segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O alpinista - Enviado por Klebia Fiuza.

Sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua. Ele queria a glória somente para si. Resolveu então escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.
Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde. Porém ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma "parede", a apenas 100 metros do topo, ele escorregou e caiu. Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápido na escuridão.
Sentia apenas uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido. De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... shack!
Como todo alpinista experiente, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesse momento de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:
- Oh, meu Deus! Me ajude!

De repente uma voz grave e profunda respondeu:
- O que você quer de Mim, meu filho?
- Me salve, meu Deus, por favor!
-Você realmente acredita que Eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então corte a corda que mantém você pendurado.

Houve um momento de silêncio e reflexão. O alpinista se agarrou mais ainda a corda e pensou que se largasse a corda morreria. Conta o pessoal de resgate que no dia seguinte encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda a não mais de dois metros do chão.

E você...? Está segurando a corda...???
Enviado Por Klebia Fiuza.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A HORA DO DECOMER - Por Mundim do Vale

No ano de 1.954 o Coronel Roque Bernardo botou um roçado grande no sítio Herbênia, no município de Lardânia. Contratou vários trabalhadores para a lavoura, mas não confiava em ninguém ele mesmo acompanhava os trabalhos
O almoço era feito em casa e transportado por duas pretas para ser servido às onze horas em ponto.
No meio dos trabalhadores tinha um maranhense que além de não ser muito disposto, ainda atrapalhava os outros especulando o horário da chegada do almoço. Por volta das dez horas ele se escorava no cabo da enxada, olhava para o sol e gritava:
- Eita rapaziada! O dicumê tá já chegando.
Todo dia era a mesma coisa. Com isto o Coronel foi ficando aborrecido e resolveu preparar uma boa pra ele.
Um dia na chegada do almoço o Coronel mandou os capangas amarrarem o cabra numa forquilha do barracão e já desceu do cavalo com um chicote na mão.
Aproximou-se do maranhense dizendo:
Cabra safado, hoje você vai ficar sem comer e ainda vai levar umas chicotadas. Eu só quero ver se depois dessa mão de peia, você vai continuar falando em comida, sem fazer nada, e atrapalhando os outros.
No dia seguinte o Coronel de propósito mandou atrasar o almoço em uma hora e ficou de olho no maranhense.
Quando foi umas dez horas o maranhense olhou para o sol mas viu que o Coronel estava de olho não disse nada.
Por volta das onze horas fez do cabo da enxada uma muleta, olhou para o sol, botou a mão na testa como numa continência, quando viu que o Coronel tava atento gritou:
Eita rapaziada! Ontem por uma hora dessa eu tava na peia.
Mundim do Vale

O Valentão - Enviado por Klebia Fiuza.

Um chefe muito autoritário, bem chato, achando que os seus subordinados não estavam mais respeitando sua liderança, resolveu colocar a seguinte placa na porta de seu escritório logo que chegou pela manhã:
“Aqui quem manda sou eu”.
Ao voltar de uma reunião, encontrou um seguinte bilhete junto à placa: Sua esposa ligou e disse que é para o Senhor levar a placa dela de volta.
Enviado por Klebia Fiuza.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Antonio Alves do Sanharol - Antonio Alves de Morais

Dedicado ao Amigo Jose Satiro Bitu que conhece as historias de Antonio Alves e conheceu a viuva Sia Zefa morando proximo a casa de Raimundo Bitu e Cotinha.
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Uma família residente no Sanharol resolveu ir embora para o Juazeiro e deixou uma casinha de taipa que, posteriormente, foi ocupada por António Alves e sua família, com o consentimento do proprietário é claro.

Dez anos depois, um filho do dono da casa apareceu em Várzea-Alegre para vendê-la. Mesmo não tendo encontrado comprador o António Alves se viu sob a ameaça de ser despejado. Mundin do Sapo, conhecendo as dificuldades encontradas para a venda, observou para o rapaz que o comprador ideal para imovel era o António Alves.

Como o vendedor não havia encontrado nenhuma proposta de negocio, estava disposto a discutir qualquer oferta. Então, Mundin do Sapo disse: Amigo esta casa dá certo para o António Alves, e se você quizer ele faz uma troca. Ele tem uma jumenta e pode dar negocio! O António Alves já foi adiantando: é, eu só faço a troca na orelha, isso queria dizer, um bem, no outro, sem volta.

Sem outra opção e na ausência de outra oferta, o rapaz deu a entender que aceitava o negocio, afinal melhor a jumenta do que nada. Então o António Alves passou a botar defeitos na jumentinha: Eu não lhe engano, a jumenta é veaca, ladrona, coiceira, morde! Diante de tais informações o rapaz resolveu deixar as coisas como estavam, retornou sem fazer negocio e o Antonio Alves ficou com a casa e com a jumenta.

Encerro com esta proeza as postagens para o Antonio Alves de Morais, Antonio Alves do Sanharol. Entre as postagens e os comentários foram 15 historias ao todo, deixo em aberto os espaços para comentários. Quem souber de alguma proeza do António faça a postagem, eu mesmo vou continuar pesquisando e sempre que encontrar alguma façanha irei postar. Um abraço a todos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

OSÉIA - Por Mundim do Vale

Minha prima Josélia Vieira, morava na nossa casa e arranjou um namoro firme com José Alexandre de Meneses ( Zé de Antônio do Sapo ). Além de Zé Meneses, a nossa casa sempre foi cheia de convidados; Raimundo e João Batista, Antonito Souza, João Vieira, Casimiro, Chico e João da Formiga. Os dois últimos, começaram a curtir uma paixão por Josélia, mas a pretensão dos dois era um tanto complicada, pelo fato de serem bem mais velhos do que a pretendente e ainda tinham na cidade, a fama de não serem casamenteiros.
Mestre Pedro Souza contava, que por conta dessa roedeira, eles discutiram uma vez lá na Formiga, pela disputa do amor de Josélia. No meio da teima Chico pegou uma lasca de lenha, encarou João e disse:
- Apois agora nem Ozéia impata deu matar você de peia.

Porque Ozéia?

Vamos retroagir um pouco para que os leitores entendam.
Sempre que Zé Meneses chegava na nossa casa, cuidava logo da cozinha: Lavava louças, torrava café, matava, tratava e cozinhava galinhas. Era o início do profissional cozinheiro que foi, no restaurante do D.N.O.C.S em Orós.
Um certo domingo, estavam todos aqueles amigos na nossa casa, quando chegou Santana do Alfinim, vendendo o seu puxa-puxa. Zé Meneses comprou
Todo o estoque e moldou as letras do nome Josélia. Depois das letras moldadas, afixou na parede aquelas letras douradas.
O que pareceu romântico para o casal e outras pessoas, para mim pareceu apetitoso.
Depois da admiração de todos, Zé Saiu com Josélia para namorarem e os outros foram jogar sueca com o meu pai. Eu fiquei sozinho contemplando aquela maravilha, quando de repente me veio um pensamento diabólico:
- Se eu comer uma letra dessas, ninguém vai sentir a falta.
Subi numa cadeira e tirei o “J” Que era maiúsculo e portanto maior, mas como a letra estava com muito cal, eu joguei fora e fui atrás de uma menor. Tirei o “L”
e aproximei o “I” e o “A” do “E” Ficando Oséia.
Quando notaram a arrumação, ao invés do castigo, a situação virou brincadeira, ficou todo mundo rindo e repetindo aquele nome.
Daí a confusão de Chico e João da Formiga chamando OSÉIA.

Dedico esse causo. Ao primo Geraldo Meneses, filho do casal que originou a história.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O FURTO DA ATA. - Por Mundim do Vale

No ano de 1956, nós morávamos na Vazante e o meu pai trabalhava no cartório da cidade. Cada dia era escalado um dos filhos para levar seu almoço na rua. Um dia eu fui escalado e quando passava na casa de Raimundo Beca, onde tinhas uns pés de atas, eu avistei uma que de tão madura, já estava rachada.
Os moradores todos estavam almoçando e eu naquela minha irresponsabilidade dos meus dez anos, resolvi furtar aquela fruta. Fiquei de ponta de pé, mas mesmo assim não consegui pegar a ata inteira. E como quem furta tem pressa eu me conformei apenas com a metade, deixando o resto no galho. Dali eu parti para a cidade, comendo a fruta e jogando os caroços de um lado e do outro da estrada.
Quando eu retornava. Da calçada da casa do Sr. José Raimundo eu já escutei a zoada do pessoal. Os palavrões proferidos, não cabem nessa postagem. Me aproximei do local do crime e lá estavam: Raimundo Beca, sua esposa Maria, Benedito, João, Chico, Mundinha e o cachorro Tubarão.
Eu com uma carinha de anjo perguntei: - O que foi que houve aqui?
Raimundo o mais revoltado disse:
- Foi um ladrão fí duma égua, que mexeu nas nossas pinha e saiu metendo no rabo pru lado da rua. Tá ali os caroço qui o fí do cão deixou. Maria com a banda da ata na mão falou: - Eu tumara qui aquele condenado sintupa.
João também muito revoltado disse: - O infiliz levou só uma banda, foi pra incharcar, se ele tivesse levada toda nóis num ia nem dá fé. Só Tubarão foi que desconfiou de mim, porque ele me olhava e dava uma rosnada de vez em quando.
Depois que cada um deles disse seus palavrões, Raimundo Beca me perguntou: - Ô Raimundo do qui vem das banda da rua, Num incontrou algum minino comendo pinha não?
- Seu Raimundo. Eu só encontrei aqueles dois moreninhos dos Lobos, lá no balde da lagoa, mas eles não iam comendo pinha não. - Mais só poidia era num tá cumendo mermo! Uma banda de pinha, na mão daqueles morta-fome dos Lobo, num açoita nem na casa de Zé Raimundo.
Depois daqueles desabafos, eu tentando colocar gelo na questão falei: - Deixem pra lá meu povo, que Deus há de castigar o ladrão.
Maria ainda com a banda da ata na mão e sensibilizada com as minhas palavras, perguntou:
- Raimundo. Tu quer o resto da pinha pra tu? - Eu aceito e agradeço, porque pela aparência esta ata tá muito boa.

Moral da história: O QUE É DO HOMEM, O BICHO NÃO COME.
O destino marcou para que aquela fruta me pertencesse na sua real totalidade.
Munmdim do Vale

Encontrei o Blog do Sanharol - Expedito de Morais Filho.

Prezado Primo Didi, pra voce matar a saudade do Seminario em Crato - Foto Dihelson Mendonça.

E li a história a Vingança (Senhora e Senhor). Ai lembrei-me de um fato acontecido entre dois primos. No ano 1970 sairam de V. Alegre três primos para residir e estudar na cidade do Crato, cito na rua: Cel Luis Teixeira bairro do Semicario.
Identifico como: Velho e Novo. O Velho moralista, prof. de português, de cursinho, fazia 2º ano cientifico na época e o novo cursando 1º série ginasial, adolescente brincalhão. Na casa tinha só um quarto. O Velho gostava de tirar uma soneca, de 18h às 19h, quando acordava, se arrumava para ir ensinar e depois se encontrar com a namorada.
Veio pensamento ao novo, achando que estava fazendo uma grande brincadeira, em fechar a porta do quarto pelo lado de fora e deixar o velho trancado. Só que o novo não esperava o que poderia acontecer.
O novo tinha comprado um par de chinelo de couro curtido para usar nas férias. Os pertences com o chinelo estavam dentro do quarto. O velho acorda e tenta abrir a porta, mas estava fechada. O novo deixa a chave na fechadura, pelo lado de fora, sai para rua. O velho pensa "está legal, eu não saio más seus chinelos vão ficar engraxados de graxa preta".
O terceiro primo chega, irmão do velho, e abre a porta. O Velho sai e deixa um bilhete " seus chinelos estão engraxados". No outro dia está tudo bem, nada de aborrecimento, só motivo de gosação. O tempo passa, mas o que é bom a pessoa não esquece.Velho primo A. Morais, 40 anos dessa brincadeira.
Atenciosamente:
Expedito de Morais Filho.
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Comentário do Blog.
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Prezados amigos: o velho nesta historia era eu, Antonio Alves de Morais, o novo era o meu primo Expedito de Morais Filho, o cabinha mais safado, mais malino, mais sem vergonha que vi na vida, um primo que eu quero muito bem.
Ele me trancou no quarto e saiu para rua, levando a chave do quarto, num momento que estava trocando de roupa para ir ao cinema com a namorada. Ele havia comprado umas alpargatas de couro curtido para levar, usar e exibi-las na Várzea-Alegre. Pra azar dele tinha uma lata de graxa preta e eu, de tanta raiva, pintei de preto os chinelos que ficaram iguais a dois urubus.
Veja o meu mau exemplo pois era, como ele diz, o chefe da casa. Tinha eu nesta época 20 anos incompletos e ele entre 12 e 14 anos.
Caro Primo Expedito, foi um grande prazer lhe encontrar no Sanharol virtual. Que tudo de bom lhe aconteça aí pelo Rio de Janeiro. Perdão pelas alpargatas. Prometo outras quando de sua vinda por estas bandas. Agradeça-me por não contar como você fazia para devorar as merendas de Jose Raimundo.
Um Grande Abraço.
A. Morais

Populismo e Demagogia - por Armando Lopes Rafael


O Sr. Hugo Esmeraldo Sobreira publicou ontem num blog da região a matéria “Recorde de Universidades” que começa assim: “Com a sanção por parte de José Alencar, presidente da República em exercício, do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o governo Lula atingiu nesta quinta-feira (5) a marca de 12 universidades criadas”

Mas, o Sr. Hugo omitiu o texto completo da notícia, a parte que diz: “O novo campus será inaugurado na primeira semana de dezembro de 2010” (sic). Ou seja, a Ufopa ainda vai ser construída embora já esteja servindo de propaganda eleitoral.
Uma coisa é criar no papel. Outra é ver uma universidade funcionando...


Para mostrar a cara da educação no Brasil, a Escola de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Esforce) lançou, recentemente, em Brasília, a revista “Retratos da Escola”, onde apresenta a real situação da escola brasileira. E os números preocupam, principalmente, os que tratam do atual salário dos profissionais em educação, da violência na sala de aula, da evasão escolar e das desigualdades regionais, dentre outras.

Consta na matéria que mesmo a educação sendo apontada como uma das grandes realizações do governo Lula, em 84% dos lares brasileiros não há um integrante da família com diploma universitário. A taxa de evasão no país é de 6,9% sendo que no Nordeste o índice é ainda maior: 8,8%. No ensino médio a proporção de alunos que deixam de estudar é de 55%.

Mesmo São Paulo – o estado mais rico da federação –, 39% dos estudantes deixam de ir à aula porque se sentem inseguros. No próprio Distrito Federal – sede do governo da República – dados da Secretaria de Segurança Pública revelam que 72,88% dos colégios registram casos de furtos, 52,2% de lesões corporais e 35% de porte de arma.

Daqui pra frente – com o objetivo de eleger Dilma Vana à presidência – toda semana o presidente vai “inaugurar” obras não construídas ou inacabadas... O leitor sabia que 40% das obras do PAC estão suspensas pelo TCU por irregularidades nos orçamentos? Por exemplo: a transposição do Rio São Francisco não tem nem 20% da obra concluída. O previsto para o “Programa Minha Casa” só foi feito 8%.
A bem dizer “nunca antes na história deste país” um governo utilizou tanto marketing para divulgar seus anunciados programas sem que tenha concluído nenhum deles: Cadê o “Fome Zero”? foi inviabilizado pelo mau planejamento.
Onde anda o “Primeiro Emprego”? Onde anda as “Parcerias Público Privadas”? Onde andam as alardeadas obras do PAC (aí incluídas a Ferrovia Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco)? Só propaganda e mais propaganda.
Na prática, na prática mesmo, o que funcionou nos oitos anos do governo de Lula foram as leis e diretrizes deixadas por FHC. As mesmas, mantidas pelo “O Cara” de Obama: Lei de Responsabilidade Fiscal, estabilização da economia com o Plano Real, Bolsa-Escola (este teve o nome travestido para “Bolsa-Família”, na prática “bolsa-compra” de 40 milhões de votos com dinheiro do contribuinte).

O resto é o que se vê: 26 mil nomeações feitas pelo atual governo federal sem concurso para beneficiar filiados do PT; elevação do número de ministérios para 42 com o objetivo de aliciar apoio político. Sem falar no aparelhamento do Estado, que é o mais preocupante...

Texto de Armando Lopes Rafael

Vicente Alves de Meneses Neto - Antonio Alves de Morais

Estive em Várzea-Alegre, me encontrei e levei um lero com o meu primo: Vicente de Maria de Isabel de Manuel de Pedrinho de Jose Raimundo do Sanharol. Como se vê falei em seis gerações.
Vicente é um genuíno “José Raimundo do Sanharol”. Sua ascendência por qualquer caminho que se pegue chegaremos em Jose Raimundo do Sanharol. Pra se ter uma idéia o Vicente descende de sete filhos de Jose Raimundo do Sanharol.
Grau de ascendência do Vicente Alves de Menezes Neto: Abaixo o nome dos sete filhos de Jose Raimundo do Sanharol e a geração que o Vicente que pertence:
01 - Pedro Alves de Morais – quinta geração.
02 - Manuel Leandro Bezerra – sexta geração.
03- Jose Raimundo Duarte de Menezes – sexta geração.
04 - Raimunda de Morais Rego – quinta geração.
05 - Antonia de Morais Rego – quinta geração.
06 - Tereza Anacleta de Menezes – setima geração.
07 - Ana de Morais Feitosa – quinta geração.
Prezado Vicente, no dia que você pagar a promessa que fez de vi ao Crato eu preencho os espaços geração por geração, ou seja: pai, avô, bisavô, trisavô e tetravô etc.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


“A mulher mente brincando
E às vezes brinca mentindo
Quando ri está chorando
E quando chora está rindo”
(Nuvem que passou)

NOEL ROSA
Parte dois

Postado por Zé Nilton

Seu companheiro do Conjunto Bando de Tangarás, o músico, compositor, locutor e escritor Henrique Fores Domingues – Almirante – conviveu com Noel Rosa desde antes de descobrirem os caminhos da música. Escreveu belas páginas sobre o gênio da Vila, e enfeixou no livro clássico “No Tempo de Noel Rosa”, Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1977.

Em suas páginas escreveu passagens hilárias sobre Noel, com esta que se segue:

“O sono de Noel era dos mais extraordinários do mundo: duro, pesado, impenetrável.
Certa vez, João de Barro, tendo emprestado seu violão a Noel, necessitou buscá-lo no chalé da Teodoro e Silva (residência do poeta da Vila). Ás volta com sua escolinha, Dona Marta (mãe de Noel), dada a intimidade dos dois, indicou:- Pode apanhar seu violão que está no quarto. E pode acorda Noel. – Noel ressonava e o amigo pensou que pudesse despertá-lo facilmente. Primeiro, tocou levemente o seu ombro. Nenhum resultado. Em seguida balançou-o, dando-lhe sacudidelas, fortes a princípio e fortíssimas no final. E Noel não acordou de maneira alguma.

Arnaldo e Oswaldo Araújo, velhos alfaiates, velhos amigos da família, noutra ocasião receberam encomenda de um terno que Noel necessitava com pressa. A primeira prova pode ser feita na alfaiataria, mas a última forçosamente se realizou na casa de Noel, que não pôde ser despertado. Com a ajuda de Dona Marta ele foi colocado de pé, à força, sem tomar conhecimento de si próprio. Assim ocorreu aquela estranha prova de calça e paletó

Noel reconhecia a própria resistência para abandonar o leito. Quando necessitava acordar em horas prefixadas a fim de cumprir obrigações importantes, ao chegar em casa alta madrugada, distribuía por todos os cantos – sobre a mesa, em cordas estiradas pelos corredores, pendurados nas lâmpadas, pelo chão, à porta do quarto, à vista do fogão, à entrada do banheiro – avisos alertadores, em letras garrafais, com abundância de exclamação, deixando clara sua preocupação em não faltar ao compromisso assumido.

ATENÇÃO!!!
MUITO IMPORTANTE !!!
NÃO SE ESQUEÇAM !!!
PRECISO ACORDAR CEDO!!!
CEDÍSSIMO!!!
GRAVAÇÃO ÀS 10 HORAS!!!
É IMPORTANTÍSSIMO !!!
NÃO ACREDITEM EM DESCULPAS!!!

Na manhã do embarque de Noel para o Sul, Dona Marta viu-se em apuros. Por felicidade, Graça Melo Surgiu. Pouco faltava para o Itaquera zarpar e Noel na cama, insensível aos berros, aos solavancos, à retirada violenta de todas as roupas. (...) Noel foi posto de pé, a muque; enfiaram-lhe as calças, a camisa, o paletó. Atabalhoadamente, Dona Marta completava a mala. Á porta, o carro que deveria conduzi-lo ao cais buzinava aflito. E Noel, meio carregado por Graça Melo, Dona Marta e pelo Calulá (o seu amigo para assuntos de acordar), foi atirado dentro do taxi, como um trapo, semi-inconsciente. No trajeto, ia completando suas roupas à medida que os solavancos do automóvel em disparada permitiam.

Os companheiros – Chico Alves, Mário Reis e outros – o aguardavam, já sem esperanças. E ele subiu, sobraçando a mala entreaberta, desgrenhado, camisa fora das calças, olhos empapuçados, mas feliz.” (pp. 107-109).

Coisas de gênio.

Amanhã, a segunda parte da homenagem a Noel Rosa.
Vamos falar mais um pouco de sua obra, ouvindo:

O orvalho vem caindo, de Noel Rosa e Kid Pepe, com Aracy de Almeida, gravação de 03/11/1933
João Ninguém, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 24/07/1935
Tenho raiva de quem sabe, de Noel Rosa, Kid Pepe e Zé Pretinho, gravação de 25/04/1934
Século do Progresso, de Noel Rosa com Isaura Garcia, gravação de 28/07/1937
São coisas nossas, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 1932
Pierrô Apaixonado, de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, com Maria Betânia, gravação original de 1936, para o filme “Alô, alô Carnaval !
Tarzan, o filho do alfaiate, de Noel Rosa e Vadico, com Noel Rosa, gravação de 1936
Por causa da hora, de Noel Rosa, com Noel Rosa, gravação de 10/10/1931
Mentir (ou mentira necessária) de Noel Rosa, com Mário Reis, gravação de 28/09/1932
A.B. Surdo, de Noel Rosa e Lamartine Babo, com Olga Jacobina e Lamartine Babo, gravação de 1930, para o carnaval de 1931.
Fita amarela, de Noel Rosa, com Francisco Alves e Mário Reis, gravação de 29/12/1932
Pastorinhas (ou Linda Pequena), de Noel Rosa e João de Barro (Braguinha), gravação de 13/12/1937
Cem mil Réis( ou você me pediu), de Noel Rosa e Vadico, Chico Buarque e Luiza Buarque, gravação original de 05/03/1936
Cordiais saudações, de Noel Rosa, com Noel Rosa e o Bando de Tangarás, gravação de 18/08/1931.

Quem ouvir, verá !

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 khz
Apoio. CCBN
Prof.Zeniltom.

O Programa de Auditório

Um cumpadi meu, meu querido conterrâneo, foi um belo dia fazer um passeio pela capital de São Paulo. Isso se deu naquela época dos boleros, lá pros anos 50 ou 60. Muito bem: caminhava o dito cujo pelas ruas das Palmeiras, onde existia a famosa Rádio Nacional, quando, ao passar pela porta, se depara com uma multidão pronta para entrar no auditório onde se anunciava uma apresentação do então grande astro da música mexicana, Pedro Vargas, que fazia um enorme sucesso com todos os seus discos lançados no Brasil. Isso na forma de 78 rotações, a famosa "bolacha preta" na época de ouro do disco.
Só para se ter uma idéia, os títulos apelativos das músicas de Pedro Vargas - e de outro cantor mexicano, famoso na época, o saudoso Gregório Barros - eram mais ou menos assim: "Perfídia", "Pecadora", "Hipócrita". Tudo na base do xingamento, do pejorativo, que era o que o povão que consumia disco gostava.
Pois bem: o meu cumpadi vê anunciado ali o grande cantor e resolve não deixar passar em branco a oportunidade única de assisti-lo, só para depois contar vantagem lá na minha terrinha.
Compra o ingresso, se abanca num bom lugar e assiste prazerosamente ao mexicano desfiar um rosários de umas 20 canções do seu repertório. Claro que, como é de praxe entre os artistas, ele deixou para o final os grandes sucessos, para atender os pedidos do público.
CANTOR (para o público) - Ahora ustedes podem pedir las canciones que quieran.
Bastou isso para o pessoal do auditório começar uma gritaria, todos ao mesmo tempo.
FÃ - Perfídia!
OUTRO - Hipócrita!
OUTRO - Pecadora!
OUTRO - Malvada!
A gritaria ia por esse caminho quando o meu cumpadi achou-se no direito de também xingar.
E no berro:
CUMPADI (gritando) Ladrão... sem-vergonha... cafageste... ordinário... fio duma égua...
Naturalmente, foi expulso da Radio Nacional, o meu cumpadi...

Autor: Rolando Boldrin

SR BRASIL, programa de Rolando Boldrin
TV Cultura Terças-feiras 21:00 hs / Domingo 10:00 hs

Glória Pinheiro

SERÁ O BENEDITO - Por Mundim do Vale

Lendo o causo do Dr. José Flávio, eu me lembrei de Zé de Dudau. Ele contava que nasceu em Várzea Alegre, mas quando tinha 15 anos, foi convidado pelo Sr. Vicente Vieira, para fazer uma viagem com ele até a cidade de Matorzinho,
Onde ele queria fazer uma visita ao seu amigo padre Quirino e para tanto precisava de uma pessoa para tomar conta dos animais.
Quando chegou o dia do retorno o seu Vicente perguntou se Zé não queria ficar trabalhando na sacristia da igreja do seu amigo Quirino. Zé ficou por lá um ano, mas disse que o vigário tinha mudado, tava ficando muito malino e acanaiado Pediu as contas o padre concordou e ainda fez uma carta de recomendação para um colega que era o padre Benedito da paróquia da Lardânia.
O padre Bené acolheu Zé para trabalhar como sacristão e porteiro da igreja.
Zé achava esquisito o padre ser tão escurinho e ser tão namoradorzinho, mas não era da sua conta e assim foi ficando. De repente chegou na cidade uma moça de nome Rosa, vinda de Salvador. A moça muito prendada começou a cantar na igreja e lavar as toalhas e batinas do padre Bené.
Com a presença de Rosa Baiana todo os dias na igreja, Zé começou a sentir uma simpatia por Rosa. Ela por sua vez não alimentava mas também não descartava.
Uma noite terminou a novena, o padre saiu e em seguida saiu rosa dando tchau para Zé, com a maior das simpatias. Zé fechou a igreja e saiu para sua casa que ficava num sítio perto. Quando passava próximo ao curral do velho Januário, notou uns risos e uns gemidos e foi olhar o que era. Chegando mais perto avistou um homem sentado num toco com as calças nos pés e Rosa com a cabeça no colo daquele que Zé ainda não sabia quem era.
Quando zé viu a coisa mais de perto gritou:
- O que é isso. Minha Rosinha?
- Eu tou me confessando Zé!
Zé reconhecendo o padre Bené falou:
- Mas será o Benedito?
Mundim do Vale

Ciro ataca pesquisas.

Bastou voltar a descer a borduna na aliança PT-PMDB para Ciro recuperar os holofotes. Há poucos minutos, sentou-se em uma mesa no cafezinho da Câmara e, envolto por mais de uma dezena de jornalistas, bateu com força em vários alvos.
Apesar de destacar que Dilma Rousseff jamais teria menos de 25%, por causa da força do PT e de Lula, começou batendo duro na confiabilidade da pesquisa CNT/Sensus: Já tive 8% e a maior rejeição; quarenta dias depois, apareci com 17% e a menor rejeição; agora apareço com 12%. Tudo isso sem que haja qualquer motivo para mudanças.
Indagado se poderia haver desvios na pesquisa, devolveu: “Desvios estatísticos sempre; morais, também”.
Ciro disse acreditar que tenha hoje cerca de 12% das intenções de voto (embora, não tenha como chegou a esse número…), mas que a distância dele para Dilma não o assusta:
- A minha dificuldade é a minha vantagem. Não tenho que prestar homenagens ao Quércia, como o Serra, nem ao Renan e ao Sarney, como a Dilma.
(No fundo, tal afirmação é um ataque indireto a Lula, que também “presta homenagens” a Renan e Sarney).
Mas, no fim, reconheceu que se o PSB quiser, ele não disputará a presidência:- Se o PSB pedir, deixo docemente de ser candidato.
Por Lauro Jardim