domingo, 18 de outubro de 2009

Blog humor - Desabafo de um bom marido

a - Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.
b - No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o Homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.
c - Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei.
- Quando você terminar de cortar a grama, eu disse, "você pode também varrer a calçada". Depois disso não me lembro de mais nada... Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.
Postado Por . A. Morais

Confissão de caboco - Por Ze da Luz

Puralí, discunfiado
Como quem qué e não qué,
Eu fui vendo qui o marvado
Tentava a minha muié.

Ou tentação ou engano,
Eu fui vendo a coisa feia!
Pru derradêro eu já tava
C’a mosca detrás da uréia.

Os tempo foi se passando
E o meu arriceiamento
Cada vez ia omentano.

Seu dotô, vá iscutano:
Onte, já de tardezinha
O meu cumpade, Quinca Arruda,
Mi chamô pra nós dança
Num samba – lá na Varginha,

Na casa do mestre Duda.
Mestre Duda é um cabôco,
Um tocado de premêra.
É o imboladô de côco
Mió daquela rebêra.

Entonce Rosa Maria,
Sempre gostou de samba,
Mas, porém, de tardezinha
Me disse discunfiada,
Qui pru samba ela não ia,

Qui tava munto infadada,
Percisava se deita...

Eu fiquei discunfiado
Cum a preposta da muié!
Dispois qui tomei café,
Cuage puro sem mistura,
Cum a faca na cintura
Fui pru samba, fui sambá.

Cheguei no samba, dotô.
Repare agora, o sinhô,
Quem era qui tava lá?

O cabra Chico Faria.
Qui quano foi me avistando,
Foi logo mi preguntando:–
Cadê siá dona Maria,
Num veio não, pra dançá?–

Não sinhô. Ficô im casa.
Pru cabôco arrispondí.
Senti, entonce uma brasa
Queimano meu coração,
Nunca mais pude tirá
As palavra desse cabra
Da minha maginação.

Perdí o gosto da festa
E dançá num pude não.
O cabra, pru sua vez
Num dançava, seu doutô.
De vez im quando me oiva
Cum um oiá de traidô.

Ze da Luz.

sábado, 17 de outubro de 2009

ELEVADOR DO BAIRRO DO SEMINÁRIO EM CRATO-CE

LEIA-SE NO DESENHO DO PROJETO A ESQUERDA E ACIMA:

PLANO URBANÍSTICO DO BAIRRO DO SEMINÁRIO E DO VALE DO GRANGEIRO
Administração: Alexandre Arrais de Alencar
Colaboração: Júlio Saraiva Leão
Projeto e desenho: Arlindo Alves Mota.

Cada projeto tem a sua história, e este, mostra a intenção ousada do seu idealizador há mais de sessenta anos. Naquele tempo distante, se viajarmos pelo pensamento até o inicio da década de 1940, encontraremos o Prefeito Alexandre Arrais de Alencar pensativo e debruçado em suas arrojadas idéias de como projetar o Crato do amanhã.

Se estacionarmos o nosso veículo temporal e nos demorarmos observando bem, veremos o Prefeito em reuniões, buscando na opinião pública, apoio para suas projeções mentais que se transformavam em idéias surpreendentes, possíveis e benéficas. Dentre elas destacamos: A estátua do Cristo Ressuscitado (ou Cristo Rei) na Praça Francisco Sá, em uma coluna de 35 m de altura, tendo na sua base a inscrição “Sede Bem Vindo, Nesta Terra Há Lugar Para Todos as Pessoas de Boa Vontade”; Inaugurou a encanação de água nas primeiras casas do Crato e Instalou a primeira fonte geradora de luz elétrica movida à água.

Finalmente o projeto mais ousado: Alexandre Arrais desejava construir um elevador que integrasse com beleza e suavidade o Crato e o seu bairro mais populoso, o Bairro do Seminário. Seria ligar à cidade baixa a cidade alta. Entretanto, faleceu antes de concluir o seu mandato de seis anos. Mas o projeto foi levantado em várias gestões, não morreu.
Este Elevador é um sonho do passado, necessidade do presente, realização possível no futuro. ABRACE ESTA IDÉIA.

Hoje o bairro do Seminário tem uma população de quase ou mais de 30.000 habitantes. O Ceará possui 184 municípios, e destes, 123 têm população com menos de 25.000 habitantes.

Recentemente o bairro do Seminário foi contemplado com recursos do BID no Projeto de Revitalização da Encosta do Seminário. Desconheço se algo foi comentado sobre o nosso elevador. Mas, tudo pode acontecer na gestão do Dr. Samuel Araripe, primeiro prefeito reeleito na história do Crato, pode inclusive vir à tona o Projeto do Elevador do Bairro do Seminário.

Samuel tem se preocupado muito com o bem estar social cultural e nutricional dos seus munícipes e está promovendo uma arrancada no desenvolvimento da nossa terra, como não se via há dezenas de anos.

Muitas já são as obras de vulto viabilizadas e concretizadas, cujos benefícios são inquestionáveis para a população. A Revitalização da Encosta do Seminário, será um marco histórico. A sua passagem pela administração municipal ficará registrada nas mentes do povo cratense. Por onde a gente passa, há uma obra em andamento, tempos depois, assistimos a sua inauguração.

Sabemos que não é fácil lidar com um Município sem representação direta nas esferas estadual e federal.

Alguém ai pode dizer alguma coisa?

Vicente Almeida

Cangagay - Parada gay em Serra Talhada - terra de Lampião.

Seu sanfaneiro,
Por favor pare este xote
Se não esse molecote
Vai levar um bofetão.

O assanhado,
Foi lá na cidade grande
E aprendeu não sei adonde
A rebolar que nem pião.
Vixe!

Essa doença,
Tem por nome androginia
É pior que catapora
E não aceita valentia
O caba fica,
Com os oios mei cabrero
Com a voz de travesseiro
E com o nome de Maria

Vote!
Sai-te egua.
Te dana,
Tras aqui esse fulero
Eu vou dar-lhe uma pisa
Com rama de cansanção.

O sem vergonha,
Pediu pra pará o xote,
E falou:
Me toque um rock
Com guitarra e distorção
Cês já pensaro,
Se tivesse nesta festa
Ze Corisco, Vorta Seca
E Virgulino Lampião!

Zé Sete morte,
Um jagunço de respeito
Me chegou com uns trejeito
Que não tem explicação
Já imaginaro,
Se essa doença pega
Vai haver epidemia
Com os jagunços do sertão.


Antonio Carlos e Jocafi.

AONDE É QUE ESSE MUNDO VAI PARAR? - Por Vicente Almeida


De tanto ver triunfar as nulidades;
De tanto ver prosperar a desonra;
De tanto ver crescer a injustiça;
De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus;
O homem chega a desanimar da virtude;
A rir-se da honra;
A ter vergonha de ser honesto.

Eu não troco a justiça pela soberba;
Eu não deixo o direito pela força;
Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância;
Eu não substituo a fé pela superstição;
A realidade pelo ídolo;
Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.
Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito.

Ruy Babosa de Oliveira



Vemos pelo texto inicial, que o estadista Ruy Barbosa de Oliveira era um idealista. Tanto é assim, que foi um dos conspiradores para a derrubada da monarquia do Brasil no dia 15 de novembro de 1.889. Foi também o autor do primeiro decreto do Governo Provisório e o primeiro Ministro da Fazenda.

Ruy Barbosa na sua concepção de estadista, republicano convicto, achava que esse regime seria o melhor para o Brasil.

120 anos depois, Se vivo fosse, perceberia que a sua luta ainda não logrou êxito. Pois a República Presidencialista, que somos hoje, continua voltada para interesses espúrios ao invés de defender os direitos do povo.

Esta postagem é apenas para os leitores pensarem um pouco na qualidade de representantes que tínhamos no século XIX e observarem o que temos hoje no Brasil. Sem nenhum ideal, sem nenhum escrúpulo.

Os políticos de hoje, (não todos, mas a maioria) querem apenas e tão somente deter o poder de mandar e desmandar, aliado ao poder econômico. Com um agravante: Votam o financiamento do crime com dinheiro público e levam pessoas de bem ao desespero, ao vêm suas pesquisas e o seu trabalho destruídos.

Afinal de contas, aonde é que esse mundo vai parar?

Vicente Almeida

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Confissão de Caboco - Ze da Luz

Entoce, o Chico Faria,
Adispois qui nós casêmo,
In cunversa, as vez dizia,
Qui ainda mi dava fim
Pra se casá cum Maria.

Dessa coisa eu sabia,
Mas nunca dei importança.
Tinha toda cunfiança
Na muié qui eu tanto amava,
Ou mais mió, adorava...
Cum toda a minha sustança!

Dispois disso, o meu custume
Era vivê trabaiando
Sem da muié tê ciume.


A muié pru sua vez
Nunca me deu cabimento
Deu pensá qui ela fizesse
Um dia um farcejamento.

Mas, seu doutô, tome tento
No resto da minha histora,
Qui o ruim chegô agora:

Se não me farta a mimora,
Já faz assim uns três mêis,
Qui o cabra, Chico Faria,
Todo prosa, todo ancho,
Quage sempre, mais das vêz,
Avistava o meu rancho.

Postado Por A. Morais


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

LÁ IM NÓS ERA ASSIM - Por Mundim do Vale

Eu sou Raimundo Morais
Mas podem chamar Mundim,
Pra falar nossa linguagem
Toda hora estou afim.
O nosso palavreado,
Sem usar gíria e chiado,
Mantenho dentro de mim.

Égua eu chamava biroba
Sagüi chamava soim,
Calça cortada sorongo
Forro de cela coxim.
A prostituta era quenga,
Confusão chamava arenga
Cachaceiro papudim.

O tempero era mistura
Puxa-puxa era alfinim,
Melancia tamboroca
Comida pouco tiquim.
O Tamborete era assento,
Ataque era passamento
E gastura farnizim.

A boneca era calunga
Porco novo bacurim,
Chupeta era inganador
Emboscada era pantim.
Cinza de cachimbo sarro,
Papel de enrolar cigarro
Eu chamava papelim.

Louça suja era terém
Chocolate era quindim,
Acento de bicicleta
Era chamado celim.
Magarefe era marchante,
Vadio era retirante
Pobre coitado tadim.

Pedaço de rapadura
Eu chamava de taquim,
Pano de prato rodia
Corte na boca sapim.
Coisa ruim era xué,
Faca pequena quicé,
Suco ensacado dindim.

Boina de pano era touca
Cabelo ruim pichaim,
Profeta era adivinhão
Demônio era “ O coisa ruim “
Quem morresse era finado
E um ambiente apertado
Pra mim era cuviquim.

Entrançado de criança
Se chamava tranchinchim,
O Padre Cícero Romão
Eu chama meu Padim.
Sei que hoje está mudado,
Mas nosso palavreado,
LÁ IM NÓIS ERA ASSIM.

Mundim do Vale

FILHO DUMA ÉGUA - Por Mundim do Vale

No ano de 1.958, Ano de grande seca, chegou um cidadão no sítio Chico e achou de hospedar-se logo na casa de Zé Vieira. Não é preciso falar aqui das dificuldades de uma família de agricultores num ano de seca.
O visitante apareceu de mala e cuia sem levar nem um dente de alho e ainda dizia que era parente do imposto anfitrião. Dormia antes de todos e acordava depois e não desarmava nem a rede.
Zé Vieira sem nenhuma idéia de resolver o problema, recorreu ao seu parente e vizinho Vicente Fiúza. Depois de ouvir o amigo, Vicente deu a idéia de maltratar o intruso na alimentação para que ele fosse embora.
No dia seguinte o anfitrião serviu um angu frio e d’água no sal. O visitante quando pôs primeira colherada na boca disse:
- Meu parente, lá na minha terra isso aqui é comida de cachorro.
- E aqui na Várzea Alegre também! Respondeu Zé Vieira.
Mas nem assim o visitante não foi embora. Zé Vieira voltou a falar com Vicente Fiúza em busca de outra idéia. Vicente recomendou que quando fosse no por do sol, que é a hora que a saudade aperta, perguntasse pra ele pela família.
Quando foi de tardezinha o anfitrião sentou num banco de aroeira que tinha calçada, chamou o cidadão e perguntou:
- Meu parente. Quando chega uma hora dessa, você não sente saudades da sua mulher e de seu filhos não?
O intruso olhou para ele com águas nos olhos e disse:
- O amigo agora tocou na ferida e ao mesmo tempo me deu uma excelente idéia, para acabar com a minha saudade. Eu vou mandar uma carta mandando Dizer a eles para virem ficar juntos comigo.
Zé Vieira voltou a falar com Vicente Fiúza dizendo que a situação tinha piorado, No lugar de hospedar somente um, agora teria que hospedar seis.
Vicente falou:
- Pois agora só tem um jeito. É você botar o sujeito pra fora debaixo de peia.
- Mas isto eu não posso fazer Vicente!
- E porque não pode?
- Porque o sujeito ainda é nosso parente.
- Nosso parente? E ele é filho de quem?
- DUMA ÉGUA, VICENTE, -DUMA ÉGUA.

Por Mundim do Vale

Entre frouxos e covardes – por Pedro Henrique Chaves Antero


A representação política do Ceará não trabalha, salvo honrosas exceções, em nome do povo, mas em nome dos seus interesses. Inúmeras matérias veiculadas na imprensa local e até mesmo na mídia nacional são ignoradas por nossos representantes.

Embora de maneira tardia, o governador Cid Gomes indagou acerca do péssimo estado de conservação das estradas federais no Ceará. Até então, mesmo com mortes e prejuízos, nenhuma autoridade havia esboçado indignação contra esse estado de coisas. Hoje, os jornais estampam que o Ceará tem o segundo pior investimento do Nordeste em rodovias federais.

A prefeita Luizianne Lins inaugurou, na Barra do Ceará, um centro cultural e o denominou Che Guevara. Mesmo que se tratasse de figura que merecesse o respeito dos brasileiros, aquele centro poderia ter recebido o nome de um cearense, já falecido, mas que tivesse prestado serviços à cultura do povo. E nesse affaire, também, os membros do nosso parlamento não esboçaram uma reação sequer.

Outro fato que escandaliza o País é a ação do MST. Esse movimento que invade, depreda e saqueia fazendas, agora faz ameaça de morte, pratica extorsão e espalha o terror entre os próprios camponeses. E em meio a tudo isso, a classe política que se diz democrática não levanta uma palha. O silêncio é sepulcral, como se os fatos que nos rondam estivessem acontecendo em outro planeta. Não há repúdio nem indignação contra o bando de criminosos. Isso talvez aconteça porque o MST é custeado pelo Governo Federal e os parlamentares, entre frouxos e covardes, não ousam se posicionar contra a onda de demagogia e de mentiras que assola o País.

E a corrupção? Poucos se atrevem a tratar do assunto, pois parece coisa de reacionários e saudosistas. O argumento mais consistente dos que querem justificar sua vivacidade é dizer que assim sempre foi e será.

Texto de: Pedro Henrique Chaves Antero, professor de ciências políticas.
Fonte: jornal “O Povo” 15-10-2009

Sanharol em festa - Antonio Alves de Morais

Está aniversariando hoje, 15 Outubro, no Sanharol - Várzea-Alegre, a senhora Ana Leandro Bitu. Filha de Manuel Leandro Bezerra e Gloria Alves Bezerra. Viúva do Saudoso Francisco Alves Bitu, o conhecido Minininho Bitu. Ana Leandro, como a conhecemos e chamamos, está completando 98 anos de vida. Parabéns pela idade nova, pela vida de exemplos dignificantes, de paz, carinho, afeto e felicidades. Parabéns a todos da família. Que Deus lhes cubra de divinas graças.

Mensagem dos familiares de Jose André - Sanharol.



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

DOMICÍLIA - Por Mundim do Vale

Um certo dia Anchieta tocava violão no café de Domicilia, quando chegou Noberto Rolim e perguntou:
-Anchieta o que é música?
Anchieta apontou para Domicilia e falou:
Música é isso aí:
- DO-MI-CI-LÁ
Por Mundim do Vale.

O DEPUTAD VAI FICAR SÓ - Por Mundim do Vale

No dia da triste morte do deputado Otacílio Correia, não é preciso que eu diga aqui o tamanho da tristeza dos nossos conterrâneos. No meio deles tinha Mascote triste e surpreso. Como amigo e conterrâneo que era do deputado, foi correndo para visitá-lo. Chegando lá foi impedido pela senhora Renata, que estava na porta sem deixar que ninguém entrasse, até a chegada da família. Mascote insistiu mas não conseguiu entrar para olhar aquele, que ele entendia ser um grande benfeitor da cidade.
Contrariado Mascote subiu ( como a gente chamava por lá ) Para o Serrote.
Um vizinho que já estava sabendo perguntou:
- Mascote tu viu o deputado?
Com ódio explícito Mascote respondeu;
- Vi não, que Renata da Pastoral não deixou. Mas também tem uma coisa, se não fosse meia dúzia de pardal que tem ali do lado da igreja, o deputado ia ficar sozinho.
Por Mundim do Vale

Pensamento.

“Para o ignorante, a velhice é o inverno da vida; Para o sábio é a época da colheita”.
Talmude.