Estava reparando o céu e avistei mais de uma lua. A de São Jorge estava lá, com dragão e tudo. A outra, vazia de santos e animais, clareava tanto quanto aquela. sábado, 31 de janeiro de 2026
DUAS LUAS - Por Xico Bizerra
Estava reparando o céu e avistei mais de uma lua. A de São Jorge estava lá, com dragão e tudo. A outra, vazia de santos e animais, clareava tanto quanto aquela. Tempos apocalípticos -- por Paulo Brossard
Tenho para mim tratar-se de um equívoco, pois desde a adoção da República o Estado é laico e a separação entre Igreja e Estado não é novidade da Constituição de 1988, data de 7 de janeiro de 1890, Decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.
É hora de voltar ao assunto. Disse há pouco que estava a ocorrer um engano. A meu juízo, os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.
Em todas as salas onde existe a figura de Cristo, é sempre como o injustiçado que aparece, e nunca em outra postura, fosse nas bodas de Caná, entre os sacerdotes no templo, ou com seus discípulos na ceia que Leonardo Da Vinci imortalizou. No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”… e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”. Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.
Não é tudo. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.
Faz mais de 60 anos que frequento o Tribunal gaúcho, dele recebi a distinção de fazer-me uma vez seu advogado perante o STF, e em seu seio encontrei juízes notáveis. Um deles chamava-se Isaac Soibelman Melzer. Não era cristão e, ao que sei, o crucifixo não o impediu de ser o modelar juiz que foi e que me apraz lembrar em homenagem à sua memória. Outrossim, não sei se a retirada do crucifixo vai melhorar o quilate de algum dos menos bons.
Por derradeiro, confesso que me surpreende a circunstância de ter sido uma ONG de lésbicas que tenha obtido a escarninha medida em causa. A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de “Deus” do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites.
Paulo Brossard, ex-senador da República, ex-ministro da Justiça, Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
O PASSADO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Há quem ache uma bobagem contemplar o passado.
Como se não lançássemos mão do passado para explicar o presente.
De vez em quando, vemos a vida pelo retrovisor. Não há nenhum mal nisso.
É saudável lembrar pessoas e lugares que nos fizeram felizes.
Chegamos mesmo a enxergar sorrisos e ouvir risadas dos "melhores momentos" da vida.
Nesse mundo dominado pela pressa, Alceu de Amoroso Lima definiu: "Passado não é o que passou. É o que ficou".
Uma grande sacada.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Princesa Isabel: redentora ou santa? -- por Dom Antônio Augusto Dias Duarte (*)
Foi por isso que a princesa Isabel mereceu a mais suma distinção da Igreja Católica, a Rosa de Ouro, conferida pelo Papa Leão XIII, em 28 de setembro de 1888, um prêmio que é análogo ao atual Prêmio Nobel da Paz, e até hoje foi a única personalidade brasileira a receber essa comenda, guardada no Museu de Arte Sacra do Rio de Janeiro.
(*) Dom Antônio Augusto Dias Duarte
Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro – RJ
DEPOIMENTO DE RITA LEE - Recomendo a leitura.
Rita Lee.
Pão Diario - Postagem do Pedrinho Sanharol.
A água da vida está à disposição para reanimar quem quiser recebê-la.
Enviada por Rogeany Santana.
Versador - Por Jose de Moraes Brito.
Que desta dor de ouvido estou farto
Dizem que é terrível a dor do infarto.
Que é imsuportavel a tal bursite.
A maior dor que existe é a pulpite...
Dizem alguns que é a dor do parto,
Mas que esta dor apenas dói 1/4
Da cólica renal, da meningite.
São estas tais as dores mais temidas
Que atormentam tanto nossas vidas
Tornando nossa paz um pesadelo
Mas a uma dor não cabe analgesia
Nem bolsa d'água quente ou fria
É a chamada "Dor de cotovelo".
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Coronel Raimundo Augusto - Por Antônio Morais
Almoçando o inimigo antes que ele nos jantasse, Cel. Raimundo Augusto dá combate a Lampião no sitio Tipi em Aurora. Entre os cometimentos atribuídos ao Cel. Raimundo Augusto figura o combate que este frente a seus cabras teria sustentado contra o bando de Lampião, no ano de 1927. Muito bem armado com os fugis e os mosquetões recebidos de Floro para dar perseguição a Coluna Prestes, o famoso bandoleiro demorava no sitio Tipi, em Aurora, enquanto planejava o ataque contra Lavras da Mangabeira. A cidade de São Vicente Ferrer com o seu comercio e as suas riquezas havia despertado a cúbiça no temível cangaceiro, encorajando-o a praticar o saque. Já os donos do Tipi eram inimigos declarados do Clã lavrense. Então, por que esperar? Almoçar o inimigo antes que ele nos jante, decidiu o Coronel. E, assim foi feito. Sem perda de tempo Raimundo Augusto reuniu seus cabras e arrojou-se de surpresa sobre o bando facinoroso. Após breve combate Lampião e os do seu bando fugiam, deixando no local da refrega armas, mantimentos e vários cavalos de montaria do bando, que não puderam conduzir. Dias depois, na propriedade do Coronel António Joaquim de Santana, na Serra do Mato, onde o bando costumava esconder-se, António Ferreira, irmão de Lampião, recriminava em versos, ao som da sanfona, a imprudência do irmão:Que deixasse de asneira,
Que passasse bem por longe,
De Lavras da Mangabeira.
O galo Chantecler - Enviado pelo Dr. Francisco Alves Pereira.
Leonel Brizola, figura singular da história política brasileira, tinha como uma de suas características a fala através de metáfora. Era mestre neste tirocínio.
Ao reler seus Tijolaços – artigos pagos e publicados em jornais impressos de circulação nacional – este predicado fica mais evidente, e muito mais agudo com sua peculiar ironia e sagacidade.
Uma das figuras que usava era a síndrome do galo Chantecler.
O galo Chantecler, diz a história da fábula do teatrólogo e escritor francês Edmond Rostand, era um galo metido, chamado Chantecler (algo como “canta e clareia”).
O galo acordava de madrugada e cantava a plenos pulmões, para “acordar o sol”. Meia hora depois, o sol despertava e surgia brilhante no horizonte.
“O sol nasce porque eu canto”, proclamava orgulhoso e arrogante, o galo.
Mesmo diante da contestação de todos, ele repetia: “sou eu que faço o sol nascer”.
Sua decepção profunda veio quando, depois de uma noite mal dormida, o galo acordou muito mais tarde, lá pelas 8 e meia da manhã, e viu, desesperado, o sol brilhando no céu, sem que ele o tivesse determinado.
Na existência humana muitos sofrem desta síndrome e acreditam, piamente serem a razão inconteste do raiar do sol; aprumam as penas e cacarejam a todos os pulmões; olvidando-se de sua reles existência finita, de sua ordinária vulnerabilidade, da sua vil transitoriedade.
Incultos, rasos e arrogantes, são desprovidos da genuína sabedoria de que pouco ou quase nada sabemos, uma vez que a existência é um eterno aprender.
Na política, esta síndrome se acentua: o poder, o dinheiro, o status, as facilidades, são agentes imperiosos para o cacarejo Chantecler. Muitos acreditam serem o centro do universo com seu egocentrismo e sua ganância, entre outros atributos mais deletérios.
Desta forma, fica cada vez mais perceptível e escandaloso a perda da conectividade com a vida e o sofrimento real de nossa população, em prol da infatigável busca por holofotes e poder.
Afinal, a política para alguns é apenas o instrumento basilar para aumentar suas síndromes, sua ganância e sua estupidez. O povo é apenas um detalhe, cinicamente, manipulado para a manutenção do poder.
Porém, um dia o despertar se atrasará, o sol brilhará e o cacarejar será apenas ruído de quem um dia se conjecturou ser a razão primordial e insubstituível da existência; e quem sabe assim perceberá sua pequenez e sua finitude.
Até porque o poder – cedo ou tarde – castiga, os insaciáveis galos Chantecler.
Sábio, Leonel Brizola!
História de sertanejo - Por Antônio Morais.
O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.
Uma emocionante história de amor - Autor desconhecido.
Dinheiro e tempo - Por Antonio Morais.
A única diferença entre o dinheiro e o tempo é que você sempre sabe o dinheiro que tem. Mas nunca sabe o tempo que lhe resta.
Depois de ver o nível de fingimento de algumas pessoas, conclui-se que falsidade também é um talento.
O falso é como o carvão : Aceso te queima, apagado te suja.
Essa foto encarna a importância e o valor da lealdade, do respeito e do amor verdadeiro.
Veja-a com os olhos do coração. Embora eu saiba que hoje em dia está fora de uso. perdeu a validade.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Que tempos! Que costumes! - Por Antônio Morais.
PROTESTO - ANTONIO ALVES DE MORAIS
Em homenagem ao Trio Nordestino, ao amigo Jose Alves de Freitas - Dr. Laercio e ao Ribinha.
Saudades dos velhos tempos.
Articulações - Por Antonio Morais.
Por mais inteligente que alguém possa ser, se não for humilde, o seu melhor se perde na arrogância.
A humildade ainda é a parte mais bela da sabedoria. Limite é aquilo que você precisa impor para não acomodar gente folgada.
Na minha idade, já não me doem as traíções, mentiras e decepções.
O que me doem são as articulações.
Enviado por Amigos de Deus.
DANÇA LENTA - Postageem do Pedrinho Sanharol.
Aprenda - Por Antonio Morais
E de repente a gente vai ficando em silêncio. Cobrando mais nada, forçando mais nada, apenas observando.
Não perca seu tempo julgando a vida do outro, use esse tempo para melhorar a sua. Perdoe aquele que você ajudou um dia e hoje nem fala mais com você.
Perdoe mas não esqueça.
Estou me tornando, pouco a pouco, a pessoa que eu deveria ter sido há muito tempo.
Conceito Travestido - Por José de Moraes Brito
Tão logo em algum lugar se faz presente,
Sem duvida que se trata dum galã
É só o que se ouve. É voz corrente.
Está demais á Pierre Cardim...
Que coisa linda. Exclama toda a gente.
E a camisa à Yves Saint Laurent
Como se veste! Incrível realmente.
Dos rasgos de elogios, aos ouvidos
Sobre homens elegantes, bem vestidos
Apenas uma verdade se deduz:
Nos dias em que vivemos, endoidecidos
Se os homens pouco valem, mal vestidos,
De certo, nada valem, quando nus.
sábado, 24 de janeiro de 2026
Só o nordestino entende - Postagem do Pedrinho Sanharol.
Se é miúdo - É pixototinho.
Se é pequeno - É côtoco.
Se é alto - É galalau.
Se é franzino - É Xôxo.
Tudo que é bom - É massa.
Tudo que é ruim - É peba.
Rir dos outros - É mangar.
Bobo - É leso.
O Medroso - É frouxo.
Tá torto - É Tronxo.
Dar volta - é arrodeio.
Se é longe - É o fim do mundo.
Dinheiro - É Bufunfa.
Caba sem dinheiro - É liso.
Quem entra sem licença - Emburaca.
Sinal de espanto - É vote.
Quem tem sorte - É cagado.
Quem dá furo - É fuleiro
Sujeira de olho - É remela.
Agonia - É gastura
Gases - É bufa.
Catinga de suor - É Inhaca.
Mancha de pancada - É roncha.
Palhaçada - É Munganga.
Pessoa triste - É borocoxô.
E então - É iadispois.
Pois sim - É não concordo.
Confusão - É rolo.
Travessura - É presepada
Gente complicada - É nó cego.
Distraído - É aluado.
A velhinha e os sacos de lixo - Postagem do Antonio Morais
Bem, você sabe... diz a velhinha: ...nem todos pagam!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O perfil forrozeiro de Xico Bizerra - Por Almerio Carvalho.
Quem chega, faz questão de cumprimentar aquele que hoje é o compositor mais gravado do forró do Estado. São cerca de 160 interpretes. Apenas “Se tu quiser” sua musica mais emblemática teve mais de 65 regravações. Seus cabelos brancos comprovam a sua longa trajetória no forró de Pernambuco. Mas, na verdade, de carreira efetiva são curtos oito anos no currículo.
“Eu comecei a compor aos 15 anos, mas achava que não teria uma atividade profissional com isso. Preferi ganhar a feira, porque com musica não conseguiria, recorda. Quando eu me aposentei, no ano de 2000, comecei a pensar no que fazer para ocupar o tempo e lembrei-me das musicas. Xico Bizerra nasceu no Crato, interior do Ceara, mas veio para o Recife ainda jovem, no começo da década de 70”.
“Tenho mais tempo de vida aqui, por isso, sempre digo que sou cearense de paridez, mas, pernambucano de coração”. A primeira lembrança musical vem de lá. “ A poesia vem do meu avô, com quem me correspondia por carta, sempre em forma de sonetos, enquanto minha mãe Myrtes tocava bandolim. Eu compunha, mas não dava vazão. Guardava para mostrar a alguém, no momento correto”. Com o sucesso do primeiro trabalho, Xico Bizerra passou a lançar um disco por ano, sempre com uma temática central. A versão masculina veio no CD Forroboxe 4, chamado cantadores da nação do seu Luiz, com participação de Dominguinhos, Flávio José e Quinteto Violado.
Em 2008, ele consegue implementar o forró pé-de-serra como instrumento didático nas escolas publicas de Pernambuco, um disco com temática infantil, valorizando ritimos como xote, xaxado, baião, com temática mais lúdica, falando de céu, terra, sol e de outras coisas que não “chupa que de uva”, para tentar combater esse crime, que é essa musica que faz estimulo a drogas, bebidas, e a raparigagem.
“Eu, pessoalmente, recrimino e contesto a estética de forró que eles usam”, diz o compositor, acha que o Ministério Publico é omisso em algumas circunstancias, porque uma musica que fala dinheiro na mão, calcinha no chão, incita a prostituição, “ um orgão publico deveria impedir isso”.
Xico Bizerra é cratense, aposentado ( Banco Central do Brasil }, filho de Afranio Carvalho e, sobrinho do colunista.
Fonte –Jornal do Cariri.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
PADRE JOSE OTÁVIO DE ANDRADE
Transcrevo, para conhecimento de quantos o estimaram, os dados biográficos essenciais:
Dr. José Ferreira.
Nordestino sim, pobre não - Por Antonio Morais.
Esperava do Lula, apenas o que ele prometia: Acabar com os vícios de seus anteriores. O que vemos? O pais está mais contaminado pela desordem. Como eu sei que o Cara é muito querido, não escrevo mais. Temo perder mais alguns amigos e vê-los se afastarem porque faço mal conceito de um nordestino pobre.
Semana passada, estive com um medico cratense radicado no Norte do Pais, que tem fazendas no Pará e ele me disse que é vizinho de uma das fazendas do filho do Lula e que os gerentes e capatazes afirmam que já são 700 mil bovinos o rebanho total das propriedades e que a meta para 2020 é alcançar os 1.000 milhão.
Dizem e não pedem segredo. O Cara continua nordestino, pobre não. Vou continuar contando as historinhas de minha terra, pelo menos elas não vão fazer perder amigos. Dedico esta ultima postagem politica ao Ex-senador Mário Covas o politico mais honrado que conheci nos tempos da nova republica. Só uma coisinha: ouça com atenção o que diz a Ana Carolina.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Congresso quer avançar com propostas que disciplinam conduta de ministros do STF - Diario do poder.
Ganha força no Congresso as movimentações para andar com propostas que disciplinam a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O fator propulsor é a estranhíssima ligação de magistrados e familiares com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central no que se desenha ser a maior fraude bancária da história do País, como disse o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Na esquerda, a proposta é andar com o projeto que cria o código de conduta para ministros do STF.
Pressão meia-boca
A oposição considera o “código de conduta”, proposto pelo Psol, pano de fundo para ajudar na criação de um código próprio, gestado no STF.
Só o começo
A ofensiva ainda quer avançar com textos como os que ampliam e hipóteses de crimes de responsabilidade e suspeição de ministros.
Engavetador
Já para o primeiro semestre, a pressão deve ser em cima do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para criar a CPI do Banco Master.
Água no chopp
Motta não tem dado sinais de urgência para andar com a CPI, solta desculpas como pedidos mais antigos que estão represados na Câmara.
Alianças locais podem implodir candidatura do PSD.
O plano de Gilberto Kassab, dono do PSD, de lançar candidatura própria para disputar a Presidência este ano, enfrenta resistência de pessedistas de ao menos cinco estados, onde todo o diretório ou raposas tem vínculo quase visceral com o PT de Lula. No Piauí, por exemplo, o PSD já trocou juras de amor e fidelidade ao governador Rafael Fonteles e dificilmente caciques piauienses vão pedir votos para o paranaense Ratinho Jr ou para o gaúcho Eduardo Leite, pouco conhecidos no Nordeste.
Prefeito lulista
Mesmo no Sudeste, a questão não está pacificada. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), é o principal aliado de Lula no Estado.
Minoritários
Alas do PSD mineiro, ligadas ao ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) e ao senador Rodrigo Pacheco, também nutrem simpatia ao PT.
Carne e unha
Também há dissidentes na Bahia, onde Otto Alencar emplacou o filho no TCE, e em Sergipe, onde o neto de Lula arranjou boquinha no governo.
Pare - Por Antonio Morais.
Pare de acreditar em palavras e observe as atitudes. O comportamento nunca mente.
Nunca revide uma provocação. Deixe o circo só com o palhaço, ignore as armações pois sem plateia não há show.
Eu não cobro mais nada de ninguém. Eu vejo, fico triste, mas fico na minha. Está se achando certo?
Continue.
O silêncio não é covardia, às vezes é prudência e outras vezes inteligência.
O silêncio responde até o que não lhe é perguntado.
Gente ou objeto - Por Xico Bizerra.
"Desde cedo, tempos de escola, se mostrava capacho e treinava para o futuro denunciando colegas ao bedel. Agora, sua vocação se mostrava de forma mais nítida, mais acentuada.
Uns na vida são gente, outros objeto e outros até menos que isso. Ria dos colegas, com um riso frágil como sua alma, sua postura, seu viver.
Índole servil, não levantava a cabeça quando se tentava olhá-lo nos olhos.
Ia às Assembleias dos trabalhadores onde todos arriscavam a pele. Ele não: ficava quieto, ausente, mudo, sem coragem de votar contra mas já certo de furar a greve que se aproximava.
Sabia a quem bajular, não se importava com a omissão e traía quem não fosse pelego, como ele.
À noite, na sombra da covardia, abraçado ao travesseiro da consciência pesada, se perguntava: em que dia dormirei?"
Dr. Francisco Alves Pereira - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Foto - "Clínica de Dor", Campinas - São Paulo.
Nascido no Cariri, região do Nordeste ( Saara brasileiro), filho de um digno motorista de praça, Raimundo Alves Monteiro, o muito conhecido "Lasquinha" aquele da frase inusitada : "O carro deu o Doutor e o Doutor deu o carro".
O médico Francisco Alves Pereira prova que o homem é viável.
Trilhando, com altivez, o caminho reservado aos que tem coragem, Francisco formou-se em medicina pela Universidade Federal do Ceará no inicio da década de 70 do século passado.
Com residência na Unicamp e mestre em disciplinas na mesma Universidade, Doutor Francisco Alves Pereira CRM 20975, recebeu diploma e medalha pelos 50 anos de "Exercício Ético da Medicina", marcados pelos relevantes serviços, prestados à sociedade neste período 1970/2020, e, por princípios éticos que contribuíram para elevar o prestigio e a dignidade da prática médica.
Criou em Campinas - São Paulo a "Clinica de Dor" com especialidade dedicada em minorar a dor dos seus semelhantes. A espécie humana tem salvação, sim.
Há pessoas, como, o Dr. Francisco, para quem a dor dos outros importa.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Famílias Bezerra, Brito e afins - Por Antonio Morais.
Retornando de uma viagem ao Icó, o cratense major Eufrásio Alves de Brito, de passagem por Várzea Alegre, hospedou-se na casa de José Raimundo Duarte, no sítio Sanharol.
Vendo aquela fartura de filhos - 24 rapazes e moças dos dois casamentos -, sugeriu:
- Nós deveríamos casar um desses seus filhos com uma das minhas filhas.
Logo saiu uma caravana, em lombo de animais, de Várzea Alegre com destino à Malhada, no Crato, onde morava o Major Eufrásio.
Chegaram no adiantado da noite; as jovens moças já estavam recolhidas aos seus aposentos.
Ao amanhecer o dia, fizeram no fim do terreiro um pequeno fogo para esquentar as mãos. Quando se abriu uma janela e três jovens senhorinhas apareceram. O caseiro olhou para Vicente Alves Bezerra e disse: - O besta aí não sabe qual é a dele…
O casamento foi celebrado no sitio Malhada, de propriedade do pai da noiva, Major Eufrásio Alves de Brito, oficiado pelo Padre Manuel Joaquim Aires do nascimento.
Assim se casaram, em 25 de Novembro de 1869, Vicente Alves Bezerra com Isabel Pereira de Brito.
São os pais de José “Zuza” Bezerra de Brito, uma das maiores inteligências do Crato e região.
VALE A PENA VER DE NOVo - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Foi no dia 3 de Abril de 1974 que Pelé fez seu último jogo em gramados cearenses.
Amistoso no Romeirão, em Juazeiro do Norte, contra o Guarani. Vitória do time santista por 2 X 0.
De microfone na mão, entrevistamos o rei, na chegada ao Hotel Municipal.
Na foto, no meio da conversa, o saudoso amigo Hermógenes Soares.
E lá se foram 52 anos.
sábado, 17 de janeiro de 2026
A JANELA DA CASA DA FRENTE, do outro lado da rua - Por XICO BIZERRA
Estava tão perto, bastava atravessar a rua, no caso, a Avenida Teodorico Teles, onde morava Padim Zuza, meu avô. Do outro lado, ela e seu sorriso, à mesma distância, claro.
A vontade de ir até àquela janela do outro lado só era menor que a timidez que impedia seu atravessar. Coisa de adolescente. Sempre, à mesma hora, o ritual repetido: debruçar-se à janela, aprumar a vista para a janela da casa de frente, sonhar.
Sabia que ela tinha o mesmo desejo e a mesma timidez, por isso, o mesmo ritual. Era a melhor parte das férias.
Numa tarde de um junho quase julho passaram pela rua que os separava quase 30 fuscas, duas freiras e uma carroça carregando móveis usados, puxada por um cavalo castanho.
Seu irmão menor viu e contou. Ele mesmo nada percebera além do debruçamento da menina à sua frente. Apenas praquela janela tinha olhos.
Nas férias seguintes, a casa da janela enfeitada foi alugada a outra família. Foi a pior parte das férias. Numa tarde, ele contou 41 fuscas passando pela rua, a maioria deles branco. Duas freiras voltaram a passar.
À tardinha, bem lentamente, passou uma carroça de saudades puxada por um cavalo azul.
Como fazer uma boa campanha - Por Antônio Morais.
Todo aquele ou aquela que se propõe fazer política deve observar essas assertivas:
01 - Votos não se tem, se conquista. O fato de ter um mandato conquistado na última eleição não garante exito na seguinte. Cada eleição tem a sua própria história.
02 - A politica é a arte de somar. Soma-se um aqui, outro ali, e, quando se forma uma maioria de elege. Não há candidatura que nasça eleita, precisa ser trabalhada.
03 - Para construir a sua imagem não é necessário destruir a imagem alheia. Cuide de suas propostas esqueça os outros.
VALE A PENA VER DE NOVO - Por Wilton Bezerra, comentaristas generalista.
Deram uma cor nessa foto e me enviaram. Entrevista exclusiva que o rei Roberto Carlos nos concedeu, na década de 70, em Juazeiro do Norte.
João Hilário, que está no lance com Libério dos Águias de Barbalha, apresentou o show no Romeirão.
Grandes momentos. E lá se foram 56 anos.
PATATIVA : EXEMPLO DE COERÊNCIA E DIGNIDADE - Por Joaquim Pinheiro.
A usina de açúcar Manoel Costa Filho logo após sua instalação, em Barbalha-CE, nos anos 70, enfrentou dificuldade com a oferta de cana de açúcar. Os plantadores resistiam entregar sua colheita por várias razões: desconfiança com o novo empreendimento, receio de romper vínculos de décadas com compradores de rapadura, ficar privado da moagem sobre a qual tinha o comando e até mesmo a dependência com um único comprador da sua produção.
No esforço de mudar a mentalidade dos agricultores caririenses, os proprietários da usina contrataram agência de propaganda para campanha de marketing visando convencer os potenciais fornecedores de cana-de-açúcar.
A contratada realizou uma pesquisa para identificar personalidades da região que gozavam de simpatia e credibilidade no público-alvo da campanha. Deu Patativa do Assaré.
O jornalista e radialista Antônio Vicelmo do Nascimento, grande amigo do poeta de Assaré, foi então acionado para contratá-lo. Como sabia que o sonho de consumo do ilustre assareense era adquirir uma casa no centro da sua cidade, uma vez que morava na zona rural, a 10 km do centro, partiu para Assaré convicto que a missão seria fácil.
Lá chegando, foi logo disparando o que considerava seu grande trunfo:
- Patativa, você ainda quer comprar uma casa na rua?
- Quero sim, estou ficando cansado, preciso de um pouso na cidade.
- Então receba logo meus parabéns. Pode escolher o imóvel. Vim lhe comunicar um jeito fácil para você ganhar o dinheiro e pagar sua casa. Basta você fazer umas poesias convencendo os canavieiros vender a cana para a usina Manoel Costa Filho.
“Faço não”. A imediata resposta, ríspida e sêca, surpreendeu Vicelmo. Meio atônito, tentou argumentar: Mas Patativa, eles vão pagar à vista, você pode comprar a casa que escolher.
Vicelmo, se aceitar a proposta estarei negando minha poesia “Ingem de ferro”, feita há mais de 40 anos.
Medo - Por F. NIETZSCHE.
Você não deve ter medo de alguém que tem uma biblioteca e lê muitos livros; você deve temer alguém que tem apenas um livro, e o considera sagrado, mas nunca leu.
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
O protesto do mel de cana-de-açúcar - Por Norma Novais Miranda.
Os nossos patrões não aguentaram a cobrança de tantos impostos para um produto tão barato. A nobreza dos engenhos "só nós sentia".
para me deixar assim num ponto cheiroso e efervescente, muita coisa se mexia : o corte da cana, os "cambiteiros", o transitar de burros, o espalhar do bagaço, os tanques de garapa, o curral com os chocalhos tinindo vida rural...Tudo era movimento.
Ninguém pôde fazer nada para que eu seguisse fervendo, tornando-me rapadura.
Na certa, os homens de Brasília e de outras terras não gostam de comer rapadura quente na casca do pau da lenha.
Eu, enquanto mel, achava bonito me derramarem na gamela para fazer mexido. Também, achava uma beleza as rapaduras se desprendendo das caixas em cima do bagaço.
Já não caia na gamela efervescendo-me. Evaporou-se o meu cheiro inebriante exalado do fundo do tacho. O mestre já não precisa dar o ponto para se obter a melhor rapadura, e, nem o tocador de fogo se esforçará para colocar o bagaço seco na boca da fornalha.
Patativa já dizia que os "ingem de pau" iriam se acabar. O engenho de ferro também, sábio poeta nosso.Aquela beleza da cana "pendurada". E eu choro um choro amargo de não puder fabricar a doce rapadura.
Os engenhos de pé de serra de Porteiras e muitos de Barbalha foram para a sepultura. Para o investidor sabido vale mais a cana, o açúcar, o álcool e outros negócios mais sofisticados e não artesanais.
Mas, achei mais que luto rural os trabalhadores e os patrões chorarem porque não teriam mais moagem. E a vida desses homens que aprendenram a acordar cedo e só sabiam o manejo do engenho ou de alguma rocinha feita com enxada? E as famílias deste povo de engenho?
Eu, como mel, esfriei no fundo do meu tacho e neste achado de falar, quero esquentar ferver as consciências dos que fizeram a destruição dos engenhos em nome do que se chama progresso ou coisa parecida.
A saudade, a memória, o aperreio de vida, a aventura desastrosa de ir para São Paulo... tudo torna-se uma loucura só nossa, amamos os engenhos.
Na verdade, no meu protesto como mel, que agora se deixa queimar de indignação, os engenhos tornaram-se uma bagaceira por parte dos poderes públicos e de tudo e todos que contribuíram para nossa sucumbência.
O verde vale continua fértil e majestoso. Talvês desgostoso de não escutar mais os apitos dos engenhos, o meu cheiro e o do bagaço fresco.
O verde vale já não vale tanto. Deixou que o seu doce amor, a rapadura se acabasse.
E eu, mel, como não fervo mais, sou uma frieza sócio-econômica e histórica que se cala nos engenhos abandonados.
NÃO SOU MAIS UMA CRIANÇA - Por Edmilson Alves
Não sou mais uma criança, sinto que cresci, fui adolescente, e, percebo que estou ficando adulto. Sinto saudades das paisagens encantadoras do tempo que se foi, quando a alma povoada de sonhos, eu tinha.
Bem vividos!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
MEU TIO ALMIR - Uma vez Flamengo - Por Xico Bizerra.
Proibido estava que se fizesse qualquer oração, sequer um Pai-Nosso. Altamiro foi-se antes, coração atropelado por um enfarte desgovernado e sem freios.
A rua estava lotada de fiéis e seus amigos o acompanharam da Pedro II até o cemitério pela rua que fica por trás da Igreja. Se houve reza, foi baixinho e ninguém ouviu. Mais tarde, o Flamengo ganhou do Vasco por 1x0.
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