sexta-feira, 28 de junho de 2024

PATRIMÔNIO MAL ADMINISTRADO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O futebol, esporte mais popular do Planeta, é um indústria que movimenta cifras bilionárias.

No nosso País, mais do que um rico negócio, o futebol é expressivo patrimônio cultural.

Só que, em termos de gestão, nunca foi tratado à altura do que representa por quem o comanda: a CBF.

Entidade que, nos últimos tempos, teve seus mentores  envolvidos em grossa corrupção e escândalos.

Com a cumplicidade dos clubes, não consegue, sequer, organizar um calendário decente.

O pior exemplo está na falta de zelo em torno da Seleção Brasileira, o seu banco.

Depois da "temporada Ancelotti”, de mentiras, já tem o segundo treinador à frente da seleção principal.

Tirante resultados de dois amistosos na Europa, o saldo é ruim.

A CBF imagina que as conquistas do nosso futebol foram possíveis graças à ela.

Os 22 anos sem ganhar uma Copa e o papel secundário no futebol mundial não parecem incomodar esse agente do atraso.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

LI E OUVI QUE... - Por Wiltom Bezerra, comentarista generalista.

Os imbecis nascem sabendo de tudo e durante suas vidas não aprendem nada. 

Se alguém duvida da existência de Deus, é só olhar para uma mulher. 

A inflação é corrupta porque rouba o salário. 

Não adianta querer aprender a tocar piano depois de velho. 

A política é uma atividade de pecadores. 

Quando você se queima, passa a ter medo até de água fria. 

Vivemos o tempo de exaltação do que não tem qualidade. 

A mentira está na essência da vida pública, como uma doença sem cura. 

É preciso acreditar na amizade e exercê-la.

Tem quem sinta solidão cercado de gente. 

Ícone e mito são palavras banalizadas.

A economia chega depois da educação.

Erro sobre erro - Por J. R. Guzzo.

 

Tapioca feita na hora - Por Antonio Morais.

Um vendedor de tapioca feita na hora, fez ponto com seu carrinho na calçada em frente a agência do Bicbanco, na Bárbara de Alencar, em Crato.

O negócio deu certo e as vendas decolaram.

A esta altura, vendo o sucesso do empresário, um primo seu que estava na pior, resolveu ir tomar "mil reais emprestado".

Depois de muita conversa e muitos louvores e aplausos ao empreendimento, ele falou do seu desejo, mas só não contava com a resposta:

Eu até tenho o dinheiro, mas não posso lhe emprestar, porque fiz um acordo com o banco : Nem eu empresto dinheiro nem eles vendem tapioca. 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Dois tempos - Por Antônio Morais.

Pra tudo há tempo debaixo dos céus. Existem os sabidos porque existem os bestas.  Abre o olho eleitor.

No tempo do Paulo Maluf, o Pajé Lula da Silva gritava, falava em pobre, criticava as elites e as vantagens que o sistema oferecia a quem tinha puder e dinheiro. 

Um terço do senado era por nomeação, eleito de forma indireta por indicação de quem estava no puder. Paulo Maluf, governador de São Paulo premiou o senhor Amaral Furlan, foto com um mandato de senador por oito anos. 

O Pajé Lula se estribuchava contra e ludibriava o povo com seu discurso piedoso, chorão e mentiroso.

Chegou o tempo do Lula, que escolheu para seu Ministro da Industria e Comercio Exterior Luiz Fernando Furlan, filho do Amaral Furlan, foto.

Você imagina o que pai e filho tem em comum.  Dinheiro, são os donos da Sadia.  

E, o que Paulo Maluf e Lula tem  em comum : Pouco vergonha.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Original e criativo - Por Antônio Morais.

Na Escola José Correia Lima, foto, na sala de aula, quando fazia o primário, a professora pediu aos alunos que declamassem uma poesia. Os colegas, arrotando conhecimento, citaram estrofes de poetas famosos como Castro Alves, Olavo Bilac e Gonçalves Dias. 

Antônio Ulisses, como sempre, original e criativo, preferiu declamar os seguintes versos populares da obra de cordel, intitulada “A chegada de Lampião no Inferno”, de José Pacheco da Rocha: 

Um cabra de Lampião, 

Por nome Pilão Deitado, 

Que morreu numa trincheira, 

Um certo tempo passado, 

Agora pelo sertão, 

Anda correndo visão, 

Fazendo mal assombrado. 

E foi quem trouxe a noticia, 

Que viu Lampião chegar, 

O inferno nesse dia, 

Faltou pouco pra virar, 

Incendiou-se o mercado, 

Morreu tanto cão queimado, 

Que faz pena até contar. 

A professora, religiosa, decepcionada com os conhecimentos literários de seu aluno, não gostou nem um pouco da poesia escolhida. Por isso, Antônio Ulisses recebeu nota zero, foi retirado da sala, permanecendo um certo tempo de castigo na Diretoria da Escola.

Indiferença humana - Postagem do Antônio Morais.


Dra Zilda Arns.

Acho que é isso mesmo que falta as pessoas : Mais palavras amenas e doces, e, menos cara feia. Mais olhares sinceros e menos deselegância e grosseria. Mais humanismo e menos falta de respeito.

Um gesto de carinho e de bondade não custa nada, mas pode fazer milionário quem o recebe. Você não é o dinheiro que tem, você não é o seu diploma, seu currículo, nem o carro da sua garagem. Você é o sorriso que entrega, a mão que estende, o abraço que dá. Você é o amor que espalha.

Mãe do Belo Amor - Por Armando Lopes Rafael.

A imagem da Mãe do Belo Amor, pequena escultura de madeira, medindo cerca de 40 centímetros, é venerada, desde os primórdios da Missão do Miranda – origem da cidade de Crato – que data do segundo quartel do século XVIII. Esta estátua sempre foi aureolada por muitos fatos pitorescos e lendários. Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, escrevendo sobre esta representação da Virgem Maria, em trabalho publicado na revista Itaytera, afirmou: “Herdada dos ancestrais indígenas, existia uma pequena imagem da assim chamada Nossa Senhora do Belo Amor, de todos venerada”.

Não nos foi possível apurar as razões que levaram Monsenhor Rubens a concluir que a imagenzinha da Mãe do Belo Amor fora herdada dos indígenas, primeiros habitantes do Vale do Cariri. Entretanto, no artigo já citado, ele menciona um fato que merece transcrição. Na segunda metade do século XX, um conhecido e respeitado ancião cratense, o Sr. José da Silva Pereira, secretário do Apostolado da Oração de Crato, escreveu ao então vigário da Catedral, Monsenhor Francisco de Assis Feitosa, um documento, do qual extraímos o texto a seguir transcrito:

Há na nossa Catedral três imagens que representam nossa padroeira, Nossa Senhora da Penha. O que vou narrar nestas linhas se refere somente à primeira, que é a menor das 3, esculpida em madeira, como as duas últimas. Trata-se de uma bela imagem que honra a arte antiga e a habilidade de quem a preparou. Segundo dizem os antigos, ela tem para mais de duzentos anos, mas nada deixa a desejar às que se fazem atualmente. Pertencendo ao número das imagens aparecidas, ela tem também a sua lenda bastante retocada de suave poesia. Conta-se que fora encontrada em poder dos índios (sem dúvida os Cariris), passando às mãos de pessoa civilizada. Aqui toma vulto a lenda que gira em torno do seu nome, pois afirmava que, repetidas vezes, ela voltara ao cimo de pedra onde os indígenas a veneravam. Este fato miraculoso deu lugar à fundação da Capela, onde hoje é a nossa Catedral, naquele mesmo sítio, tão profundamente respeitado. Quanto à idade que lhe atribuem, provam-na os documentos referentes à fundação da povoação, hoje transformada nesta importante Cidade de Crato. Para mais corroborar o misticismo que a tradição empresta à nossa querida santa, ocorre que esta desapareceu de nossa igreja há mais de cinqüenta anos, voltando agora aos seus penates, onde está sendo venerada por grande numero de fiéis. Os antigos deram-lhe o nome de “Belo Amor”, o que prova a piedade filial dos nossos antepassados. Respeitemos o passado, sua história, suas tradições e suas lendas, que nos falam sempre daqueles que abriram caminho a nossa vida. (LÓSSIO, 1961: 47).

Não existem documentos sobre a origem da imagem da Mãe do Belo Amor. Também não se sabe, ao certo, se essa pequena escultura já se encontrava no Sul do Ceará, antes de 1740, ano da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara, para catequizar os índios Cariris, quando fundou a Missão do Miranda, embrião da cidade de Crato. Ressalte-se que, antes da chegada do frade, já tinha o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não possuísse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável, o que só veio a se formar após 1740. Daí ser possível que a imagem da Mãe do Belo Amor já se encontrasse no Vale do Cariri, antes da vinda do fundador de Crato. Presume-se, pois, que até 1745 esta pequena imagem foi venerada na humilde capela de taipa, coberta de palha, construída por Frei Carlos, isto é, até a chegada da segunda imagem que seria venerada como Padroeira de Crato.

domingo, 23 de junho de 2024

Escalada de Lula contra autonomia de Banco Central e Petrobras é ‘tiro no pé’ - Por Eliane Cantanhêde.

O presidente Lula patrocinou uma cena de ocupação da Petrobras, ao ir à posse de Magda Chambriard com a primeira-dama, sete ministros e presidentes de bancos estatais, exatamente quando aprofunda a investida sobre o Banco Central, seu atual presidente e sua autonomia, conquistada por consenso e comemorada depois de muitos anos de debates e cobranças.

O que significa? 

Que Lula se acha “dono” de estatais e bancos públicos e decidiu lhes impor suas crenças políticas? 

É uma sinalização ruim para o mercado, onde a palavra chave é sempre liberalização, mas também para setores políticos e da sociedade, onde crescem dúvidas sobre os rumos do governo e temores sobre a volta de Lula ao passado.

Na posse, entre sorrisos e simpatia mútua, Lula fez loas à estatização e reduziu a Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção da história, a uma ação que visava puramente “desmonte da Petrobras”, enquanto a nova presidente da companhia – a oitava em oito anos – disse em seu discurso que Lula “não quer confusão”, está “totalmente alinhada” com ele e vai manter firme a exploração de combustíveis fósseis, justificando: “o petróleo vai financiar a transição energética”. É polêmico...

Ainda bem que a ministra Marina Silva não estava lá. Não só pelo tom dos discursos, mas porque o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, cada vez mais dentro do Planalto e próximo de Lula e agente decisivo da queda do petista Jean Paulo Prates, deixou claro: a exploração de petróleo na margem equatorial do Amazonas é “a visão majoritária no governo”. Ou seja: de Lula. E às vésperas da COP em Belém.

Enquanto Lula reafirmava no Rio, ao vivo e a cores, suas intenções intervencionistas na Petrobras, o Copom decidia em Brasília, por unanimidade, o fim, ou suspensão do ciclo de quedas dos juros. A decisão de manter a taxa em 10,5% já era esperada e foi de certa forma antecipada pelo Boletim Focus do BC nesta semana. 

A dúvida passou a ser se a votação repetiria os 5 a 4 do último Copom, ou seria por unanimidade. 

Deu 9 a zero.

sábado, 22 de junho de 2024

É fato - Por Ivens Gandra Martins.

 


Depoimento admirável e assertivo.

Votar em Lula não significa ser de esquerda, de direita, de baixo ou de cima.

Significa uma tolerância moralmente insustentável com o crime e o criminoso.

Ivens Gandra Martins.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

GÊNIO DA RAÇA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quem completou 80 anos, foi um gênio da raça: Chico Buarque de Holanda.

Não me interessa a sua ideologia política, se nos entrega obras primas como A Banda, Construção, Com açucar e Com Afeto, Gente Humilde, Olhos nos Olhos e por aí vai.

Escritor e poeta, o nosso Chico gosta de futebol e os seus ídolos (o maior é Pagão) continuam jogando um bolão em suas lembranças.

É dele a frase: "O drible de corpo é quando o corpo tem presença de espírito".

Musical e poeticamente, Chico Buarque é uma unanimidade.

E as unanimidades podem tudo. 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Entenda se for capaz - Por Antonio Morais.

Com menos de 18 anos é menor de idade não pode trabalhar por força da legislação. 

Aos 18 anos exigem cinco anos de experiência.  Aos 50 é velho para trabalhar e aos 65 é novo para se aposentar.

Entenda se for capaz uma lambança dessas.

Sem controlar imbróglio político, Lula perde autoridade para ditar rumos do País - Por William Waack.

Depois da decisão unânime do BC em manter inalterada a taxa Selic, Lula ficou sendo ‘os juros sou eu’.

No discurso na posse da nova presidente da Petrobras e na entrevista que deu para emparedar o Banco Central, o presidente Lula se apresentou como uma espécie de Luís XIV (aquele rei francês de “o Estado sou eu”) da economia brasileira. Depois da decisão unânime do BC em manter inalterada a taxa Selic, Lula ficou sendo “os juros sou eu”.

O monarca francês de fato mandava, mas Lula ainda não encontrou a rota para superar dois conhecidos problemas que o tornam impotente. Um deles é a alteração da relação de forças entre Legislativo e Executivo. O outro é o peso da questão das contas públicas.

Ambos estão intimamente ligados. O chefe do Executivo no Brasil perdeu parte relevante da capacidade de alocar recursos via Orçamento. Tornado ainda mais engessado por medidas que o atual governo adotou para lidar com a questão das contas públicas.

É bastante óbvio que o Congresso e o presidente têm visões distintas sobre como equilibrar as contas. Não importa se os motivos são republicanos, ou apenas visam a manutenção de interesses bem organizados, o Congresso está longe de assumir o combate às distorções tributárias que sucessivos governos (e os parlamentares) instituíram de mãos dadas.

Nem está disposto a apoiar o governo no esforço de promover uma política fiscal apoiada sobretudo no aumento da receita. A contrário, impôs ao Executivo uma acachapante derrota na questão de compensação de desonerações.

A percepção de milhares de agentes econômicos, que se reflete no preço de ativos (como o dólar) é a de que os problemas de fundo não estão sendo atacados pelo sistema político em geral, e pelo presidente da República em particular. Ele demonstra um voluntarismo no trato de temas cruciais (como as contas públicas) típicos de um Rei Sol, mas sem força para resolvê-los e, como demonstram Congresso e Banco Central, a necessária autoridade política.

É ISSO... - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Recordar pessoas alegres nos ajuda a superar tristezas momentâneas.

Os maus exemplos alcançam crianças e jovens em plena formação de caráter.

Racionalizar o que é complexo. Esse é o desafio no futebol.

A política profissional não dá conta das grandes tarefas.

A grandeza da vida gira em torno da educação.

É preciso conhecer os caminhos e, principalmente, os atalhos.

A gratidão é a primeira virtude de um homem. Base para todas as demais.

Futebol é coletivo, mas a melhor tática é reunir os melhores talentos individuais.

Há pessoas que organizam a bondade com gentileza e sem alardes.

Os anos não passam, se atualizam.

O bebê é o símbolo da vida.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

De sócio no galinheiro - Por Antonio Morais



José Vicente e Maria Lucinda moravam  numa casinha de taipa que ficava nas terras de João do Sapo. O casal era católico, mas de uma hora pra outra  se uniu aos evangélicos. Com isso  passou a receber  visitas e realizar reuniões na própria casa. Aumentando o consumo, pois,  fazia  semanalmente jantares fartos  para servir os chefes da igreja.

Chico André descobriu que  José Vicente estava de sócio  na sua criação de galinhas. Vigiou até  assistir um meio pratico de pegar galinha: Zé Vicente botava um caroço de milho num anzol e aguardava a galinha engoli. Em seguida puxava a linha e colocava a galinha  no bisaco, não se ouvia nem o cocoricó da ave.

José André, muito vivo,  derrubou a baraúna que servia de poleiro e improvisou um garajau de madeira feito sob medida e de proposito, encostou caia, bastava um vento que derrubava tudo e as galinhas esparramavam-se todas. 

Certa noite, Zé Vicente se aproximou do poleiro e, até podia ter agarrado uma galinha que estava no primeiro pau, mais que nada, foi escolher uma maior que estava  no andar superior. Foi tudo abaixo, José André acordou com a zoada, se aproximou e perguntou: O que é isto Zé Vicente? Ele respondeu na maior  candura do mundo: Serviço mal feito. 

A BARREIRA DO ADEUS - Por Vicente Almeida

Como escrever sobre Várzea Alegre é uma arte, cuja competência é daqueles que mais conhecem o cotidiano do município, no que se refere a sua gente, genealogia, atos, fatos e personagens folclóricas. Só mesmo um varzealegrense para dissecar o passado glorioso de personagens que fizeram época. E para isto, o Antonio Alves de Morais encabeça direitinho uma plêiade de colaboradores cheios de amor e orgulho pelo seu torrão natal, pedaço de chão, abençoado por São Raimundo Nonato. Desses colaboradores, procedem as mais belas histórias, contos, causos, poemas e poesias sobre o lugar.

Fiquei matutando sobre o que deveria escrever, qual seria a minha linha de postagens, Armando Rafael escreve sobre política e temas do império, que diga-se de passagem, é vidrado e exímio conhecedor da matéria. O Carlos Esmeraldo escreve também sobre política além de muitos contos sobre fatos históricos de sua vida, como exemplos de perseverança, amor e honradez juntamente com a Magali. e nesta parte suas narrativas são cheias de carinho. A gente sente isso. O Dihelson Mendonça, marca sua presença com temas jornalisticos, além de belas fotos e muitos causos do quotidiano, e ainda é o mantenedor da Rede Blog do Cariri. Temos a Claude Bloc, musa que nos delicia com a revelação de seus causos e dotes poéticos, além de fotográficos, que diga-se de passagem, é de tirar o folego.

Aparentemente isolado, estou eu tentando postar matérias diferentes das já em pauta diariamente. Procuro escrever sobre temas de cunho filosófico-educativo. A intenção é fazê-las um pouco mais duradouras na memória dos leitores, esperando que elas produzam bem estar e integração no convívio social.

A inspiração para escrever, não me vem na hora que quero. Ela chega sempre naturalmente e inesperadamente. As vezes quando estou a caminho para algum lugar. As vezes algo que vi ou uma conversa que ouvi, podem servir de tema para o meu pequeno conto. Então rapidamente faço uma anotação para lembrar o assunto que devo abordar ao escrever. Depois, em casa, começo a montar um texto e formatá-lo, até estar completamente pronto para publicação. Isto pode levar uma tarde ou vários dias.

A minha exigência maior, é comigo mesmo; Preciso escrever algo que valha a pena.

Gosto muuito de falar sobre Religiões, espiritismo, filosofia, astronomia, amor e fé, não para questionar, mas, para juntos nos ajudarmos a esclarecer pontos obscuros em nosso raciocínio. Meu tema favorito é o amor, e tudo que venha a escrever deve girar em torno disto, para que o leitor sinta-se honrado e não agredido.

Verdadeiramente não gosto de escrever sobre temas políticos, pois sempre envolvem corrupção, agressão e mal estar. Isto todo mundo já faz e me dá uma canseira enorme, por que sei que toda a discussão oriunda de questionamentos políticos resulta em zero benefício, é improfícua e trás mal estar para o lado oposto.

Mas, como estamos no Blog do Sanharol, o qual foi criado para dissecar a história de Várzea Alegre, devo dizer que Atualmente temos três datas de altíssimo significado histórico, na seqüência: Carnaval; Festa de São Raimundo Nonato; Encontro do povo Varzealegrense em São Bernardo do Campo no Estado de São Paulo.

Minha história começa aqui:

Várzea Alegre, é a única cidade do mundo que possui uma localidade denominada "A BARREIRA DO ADEUS" Dali partia o seu povo em triste despedida, demandando para as terras do sul, pressionados pelo desemprego e pela fome no século passado. Ali se registravam as maiores emoções, pois, o mesmo lugar era também o ponto de recepção dos que retornavam.

Emocionado por este fato de transcendental importância, e de pouco conhecimento dos atuais habitantes do lugar, manifestei a vontade de realizar uma viagem no tempo e visitar aquele lugar, em um dia de partida.

Pedi ajuda ao Inventor Maluco para nos levar em seu "Túnel do Tempo" até um desses momentos de despedida. Já viajei com ele exatamente para Várzea Alegre até o ano 2110, onde obtivemos muitas informações sobre o Blog do Sanharol daqui há cem anos.

Ele concordou em nos levar. E como a Klébia Fiúza havia solicitado um ingresso para a nossa próxima viagem, solicitei que passasse lá em Portugal e a trouxesse, pois ela já estava avisada. Aqui chegando, embarcamos os três e foi só dar a partida, instantes depois, estacionamos em meados do século XX. Devo esclarecer que uma viajem no Túnel do Tempo tem a mesma velocidade do pensamento. Pense lá, e lá você estará.

Assim num vapt vupt chegamos. Estamos posicionados exatamente na "Barreira do Adeus". É um ponto empoeirado a margem da estrada, quase deserta ainda, entre as residências de João do Sapo e Zé de Ana. Identificamos as casas por que o Morais havia falado sobre seus proprietários.

Observamos que muita gente se aglomera, parecendo um dia de domingo festivo. Mas, o que vemos, é pranto e emoção. Os retirantes estão vestidos conforme suas posses, mas com vestimentas limpinhas e em sua mão uma pequena maleta ou um matulão, contendo seus únicos pertences.

Não pudemos ver o conteúdo, mas, imaginamos: uma ou duas mudas de roupa, uma escova, uma rede com lençol e na cabeça uma idéia fixa: Ganhar dinheiro no sul e vir buscar a família.

Seus familiares que ficavam: Estampavam no rosto uma grande amargura, chamada saudade antecipada, algumas mulheres em adiantada gestação, e seu olhar demonstrando profundo sofrimento, o rosto inchado, e as lágrimas não cessavam de cair de quatro em quatro, e de quebra há ainda o filhinho em seus braços, de mãos estendidas reclamando o terno abraço do pai, como a gritar "Papai não nos abandone".

Estamos vendo também muitas mães, chorando abraçadas aos filhos ainda menores de idade que também irão partir. Elas parecem pretender transformar aquele momento, em uma eternidade, mas, infelizmente, o caminhão Pau de Arara, buzina ao longe e aponta na curva da estrada, e se aproxima.

HORA DO ADEUS. Agora estamos observando os retirantes procurando sua acomodação nos duros bancos daquele coletivo primitivo coberto pela poeira da estrada. A única coisa equilibrada entre os que ficam e os que vão é que todos estão de coração partido, com exceção dos casais que deixam a terra natal juntos.

O caminhão engata a marcha de partida e vai saindo de mansinho. O choro aumenta, e gritos desesperados das crianças retumbam, são dezenas de mãos de mães, esposas e filhos aflitos, acenando com o olhar fixo naquela maquina que para longe está levando parte de seus corações.

Agora o caminhão já se aproxima da curva para desaparecer em definitivo... Já não o vemos mais. Eles levariam algumas semanas para chegar ao destino.

A Klébia Fiúza, atenta a todos os detalhes e sendo, ela de Várzea Alegre do futuro, ficou emocionada demais e chorou. Tive que ampará-la e esclarecer que aquela cena, havia passado a mais de 50 anos. Mas, ela me chamou a atenção também para outro detalhe. Pedindo que eu observasse atentamente um casal de jovens enamorados que tinham uma incrível semelhança com ela, e me sussurrou: Vicente Almeida, esse casal ali, parece demais comigo, puuuxa vida.

Olhei com um olhar perscrutador e deduzi que provavelmente, seriam eles seus pais no futuro, pois, ela possuía as feições misturadas de um e de outro.

Após nossas observações retornamos e estamos aqui narrando os fatos. Maiores detalhes poderão ser fornecidos pela Klébia que conhecia muuito bem o lugar. Eu estava lá, mais como olheiro e pesquisador.

Em outras viagens no túnel do tempo, ficamos sabendo que essas partidas ocorreram muitas vezes daquele mesmo lugar, e com as mesmas características. Entretanto os últimos retirantes já viajavam com certo conforto em um transporte denominado sôpa. Era um caminhão, cuja carroceria foi substituída por uma grande boléia de aço toda fechada, com bancos alcochoados e muito confortáveis para a época. Foi o antecessor do ônibus.

Em São Paulo, uma cidade chamada São Bernardo do Campo, despontava para a indústria automotiva e cada grupo que chegava tinha emprego garantido. Hoje há mais de quinze mil varzealegrenses lá. Mas, isto será tema para outra história.

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Crédito desta postagem para Antonio Alves de Morais que, em 5/12/2010 postou "O Adeus da Barreira". Naquele dia, li e fiquei emocionado, e me prometi fazer um pequeno conto sobre o fato. Naquele lugar devia haver um monumento em homenagem a bravura daquela gente.

Dedico este trabalho a todos os varzealegrenses espalhados por este belo planeta, e com especial carinho a todos os colaboradores deste Blog, varzealegrense ou não.

Escrito por: Vicente Almeida

domingo, 16 de junho de 2024

VIVENDO E APRENDENDO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.ç

Não tive formação teórica em nada. Bem ou mau, aprendi as coisas fazendo.

Deixaram que eu usasse o microfone e fui falando. Lendo ou improvisando.

Quando menino, operador da Amplificadora Cratense, deixei o áudio ligado, baixei o som da música e anunciei a hora certa.

Para meu azar, o gerente Donizetti Sobreira ouviu numa das bocas espalhadas pela cidade do Crato.

Retornando aos estúdios da Praca da Sé, Donizetti foi curto e grosso: "Da próxima vez que você usar o microfone, lhe boto pra fora".

Sem dúvidas, um grande "incentivo". Minha voz era de 'bebê de macumba", como diria um certo Nelson.

Escrever para o extinto jornal Tribuna do Ceará (era correspondente em Juazeiro do Norte) foi outra dura batalha.

Hoje, revendo alguns textos escritos, não sei como publicaram. 

Só que, lá pelos anos 70, fundei com companheiros da imprensa esportiva juazeirense um jornal: o Leia Esporte.

Produzi longos comentários e procurei escrever como falava ao microfone.

Com o tempo, saquei certas coisas nessa difícil arte. Por exemplo: hoje, a muito custo, estão lendo textos curtos e isolando os textões.

Procuro sempre dar uma enxugada nos que cometo.

Se a felicidade chega, também, quando a gente vai aprendendo e fazendo aquilo que gosta, não posso reclamar.

Na minha improvisada jornada de cronista, tem sido assim.

"Se me fecham as saídas, saio pelas entradas". Carlito Maia, publicitário.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

CAMINHANDO, SEGUINDO A LIÇÃO E COMUNICANDO QUE.. - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O Brasil é a peneira do narcotráfico na América do Sul.

A burrice anda mais rápido que a inteligência.

Absolve-se pelas filigranas jurídicas a corrupção praticada.

Antes, discutia-se o erro do árbitro. Agora, se discute o equívoco do VAR.

Deixamos escapar a bondade que nos foi dada.

É preciso amar o futebol acima dos resultados. O placar só não basta.

Se o artista não é complexo, não é artista.

São humanos os tesouros da vida real.

Os clássicos nunca saem de moda.

A guerra não enobrece o homem.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

A GRANA MASTER DO FUTEBOL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Pintou laranjal no patrocínio master do Corinthians.

O negócio "gorou".

O rolo é feio. Time de primeira com dirigentes de terceira. 

Dinheiro muito é chamariz para os espertos. 

No caso brasileiro, para os mais espertos.

E o pior: é como se o dinheiro fosse retalhado por magarefes.

Antes das receitas fartas, ser dirigente de clube era coisa de abnegados.

"Nem tanto", rebatem.

A cor do dinheiro é uma festa para os olhos. "Tá assim de gavião".

Incompetência somada a coisas nada republicanas.

O torcedor "vai de besta", neste vendaval.

Por cima e por baixo do pano, não é a bola do jogo que rola. 

O Corinthians deve mais de R$ 2 bilhões e caminha célere para a segunda divisão.

Deus salve o futebol!

Para alegria de todos nós.

terça-feira, 11 de junho de 2024

O tempo - Por Antonio Morais.

Não se engane o tempo é implacável. Se esvai, não volta nunca mais e passa para todos nós.

Outro dia, fiz uma consulta com uma dentista, em Fortaleza. Não lembrava pelo nome que havíamos sido minha colega no Colégio Estadual Wilson Gonçalves, em Crato. 

Mas quando entrei no consultório a reconheci na foto de formatura na parede.

45 anos depois, ao entrar no gabinete de trabalho, vi uma ex-colega irreconhecível, na minha avaliação acabada, decadente, derrubada como se costuma falar na Rajalegue.

O fato é que ela não me reconheceu também. Quando sentei na cadeira para fazer o procedimento, perguntei : Doutora, você foi do meu tempo de escola no Estadual Wilson Gonçalves?

Ela respondeu com outra pergunta: O senhor era professor de que mesmo?

Então, percebi que era chegado o tempo de avaliar-me melhor.

Generosidade - Por Antonio Morais.

Eu escutei minha mãe pedindo aos vizinhos um pouco de sal. Nós tinhamos sal em casa, então perguntei a ela o porque que estava pedindo.

Ela me contou que eles não tem muitos recursos e, às vezes, eles nos pedem algumas coisas, então eu peço algo pequeno que não irá sobrecarregá-los.

Eu quero que eles se sintam como se a gente precisasse deles também. 

Dessa forma vai ser muito mais fácil para eles pedirem para nós por algo que precisam.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

O NORDESTE É DO FORTALEZA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.



Foi um sufoco, mas o Fortaleza saiu do Rei Pelé, em Maceió, com o tricampeonato da Copa do Nordeste.
Jogo franco, intenso, que mereceu até ser mexido no placar.
Lucero, pelo Fortaleza, e Anselmo Ramon, pelo CRB,  tiveram as mais claras  chances de gol, entre as existentes da primeira fase.
Equilíbrio no meio-campo, alas mais dedicados à marcação e um certo sacrifício para os homens de área por parte das duas equipes.
O placar igual refletiu esses aspectos do jogo.
Na segunda fase, a vida do Fortaleza se complicou seriamente. 
Passados uns 12 minutos, o CRB fez entrar João Neto e Mike. Recuou João Pedro, meia, para posição de Falcão, jogador de marcação.
Muito mais do que essas modificações, o time alagoano partiu para cima do Fortaleza, com uma fúria incontrolável.
Tirou a bola do time do Vojvoda e, simplesmente, engoliu o tricolor.
Foi como se o leão tivesse sido abduzido.
Linhas adiantadas, pressão permanente e uma posse de bola absurdamente maior, levaram o CRB a marcar duas vezes, com João Neto.
Entre um gol e outro, Gegê ainda acertou uma bola na trave de João Ricardo.
O Fortaleza andou perto de não ir para decisão por penalidades.
Achei, inclusive, que juntando as duas partidas, o CRB jogou melhor. Principalmente, pelo segundo tempo no Rei Pelé.
No jogo, o destaque maior foi para João Pedro, do CRB. Esbanjou categoria.
No Fortaleza, Hércules, pelo primeiro tempo.
Já estava na hora do leão interromper a sequência de  perdas.
Pelo que custa, a equipe do Pici não está projetada para, apenas, fazer o possível, mas para vencer, conquistar. 

domingo, 9 de junho de 2024

CONTEMPLAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarists generalista.

 


Anoto frases ou palavras e, daqui a pouco, elas se encaixam em assunto que está na minha cabeça.

Chego a duvidar que certos  escritos são meus.

Contemplação. Isso aí. Percebo que as pessoas não têm tempo para contemplar a vida, a natureza.

Fico a pensar se, realmente, isso se dá por falta de tempo. 

De fato, no vai e vem diário, as pessoas não se dão conta do que acontece em seu redor.

Parecem marchar, compulsivamente, para lugar nenhum. 

Quando param, veem o Mundo através de uma tela de celular. Se comunicam, muitas vezes, com quem nunca vão conhecer.

O vexame do caminhante o impede de escutar o som da música produzida pelas folhas ao vento.

Não falo nem de uma impossibilidade: ouvir o farfalhar das árvores e o berro do bezerro.

Nós precisamos ver além da nuvens cinzentas. É necessário contemplar a paisagem.

Desligar o celular e ligar a vida.

Reconheço que esta croniqueta está mais para "pílulas de vida".

sábado, 8 de junho de 2024

Agostino Balmes Odísio o italiano que embelezou as cidades do Cariri - Postagem do Antonio Morais.

Monumento a Cristo Rei, no centro de Crato.

Italiano de nascimento, Agostinho Balmes Odísio foi um escultor e arquiteto que viveu seis anos no Cariri, entre 1934 e 1940. Neste curto espaço de tempo, ele foi autor de bom número de obras de arte implantadas no Cariri, sendo a mais conhecida a Coluna da Hora, com 29 metros de altura, encimada pela estátua do Cristo Redentor, com seis metros — totalizando 35 metros — ainda hoje considerada o ícone da cidade de Crato.

Coluna da Hora, na Praça Padre Cícero em Juazeiro do Norte.

Agostinho Balmes nasceu em 1881, em Turim, norte da Itália, e formou-se pela Escola de Belas Artes daquela cidade. Na infância, foi aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, mantida por São João Bosco. Em 1912, ele esculpiu um busto do Rei da Itália, Vito Emanuel II, conquistando o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudo em Paris. Na Capital francesa, foi discípulo de August Rodin, considerado, ainda hoje, o maior escultor contemporâneo. Em 1913, com 32 anos de idade, Agostinho Odísio resolveu emigrar para a Argentina, onde residia um irmão dele. Entretanto, por motivos ignorados, desembarcou no Porto de Santos, em São Paulo e permaneceu no Brasil até sua morte.

Durante 20 anos, produziu dezenas de obras de arte nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1934, devido a problemas de saúde, foi aconselhado a residir no Nordeste, por causa do clima quente da região. Por acaso, leu na imprensa sobre a morte do Padre Cícero e, vislumbrando oportunidade de negócios – por conta da religiosidade da cidade – veio para Juazeiro do Norte, onde residiu até 1940.

Agostinho Balmes foi também responsável pelo projeto do Palácio Episcopal de Crato, e da Coluna da Hora, na Praça Padre Cícero, bem como da ampla reforma da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, ambas localizadas  em Juazeiro do Norte. 

São dele os diversos projetos de reforma de Igrejas e altares do Cariri, com destaque para as fachadas da igrejas-matriz de Milagres e Missão Velha.

Texto do Armando Lopes Rafael.

AÍ É NEYMAR! - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Neymar é incorrigível. 

Um "pobre menino" rico.

Burla lei, quer privatizar praias, se abespinha com torcedor e, se pudesse, enfiaria sapato na boca de uma mulher.

Já aprontou poucas e boas na sua trajetória. Tem algumas peripécias que não se coadunam com sua imagem profissional.

Que imagem coisa nenhuma. O importante é "causar".

O que não falta é apoio, consentimento. Afinal, não é pequena a rede de parças e bajuladores espalhada pelo Mundo.

A croniqueta para por aqui. Teríamos um texto mais longo e prazeroso se o assunto fosse "Neymar, o craque".

Mas, como sabem, o jogador está, como se dizia antigamente, no "estaleiro". 

Não joga, há bastante tempo.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Jamais - Por Antonio Morais.

Nunca responda quando você estiver com raiva! 

Nunca faça uma promessa quando você estiver feliz!

Nunca tome uma decisão quando você estiver triste!

Nunca faça aquilo que você não possa dizer como fez!

O TEMPO - Por Antônio Morais


Não se engane o tempo é implacável. Se esvai, não volta nunca mais e passa para todos nós.

Outro dia, fiz uma consulta com uma dentista. Não lembrava que havíamos sido colegas de Colégio Estadual Wilson Gonçalves, mas quando cheguei ao consultório a reconheci na foto de formatura na parede.

45 anos depois, ao entrar no gabinete de trabalho, vi uma ex-colega irreconhecível, na minha avaliação acabada, decadente, derrubada como se costuma falar na Rajalegue.

O fato é que ela não me reconheceu também. Quando sentei na cadeira para fazer o procedimento, perguntei : doutora, você é do meu tempo de escola no Estadual Wilson Gonçalves?

Ela respondeu com outra pergunta: O senhor era professor de que mesmo?

Então percebi que era chegado o tempo  de avaliar-me  melhor.

Croniqueta - Por Antônio Morais.


Vejo muitos pais querendo dar para os filhos tudo aquilo que não tiveram na infância, mas esquecendo de dar o principal que receberam de seus pais : educação, limites e valores.

Por essa razão, e, não por outra, vemos tantos filhos defendendo e utilizando-se da prática de maus costumes nunca vistas em seus avós.

Igreja - Por Dom Henrique Soares.

 

Nunca ame a igreja por causa da igreja. Eu não amo a igreja pela igreja. Se eu a amasse assim, já a teria deixado.

Eu amo a igreja por causa de Cristo, porque ela é de Cristo, Ele a fundou e está presente nela.

Dom Henrique Soares.

Sacerdotes Católicos que ficaram no imaginário popular do Cariri - Por Armando Lopes Rafael.

Monsenhor Pedro Rocha - O Apóstolo da Caridade


   Humilde de origem, pois filho de um modesto ferroviário da extinta Rede de Viação Cearense, Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira ocupa lugar na história da Diocese de Crato, como um dos seus mais valorosos sacerdotes. Um homem vocacionado por Deus para a missão de educar e servir aos semelhantes. Foi ordenado presbítero com 23 anos e seis meses de idade. Viveu apenas 57 anos, 34 dos quais exercendo um profícuo ministério sacerdotal. Tão logo foi ordenado, Monsenhor Rocha passou a lecionar no Seminário São José, o que fez por seis anos, findos os quais assumiu o cargo de reitor dessa instituição, ali permanecendo por mais 15 anos. Mas suas atividades não se limitavam só a isso.

      Mons. Rocha foi, por 24 anos, Provedor do Hospital São Francisco de Assis. E, nos seus últimos 12 anos de sua vida, residiu no próprio hospital. Por essa atividade ficou conhecido como “O Apóstolo da Caridade”. Simultaneamente, foi jornalista e diretor do jornal “A Ação”, órgão oficial da Diocese de Crato; orientador espiritual da Liga Feminina da Ação Católica; radialista, produtor e apresentador do programa “Consultório da Família”, levado ao ar pelas emissoras de rádio da cidade de Crato. Foi Diretor Diocesano da Obra de Vocações Sacerdotais, entidade responsável pelo financiamento dos estudos de muitos sacerdotes. Sem falar que sempre foi muito requisitado para pregar retiros espirituais.

    Um dos maiores oradores sacros do Sul do Ceará, Monsenhor Rocha era um líder entre seus colegas de sacerdócio. A muitos desses seus irmãos de ministério amparou, na velhice, dando assim o testemunho de um coração misericordioso e solidário. Vários dos pavilhões existentes no Hospital São Francisco foram por ele construídos. Possuía um espírito prático, sendo reconhecido como administrador competente e criterioso.
Certa feita, recebeu uma verba da entidade católica alemã Miserior, destinada à reforma e melhoramentos no Hospital São Francisco. Ao término das obras e como sobrara certa importância do dinheiro recebido, devolveu à instituição doadora essa sobra. Dos alemães, que vieram fiscalizar a aplicação da obra ficou este testemunho:
Trata-se de caso único, na história da Miserior.

     Monsenhor Murilo de Sá Barreto assim se referiu a Monsenhor Rocha, seu antigo mestre:
“Era um Reitor amigo, educador coerente, conselheiro paciente, conferencista polivalente, iniciador da Ação Católica nesta diocese, acolhedor dos pobres e dos simples, tanto no Seminário como no Hospital, tanto no confessionário como nas conversas informais de orientação”.

     Sobre Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira assim escreveu Monsenhor Montenegro, no livro "O Apóstolo da Caridade":
“Monsenhor Rocha era um homem simples, modesto, Sacerdote modelo. Um Santo. Simples como Deus o fez, e a vida não conseguiu jamais desfazer. Era um mesmo para todos. E, no entanto, cada um o sentia como se fosse diferente para cada um. O segredo daquele imenso afeto que todos lhe dedicaram, o segredo do prestígio incomparável que adquiriu, em toda a sua vida, estava em ter vivido não para si, mas para os outros, em Deus e por Deus, no próximo, como um Santo Sacerdote, filho dessa Igreja que ele amava apaixonadamente, até o seu último alento”.


Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Mário Sabino - "Metropoles.com".

 

A equipe econômica de Lula é a dos Cavaleiros do Apocalipse.

Reze. 

Reze muito. Com os anúncios feitos pelo presidente eleito, quem esperava a mediocridade agora teme o desastre

A capela de São Sebastião do Sitio Currais - Por Antonio Morais


Quem percorre a estrada Barbalha-Arajara-Crato, em direção à última cidade, é surpreendido — cerca de cinco quilômetros, antes de chegar ao destino — quando avista, no lado direito, uma singela e respeitável capelinha, típica dos templos rurais do século 19. 

Trata-se da Capela de São Sebastião, do sítio Currais, erguida para atestar, às gerações futuras, uma grande graça concedida por Deus, à população daquela localidade, na segunda metade do século 19.

Damos a palavra ao historiador Irineu Pinheiro que fez menção deste fato no seu livro “O Cariri”, página 245: “Em 1862 prometeu o major Felipe Teles Mendonça erigir uma capela em seu sítio Currais, a uma légua do Crato, dedicada a São Sebastião, se não morresse de cólera-morbo nenhum dos membros de sua família ou de seus moradores. 

Naquela época a epidemia do mal asiático abateu milhares de pessoas em todo o Ceará. Nada sofreram o major Felipe e os de sua casa e sítio. 

Em 12 de outubro de 1863, para cumprir o seu voto, pediu ao Bispo Dom Luiz Antônio dos Santos licença para edificar a igrejinha, licença que lhe foi dada no dia 13 do mesmo mês e ano, depois de informação favorável do vigário de Crato, Pe. Joaquim Aires do Nascimento. 

Mas só em 1888, após ter o segundo Bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira, confirmado a graça concedida por D. Luiz, foi erguida a capelinha e benzida pelo vigário do Crato, Antônio Fernandes da Silva”. 

Texto do Armando Lopes Rafael.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

EMBAÇADO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Brigas acirradas por motivos tolos, sem nenhum sinal de armistício

Coisas que já ficaram para trás, remexidas.

O que fatos superados têm de  interessantes? 

Leva pelo lado moral quem não tem moral.

A idiotice como instituição.

Será que o nosso Mundo é menos doloroso que o Mundo real?

Estou perguntando, porque não faço a menor ideia.

Como imaginar um lugar sem celulares e pessoas? Tá doido?

A vida desafina e o tempo é implacável.

Só falta pedir ao Papai Noel a antecipação do Natal.

Tá embaçado.

O Tempo - Por Antônio Morais.



Ah o tempo. Às vezes corre depressa quando não queremos. Às vezes é lento quando queremos que passe logo. Às vezes não reparamos que ele está passando. Às vezes só reparamos quando queremos revivê-lo.

Tome cuidado com a sua vida, talvez seja o único evangelho que as pessoas leiam.

Faça do seu silêncio o ponto final daquilo que não deve seguir adiante.

Impressionam pela falta de caráter- Por Antônio Morais.

 Fernando Henrique Cardoso para Lula.

Se quisermos implantar o socialismo no Brasil, precisamos fingir que nos opomos, que somos contrário um ao outro.

Quem não quiser votar em você, votará em mim, e vice-versa.

No final das contas, pensando que estão votando numa oposição, eles estarão escolhendo sempre o mesmo projeto.

Perca de tempo total - Por Antônio Morais.

Toda crise possui três elementos :

Uma solução, um prazo de validade e uma lição para vida.

Nunca discuta com quem tem uma televisão maior do que sua biblioteca.

É perca total de tempo.

Lição de vida - Por Antônio Morais.


Não traga para sua vida problemas que não são seus, o que o outro escolheu viver, é problema dele, é a vida dele, são as escolhas dele.

E a única pessoa que nós podemos mudar, somos nós mesmos, ninguém tem o puder de mudar o outro.

Presidente Itamar Franco - Por Antônio Morais.

De José Sarney até hoje o único presidente que mereceu o respeito dos brasileiros foi o Itamar Franco. Fez um governo competente  na área econômica e  serio na  conduta e bons costumes.

Peço permissão para contar a historia da liquidação extra judicial do Banco Econômico, do banqueiro baiano Ângelo Calmon de Sá ligado ao todo poderoso senador Antônio Carlos Magalhães presidente do Congresso Nacional.

ACM subiu a tribuna e mostrou uma pasta amarela que segundo ele derrubaria qualquer governo e, que ele ia denunciar.

O presidente Itamar  mandou o Ministro Chefe da Casa  Civil Henrique Hargrives  convidar o senador para uma audiência.  

Quando o senador ACM chegou ao gabinete presidencial Itamar Franco  falou :  O Senhor disse que tem uma denuncia para fazer, eu vou  lhe dar um adjutório : Este pessoal são repórteres da Globo, Bandeirantes, SBT, Manchete e quantas outras televisões existam no Brasil.  

ACM bateu em retirada e, a noite, Itamar demitiu  Waldek Ornélas  do Ministério da Previdência e Rodolfo Tourinho do Ministério das Minas e Energia. Mesmo sabendo que os dois eram senadores baianos  e  passariam para oposição junto com  o presidente do Congresso Nacional.

Na pasta amarela tinha a denúncia que  o Banco Nacional estava na mesma situação do Econômico e não tinha sido  liquidado porque  pertencia  a família Magalhães Pinto  que  tinha uma filha casada com  um filho de FHC ministro da fazenda do governo. O presidente  Itamar determinou a liquidação do Banco Nacional no mesmo dia.

Hoje o Cafetão da republica  para governar tem que se aliar ao "Centrão" que  tanto  condenava quando era candidato  e transforma o governo  em objeto de  defesa  de seus  filhos e  milicianos amigos.

Minha opinião - Por Pedrinho Sanharol.

Meu caro amigo, quando posto a minha opinião não é para convencer ou mudar a sua. É para quem pensa igual a mim saber que não está sozinho no mundo.

Não perca o seu tempo dando muitas explicações. Aos amigos não é necessário, os demais só ouvem o que querem ouvir. 

Todo bajulador é falso e perigoso. O "puxa saco" é igual a carvão : Apagado te suja, aceso te queima.

REFLEXÃO - POR ANTONIO MORAIS


Refletindo sobre nossos companheiros de jornada, é provável que, em alguns momentos da vida, nos deparemos com uma angustiante questão. Olhamos para nossos pais, cônjuge, filhos ou amigos e nos perguntamos: Quando foi a última vez que recebi ou que lhes ofertei um abraço? 

O toque, seja através do afago, do beijo ou do abraço expressa nossos sentimentos, enche a vida de ternura e aquece a alma de quem o oferece e de quem o recebe. As manifestações sinceras de afeto fazem as pessoas se sentirem amadas e queridas pois demonstram o amor que as envolve.

Ter a liberdade de falar sobre os sentimentos e expressá-los, com equilíbrio e sensatez, também mantém apertados os laços que nos unem às pessoas com as quais nos relacionamos. Ao constatarmos a distância estabelecida sutilmente entre os afetos, uma grande tristeza nos invade. É o momento em que  nos questionamos: Quando e como começou a ser estabelecida essa distância? Como pudemos permitir que chegasse a esse ponto? Quem foram os responsáveis? E agora? Como fazer para construir novamente essa ponte de ligação com as pessoas amadas?

Olhamos para trás buscando as respostas, na tentativa de começar a construir um caminho diferente, uma nova aproximação. Muitas vezes, essas respostas não serão facilmente encontradas pois, por mais que busquemos nos arquivos de nossa memória, será difícil identificar o registro de quando foi que tudo começou.

Essa análise do passado é importante, pois descobrindo onde erramos, podemos, a partir dessa constatação, agir de outra forma. Verificamos então, que talvez tenhamos nos permitido adotar algumas atitudes que podem ter nos distanciado lenta e gradativamente dos seres amados.

Foi o bom dia deixado de lado pela pressa de começar logo as atividades de mais uma jornada de trabalho; o boa noite esquecido, vencido pelo cansaço. Os sentimentos ocultados pela quietude diária, onde cada um se envolve apenas com suas próprias questões pessoais. 

A falta de compreensão e de companheirismo, o egoísmo, as mentiras sutis, as mágoas acumuladas e os pequenos desentendimentos. Essas atitudes são como gotas pequeninas que, com o tempo, se transformam em imensos oceanos. E quando nos damos conta, não mais sabemos atravessar esse espaço e tocar alguém que tanto estimamos.
Não deixemos que isso aconteça pois transpor essa distância que construímos é uma difícil tarefa. Não nos permitamos deixar de dar o sorriso de boas vindas, o abraço de despedida, o afago de boa noite e de bom dia. Esse esquecimento pode significar o início dessa barreira invisível que se forma entre as pessoas. 

Falar sobre os sentimentos, perguntar com interesse como vai o outro, escutar, importar-se, perceber o que incomoda, vibrar com o que felicita, dividir as angústias e as alegrias, faz muita diferença.

Lembremos que todas as manifestações sinceras de carinho e amor são vibrações que envolvem o próximo, aquecem as almas, alegram e embelezam a vida.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Igreja-Matriz de Senhora Santana, na cidade de Santana do Cariri - Por Antonio Morais.

O médico-historiador Irineu Pinheiro sintetizou, com rara felicidade, a principal característica do povo caririense: a religiosidade. No livro “O Cariri”, publicado em 1950, escreveu ele que essa característica foi preponderante na formação do caririense. 

A conferir: 

“Foi sempre muito religioso, inda hoje o é, o povo do Cariri. Vive, como todo cearense, a apelar para a misericórdia divina, no decurso de sua existência entremeada de épocas de fartura e felicidades e misérias e morte. 

Cite-se, aqui, um exemplo da fé inabalável da mulher sertaneja. Em quaisquer perigos, em momentos, por exemplo, de grandes chuvas acompanhadas de relâmpagos e trovões de estalo, costuma ela ajoelhar-se diante de seus humilíssimos registros de santos e rezar o rosário apressado da Virgem da Conceição”. 

“Em toda a zona do Cariri, também nos sertões circunvizinhos, extremou-se a religiosidade popular”

Jornalismo, o grande derrotado - Por Antônio Morais.



O maior derrotado nestas eleições de 2024 será do jornalismo. 

Nunca se viu tanta perversão, tanta canalhice, tanta servidão, tanta mentira, tanta sujeira, tanto escárnio.

Jornalistas dignos, muito pouco, devem está envergonhados.

O primeiro vigário de Juazeiro do Norte - Postagem do Antonio Morais.

Quando o primeiro Bispo de Crato, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, criou a Paróquia de Juazeiro do Norte – em janeiro de 1917 – designou para administrá-la um dos mais cultos e virtuosos sacerdotes da nova Diocese:  o Padre Pedro Esmeraldo da Silva, foto. Este era considerado o maior orador sacro da Diocese de Crato.

Nascido em Crato, em 29 de janeiro de 1876, Pedro Esmeraldo de Crato ingressou, ainda criança, no Seminário São José de Crato. Lá, fez o curso primário. Adolescente, seguiu para o Seminário de Olinda, onde fez os estudos preparatórios para o sacerdócio. 

Transferiu-se para o Seminário de Fortaleza, onde fez o curso de Teologia. Não tendo idade canônica para ser ordenado padre, continuou no Seminário de Fortaleza como professor. 

Voltando a sua cidade natal foi um dos sacerdotes que reabriram o Colégio São José, o qual depois teria o nome mudado para Ginásio do Crato e, posteriormente, Colégio Diocesano do Crato. 

Em 1917, Mons. Esmeraldo foi nomeado o primeiro Vigário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte. Saiu dali para exercer o cargo de Cura da Catedral de Pelotas, no Rio Grande do Sul. 

Anos depois retornou ao Ceará e pediu ao Bispo de Crato que o nomeasse, novamente, como Vigário de Juazeiro do Norte. 

Morreu nessa função, no dia 1º de outubro de 1934, de um enfarto fulminante. O povo de Juazeiro levou, a pé, o corpo do seu vigário para ser sepultado no cemitério de Crato.

Da postagem caririensidade do Armando Lopes Rafael.

OS MEIAS DE LIGAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Volta e meia, volto a falar sobre os meias de ligação no futebol brasileiro. Não deixa de ser uma obsessão.

Dizia-se: "Um grande meia-armador é meio time". Nostalgia dos estilos de Didi e Gerson.

O grande Tostão não cansa de repetir, em suas crônicas, que um dos males maiores  do nosso futebol foi a extinção dos meias.

Entanto, acho que quem fez desaparecer os meias foi a velocidade que o futebol ganhou.

Observamos que, hoje, os meias tem que antecipar a própria jogada que realizam. Saber como dar destino à bola antes que ela chegue.

Os espaços entrelinhas de defesa adversária são tão pequenos e raros, que os meias têm que possuir habilidade, à moda antiga, e velocidade para o executar o último passe.

Acho que a maior explicação é essa. Os esquemas de jogo mudaram, amparados numa velocidade que não existia. 

O maior frasista brasileiro, Nelson Rodrigues, sustentava: "A velocidade é um prazer de cretinos".