quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Se não foi assim, eu grele - Por Batista de Lima.

O Cariri é um monturo de mitos. Grande parte de seus escritores cavoucam essas minas de sobenças e sempre se deparam com novidades arqueológicas. Essa antologia Se não foi assim, eu grele! é uma amostra do potencial investigativo desses escritores, quase todos membros do ICC (Instituto Cultural do Cariri). 

O interessante é que o leitor fica com a certeza de que essas “escavações”, buscando nossos primórdios, têm o mérito de ir além do que já conhecemos. São camadas, tipo páginas, que esses arqueólogos vão vasculhando em uma mina inesgotável. 

O timoneiro dessa nave de escritos é o Presidente do ICC, Dr. José Flávio Vieira, que vem se mostrando um ”promoter” dos saberes do rico Cariri. Prova disso é que esse esculápio arregimentou, em torno de si, uma plêiade de intelectuais que reviraram muitas reentrâncias da mitologia Cariri e encheram nossos olhos lecturais de refinadas histórias de nossos antes. 

Foi buscar em Várzea Alegre esse Dr. Sávio Pinheiro que conhece como ninguém os mistérios que se escondem no por trás da Serra Negra. Esse poeta popular vem logo sucedido pelo Sr. Tomé Cabral, memorialista cratense e de todo o Ceará. Quando entra em cena esse Pedro de Lima, é uma revelação de um mergulhador de sete fôlegos nos estudos pré-cabralinos.

Excelente é a performance desse outro varzealegrense animado, que crava como assinatura, Antônio Alves de Morais. Seu texto “A ordenha da veada” é antológico. E quem quiser conhecer sua genialidade é só ler seu livro Histórias, causos e proezas. 

Voltando à coletânea retratada, não se pode perder “A raposa choca”, de Anilda Figueiredo que envolve coronel Filemon Teles e o brigadeiro Macedo. “A seca de 1915 no Crato” é um belo registro histórico de Antônio Martins Filho, fundador de Universidades. Heitor Bezerra de Brito, no seu “Abantesma” nos conduz aos anos de chumbo, via AI-5, com conhecimento do assunto. 

Telma de Figueiredo já traz o brilhantismo no próprio nome. Seguindo este roteiro, Maria de Fátima Araújo Teles, quando escreve sobre “Aurora e a cobra voadora da nascença”, vem com um excelente neologismo ao citar que “Das Dores gostava de auroresceres!” Já Armando Lopes Rafael foi garimpar na sabedoria popular uma excelente coleção de adágios que não podemos olvidar. Quando topamos com Cristina Couto, ler seu texto sinestésico é saborear o sorvete de coco do bar do Zé Alves e do resto das nossas muitas Lavras, que carregamos nos costados da alma. Fui criado ali, em um alpendre que soletrava a batida do motor do engenho até ao açude que fazia cafuné no matagal do pé da serra. 

Flávio Morais, em texto quase novela, desenterra Zeferino, no seu belo tratado titulado “Envultamento”. Traz mandinga e cangaceiro, paixão e assassinato. Jorge Emicles vem de mexer com Simão Bacamarte mesmo sem pedir licença ao Bruxo do Cosme Velho. Depois dá pesqueiro em Foucault, dando a entender que conhece As palavras e as coisas. J. Flávio Vieira, ainda sarando o umbigo, já ouvia certas histórias, que as esquinas ofereciam através de Ismael e Zacarias numa Crato que conversava pela boca de seu povo. Quando vislumbramos a Claude Bloc, herdeira da Serra Verde, aparece a ressurreição do Beato Zé Lourenço que o Sr. Mundoca Jucá, homem valente e carrancudo, não conseguiu dominá-lo. Não sei porque ela esqueceu a saga do Major Botelho. 

Paulo Elpídio Martins, vasculhando os baús de memórias, desenterra “O bicho mamãe” e desvenda os mistérios do encantamento. Logo em seguida o livro nos traz uma visita de Mauro Mota, o grande poeta pernambucano, que faz o boi gemer no couro que a cadeira traz. Depois, com seu “O mundo de Epifânio”, mostra que esteve no Crato e dele extraiu saberes. Em seguida vem esse Manoel Vieira, com seu “Peixe-elétrico na Barra Verde? Ora se não!” Interessante é que o peixe ao deseletrizar-se foi aberto a trinche-te e “dentro do peixe havia três contas da COELCE vencidas”. Essa história fictícia antecede “Sabia que tem alta tecnologia na natureza?” de Paulo de Tarso Barreto Alves de Sousa que de uma viagem acidentada tirou lições de solidariedade. 

Quando li “É verdade esta carta”, que fala em abdução, fui lançado no espaço de onde vislumbrei a ladeira do seminário, por onde transitei por cinco anos de internato no Sagrada Família. Depois que ultrapassei a ponte avistei o Hotel Tabajara que apenas via por fora. Esse Allan Bastos escreveu ficção como se realidade fosse. Finalmente Fabiana Vieira fez renascer em mim o menino do Engenho Taquari, criado na bagaceira e familiarizado com esses berros aí citados. 

Por aqui vou parando com gosto de quero mais. Essa antologia comprova que o Crato é um celeiro de profícuos escritores. Cada texto que leio é um retorno a um paraíso perdido que só através dessa andança me sinto por lá de novo. 

Fui ao Crato e matei minha saudade. 

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Francisco Dalmir de Freitas, um varzealegrense bem humorado - Antônio Alves de Morais.

O Blog do Antônio Morais, ao longo de sua existência tem resgatado partes componentes de nossa historia, nossa memoria e nossas boas lembranças.

Encontramos vídeos da década de 80 do século passado resgatando os encontros promovidos por João Piau em Fortaleza, vídeos com Bié, Pedro Sousa, Chico de Amadeu, José Clementino, novenas de São Raimundo  atual e antiga, Geraldo Teté e Amadeu. São tantos que não há como lembrá-los todos.

Hoje  postamos um video especial com o meu amigo, parente a camarada Dalmir Freitas.  Além de conterrâneos somos contemporâneos de uma época em Crato. Dalmir se destaca pela capacidade de fazer amigos, de conserva-los pela sua  humildade e decência.

Portanto fique  com  as historias e estorias do Dalmir.

Grande abraço.


segunda-feira, 14 de agosto de 2023

‘Verdadeiro militar não fica muito tempo nesse meio podre’, diz general - Por Roberta Paduan


A afirmação é do ex-presidente do Clube Militar Gilberto Pimentel, ao comentar demissão do ministro Santos Cruz. "cuidem para que nossa instituição não seja comprometida nessa baixaria".

O general da reserva Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar até junho do ano passado, manifestou-se de maneira enfática sobre a demissão do ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, também general e até ontem titular da Secretaria de Governo da Presidência. 

Segundo Pimentel, “é praticamente impossível para um verdadeiro militar conviver por muito tempo nesse meio torpe, podre e corrompido pela própria natureza”, referindo-se à atividade política.

O militar também alertou para o risco de contaminação das Forças Armadas. “Ao Santos Cruz, o meu abraço, e aos demais companheiros, que ainda acreditam, meus respeitos e que se cuidem para que nossa instituição não se veja comprometida nessa baixaria”,

O IRADO BOTAFOGO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Ninguém me disse. Eu vi o Botafogo amassar o Internacional, no "tapetinho".

E olha que o adversário não deu mole, não. Terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0.

Que espetáculo o time da estrela solitária proporcionou no segundo tempo.

Não demorou e virou para 2 a 1, em um espaço de três minutos. Já o terceiro gol foi uma obra coletiva espetacular.

Fica até difícil destacar o que o Botafogo faz melhor.

Vai para dentro do adversário, joga com velocidade e prazer, faz ataques apoiados por dois alas intensos e marca gols como resultado de ações coletivas.

Não dá descanso ao adversário. Nem a si próprio.

Muda jogadores e sustenta incrível intensidade.

Concordo que a obra botafoguense é coletiva. Mas, o que Tchê Tchê está jogando é uma barbaridade.

Se alguém disse que o Botafogo é um time esquecido por Deus, errou.

É o melhor futebol do Brasil. Já merece levar o caneco.

Continuo tomado pelos efeitos da exibição alvinegra.

Estonteante.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Grata revelação política - Antônio Alves de Morais.

Antes de Dr. Fabrício Rolim tomar posse como vice prefeito de Várzea-Alegre eu vi uns profetas da terra, inclusive dois ex-vice-prefeitos, em suas paginas sociais, fazendo duas previsões :

O primeiro que foi vice-prefeito por dois mandatos seguidos disse : Vice não manda em nada, não tem caneta nem puder algum.

O segundo que foi vice por um mandato emendou - A briga com o prefeito vai ser breve.

Fiz a defesa do Dr. Fabrício solicitando que o povo desce um tempo, um voto de confiança. Que prefeito não gostaria de ter um vice atuante do seu lado?  Perguntei!

O tempo mostrou e continua mostrando que eu estava com razão. Dr. Fabricio se revelou um grande parceiro na administração do nosso município.

Avante Dr. Fabrício, politica é uma atividade para quem tem coragem, não serve a acomodados.

Parabéns.

Guerras, vergonha da humanidade - Antonio Alves de Morais.


O tempo não apaga nada. Agente finge que esqueceu. Doe hoje e vai doer mais um pouquinho amanhã.

Pode ser que tempos depois melhore, pode ser que não. Mas, um dia passa, disso tenha certeza, porque assim como a felicidade não é eterna, a tristeza também não há de ser.

Não se iluda com o sorriso, a maldade está na mente.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

MDB pretende destronar Rodrigo Pacheco do comando do Senado - Por O Antagonista.

A ideia de lançar candidato à Presidência do Senado foi defendida publicamente por Renan Calheiros, um dos principais aliados do Palácio do Planalto.

Em entrevista ao Roda Viva da TV Cultura na noite desta segunda-feira (7), o senador Eduardo Braga (MDB-AM), confirmou o interesse de seu partido em participar da sucessão no comando do Senado.

A ideia já foi defendida publicamente por Renan Calheiros, um dos principais aliados do Palácio do Planalto.

“É óbvio que temos o interesse em participar do debate da Câmara e do Senado. Aí haverá uma reunião das bancadas, o que ainda não aconteceu. 

Mas hoje somos 11 senadores e ainda termos a possibilidade de crescermos, pois estamos conversando com alguns senadores com interesse de vir para o MDB. Portanto é natural que o MDB postule as questões da Câmara e Senado”, disse o parlamentar.

No Senado, Braga é apontado como o candidato mais viável do partido.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

OS LUGARES NO SONHO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

"Os lugares são as pessoas". Também, acho.

Mas, nos meus sonhos, os lugares têm assumido o pódio mais do que as pessoas.

Diga-se lugares do Crato, onde passei maior parte de minha infância.

Esse sonhar funciona como uma espécie de "regressão voluntária" aos bons tempos da meninice e adolescência.

Quando revisito a quadra Bicentenário, vem a lembrança de que o lugar já abrigou o Parque Municipal.

A precária quadra de futebol de salão existente se resumia a um espaço de piso de cimento vermelho.

Como não sonhar com as idas à Rádio Educadora para curiar, pelas janelas abertas, o trabalho de locutores e controlistas. Foi lá que comecei a trabalhar em rádio.

E tinha no itinerário olhar de perto os cartazes de filmes do Cine Educadora.

No local, hoje, funciona  a Faculdade de Medicina.

Impossível não fazer essa "regressão" aos campos de futebol do Cariri e do Esporte, a Praça Francisco Sá e o Bar Social, de seu Chiquinho, dirigido por Geraldo e Chico Alberto.

O entorno desse bar era o ponto de encontro da meninada.

A Praça Siqueira Campos tem posição destacada nas lembranças a que os sonhos nos remetem.

Nem preciso dormir e sonhar para sentir a recordação mais forte: a Praça da Sé, nas festas da Padroeira.

O parque de diversões Maia, o fundo musical de sua amplificadora, com locutor de voz impostada nos recados musicais inesquecíveis. A felicidade estava no ar.

Finalmente, a estação da RFFSA, com sua bela arquitetura, um lugar habitado.

Esses sonhos me fazem um bem danado. São viagens no tempo. Os lugares continuam intactos nas minhas retinas.

Quando o seu filho ou filha disser - Pai, mãe não se meta em minha vida - Antônio Alves de Morais


“Quando o teu filho ou tua filha disser: Pai, mãe não se meta na minha vida”!

Hoje que estou aprofundando meus estudos Teológicos na família, seus valores, seus princípios, seus conflitos. Recordo-me de uma ocasião em que escutei um jovem gritar para o seu pai: “Não te metas na minha vida”! Essa frase tocou-me profundamente. Tanto que, frequentemente, a recordo e comento nas minhas conferencias com pais e filhos.

Se em vez de sacerdote. Tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu filho (a). Esta poderia ser a minha resposta: Filho, um momento, não sou eu que me meto na tua vida, foste tu que te meteste na minha! Faz muitos anos, graças a Deus, e pelo amor que tua mãe e eu sentimos chegastes as nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo. Ainda antes de nasceres, tua mãe sentia-se mal, não conseguia comer, tudo o que comia, vomitava. E tinha que ficar de repouso. Tive que me dividir entre as tarefas do meu trabalho e as da casa para ajudá-la. Nos últimos meses, antes que chegasses, tua mãe não dormia e não me deixava dormir. Os gastos aumentaram incrivelmente, tanto que grande parte do que ganhava era gasto contigo, para pagar um bom medico que atendesse tua mãe e ajudasse a ter uma gravidez saudável, em medicamentos, na maternidade, em comprar-te todo um guarda-roupa etc. Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não quisesse para ti, compramos tudo o que podíamos, contanto que tu estivesses bem e tivesse o melhor possível.

Chegou o dia em que nascestes: tivemos que comprar algo para dar de recordação aos que te vieram conhecer, tivemos que adaptar um quarto para você. Desde a primeira noite não dormimos.A cada três horas, como se fosse um alarme de relógio despertava para te darmos de comer. Outros, porque te sentias mal e choravas, sem que nós soubéssemos o que fazer, pois não sabíamos o que te tinhas, até chorávamos contigo. Começastes a andar e não sei quando foi que tive que andar atrás de ti, se quando começastes a andar ou quando pensaste que já sabia. Já não podia sentar-me tranqüilo lendo jornal, vendo um filme ou jogo do meu time favorito, por que quando acordavas, te perdia da minha vista e tinha que sair atrás de ti para evitar que te machucastes. Ainda lembro do primeiro dia de aula quando tive que telefonar para o serviço e dizer que não podia ir. Já que tu, na porta do colégio, não queria soltar-me a mão e entrar. Chorava e pedias-me que não fosse embora. Tive que entrar contigo na escola, e pedir à professora que me deixasse está junto ao teu lado, algum tempo, na sala, para que te fosse acostumando.

Depois de algumas semanas, já não me pedias que ficasse e até esquecias de se despedir quando saia do carro correndo para te encontrar com os teus amiguinhos. Cada vez sei menos de ti mesmo, sei mais pelo que ouço dos demais, já quase não queres falar comigo, dizes que apenas reclamo, e tudo o que faço esta mal, ou é razão para que ti saias de mim.

Pergunto: como, com esses defeitos, pude dar-te o que até agora tens tido. Tua mãe passa noites em claro e, consequentemente, não me deixa dormir dizendo-me que ainda não chegastes, e que já é madrugada, que o teu celular está desligado, que já são três horas e não chegas. Até que, por fim, podemos dormir quando acabas de chegar. Já que quase não falamos, não me contas as tuas coisas, aborrece-te falar com velhos que não entendem o mundo de hoje.

Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessita de dinheiro para a universidade ou para se divertir. Ou pior, procuro-te eu, quando tenho que chamar-te atenção. Mas estou seguro que diante destas palavras: “Não te metas na minha vida”. Podemos responder juntos: Filho (a) não me meto na tua vida, pois foste tu que te meteste na minha. Asseguro-te que desde o primeiro dia até o dia de hoje, não me arrependo que te tenhas metido nela e a tenhas transformado para sempre.

Enquanto for vivo, vou meter-me na tua vida, assim como tu te metes-te na minha, para ajudar-te, para formar-te, para amar-te e para fazer de ti um homem ou uma mulher de bem. Só os pais que sabem meter-se na vida de seus filhos e conseguem fazer deles, homens e mulheres que triunfam na vida e são capazes de amar.

Pais: muito obrigado!
Por se meterem na vida dos seus filhos. Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas, E para vocês filhos: Valorizem seus pais. Não são perfeitos, mas amam vocês, sejam capazes de enfrentar a vida e triunfar como homens de bem! A vida da muitas voltas, e, e em menos tempo do que vocês imaginavam alguém lhes dirá: “Não te metas na minha vida”! “A paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor”.

domingo, 6 de agosto de 2023

O padre e as duas malas - Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

Era um ano de copioso inverno. O Bispo havia transferido o padre de uma paróquia para outra. 

A saída da cidade tinha que ser feita atravessando obrigatoriamente o leito de um rio, que ao pé do subúrbio, e nesse dia o rio estava cheio, transbordando.

O padre chega a margem do rio e entrega duas malas ao caboclo, dono de uma balsa de paus flutuantes com que explorava o comercio do transporte de pessoas e de cargas para a outra margem. 

Entrega as malas e vai dizendo: essa mala aqui é da igreja, ela conduz coisas sagradas: O cálice, a âmbula, as hóstias, as galhetas de vinho, paramentos, opas, quadros e estatuetas de santos, tenha todo cuidado com ela. 

Essa outra é a mala que leva apenas minhas roupas, e meu dinheirinho.

O caboclo lança-se sobre o dorso dos vagalhões das águas barrentas guiando a frágil embarcação. Poucos minutos depois, lá do meio do rio, grita o caboclo: seu Padre, o peso é demais. 

A balsa vai virar, é preciso empurrar dentro do rio uma das malas, qual é a que eu salvo? 

Ao que o padre aflito em desespero, respondeu: salve a do dinheiro! E o poeta ironizou:

Salve a mala do dinheiro!

Deixe a do santo afogada!

Com dinheiro eu compro santo!

Com o santo eu não compro nada!.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

QUE BRONCA É ESSA COM OS MAIS VELHOS? - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Muita gente está à procura de quem disseminou essa conversa, pra lá de besta, segundo a qual velho não serve pra nada.
Certamente, uma visão equivocada e espalhada ao vento por parte de figuras pequenas, que nunca estão contentes com o mundo.
Já inventaram até um termo para rotular esse “movimento” preconceituoso: velhofobia.
Essa idiota estigmatização é ainda mais assimilada neste momento de pandemia, quando os velhos são escolhidos como “bois de piranha” pela velha da foice.
Quantas vezes se ouviu: “Ah, esse coronavírus só vai pegar os velhos”!
Pela ação devastadora da Covid-19, observa-se uma imprecisão nesse tipo de avaliação, em face das pessoas mais jovens vitimadas, infelizmente, pelo vírus.
Os velhos não deviam ser tratados com indiferença, mesmo porque, eles são valiosos e cuidam de nós.
Aliás, tenho o hábito carinhoso de tratar as pessoas de "véi". "Como vai, véi"?
Sempre apreciei o fato de ter tido amigos mais idosos do que eu, por compreender que as amizades se dão por afinidades e não por idades.
Chega-se ao requinte de perversidade e insanidade, quando se julga que a economia não pode parar para salvar a vida de velhinhos. De onde tiraram essa idéia imbecil?
É bom que se diga: esse preconceito com relação aos velhos não foi trazido pela pandemia. Foi realçado, pois já existia fortemente entre nós.
Se ser velho é uma merda, não ser velho é pior.

ACREDITE NOS APELIDOS - Por Wilton Bezerra.

No Crato de 50 anos atrás, era bastante conhecido um comerciante “vapt vupt” chamado “Zé Enrolão”.

Gostava de transações rápidas e que não exigissem nota fiscal, evitando diminuir o seu lucro no “rolos” que fazia.

Digo sempre que é preciso acreditar nos apelidos, ligá-los aos tipos que os carregam e perceber que tem tudo à ver.

Certa feita, precisei de um conserto nas lâmpadas do meu carro e um atendente da loja de peças me advertiu logo: “Isso é serviço para o “Golinha”, procure-o nas imediações”.

Quando encontrei o tipo, nem precisei perguntar se era o “Golinha” tal a semelhança, do pescoço pra cima, com o passarinho.

Muitos deveriam procurar os cartórios, e providenciar mudança dos seus nomes de registro para os apelidos que carregam.

Voltando ao “Zé Enrolão”, seus negócios eram pequenos e o que valia era o giro rápido da mercadoria.

Ao tentar despachar oito sacas de farinho de trigo (sem nota fiscal) na estação de trem do Crato, foi advertido pelo conferente amigo: “Ei, Zé, não vai ser possível despachar essa farinha de trigo sem a nota fiscal, é muita coisa”. 

E o Zé, mais “Enrolão” do que nunca, perguntou: “ Por que”? O conferente respondeu: “Porque vai dar bolo”! Zé encerrou o papo dizendo: “É pra isso mesmo, que a farinha serve”.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Gratidão - Antonio Alves de Morais.

Deus me concedeu a felicidade de ser colega de trabalho desta turma de amigos. Durante anos a fim ofereci e recebi carinho, afeto, respeito e consideração.

Quem não tem passado, também não terá futuro. Feliz daqueles que ainda possuem a capacidade de sentir saudades. 

Parabéns aos idealizadores do encontro. Espero, desejo e confio que no próximo eu esteja presente para manifestar a minha gratidão a Deus por nossa amizade.

Saibam todos que eu  sempre  os vi, e, continuo vendo-os  com os olhos de  um irmão.