segunda-feira, 31 de julho de 2023
Opinião - Deputado Federal Luiz P. O. e Bragança.
domingo, 30 de julho de 2023
"Blog do Antônio Morais" postagem inicial - Antônio Alves de Morais.
Quando nascemos abrimos os olhos para o mundo, dentro de um ambiente que se nos vai tornando familiar, à proporção que os anos passam e à medida que nos vamos integrando nele. Tudo em torno de nós começa, aos poucos, a fazer parte da nossa própria vida até que, toma aspecto comum, sem que disso nos vamos dando conta.
O tempo passa, os primeiros arroubos são amortecidos e aí, então, acontece o que não esperávamos. Basta que distanciemos da paisagem amiga que nos acolheu e abrigou para que comecemos a sentir nostalgia e darmos vida a aquilo que, às vezes, passava despercebido. Longe começamos a rever, na imaginação, nos mínimos detalhes, aquele todo que nos pareceu tão igual, invariável e quase insignificante.
Vista do Sanharol a cidade, a Serra Negra e a lua a iluminá-las.
Sentimos algo se movimentar dentro de nós, uma sensação esquisita, agradável e benéfica que faz com que nos transportemos, pelo espaço ilimitado, e nos façamos presente ao tempo longínquo.
Chegamos à quadra da nossa juventude quando os sonhos e as ilusões preenchiam totalmente aquela existência descuidada. Entramos então na realidade presente e vemos que todos esses pensamentos, que povoam o nosso cérebro cansado, são resultantes da saudade que nos atinge.
Na ausência de registros oficiais, essas informações verbais vão surgindo, pouco a pouco, e muitas vezes bem ao gosto das conveniências e dos interesses de cada época e cada povo, tornando-se reais para as gerações futuras.
ICONOCLASTIA - Por Wiltom Bezerra, comentarista generalista.
Com os campeonatos virando provas de resistência, jogar futebol não é atividade para os fracos.
Jogar bem e bonito tem prazos de validade cada vez mais reduzidos.
O Fluminense, de Fernando Diniz, e o Palmeiras, de Abel Ferreira, são exemplos disso.
O Botafogo impõe uma alta rotação de jogo e tem sustentado a onda de forma admirável.
Mas, as apostas do seu declínio já estão sendo feitas pelos "especialistas" do fracasso.
Considerado "fogo de palha", a princípio, o time da estrela solitária continua firme na liderança isolada do Brasileirão.
Quando clamamos por grandes times jogando um futebol de alto nível, existe uma corrente que se diverte mais com a decadência.
São desejos iconoclastas de derrubar o líder, o grande time, a boa escola de futebol.
É impressionante a necessidade de assistir a destruição de quem se tornou forte.
Como se isso fosse a essência do futebol.
Depois de constatada uma queda, a necessidade de internalizar outra. Segue a insatisfação.
Isso não é torcer futebol. É outra coisa.
sexta-feira, 28 de julho de 2023
O MEIA ARMADOR QUE PENSAVA O JOGO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
É comum se ouvir dos treinadores: "Preciso de um camisa 10 que pense o jogo na meia-cancha e arrume o meu time".
Esse mantra se refere a um meia clássico imaginário, de passes longos ou curtos, que ficou perdido no passado.
Vamos ficar nos dois maiores exemplos do futebol brasileiro: Didi, o "folha seca", e Gérson, o "canhotinha de ouro".
No tempo em que no setor de meio-campo existia um "púlpito" para esse pensador das melhores jogadas.
Diga-se, com uma pontada de exagero: "Esse pensa pelo time todo!". Como se o restante da equipe fosse formado por descerebrados.
Pois bem. O futebol mudou, ficou mais rápido, mais físico e os espaços para o jogo diminuíram.
O meia clássico e imaginativo, que precisava de tempo e espaço para consecução de suas jogadas, foi o mais afetado com essas mudanças.
Outra coisa: times bem orientados passaram a jogar em 30 ou 40 metros. Se nessas medidas chegam a ficar dois times, com a evolução dos sistemas defensivos, desaparece, entre linhas, o espaço para o meia clássico elaborar.
Essa função, vejam só, passou a ser do volante que vem de trás (Caio Alexandre, do Fortaleza, é um), e até mesmo de um zagueiro que tenha bom passe.
De maneira que, dos meias de hoje, exige-se que joguem atacando e defendendo, de área a área.
Para fugir dessa leitura, sistemática e um pouco radical, diríamos que, ainda bem, contamos com craques desafiadores dessa nova ordem do futebol.
Classudos e competentes Arrascaeta, Ganso e Rafael Veiga destróem modernos paradigmas e fazem miséria nos curtos espaços entre as linhas.
Para o nosso raro deleite.
quarta-feira, 26 de julho de 2023
Crônica para o dia dos avós - Antonio Alves de Morais.
São Joaquim e Senhora Santana, avós de Jesus Cristo.
Família, é a principal criação que o Criador criou para a humanidade.
Aos filhos e netos.
"No dia em que nós não pudermos ir até vocês, não se esqueçam de vi até nós.
Se um dia nós não pudermos lembrar os seus nomes, venham nos lembrar quem vocês são.
Se um dia nós não pudermos expressar o nosso orgulho e amor por vocês, apenas sintam que em nossa alma nada disso se perdeu.
Vocês continuam e continuarão sendo a parte mais importante de nossas vidas.
Lembrem-se sempre de "Maria Santíssima em suas preces, em suas vidas".
Foto de família - Antônio, Nair, filhos, genros, noras e netos.
LOUVORES AO DIA DOS AVÓS - Por Antonio Gonçalo de Sousa.
Avós paternos.
Instituído em 2003, pela Assembleia Portuguesa, em 26 de Julho é comemorado o Dia dos Avós. A data, por decisão do Vaticano, é celebrada mundialmente no Dia de São Joaquim e de Santa Ana, avós de Jesus Cristo.
Em que pese ainda pouco lembrada, a data começa a despertar atenção. Torçamos para que sirva, não só como apelo comercial, mas também para evocar legados desses personagens tão importantes para sedimentação de valores culturais, cívicos e familiares.
Avós maternos.
Aproveito para externar minha gratidão particular aos meus avós paternos (Antonio Gonçalo Araripe e Maria Aninha de Sousa) e maternos (Raimundo Cesário de Souza e Maria Tereza de Jesus), todos já elevados para o campo celestial.
Considero que deles herdei alguns princípios importantes que me ajudaram muito ao longo do tempo. Gostaria de ter absorvido mais, mas julgo que o pouco que aprendi serviu e serve para me embrenhar pelas curvas e passagens boas da vida.
No meu livro "TROPEIRISMO NOSSO" - que escrevi com auxílio do irmão José Gonçalo, reportamos parte dos comportamentos e atitudes dos nossos avós, especialmente do avô paterno, Antonio Gonçalo Araripe, protagonista da estória.
Mas nossos avós maternos também tiveram qualidades e valores particulares merecedores de expressão em veículos literários do gênero. O tempo e o Grande Criador hão de propiciar a hora e meio adequados para tal.
Minha opinião particular e modesta é que ambos os casais, além de humildes e trabalhadores, eram perseverantes e tinham uma boa visão futurista. Prova é que, sem terem obtido nenhuma herança, angariaram créditos, educaram filhos, adquiriram respeito e alguns bens materiais importantes para a época.
Parabéns aos nossos antepassados.
O rigor do PT com os crimes dos outros - O Antagonista.
O governo anunciou nesta sexta (21) um pacote de medidas relacionadas à segurança pública, batizado pelo Planalto de “Pacote da Democracia”. A lista inclui propostas que visam endurecer punições para quem “atentar” contra o Estado Democrático de Direito.
Há, por exemplo, um projeto de lei que prevê pena de 20 a 40 anos de cadeia para quem “atentar contra a vida” do presidente e vice-presidente da República; os presidentes de Câmara e Senado; ministros do STF e o procurador-geral da República, se for caracterizado que havia finalidade de alterar a ordem constitucional democrática.
segunda-feira, 24 de julho de 2023
POSTO DE OBSERVAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Do posto de observação de minha "bolha", percebo que muitas coisas não estão batendo bem.
Verifico, por exemplo, que o individualismo reinante nos faz desaprender a viver com o outro.
Têm pessoas com náusea da humanidade. Fazem da indiferença uma disciplina. As pessoas moram perto umas das outras e não se veem.
Os velhos valores morrem à míngua, o tempo todo.
Se deixam consumir por saudades que se perderam no túnel do tempo.
Não há a compreensão de que, emocionante ou angustiante, a vida é o que se pode extrair dela.
Cada vez mais, de forma nítida, a hipocrisia continua sendo um dos mais sólidos pilares da vida social.
Observa-se, com tristeza, que as cidades estão muito doentes: em cada esquina, abre-se uma drogaria.
Ao mesmo tempo, se fecham livrarias, ignorando-se que o livro tem poderes curativos. Cura do fígado à alma.
Enfim, direto do periscópio da minha "bolha", encaramos a impotência de não modelarmos nada. Nos adaptamos às circunstâncias, como elas se apresentam.
Compreendem?
Comentário do Antônio Morais:
Como prova de sua observação veja esta foto: Praça Siqueira Campos, em Crato, que o amigo tanto conheceu e conhece.
O flabelar dos leques de seis palmeiras é o que lhe resta para testemunhar a derrubada de outras árvores, a troca do piso e dos bancos que não encontram mais quem os ocupe.
Não há mais o afeto do flerte, o encanto do trocar de olhares, porque tudo isso desapareceu, está em desuso, fora de moda. Uma pena. Inacreditável ver essa praça assim vazia de gente.
domingo, 23 de julho de 2023
Casamentos castros - Antonio Alves de Morais.
Foto do ilustre professor José Bezerra de Brito, Zuza Bezerra.
Retornando de uma viagem ao Icó, O Major Eufrásio Alves de Brito de passagem por Várzea-Alegre hospedou-se na casa de José Raimundo Duarte, no sitio Sanharol.
Vendo aquela fartura de filhos, 24 rapazes e moças dos dois casamentos, sugeriu : ´Nós devíamos casa um desses seus filho com uma de minhas filhas.
Logo saiu uma caravana em lombo de animais de Várzea-Alegre com destino a Malhada, em Crato, onde morava o Major Eufrásio.
Chegaram adiantado da noite as jovens moças já estavam recolhidas nos seus aposentos. Ao amanhecer o dia, fizeram no final do terreiro um pequeno fogo para esquentar as mãos.
Quando se abriu uma janela e três jovens senhorinhas apareceram. O caseiro olhou para Vicente Alves Bezerra e disse : "O besta aí, não sabe qual é a dele".
Assim se casaram em 09 de Novembro de 1876 Vicente Alves Bezerra com Isabel Pereira de Brito, são os pais de Zuza Bezerra, uma das maiores inteligências do Crato e região.
O casamento foi celebrado no sitio Malhada de propriedade do pai da noiva, Major Eufrásio Alves de Brito, oficiado pelo Padre Vicente Ferrer Pontes Pereira.
















