústria de carvão,
A queimada de florestas
E o cano de escapação.
São responsáveis diretos
Precisam de contenção.

Agressão ambiental
É um fato em evidência,
O cidadão mais humilde
Agride na inocência.
Mas tem especulador
Que age com consciência.

Eu já rimei o problema
Vou rimar a solução,
Só finda o aquecimento
Parando a poluição.
Conservando os animais
Mantendo a vegetação.

Para um futuro feliz
Precisamos nos unir,
Estruturando o presente
Para aguardar o porvir.
Se acontecer o contrário
O planeta vai sumir.

Se o meu cordel alcançar
Gente de bom coração,
Vou ficar muito feliz
Pela contribuição,
Pedindo a Deus que ajude
Na busca da solução.

Se o verso ofender alguém
Me desculpe o proceder,
Não tive aqui intenção
De a ninguém ofender.
Só apontei solução
Pra terra sobreviver.

No cordel dei meu recado
Espero que alguém mais fale,
Pra defender o planeta
Não há ninguém que me cale.
Por isto eu assino embaixo
Poeta: MUNDIM DO VALE.

EMENDAS AO ORÇAMENTO DO ESTADO - Deputado Jose Vasques Landim

O musico, escritor e jornalista Jose Dihelson Mendonça de Sousa recebendo o titulo das mãos do historiador Armando Rafael vice-presidente do Instituto Cultural do cariri.
Emenda parlamentar.
Emenda á proposta orçamentária 2010 foi apresentada pelo Dep. Vasques Landim e aprovada, objetivando a reforma e ampliaçao do INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI na cidade do Crato. Convencido que o INSTITUTO é um equipamento que representa a cultura regional, para onde convergem as aspiraçoes da diversidade cultural do cariri, o parlamentar tem trabalhado para conseguir tornar-se realidade essa aspiraçao.
Postado por A. Morais

quarta-feira, 7 de abril de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL

Reprisando Zé Clementino.

Por Zé Nilton

Muitos amigos e varzealegrenses de todos os cantos não usufruiram da atração do programa Compositores do Brasil, da última quinta feira, quando foi homenageado o compositor Zé Clementino.

Não ouviram o excelente Antonio Morais discorrer sobre a vida, a obra e o homem que reabilitou com sua música o imortal Luiz Gonzaga, tal qual fizeram com outras ações, um Carlos Imperial e um Caetano Veloso.

Aliás, Antonio Alves de Morais, hoje administrando um dos blogues mais visitados da região, o Blog do Sanharol, afiliado do Blog do Crato, está se revelando um exímio folclorista, mercê de seu vasto conhecimento sobre os outros lados das histórias, histórias do povo, memórias passadas e vivas da região do Cariri.

Como é reconfortante saber que há um Antonio Morais e um Antonio Correia, este historiando a Ponta da Serra, contribuindo para inserila numa nova história de seu povo.

Pois bem, o excelente compositor brasileiro, Zé Clementino, nesta quinta feira, na Rádio Educadora do Cariri, às 14 horas.

Na sequencia:

Estou roendo sim, de Zé Clementino, com Trio Nordestino
Eu sou do banco, de Zé Clementino e Hildelito Parente, com Dominguinhos.
Não deixo não, de Zé Clementino, com Trio Nordestino.
O jumento nosso irmão, de Zé Clementino e Luiz Gonzaga, com Luis Gonzaga.
Capim Novo, de Zé Clementino, com Luiz Gonzaga
Chinelo de Rosinha, de Zé Clementino, com Trio Nordestino.
Fazenda corisco, de Zé Clementino, com Dominguinhos.
Xote Dos Cabeludos, de Zé Clementino, com Luiz Gonzaga.
Mais uma dose pros cabeludo, de Zé Clementino, com Zé Nilton
Contrastes de Várzea Alegre, de Zé Clementino, Luiz Gonzaga.

Quem ouvir, verá!

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas de 14 às 15 horas
Apoio Cultural: CCBN.