domingo, 4 de setembro de 2016

O colapso da vontade (Editorial do “Estadão” deste domingo)

Ao contrário do que alardeiam os petistas, o impeachment da presidente Dilma Rousseff não foi um golpe contra a democracia, mas sim a interrupção do processo de degradação da democracia, liderado pelo partido que se dizia campeão da ética na política e que prometia o paraíso da retidão moral contra “tudo isso que está aí”. Foram mais de dez anos em que o País foi submetido a uma espécie de lavagem cerebral, por meio da qual se procurou desmoralizar toda forma de crítica ao projeto lulopetista, qualificando desde sempre seus opositores como “inimigos do povo” e, ultimamente, como “golpistas”.

Ao mesmo tempo, o PT, sob a liderança inconteste de Lula, passou todos esses anos empenhado em desmoralizar o Congresso, oferecendo a partidos e políticos participação no grande plano de assalto ao Estado arquitetado por aqueles que, tanto na cúpula petista como nos altos escalões do governo, tinham completo conhecimento do que ocorria. Tudo isso visava em primeiro lugar não ao enriquecimento pessoal da tigrada, embora uns e outros tenham se lambuzado com o melado que jorrava de estatais, mas sim à destruição do preceito básico de qualquer democracia: a alternância no poder. A corrupção, um mal que assola o Brasil desde o tempo das naus cabralinas, tornou-se pela primeira vez uma política de Estado e uma estratégia política.

Na mentalidade autoritária petista, a democracia é e sempre foi um estorvo, pois pressupõe que maiorias eventuais não podem tudo e devem se subordinar ao que prevê a Constituição, passando regularmente por testes de legitimidade. Logo, para se manter no poder para sempre, como pretendia, o PT tratou de proceder à demolição da própria política, inviabilizando qualquer forma de debate e dividindo a sociedade em “nós” e “eles”.

Com isso, as vitórias eleitorais, a partir da chegada do chefão Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, foram tratadas pelos governantes petistas como prova de que estavam acima de quaisquer limites administrativos, políticos, éticos e legais – portanto, dispensados de confirmar sua legitimidade. Desde sua fundação, o PT sempre entendeu que não deveria se submeter a nenhum limite de natureza institucional porque se considerava portador da verdade histórica. Com Lula na Presidência, o PT interpretou os votos que recebeu como uma espécie de realização de sua superioridade moral – e o partido apresentou-se como o único capaz de entender e satisfazer os desejos populares.

Mas o País, como que hipnotizado pelo gabola de Garanhuns, deixou-se enlevar por aquele palavrório vazio e, aparentemente destituído da capacidade crítica, não apenas reelegeu Lula, como abriu as portas da Presidência da República para a mais inepta administradora pública de que a história brasileira tem registro. Dilma Rousseff, no entanto, não pode ser vista como uma aberração. Ela não existiria politicamente se não fosse Lula, tampouco teria governado do modo desastroso como governou se não fosse petista. Pois os petistas, como demonstrou fartamente a agora destituída presidente, acreditam, graças às suas delirantes fantasias, que dinheiro público surge e se multiplica unicamente em razão da vontade do governante. Quem quer que ouse questionar essa visão irresponsável é considerado “invejoso” e “preconceituoso”, como Lula anunciou certa vez em 2007, ocasião em que disse que “é fácil ajudar os pobres”.

O impeachment de Dilma e a desmoralização do PT funcionam, portanto, como uma chance de ouro para o restabelecimento da racionalidade política e administrativa no País. Mais importante do que isso, o ocaso da era lulopetista restitui aos brasileiros a própria democracia – imperfeita, incompleta e carente de reformas, mas certamente preferível aos sonhos autoritários de Lula, de Dilma e da tigrada.

Dilma, passe de mágica e “esquerda obsoleta”

Por Gonzalo Guimaraens – da Agência Destaque Internacional, em 3 de setembro de 2016 

O passe de mágica que salvou parcialmente Dilma deve ser esclarecido para que a História saiba quem foram os responsáveis pela reviravolta de última hora contra os genuínos defensores de um Brasil autêntico, soberano, digno e exemplar.

O Senado brasileiro, fundamentado nas devidas disposições constitucionais, aprovou no dia 31 de agosto o impeachment da petista Dilma Rousseff, que (des)governou o País durante mais de uma década. A maioria dos brasileiros havia manifestado apoio à destituição da agora ex-presidente, recorrendo previamente a várias e multitudinárias manifestações de rua. Sem dúvida, tal destituição representa uma péssima notícia para a esquerda brasileira e latino-americana.

Entretanto, minutos depois da aprovação do impeachment, quando se colocou em votação a suspensão ou não dos direitos políticos da ex-presidente por oito anos, um grupo de senadores — que com seus votos tinham acabado de destituir Dilma Rousseff da presidência — votou de modo contraditório e sumamente enigmático, a favor da manutenção dos direitos políticos de Dilma. Assim, ela poderá ocupar qualquer cargo público e se candidatar nas próximas eleições. Os movimentos de esquerda no Brasil passaram da tristeza à euforia, já que a ex-presidente e seus seguidores, agora na oposição, poderão reincidir nos crimes praticados anteriormente e condenados há pouco pelo Senado Federal. Ademais, terão as mãos livres para provocar o caos no Brasil por meio de conflitos sociais e políticos, incluindo a meta de tornar impossível o governo do novo presidente, Michel Temer.

Desse modo, de um momento para outro, como num passe de mágica, o Senado Federal transformou a derrota de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores numa semiderrota, ou talvez numa perigosa semivitória, que os livra de ter de suportar a responsabilidade pela estrepitosa quebra moral, social e econômica que sua nefasta ideologia causou no País.
O alívio da Sra. Rousseff e do PT, concedido pelo mesmo Senado que acabava de destituir a presidente, sem dúvida está sendo celebrado pelos regimes bolivarianos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua, que dependem em boa medida do PT.

É obvio que tais regimes estão amargando o sério revés que sofreram com o afastamento constitucional da presidente petista, já que viram interrompido o longo ciclo de 30 anos do qual eles e o PT necessitavam para a implantação do socialismo do século XXI em toda a América Latina. Mas não podemos cair em falsos otimismos, e perder de vista que, não tendo conseguido “construir” o homem novo, eles agora trocaram a meta de “construir” pela de “destruir”, o que significa a autodemolição da sociedade, a desagregação social e o caos. Então, não podemos cair num otimismo fácil pelo fato de o PT ter perdido, pelo menos momentaneamente, as rédeas do Poder. Isto porque, na oposição, ele poderá trabalhar na linha da autodestruição da sociedade. Fiquemos, pois, alertas!

Consideremos outro aspecto que merece atenção. Durante as longas sessões do Senado, antes da votação final do impeachment, os senadores críticos do PT se restringiram a falar da “corrupção” do partido exclusivamente do ponto de vista econômico e político, quase não se referindo à “corrupção” ideológica pró-socialista promovida pelo PT na última década, especialmente no campo da educação, da família e da erosão da propriedade e da vida social — aspectos tanto ou mais prejudiciais que a corrupção econômica. Houve exceções a essa incompreensível regra. Foi o caso do senador Cristovam Buarque, que denunciou com todas as letras, em recente sessão do Senado, a “velha e obsoleta esquerda.” Além disso, o senador Ronaldo Caiado alertou sobre o perigo, que continua vigente, do “populismo bolivariano” e do revolucionário “Foro de São Paulo”, uma coalizão de esquerdas latino-americanas fundadas pelo PT.

O passe de mágica que salvou parcialmente Dilma deve ser esclarecido para que a História saiba quem foram os responsáveis pela reviravolta de última hora contra os genuínos defensores de um Brasil autêntico, soberano, digno e exemplar. Informações ainda não confirmadas indicam que houve negociatas entre o PT e alguns líderes do PMDB, nas quais não estaria alheio o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dr. Ricardo Lewandowski, que, por determinação constitucional, presidiu as sessões do Senado no julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma. Oxalá nós estejamos equivocados quanto à preocupação de que essa “esquerda obsoleta” aliada ao “Foro de São Paulo” possa tentar se reerguer. O tempo dirá.

Esperamos que o novo governo brasileiro saiba enfrentar o grande desafio de reerguimento moral, político e econômico deste gigantesco País da prostração causada por quatro (des)governos sucessivos do PT. O apoio e o incentivo à propriedade privada, à livre iniciativa e às privatizações, bem como a eliminação da funesta influência petista na educação, serão testes decisivos para mostrar ao Brasil e ao mundo para onde os novos governantes desejam levar o País.
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(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, em 1º de setembro de 2016. Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser divulgado livremente.
             

Estamos na Semana da Pátria – por Paulo Eduardo Mendes (*)

Quadro de Pedro Américo
Alguém está lembrado? Aproxima-se o dia 7 de setembro. Vibra no ar a atmosfera de civismo. Somos todos patriotas! A Pátria é nossa. Será? Temos noção de que um dia foi proclamado "O Grito do Ipiranga?" De sã consciência lembramos que "da cabeceira à sua foz, o Ipiranga desliza muitas milhas, entre alas de bambu, sob arcadas de baunilha e coroas de orquídeas e cipós. E as suas águas cantam, sempre a rolar". Estamos distantes de tudo. Sobra muita confusão em defesa da Pátria. Despertamos "e o ribeiro todo é uma longa serpentina, descobrindo-se em direção ao mar".

Não, mil vezes não! A política vem minando a beleza de ser patriota e "o Ipiranga cisma, agora, embalado, por uma suave saudade do passado...". Respiramos profundamente ao lembrar que "em um dia muito azul, muito cheio de sol, acampou numa das suas margens, uma cavalaria de escolta. A poesia e a pátria têm certa harmonia. Sons de "mil pássaros trinando, alegremente, rasgavam o espaço, doidamente, em alados bailados de longe, entre nuvens de pó, alguém se aproximava, a galopar... E um mensageiro chegou, trazendo a todos notícias insolentes de além-mar".

Relembramos que "houve ansiedade na tropa, mas, impávido, príncipe comandou, com veemência... E erguendo as lanças para o céu, num instante, a cavalaria formou, em continência..." E o regato ouviu, então, um grande grito...Tão grande e forte, que, num momento, levado pelos clarins eólios do vento, repercutiu no Brasil, de Sul a Norte, e ainda hoje vibra, inteiro, no coração de cada brasileiro: independência ou Morte!" Crônica inspirada nos versos de José Maria Mendes, o poeta.
(*)Jornalista.
 A Bandeira do Brasil Imperial, criada por Dom Pedro I. O verde representa a cor da Casa de Bragança (do nosso primeiro Imperador)  e o amarelo é a cor da Casa dos Habsburgos, de onde procedia a Imperatriz Dona Leopoldina.

A Primeira Missa celebrada em solo brasileiro – por Frederico Abranches Viotti (*)

A Primeira Missa celebrada no Brasil -- quadro de Victor Meireles
Descoberto o Brasil, Pedro Álvares Cabral pediu que uma missa – a primeira nesta parte da América do Sul – fosse celebrada no dia 26 de abril de 1500. Convocada toda a tripulação, fez-se um enorme cortejo de mais de 1000 homens. “Cantando em maneira de procissão”. Com os estandartes da Ordem de Cristo bem erguidos à sua frente, os homens seguiram até o local “onde nos parecera melhor fincar a Cruz, para ser melhor vista”. Vários índios logo se juntaram à procissão e ajudaram a carregar a Cruz diante da qual se renovaria o Santo Sacrifício do Calvário. Ato que ficou para sempre imortalizado na história como “A Primeira Missa”.

“Implantando a primeira cruz, erguendo o primeiro altar, rezando a primeira Missa, e congregando, no ato sagrado, portugueses e índios, Frei Henrique de Coimbra lançava as bases do Brasil cristão”. Durante a celebração, os indígenas acompanharam os portugueses em todos os seus gestos. Ajoelharam-se na consagração, levantaram-se no Evangelho, sentaram-se no sermão, etc. Um dos índios, narra Pero Vaz de  Caminha, homem de cinquenta anos aproximadamente, chamava os demais índios e, andando entre eles, “acenava com o dedo para o altar e depois apontou para o Céu, como se lhes dissesse alguma coisa de bem; e nós assim o tomamos”.

Após a celebração, Frei Henrique distribuiu várias cruzes de estanho aos indígenas: “pelo que o Padre Frei Henrique se assentou ao pé da Cruz e ali, a um por um, lançava a sua [cruz] atada em um fio ao pescoço, fazendo-lha primeiro beijar e alevantar as mãos.” Os índios recebiam esses objetos como presentes preciosos. Mal sabiam eles o alto valor daquele objeto. Mais do que sinal de amizade, eles recebiam o símbolo do Cristão.

Sobre a “Primeira Missa”, comentou o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira: “implantando a primeira cruz, erguendo o primeiro altar, rezando a primeira Missa, e congregando, no ato sagrado, portugueses e índios, Frei Henrique de Coimbra lançava as bases do Brasil cristão”.
(*) Frederico Abranches Viotti é professor universitário.
             

sábado, 3 de setembro de 2016

Agora nos jardins da casa do Papa existe um “Um pedacinho do Brasil no coração de Roma”.

Rádio Vaticano (RV) – “Um pedacinho do Brasil no coração de Roma”. Assim o Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, define o monumento em homenagem aos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil que será inaugurado na manhã deste sábado (4/9), nos Jardins do Vaticano.
Em entrevista à Rádio Vaticano, Dom Raymundo explicou como será o memorial.
“Já está nos Jardins do Vaticano uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que estará no topo de uma escultura que representa o encontro da imagem em 1917 o Rio Paraíba do Sul.
Na base há uma canoa que lembra o rio e os pescadores; logo acima da canoa uma rede vazada e, no topo, está uma réplica de nossa Senhora Aparecida.
A concepção desse monumento é do artista Claudio Pastro, especialista em arte sacra, responsável pela conclusão dos trabalhos internos da Basílica de Aparecida.
Essa escultura tem 3 x 3 metros, portanto é um monumento pelo seu tamanho. Uma marca definitiva do Brasil, do Santuário Nacional, da Padroeira do Brasil nos Jardins do Vaticano. Um pedacinho do Brasil agora no coração de Roma e os peregrinos e romeiros brasileiros que vêm a Roma poderão visitá-lo”.

             

Sem que tivesse aprendido a falar português, Dilma já foi para o jazigo que logo abrigará Lula e seus devotos – por Augusto Nunes

Neste 31 de agosto, o Brasil se livrou da pior governante da história e o Sanatório Geral perdeu a recordista em internações. Isso merece um brinde, amigos
Durante o depoimento no Senado, Dilma Rousseff produziu incontáveis provas de que mereceu passar a maior parte do seu governo internada no Sanatório Geral.

Já na primeira resposta à bancada dos parlamentares sem medo, Dilma Rousseff explicou a Ana Amélia (PP-RS) ) que o golpe parlamentar é uma árvore atacada por fungos. A supressão do direito à réplica impediu a senadora gaúcha de tentar decifrar o enigma. Igualmente atônito com a imagem de hospício, o tucano cearense Tasso Jereissatti induziu a interrogada a voltar ao tema. E ouviu a seguinte resposta da ex-presidente:

“Eu não falei, senador, em nenhum momento, que a árvore frondosa era da economia. Eu falei, senador, que a árvore frondosa foi das conquistas que nós tivemos em 1988, quando estabelecemos o Estado Democrático de Direito e a Constituição Cidadã. Essa árvore frondosa é que pode ser ceifada pelo machado, que foi a imagem e a metáfora que eu fiz quando se trata de golpe militar, porque você dirruba a árvore e ao mesmo tempo si dirruba os galhos da árvore e parte da árvore. O machado ceifa tudo. Acaba com u guverno e cum o regime democrático. Eu considero, senador, que o qui caracteriza um golpe parlamentar é o fato que não há este, este machado ceifando a árvore. O que há, senador, é um ataque às instituições, comprometendo as instituições com… espécies de fungo e de parasitas que podem corroer as instituições. Por que? Nós sabemos que nesta questão, qualquer, qualquer, o mais… o mais… grave, aliás, dos… crimes, é condená uma inocente por um crime que não cometeu, principalmente sendo uma presidenta da República e, romper a Constituição. Por isso que a literatura chama esses golpes de golpes parlamentares. Não há, senador, em toda a teoria política, em nenhum momento, golpe mi… golpe de Estado é igual a golpe militar. Golpe de Estado é a substituição de um governo legítimo, sem razão… por… quaisquer razões que aleguem tendo em vista a substituição indevida. É nesse sentido que a árvore frondosa é corroída por parasitas”

Você entendeu o que Dilma quis dizer? Nem eu.

O PT contra o Brasil – por Márcia Rossi Soares (*)




Segundo suas palavras, a ex-gerentona Dilma Rousseff fará firme, incansável e enérgica oposição ao governo de Michel Temer. Isso significa que o Brasil que se dane, o que importa é perturbar o governo, estando ele acertando ou não. E prova que o PT nunca pensou no Brasil, o que interessa aos petistas é dinheiro (muito dinheiro) e poder. 

Por isso em suas manifestações Brasil afora o que se vê são bandeiras vermelhas, nunca a Bandeira do Brasil. Mais uma prova clara de que o PT é um partido que visa somente a si próprio, o País é secundário. Na situação em que estamos, qualquer um que ponha o País no rumo do crescimento novamente será exaltado. Mas o PT só quer fazer oposição não importando o eventual resultado positivo. 

Já a  Lula, aparentemente, só interessa vingar-se pela queda de Dilma. Quer fazer oposição simplesmente por se opor, sem aguardar resultados da nova gestão. O Brasil e os brasileiros pouco importam. Eis o verdadeiro PT.
 (*) Márcia Rossi Soares – marciarossi1@hotmail.com

Brasil Atual.



Existem pessoas que tem o dom da síntese. Abraham Shapiro, conseguiu em poucas palavras explicar, através de uma historinha, maravilhosamente como funciona o governo Lula, Dilma, Temer!

Entenda o novo governo do Brasil.

Navegando há vários meses sem que os marujos tomassem banho ou trocassem de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio fedia.

O Capitão chama seu Imediato: Mr. Simpson, o navio fede. Mande os homens trocarem de roupa!

Yes, Sir!

Simpson reune seus homens e diz:

Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John. John troque a sua com Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred...

E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele retorna ao Capitao e diz:

Sir, todos já trocaram de roupa. O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.

Em VEJA desta semana:

Duque relata à Lava Jato reuniões com Lula para discutir propina
Ex-diretor da Petrobras está muito próximo de fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal
 Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras: encontros periódicos para tratar do financiamento do PT com recursos desviados de contratos com a estatal (AGB/Folhapress)

Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, declarou ter se reunido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, a fim de debater divisão de propina em contratos da petrolífera. A informação foi revelada em reportagem do Valor Pro, do jornal Valor Econômico.
Segundo o depoimento de Duque, indicado pelo PT ao cargo da companhia, essas reuniões ocorreram na sede do instituto, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Ele está em negociações avançadas de um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e disse ter como provar o que relata.
De acordo com a reportagem, o ex-executivo “já prestou informações escritas aos investigadores por meio de anexos elaborados por seus advogados” e o “material é considerado relevante”. Os procuradores da força-tarefa devem receber outros papéis com novas informações a partir de 8 de setembro.
O Valor também “apurou que Duque fez um relato sobre o que chamou de verticalização das ordens de comando na Petrobras. Segundo ele, as decisões tomadas pela estatal que – deveriam obedecer a critérios técnicos – eram ordenadas com viés político.”

No fundo do poço: Plano de demissão voluntária da Petrobras tem 11,7 mil adesões
Custo com os desligamentos será de cerca de 4 bilhões de reais
O plano de demissão voluntária da Petrobras teve adesão de 11.704 empregados. Em comunicado, a estatal informa que se encerrou o prazo para o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), mas que o número ainda pode ser alterado devido a inscrições realizadas em papel e postadas até 31 de agosto. A companhia também afirmou que, até a data de homologação da rescisão, os empregados podem desistir da adesão.
O custo anteriormente previsto, levando em conta 12.000 empregados, era de 4,4 bilhões de reais, com uma economia esperada de 33 bilhões de reais até 2020. Nesse nível de adesão, o custo no momento é de cerca de 4 bilhões de reais, o que será consolidado após o término do prazo para os desligamentos.
O PIDV, iniciado em 16 de junho, teve até o momento 2.450 contratos de trabalho encerrados. A companhia havia informado provisão de 1,2 bilhão de reais até 30 de junho de 2016 relativo aos gastos previstos com os 4.087 funcionários que haviam aderido ao programa, conforme o balanço do segundo trimestre de 2016.

Oposição venezuelana desafia Maduro com protestos em Caracas
Venezuela prende ativistas da oposição antes de manifestação. Governo venezuelano diz  que “é golpe!”


Os venezuelanos tomam as ruas de Caracas nesta quinta-feira em manifestações para reivindicar a realização de referendo - 01/09/2016 (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Agentes da Polícia e da Guarda Nacional da Venezuela, comandados pelo governo de Nicolás Maduro,  lançaram gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que jogavam pedras, após uma grande passeata realizada nesta quinta-feira pela oposição para pedir um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.
 “Atentos! Denunciamos a presença de infiltrados (…) pedindo a tomada da autoestrada em Las Mercedes”, denunciou a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), no Twitter, que já havia comemorado o fato de a marcha ter acontecido de forma pacífica.

A oposição luta para conseguir o referendo ainda em 2016. Se a consulta popular for realizada antes de janeiro e os venezuelanos decidirem pela saída de Maduro, novas eleições seriam marcadas, seguindo o que manda a Constituição. Se os chavistas esticarem a convocação do referendo para o ano que vem, Maduro poderia ser afastado, mas quem assumiria seria o seu leal vice, Aristóbulo Istúriz. Nesse cenário, o atual presidente manteria os seus privilégios e não teria de responder a acusações sobre violações de direitos humanos, corrupção e abuso de poder.
             

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Chegada de Carmen Lúcia à presidência do STF pode acabar com golpe da manutenção de direitos de Dilma.


Após a tramoia entre Renan Calheiros e o PT para salvar Dilma Rousseff da perda de direitos políticos, e após tudo ter acontecido com a leniência de Ricardo Lewandowski, que jogou no lixo a Constituição, parece que as coisas vão mesmo começar a mudar.

No dia 12 de setembro, quem sentará na cadeira de Presidente do STF será Carmem Lúcia, e a nova presidente da corte poderá definir como proceder diante da enxurrada de ações e recursos para anular a segunda votação. No momento, já são dezenas de documentos enviados por diversos partidos e entidades solicitando que Dilma Rousseff seja, de fato, punida como manda a lei.

O governo Temer já havia determinado que seus aliados fizessem de tudo para barrar um projeto no Senado que assegura o aumento do teto salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, STF. Por razões óbvias, Renan Calheiros se manifestou contrário à disposição de Temer. O presidente do Senado é alvo de mais de dez inquéritos no STF.

Em troca, Lewandowski peitaria os senadores e a constituição para propor a divisão da votação do impeachment em duas partes. O G1 divulgou nesta quinta-feira, 1º, que vários Juristas questionaram a decisão do Senado que permitiu à ex-presidente Dilma Rousseff voltar a exercer funções públicas, mesmo após sua condenação no processo de impeachment.

A baderna como legado (editorial do “Estadão”)

Quebra-quebra feito no centro de São Paulo
Dilma Rousseff é, finalmente, carta fora do baralho, apesar da trama, urdida por Renan Calheiros com apoio dos petistas e a benevolência de Ricardo Lewandowski, para lhe garantir a manutenção dos direitos políticos
Se “a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer” – como prometeu em seu discurso de despedida a ex-presidente Dilma Rousseff – inclui insuflar irresponsavelmente a escalada da violência nas ruas, como tem acontecido em São Paulo e outras capitais do País, a própria banida e as chamadas “forças progressistas” que se alinharam contra o impeachment terão de assumir que a barbárie é um meio plenamente justificado para defender “os interesses populares”. Esse, na verdade, é o argumento daqueles que pregam a adoção de regimes de força ou o emprego de meios do terror para dobrar a sociedade a seus desejos – ou “sonhos”, como gostam de dizer.

O que está acontecendo nas ruas – mas também em repartições públicas e universidades – é extremamente preocupante. Em primeiro lugar, porque pode ser o prenúncio de uma grave disruptura política e social cuja simples possibilidade é preciso exorcizar. Em segundo lugar, porque ocorre no momento em que a pacificação nacional é indispensável para que toda a energia do governo e da sociedade se concentre no enorme desafio da reconstrução nacional.
A ex-presidente já se havia dedicado, com sua incompetência, arrogância e sectarismo, a levar o País à beira do abismo. Alardeando sua condição de “mulher honesta”, ela se beneficiou sem hesitação do ambiente de corrupção generalizada que sempre esteve ao seu redor tanto para se reeleger como, no primeiro mandato, para manter uma base parlamentar que coonestou todas as barbaridades da “nova matriz econômica”. Agora, ela própria dá um passo adiante, incitando os brasileiros à divisão, por todos os meios. Despenca no abismo que ela própria abriu a seus pés, mas quer ser seguida pela Nação.

Dilma Rousseff é, finalmente, carta fora do baralho, apesar da trama, urdida por Renan Calheiros com apoio dos petistas e a benevolência de Ricardo Lewandowski, para lhe garantir a manutenção dos direitos políticos. Ela muito dificilmente conseguirá ter voz ativa em qualquer articulação política de oposição ao governo. Mas os insensatos frequentemente sofrem a tentação do abismo e, infelizmente, não perdem a capacidade de convencimento e arregimentação de quem pensa – ou pensa que pensa – como eles. O discurso de despedida da ex-presidente, por exemplo, é um claro estímulo à extrapolação dos limites legais para as manifestações de protesto contra o governo.
Cabe às autoridades constituídas reprimir a baderna e impedir que a desordem se torne rotina. É preciso saber distinguir o legítimo e democrático direito a manifestação no espaço público da baderna que atenta contra o direito da população de viver seu cotidiano em paz. No primeiro caso, o poder público tem o dever de oferecer aos cidadãos a garantia de se manifestar pacificamente. No segundo, tem a obrigação de impedir a ameaça potencial ou a ação daqueles que infringem a lei. A baderna nas ruas, longe de ser uma forma legítima e democrática de manifestação popular, é um grave atentado ao direito fundamental que os cidadãos, o povo, têm de viver em paz.

Agrava a configuração criminosa das manifestações de crescente violência nas ruas o fato de que, como se tem visto em São Paulo, os confrontos com a polícia são deliberadamente provocados pelos próprios baderneiros, que têm sistematicamente descumprido os acordos previamente estabelecidos com a polícia a respeito de percursos a serem cumpridos, exigência óbvia de qualquer esquema de segurança pública.

O que se viu na quarta-feira nas ruas de São Paulo e ontem em pleno recinto do Senado Federal – onde baderneiros interromperam os trabalhos de uma comissão presidida pelo senador Cristovam Buarque – são exemplos de que os movimentos “populares” estão a transgredir de forma abusiva os limites estabelecidos pela lei. Pois não há “direito” que justifique a violência nas ruas ou a ela sobreviva.

Se as autoridades responsáveis – de modo especial o governador paulista, sempre hesitante nesse assunto – não tiverem a coragem de adotar medidas duras, mas necessárias para impedi-la, essa escalada da violência alimentada pelo ressentimento e pelo revanchismo colocará em risco, real e imediato, as liberdades fundamentais dos cidadãos.




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Mereceu ser xingado duas vezes - Antônio Alves de Morais.


O senador Telmário Mota votou duas vezes contra o afastamento, frente a frente perguntou a Dilma Roussef com qual PMDB ela ia governar.  Disparou impropérios contra Temer e Romero Jucá, rasgou elogios a Renan e Requião.

Dilma Rousseff chamou Telmário Mota de “filho da puta”.

Ela soltou o xingamento, quando soube que o senador havia votado a favor do impeachment. Em seguida, Telmário Mota participou do golpe que blindou Dilma Rousseff contra a Lava Jato.

E, passou a ser xingado por todos os outros brasileiros.

Há gente que não serve mesmo para ser senador.

Ricardo Lewandowski, assino a sentença - Antônio Alves de Morais

Uma das primeiras medidas enviadas por Lula da Silva ao Congresso Nacional no seu primeiro mandato foi a limitação em 70 anos para aposentadoria de ocupantes de cargos públicos. 

A relatora no senado foi Marina Silva, essa lagarta de meolo de pau que se apresenta como solução para o Brasil.

A medida tinha como principal finalidade a substituição de membros dos Tribunais Superiores, por indicados seus, enquadrando-os perfeitamente com fiéis amigos subservientes, serviçais e bajuladores.

Quem poderia imaginar que um ministro cuja nomeação era recomendada pela esposa do Pajé por comprovada fidelidade e subserviência, de primeira hora, chegando a presidência do Supremo Tribunal Federal presidisse a reunião de cassação de uma presidente do PT, última criação do Lula?

Lula não sabia "que o destino conduz aquele que consente e arrasta o que lhe resiste".  O destino arrastou Lula, sua história, seus familiares e seus amigos para a mais sebosa, podre e imunda vala da lama do esgoto brasileiro. 

O PT de hoje é só uma mera carcaça politica, uma casca ideologicamente vazia e eticamente apodrecida, completamente cheia de vermes lhe comendo o que restou das entranhas.