quarta-feira, 31 de julho de 2024

Precedência Familiar - Por Heitor Bezerra de Brito, Telma de Figueiredo Brilhante e Alexandre Dimitri Moreira de Medeiros..

Historiadores são recordadores profissionais daquilo que as pessoas querem esquecer. 

A vida é o presente mais bonito que temos. Nós nunca deveríamos permitir a ninguém estragar esse presente que não receberemos outra vez.

"Precedência Familiar", dos autores Heitor Bezerra de Brito, Telma de Figueiredo Brilhante e Alexandre Dimitri Moreira Medeiros trata da ascendência e descendência de Joaquim Bezerra de Menezes e Raimunda Gomes de Matos.

Um casal nascido na década de 60, de 1800.

"Certamente que não esperavam, depois de tantos anos, apresentarem a origem direta e indireta de tantos descendente.

Agradeço aos autores, especialmento ao primo me amigo Heitor, por me  oportunisar a satisfação de conhecer a trama familiar a cerca do casal Joaquim e Raimunda, unindo assim duas famílias  importantes de cariri sertanejo : Bezerra de Menezes e Gomes de Matos."

Pequeno trecho da introdução do advogado e genealogista Dr. Alexandre Dimitri Moreira de Medeiros.

domingo, 28 de julho de 2024

BERRO ALTO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quem me escuta, diz que falo alto.

Quando criança, éramos admoestados pelas algaravias, por nossa mãe: "Deixa de gritar, menino!"

Ainda hoje me incomodo quando sou chamado atenção por falar alto.

Há várias maneiras de abordar um assunto. Minha forma é a do berro. Berrar alto para ser melhor entendido.

Berrar, aqui, é eloquência em altos decibéis.

Berramos para os ouvidos empoeirados que não escutam bem.

Temos que derrotar o diabo com com habilidades verbais.

Não se trata de querer voar para as proximidades do sol. É somente  a indignação em voz alta.

Entre a pressa e a preguiça, somos apenas uma gota no Oceano. Mas, do que é feito o Oceano senão de gotas?

Embora não vençamos a guerra continuamos na batalha.

Berremos.

sábado, 27 de julho de 2024

O tempo - Por Antonio Morais.

Com o tempo, você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama ou dizer que sente falta, dizer que precisa ou que quer ser, junto de um caixão não faz sentido.

Por isso recorde sempre estas palavras:

O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde. Exatamente quando: Já não há mais tempo. 

Não se iluda com o sorriso, a maldade está na mente.

Na vida, é preciso muito cuidado com o que ouvimos. Há mentiras cativantes e verdades sem graça. 

Isso costuma confundir a razão.

sexta-feira, 26 de julho de 2024

FUTEBOL DE SALÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Um time de amigos, com a camisa do Vasco da Gama. Durou alguns poucos jogos, só atuando na quadra da AABB do Crato. 

Meu irmão Ítalo (que viria se tornar grande destaque do salonismo cratense) aparece, nessa formação, como goleiro, vejam só. 

Seguem: Antônio de Hermes, Pedrinho e Leilinha (irmãos) e o Gago. Acho que entre os anos 60/62.

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Raimundo Duarte Bezerra - Por Antonio Morais.

Nascido por Volta de 1836, pois na data de 23.08.1865, na cidade de Icó, houve proposta para que o Alferes Raimundo Duarte Bezerra, então com 29 anos, substituísse  a Francisco de Sousa Martins, falecido, no posto de tenente da Sexta Companhia do Batalhão  número 28 da Guarda Nacional no município de Lavras, posto para o qual foi nomeado  a 19.09.1865 pelo então Presidente da província Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo.

Fotografia acima encontrada no acervo documental do Instituto do Ceará, está atribuida a um certo Capitão Raimundo Duarte Bezerra, sem no entanto está associada a outros elementos biográficos do indivíduo.

A tradição oral suporta a hipótese do militar retratado ser este filho de papai Raimundo, já que Raimundo Duarte, após um casamento mal sucedido alistou-se como voluntário para a guerra do Paraguai, não tendo mais dado noticias. Como registram os autores Pedro Piau e  Acelino Leandro.

Outro fato interessante é ter a primeira esposa de papai Raimundo, Tereza Maria de Jesus, entre os bens de seu casal listados no seu inventario "Uma espada aparelhada de prata com cento e trinta e oito oitavos, avaliadas pelos avaliadores a cem reis cada uma oitava que importa a quantia de treze mil o oitocentos reis", porventura semelhante a da fotografia, que de que de acordo com o inventário de papai Raimundo parece ter ainda pertencido ao irmão, já falecido naquela altura, Manuel Antônio Duarte.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

É BALA, MESMO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Paulo Francis: "O que seria de nós, se não existisse Hollywood?".

De fato, o cinema americano é uma máquina de sonhos e realizações. A cultura dos EUA é fascinante.

Embora bem arranhado, o modo de vida americano é modelo.

Agora, impressionante é a vocação desse povo para a violência.

Faz guerra em várias partes do Mundo. Em grande parte, é criminosamente racista.

Carrega uma mania feia de matar seus presidentes. Ou candidatos ao cargo.

Um "ispaia bala" incontrolável.

Quem tiver orelhas grandes já entra na disputa em desvantagem.

As armas usadas para isso são objetos de devoção.

Vá entender um despautério desse.

terça-feira, 23 de julho de 2024

Agora vai - Por Antonio Morais.

Nos últimos 40 anos a administração publica federal no Brasil foi um verdadeiro fracasso. Deficiente em todos os segmentos da sociedade. Denúncias de corrupção, condenações e prisões de governadores e até do presidente da república. 

No mundo o que está na moda é o meio ambiente. No Brasil tem servido de campanha dos candidatos para se elegerem. Acusam-se opositores e titulares de cargos pelo dismatamento desenfreado. 

Nos dois últimos mandatos os focos de fogos e as queimadas se multiplicaram à galope. 

Mas, nada é eterno, tudo tem fim, e, agora vai ser resolvido esta situação do meio ambiente a ex-presidente Dilma Roussef e a Ministra Marinha Silva resolveram participar do combate e acabar com as queimadas de uma vez.

O que faltava era boa vontade. 

Agora vai.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

A VIDA SEVERINA DAS LIVRARIAS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Porque me acusam de escritor, (escrevi três singelos livros) sempre trago algumas tiradas sobre o desinteresse das pessoas pela leitura.

"Os que leem, leem. Todos que não leem, fingem que leem", foi a última que trouxe para o distinto público.

Quando resolvi colocar causos e crônicas em livros, pude sentir o trabalho que isso dá. 

O pior é o receio. Será que vão comparecer ao lançamento? E se encalhar?

O preâmbulo ampara o assunto para essa despretensiosa croniqueta e diz respeito às livrarias. Já estou atrasado sobre o tema.

Cobrindo um jogo da seleção brasileira pela Copa América em 1979, fui uma vez só a Buenos Aires.

Na capital da Argentina, duas coisas me chamaram a atenção: a elegância das pessoas e as livrarias apinhadas de gente.

No caso das livrarias, pensei tratar-se de motivos especiais, como lançamento de novas obras literárias.

Não, não era. "O povo daqui gosta de ler", alguém me alertou. "É sempre assim?", indaguei. "Sempre", me asseguraram. 

Volto ao Brasil. Por aqui, seguimos acompanhando o obituário de livrarias e sebos.

E essas perdas vão descansando na memória de leitores como meras lembranças.

Não ler é assinar um pacto com o obscurantismo. Um País que não lê não existe de verdade.

Ainda assim, nos resta continuar acreditando nos livros, leituras, escritores e nelas, as livrarias que restam.


domingo, 21 de julho de 2024

Pense nisso com carinho - Por Antonio Morais.


O melhor conselho que eu já recebi na vida foi sobre aprender a me ouvir. O que eu quero. O que eu sinto. O que eu preciso. 

Não é egoísmo olhar para si e fazer o melhor para você, precisamos abandonar essa ideia de que ser bom é abrir mão de si pelo outro.

Antes de nos dedicarmos às existências alheias, é necessário que dediquemos zelo e amor a nossa própria. Caso Contrário, além de não sermos capazes de cuidarmos das outras pessoas, ainda perdemos a chance de viver a nossa próprio história.

Se tudo que você ofereceu não adiantou, ofereça a sua ausência.

irmãos Duarte Pinheiro - Por George Ney e Herbert Melo Duarte.

Volume 0.

Volume 1.

Lançamento.

88.996603972 - George Ney Almeida Moreira.

Contato. 

sábado, 20 de julho de 2024

VIVA O FUTEBOL NO SEU DIA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

É do Rio Grande do Sul o mais antigo clube de futebol do Brasil. O Sport Clube Rio Grande, que leva o nome da cidade gaúcha, foi fundado em 19 de julho de 1900. Em sua homenagem, a CBF instituiu o Dia do Futebol.

Futebol é celebração do que a vida coloca diante de nós. Coisas boas e ruins, porque não podemos controlar os eventos da existência.

É preciso amar a beleza do futebol acima dos resultados. Só os placares não bastam.

O futebol traz um regime de inclusão espontânea, como uma vasta tapeçaria humana.

Faz do seu conteúdo a coisa mais importante para milhões de pessoas.

Nenhuma das grandes ideologias abarcou, com unanimidade, sociedades, culturas, continentes, raças e sistemas políticos, como o futebol.

No futebol, exalta-se nas vitórias e consola-se nas derrotas. Futebol é prosa e  poesia, estimula nossas possibilidades lúdicas.

"Um misto de entretenimento  e conflito, de baile e combate". Daniel Piza

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Genealogia, ascendência e descendência - Por Antonio Morais.

Recebi os livros dos autores Herbert Duarte e George Ney Almeida Moreira.  

Tratam os livros da ascendência e descendência dos irmãos Alferes Bernardo Duarte Pinheiro e Agostinho Duarte Pinheiro, um trabalho de pesquisa minucioso e esmerado, muito importante para todo aquele que gosta da história de Várzea-Alegre e do seu povo.

Sesmeiros de uma faixa de terra medindo nove léguas às margens Riacho do Machado com uma légua para cada lado do referido riacho.

Sabe-se que o Agostinho Duarte Pinheiro retornou  para Portugal e o Bernardo fixou residência na fazenda, depois povoado e cidade. 

Grande parte da população que povoa Várzea-Alegre descende do Bernardo Duarte Pinheiro. 

Recomendo, merece o nosso aplauso.

Contato : 88 9 96603972 - George Ney Almeida Moreira.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

A MAIS INDESEJADA - Por Wiltonn Bezerra, comentarista generalista.

A morte continua criando vazios em nossas vidas.

Mesmo sendo a coisa mais natural do Mundo, está ficando difícil metabolizar tantas perdas.

Ficam cada vez mais frequentes os rituais de partida.

Semana passada, nos tirou Belmino, figura do bem querer desta cidade.

Pessoas que mereceram a vida entraram no coração da gente e saíram sem se despedir.

Impossível atenuar a nossa desolação. São dores que massacram os nossos sentimentos.

A morte ignora, solenemente, nossos méritos e obras. Não está nem aí pra gente.

Gente morrendo antes do tempo.

Mesmo sendo a morte menos poderosa do que o amor, fazemos a pergunta do poeta: "Que conta é essa que temos de morrer para pagar.

Um dia sem riso é um dia desperdiçado - Por Antonio Morais


Ladislau Camilo, já com  oito décadas nos costados, foi acometido de uma  enfermidade grave e foi parar no hospital. Depois de duas semanas hospitalizado o medico recomendou que a família  o levasse para o seio do lar, realizar seus últimos desejos.

Em casa  a família  arrumou um quarto e  mantinha sempre um familiar dando a devida assistência. Um dia, Ladislau  sentiu um cheiro de um pão de arroz vindo da cozinha e balbuciou quase inaudível para a nora que  o acompanhava  no momento: Imaculada vai na cozinha e trás um pedaço  daquele pão de arroz pra mim.

Imaculada foi e voltou sem trazer.  O velho se danou. Virou um siri na lata. Que velha mais miserável. O que ela falou? Dona Rosário disse que não. O pão de arroz é para o povo que vem para o velório.

domingo, 14 de julho de 2024

Assertiva - Por Chico Anisio.


Se é a pobreza que vota na esquerda, qual o interesse da esquerda em acabar com a pobreza?

Sorrir é, e sempre será, o melhor remédio.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

AS CARAS DA CRISE DO FUTEBOL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

São várias as razões pelas quais o Brasil perde posições de prestígio no futebol mundial.

Uma reside no fato de que, embora ostentando cinco títulos de Copa do Mundo, os nossos gestores não levam nosso futebol a sério.

Que a culpa não seja colocada apenas na CBF, uma entidade com dirigentes envolvidos em tramoias e escândalos nas últimas décadas.

A falta de maior responsabilidade deve ser distribuída entre os que dirigem os clubes.

Uma elite atrasada a quem só interessa dinheiro e posições políticas, incapaz de organizar um simples calendário.

Falta absoluta de capacidade administrativa.

De fracasso em fracasso, a  seleção brasileira simboliza muito bem essa decadência.

Hoje, não passa de uma máquina trituradora de reputações.

Se as crises geram soluções, a cartolagem não pode deixar passar a oportunidade de se redimir de tanta desfaçatez

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Perca-se - Por Antônio Morais.

Tudo que você não puder dizer como fez, não faça. 

Não me preocupa um erro gramatical se o raciocínio é inteligente. 

As palavras ficaram para facilitar a comunicação e não para dificultar.

Um tempo verbal pode ser sempre corrigido, um idiota não.

Todos os caminhos levam, à morte.

Perca-se.

Judiciário - Pelo ex-Ministro Aires de Brito.

Judiciário subserviente, que decide de acordo com os interesses da copa e da cozinha palaciana, trai a cidadania e corrope a constituição.

Juiz covarde e receoso de retaliações é um juiz que trai a missão. 

O AMIGO BELMINO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

No velório, uma irmã de Belmino confirmou o que muita gente acha: temos semelhanças fisionômicas.

Fui chamado de Belmino, muitas vezes. E ele de Wilton Bezerra. 

Brincávamos com isso, imaginando a reação de cada um. "Já sei o que você responde: Eu não sou...", dizia ele.

Notívagos, tínhamos o hábito  de emendar a noite com o dia.

Depois da saída da TV Diário, a nossa comunicação ficou reduzida a papos pelo ZAP e telefone.

Insisti para que ele comparecesse ao lançamento do meu terceiro livro, no Cantinho do Frango.

Assegurei: "Você vai ser a maior atração da noite. As pessoas lhe adoram". Não adiantou.

Limitou-se a fazer, com a maior boa vontade, a chamada para o lançamento. O espírito alegre escondia uma timidez que sempre confessou.

Percebi que Belmino optou, mesmo, por uma certa reclusão. Claro, continuou celebrando a vida em sítios mais exclusivos. 

Pois é. A morte continua fazendo besteiras monumentais.

A última foi tirar Belmino do nosso convívio, numa noite de sábado.

terça-feira, 9 de julho de 2024

CONVERSAR É PRECISO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Escrevo porque penso. Quem não pensa, porque burro, é o diabo. Ainda assim, não convém subestimar o "coisa ruim".

Do livro do Edmilson Caminha, fisguei e adorei: "Nosso tempo é água corrente de um rio em que ninguém se banha duas vezes. As águas são sempre outras. O nosso tempo não é um lago".

Mas, quero dizer mesmo é outra coisa. Vamos lá.

A tal da estatística

apurou que o brasileiro está emburrecendo. Não sei qual é o problema principal.

Se é por falta de leitura (o mais provável), vamos sugerir que as pessoas conversem mais. Conversar é trocar experiência.

Sei, sim. Não existem mais as calçadas amistosas para as boas conversas. Entanto, o que não falta é canto para um bom papo.

Vou mais além. Aconselho que as pessoas saiam, se misturem à multidão, busquem interlocutores.

Atendam o telefone e conversem. Basta das mensagens e respostas por escrito.

O outro nos melhora, sabia.

O PIB do Brasil da Maria Joana - Por Antonio Morais

Maria Joana subiu no tamanco
Procurou um banco
Arrumou dinheiro
Fez um empréstimo, montou um negócio
Conseguiu um sócio e se mandou pro Juazeiro
Comprou a vista e vendeu fiado
Foi rombo pra todo lado
O povo desapareceu
E quando chegou o fiscal do banco
Maria preto no branco disse que a loja cresceu

Ó seu fiscal, como o senhor mermo tá veno
Minha loja vai de vento em polpa
Seno assim libere logo a outra parte do dinheiro
Mar dona Maria o negócio aqui tá mais desmantelado do que galope de vaca
A senhora inda vem dizer que um negoço desse cresceu mulher
Cresceu sim
Cresceu? Só se foi...

Pra dentro que nem pedra de amolar
Pra fora que nem milho no estalo
Pra cima que nem fumaça
Pra baixo que nem rabo de cavalo

Clique  na foto, veja e ouça a versão de Flávio Leandro e Genival Lacerda.


segunda-feira, 8 de julho de 2024

MIGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE VÁRZEA ALEGRE- Por Antonio Gonçalo.

O processo migratório dos nordestinos teve início, ou pelo menos se acentuou a ponto de ser notícia, com o “Primeiro Ciclo da Borracha”, em 1879, quando pessoas dos estados do Nordeste partiam para a região Amazônica e se repetiu durante a segunda guerra mundial (1940 a 19450), época em que o governo criou a Inspetoria de Trabalhadores Migrantes. 

Mas, de Várzea Alegre, talvez tenham sido poucos os que acompanharam aqueles viajantes. Com o auge da industrialização, no período 1950 – 1970, o fluxo de migrantes da região mudou o rumo para o Sul do país, mais especialmente para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. 

Nesse período, houve acentuado aumento na migração dos varzealegrenses. As causas desses ciclos também teve muito relacionado com as intempéries climáticas da região. A seca fez e faz parte do Sertão Nordestino, e Várzea Alegre, a um passo da região do Cariri, no Ceará, de clima ameno, sempre sofreu os revezes e consequências de anomalia dessa intempérie, que muito tem  massacrado as pessoas e animais.

Sabe-se que as situações não eram e nem são favoráveis, e é fácil reconhecer que poucos deixam seu lugar por desejo próprio, exceto pela vontade de melhorar de vida. E o varzealegrense teve e tem ânsia por manter-se corajoso e altivo. Portanto, muitos saíram e foram embora, em busca de dias melhores.

Paulo de Brito Guerra, no livro “A Civilização da Seca”, descreve-a de atemporal socioeconomicamente. No capítulo “O Fenômeno Fatídico”, justifica a diversidade de designações e interpretações de causas e efeitos da intempérie que, particularmente no Nordeste Brasileiro, tem particularidades, visto que na região, comumente há um ciclo basicamente definido de verão de seis em seis meses aproximadamente.

Sendo assim, ele explica de forma veemente: “a menor seca representa um período de dezoito meses sem chuvas, pois a época teoricamente chuvosa – janeiro a junho – vem situada entre dois semestres, já naturalmente secos – julho a dezembro. Seca de dois anos são trinta e seis meses secos. A estiagem provoca êxodo rural, deixa o campo esvaziado". 

É que os sertanejos são forçados a migrar para centros urbanos de outra região. Há relatos históricos de secas, nos séculos XIX e XX, com eventos significativos em 1877 – 1879; 1915, 1932, 1970, 1980 - 1983; 1993 – 1994; 1998 – 1999 e os que o Ceará atravessa constantemente. 

Por sorte ou designo de Deus, o varzealegrense, quando começou a migrar, teve um destino definido, talvez, pelo conhecimento de desbravadores do lugar, como, o folclórico José Felipe, que no seu caminhão “misto” iniciou viagens transladando conterrâneos para o sul do país em viagens que duravam até 15 dias; ou mesmo os empresários Raimundo Ferreira e Zezito, fundadores das empresas Varzealegrense e Real Caririense, respectivamente.  

Joaquim Alves Bezerra e José Gonçalo Araripe, ambos ex-funcionários da Empresas Real Caririense, e com longos tempos vividos em São Paulo, comentam com propriedade que aqueles abnegados empresários tiveram papel importante no desenrolar da crescente migração. 

No início da década de 50, se fazia a vagem de forma bastante precária, em veículos de qualidade deficiente, com viagens quase que intinerantes, com formas de pagamentos amigáveis e basicamente sem uma pretensão maior de riqueza por parte dos

empreendedores, decerto pela própria condição financeira irregular dos transeuntes.

Alicerçados na experiência daqueles empresários de transportes, o destino do varzealegrense passava pela estação do Braz, em São Paulo, que se integrava com a rede férrea que iria para a região do ABC, onde nas décadas de 50 e 60, com o incentivo dos governos Getúlio Vargas e Jucelino Kubstheck, iniciavam o impulso da industrialização do país, com ênfase para as montadoras de Altomóveis. 

Portanto, o varzealegrense migrante foi se instalando, pode-se dizer rapidamente, nas cidades de Santo André, São Caetano e São Bernardo. Com esse entrelace de logística no transporte, fica evidente a vantagem que o migrante varzealegrense levou em relação aos demais, em escolher a região do ABC para morar e trabalhar. 

É que ali a oferta de trabalho nas fábricas que iam se instalando era crescente e, por ainda não exigir maiores conhecimentos técnicos, à época, pessoas pouco letradas poderiam encontrar empregos com boas remunerações e com perspectivas de crescimento profissional para aqueles com maior grau de instrução. 

Sem contar com a gama de serviços à disposição dos trabalhadores, bancados pelas próprias fábricas, por associações, entidades de classe, SENAI, SENAC etc.

Essa escolha inicial vitoriosa, foi impulsionando a avidez dos que ainda residiam aqui, como que um crescimento virtuoso, já que tios que já tinham ido influenciaram pais, que por sua vez, influenciaram filhos e assim por diante, fazendo crescer cada vez mais o fluxo de pessoas que se dirigiam de Várzea Alegre para morar em São Bernardo do Campo, onde estima-se que vivam aproximadamente 80% dos migrantes e seus descendentes.

Esse fluxo foi tamanho, que nas décadas de 60 e 70 do século passado chegavam a sair três ônibus semanalmente direto de Várzea Alegre para São Paulo.

A partir da década de 1980, com o declínio da produção industrial, a migração de nordestinos para o Sul passou a diminuir gradativamente, surgindo outros pontos de atração polinucleados, como o Distrito Federal e a Região Norte do país. 

Esse ciclo, o varzealegrense acompanhou, inclusive, com um fator diferenciado: é que muitos, de posse de empregos razoáveis e outros já aposentados, tomaram o rumo de volta ao torrão natal. Chegando em Várzea Alegre, com um repouso econômico oriundo do trabalho em São Paulo, os “regressantes” passaram a incrementar os fatores sócio-econômicos do município.

Além da melhoria ocasionada diretamente no comércio, o ingresso desses recursos financeiros incrementaram também a construção civil e até mesmo a indústria. Várzea alegre, nas últimas três décadas tem mudado sua aparência em termos de infra-estrutura urbana e as edificações residenciais melhoraram bastante de aspectos, com novas formas e linhas arquitetônicas modernas. 

É certo que não se pode conferir essa pujança apenas à chegada de capitais agregados aos conterrâneos que voltam do Sul do país, pois sabe-se que outros fatores também participaram dessa mudança, inclusive os programas sociais do governo e as melhorias nas condições laborais e de escolaridade da população.

Historiadores - Por Antonio Morais


Dr. Francisco Alves Pereira.

Historiadores são recordadores profissionais daquilo que as pessoas querem esquecer. Deveríamos viver lembrando a cada momento, que a vida é um sopro. 

Basta pouco e não estamos mais aqui. Raiva, inveja e ressentimento são inúteis. A vida é o presente mais bonito que temos. 

Nós nunca deveríamos permitir a ninguém estragar esse presente que não receberemos outra vez.

Eu não sou historiador, mas quero ficar marcado como se fosse. Quando eu ouvir essa história, ouvir também o autor dizer que a única pessoa para quem ele contou, fui eu.

Eu não me permito aceitar que uma história dessas se perca no tempo, porque a história é sempre mais importante do que a geografia.

O meu amigo Francisco Alves Pereira, médico e professor da "Unicamp" depois de dezenas de anos como mestre criou a sua própria clinica - "Clinica de dor" em Campinas-São Paulo. 

Campinas é uma cidade que nos municípios adjacentes existem milhares de metalúrgicos e os principais clientes da clínica são aqueles que adquiriram sequelhas ao longo dos anos de trabalho.

Um dia, numa audiência no Ministério do Trabalho o juiz solicitou que o Dr. Francisco reavaliar o seu diagnóstico, visto que o perito que estava contestando era um ex-aluno da Unicamp. 

Dr. Francisco com lhaneza no trato e educação esmerada respondeu : Meretríssimo eu não mudo a minha convicção, o diagnóstico que fiz, o próximo passo do paciente é a morte. Eu não mudo, nem sob tortura.

Eu não sabia que ter sido aluno da Unicamp era tão importante para o vossa decisão. Eu fui professor da Unicamp, o perito foi meu aluno, e, não era dos melhores avaliados.

Medalha concedida pelo CREMESP ao Dr. Francisco Alves Pereira como reconhecimento e gratidão pelos 50 anos de exercício ético da Medicina.

PERDEMOS A ALEGRIA DE BELMINO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Às 23 horas do sábado, recebi ligação do amigo cronista Carlos Silva, que me deixou desnorteado.

"A notícia não é boa", adiantou. "Belmino acaba de falecer. Foi um infarto", completou.

Não consegui mais ouvir os detalhes que me foram passados. 

Larguei o jogo do Brasil que via pela televisão. A noite foi pesada.

Os momentos ao lado de Belmino na TVC e TV Diário começaram a passar como um filme.

Fora da televisão há algum tempo, o "Bel" continuou sendo lembrado, como se ainda estivesse à frente dos programas esportivos que apresentou.

Foi quebrando todos os padrões vigentes na TV que impôs o seu estilo, alegre e inconfundível, junto ao grande público televisivo.

Gostava da vida. Levava o seu permanente espírito brincalhão para onde ia. Por isso mesmo, possuía uma multidão de amigos.

Fez parte da história da televisão cearense.

Siga em paz, companheiro.

domingo, 7 de julho de 2024

Crato, quem te viu, quem ti ver - Por Antonio Morais.

Escrevi este texto com a caneta da saudade. As palavras saíram do que o coração está cheio. Escolhi palavras verdadeiras, sensatas, nenhuma em vão. 

Sei que vai desagradar a muita gente, especialmente aqueles que se manifestam pela paixão irracional e nunca pela razão.

Cheguei no Crato no dia 25 de Fevereiro de 1969. Encontrei um Crato altaneiro, independente, município modelo, cidade da cultura, referência no nordeste em todos os segmentos da vida : "Saúde, educação, industria, comércio, trabalho, emprego, etc.

Não acredito que exista um só cratense que ame esta cidade mais do que eu. Mas, quando veja essa babozeira "Cratinho de açucar, tijolo de buriti" eu fico arretado. 

O Crato está tão decadente que nem o "tijolo de buriti" você encontra mais à venda no mercado. Talvez essa guloseima fosse a coisa mais fácil de ser presenvada, ainda existem muitos "Buritizeiros" safrejando na redondeza, foto.

O Crato perdeu o seu valor principal, a sua importância politica. Os mandatários que ocuparam o puder de quatro décadas para cá, foram eleitos por você que hoje chora e lamenta pelo museu e por tantas coisas perdidas ao longo desse tempo. 

Essa é a minha opinião, e, a minha opinião é só minha, não é para mudar a sua. E, como democrata que sou, para defender minha verdade, começo por ter a humildade de respeitar a verdade alheia, ela é tão importante quanto a minha.  

Cheguei a ver o Crato com dois Deputados Estaduais : José Kleber Callou e Dr. Derval Peixoto, um Deputado Federal Dr. Ossian Araripe e um Senador da Republica Dr. Wilson Gonçalves, "na mesma legislatura". 

E hoje? O que vemos?

E agora Rede Globo - Por Antonio Moirais.

Há muito tempo a Rede Globo vem forçando a barra na enganação do torcedor e promoção de jogadores e seleção que não jogam nada. O dinheiro dos  empresários proprietários dos jogadores é farto, e por dinheiro a Rede Globo se rende, perdendo apenas para a CBF nesse segmento.

O que irão fazer para tornar o Vini Jr o melhor do mundo? E o Endrik o Pelé de 1958?

Carece com urgência  esquecer o dinheiro e manter-se na linha do que o dinheiro não compra:  Humildade, disciplina, caráter e respeito pelo torcedor.

Que compromisso tão importante faz manter um jogador denunciado num pais sério por envolvimento em fraudes?  O metal vil.

FRAQUEZA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Como é difícil o gênero humano. Seus inexplicáveis comportamentos nos deixam desolados em determinados momentos.

Fico até desajeitado para abordar o assunto, quando  tratamos de nossas admirações jornalísticas e intelectuais.

Duro constatar, quando não são o que transparecem ser.

Nos momentos em que não lidam, de forma clara e certeira, com os fatos e as opiniões, infelizmente, atendem "encomendas".

Não penetram, propositadamente, na pedra. Falam apenas sobre sua superfície.

De matuto, só tenho o jeito de andar. Ninguém é bobo para não perceber a opinião fabricada.

Ora, quem escreve se faz visível na crônica. A opinião traz aspectos de quem a produz.

De repente, quando se espera um dragão de São Jorge com fogo pelas ventas, flagra-se um gatinho manhoso e conveniente, além da conta.

Argumentam: "É a luta pela sobrevivência que vulnerabiliza".

Isso me faz lembrar um cronista amigo que, acusado de não enfrentar com coragem os espaços da temeridade, se justificou: "Não não me venalizei. Eu fui fraco".

"Comovente".

sábado, 6 de julho de 2024

Preciso é - Por Xico Bizerra


Preciso é e por preciso ser falarei palavras de ferro suficientes para enferrujar a orgia dos tiranos; por necessário, servirei água das pocilgas para que eles bebam e se vomitem, também vomitando a lama dos dizeres vãos bem na cara de quem mente; por indispensável, terei pés para atravessar a linha acidental do lado de cá ou a de um oriente que não se orienta e que é aqui; por tudo, por todos, ajuntarei forças para clamar por justiça, por mais escondida que ela esteja e lutarei para que desapareçam os que atentam contra o lado de cá, que desapareçam os que atentam contra o lado de lá, que desapareçam os que atentam contra qualquer lado. 

Que falte coragem aos homens-bomba que atam à cintura a sentença de morte de mais de cem, de uma só vez. Que sobre vergonha aos que motivam os homens-bomba, tenham eles a cor, a raça ou o credo que tiverem. 

Mas, também, depois do não calar, do beber, do gritar e do andar vou cantar versos de flor para perfumar o coração da amada que me espera numa cama com lençol de cambraia tão branca quanto a paz que reclamo e que um dia há de vir acompanhada de uma sabiá também cantando, no alto de uma mangueira verdinha e cheia de frutas doces como serão os dias que sonho. 

Se não para isso, para que servimos? 

sexta-feira, 5 de julho de 2024

FASE DISC JOCKEY - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Dizem que "quem faz tudo não faz nada que preste”. Não é bem assim. Fui de operador (controlista) a comentarista esportivo e ninguém reclamou. 

Na minha fase disc jockey, fiz um programa sobre música popular brasileira, o "Brasil, terra da Gente", que foi um sucesso de audiência na Rádio Progresso de Juazeiro. 

Na ilustração, com Roberto Carlos, entrevista histórica no Aristocrata Hotel para o programa "Show da Manhã' e comentando o LP "Espelho" de João Nogueira.

Fomos graduados pela Universidade da vida.

Dr. Francisco Alves Pereira - Por Antonio Morais.


DIPLOMA.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo tem a honra de conceder ao Ilustríssimo Senhor, Doutor Francisco Alves Pereira  CRM 20975 o Diploma de 50 anos de Exercício Ético da Medicina, marcados pelos relevantes serviços, prestados à sociedade neste período e por princípios éticos que contribuíram para elevar o prestigio e a dignidade  da pratica médica. 

Data 2020.

A MORTE DO SENADOR REGINALDO DUARTE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Tivemos a feliz oportunidade de conviver nas lides esportivas com Reginaldo Duarte. Um desportista de grande importância para o futebol de Juazeiro do Norte. 

Homem cordial. Um dos fundadores do Icasa ao lado de José Feijó de Sá e Doro Germano. Formou sempre entre os que apoiaram as seleções juazeirenses nos torneios intermunicipais. 

Foto acima, da esquerda para direita: Wilton Bezerra, Wellington Barbosa, Reginaldo Duarte e Tarcísio. Às margens do Rio São Francisco, acompanhando a seleção de Juazeiro, em amistoso na cidade de Belém de São Francisco. Abaixo com a seleção no Estádio Wilson Gonçalves, do Crato, em jogo pelo Intermunicipal, na década de 60.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Modéstia nascida do berço e do coração - Por Antonio Morais.

Foto num momento de descontração : Mariano Alves Pereira, Antonio Alves de Morais e o médico Francisco Alves Pereira.

A palavra modéstia deriva do latim "modestia,ae", que significa moderação e comedimento.

Que não expressa vaidade; que não age com superioridade em relação às próprias conquistas; simplicidade, humildade: "Recebeu o prêmio com modéstia".

Moderação exigida por determinadas situações, deveres; sobriedade: "modéstia diante das conquistas".

Que não se importa com luxo nem ostentações.

Em concordância com as regras morais e éticas de uma sociedade; "decência, humildade, naturalidade, simplicidade, singeleza, desambição, decência, sobriedade, despretensão, moderação".

Tive a honra de receber em nossa casa dois amigos, dois irmãos, o ex-colega do Colégio Estadual Wilson Gonçalves : Mariano Alves Pereira e o médico Francisco Alves Pereira fundador e proprietário da "Clínica de Dor", em Campinas - São Paulo.

Vicente Cesário e Antônio André, humor a graça de mãos dadas - Por Antônio Morais.



Quem não conheceu Antônio André do Roçado Dentro ouviu falar dele. Neto de Tônia do Canto e José Alexandre Bezerra de Menezes, um casamento de tia com sobrinho.

Não se sabe, ao certo, se essa sanguinidade afetou a genética, o fato é que Antônio André sofria de demência mental. Homem honrado, muito trabalhador, mas, de tempos em tempos padecia de graves problemas mentais.

Um certo dia, Antônio entrou na barbearia de Vicente Cesário para fazer a barba. O barbeiro colocou a coberta e iniciou o trabalho. 

Um pedreiro que fazia uma reforma nos fundos do prédio chamou Vicente para mostrar um detalhe da reforma, Vicente demorou mais da conta e Antônio André aborrecido limpou o sabão do rosto e arribou, fez bunda de ema com a metade da barba feita e a outra não.

No outro dia, Antônio André se achegou da cadeira do barbeiro e disse - Dá para cortar a outra banda agora?

Vicente Cesário respondeu no ato : dá não, você foi embora ontem sem pagar a parte que eu fiz. Os dois caíram na risada, o serviço foi concluído e pago.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

NA RÁDIO PROGRESSO AM DE JUAZEIRO DO NORTE. 1970 - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista..

Em música, notícia e esporte, esta emissora detinha, à época, uma audiência do tamanho do Cariri. 

Dirigida pelo saudoso cronista e escritor Geraldo Menezes Barbosa, a Progresso revelou grandes valores da crônica cearense.

O sonho de Lula - Por Guilherme Fiuza.

O Lula sonha, na verdade, com a censura do seu próprio passado. Só que isso é impossível.

E ainda que essas plataformas bloqueiem as referências ao passado de delitos de Lula e do PT, a sociedade sabe.

terça-feira, 2 de julho de 2024

A CULTURA DO ALGODÃO EM VÁRZEA ALEGRE - Por Antonio Gonçalo.

O documentário "TECER MEMÓRIAS - JORNADA DO OURO BRANCO EM VÁRZEA ALEGRE" ficou muito bom, transparente, didático, rico em imagens, relatos e fatos reais. 

Muito diversificado e com participantes genunínos da história da lavoura, da industrialização do produto e sua importância empregatícia e comercial.

Apresenta, em vídeo, trechos da fase em que a cultura algodoeira foi o carro chefe da economia no município de Várzea Alegre e no Nordeste Brasileiro. 

Tive a honra de participar do evento, juntamente com meus pais, Mundinho Gonçalo e Rita Maria, abordando fatos da atividade dos tropeiros que, à época, transportavam algodão em lombos de burros.

O principal personagem que citamos foi meu avô Antonio Gonçalo Araripe, um dos pioneiros na atividade de comboio, inclusive, retratada também no livro "TROPEIRISMO NOSSO", que publiquei, em 2016, com a colaboração do meu irmão José Gonçalo.

Parabéns aos participantes, colaboradores e toda equipe que elaborou o projeto, a edição, financiamento e apresentação de tão belo documentário, que, sem dúvida, fará parte do acervo documental e nostálgico da cultura varzealegrense.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

A Arcádia de Lula - OPINIÃO DO ESTADÃO.

 

A julgar por seu discurso na Petrobras, esse nosso Hesíodo de fancaria quer fazer o País acreditar que os tenebrosos governos lulopetistas foram, na verdade, a época de ouro do Brasil

O Brasil já está tão habituado a ter sua inteligência ofendida pelo sr. Lula da Silva que passou sem causar a devida estupefação o discurso que o presidente da República fez na posse de Magda Chambriard na presidência da Petrobras. Linha após linha, ali está, documentado para a posteridade, até onde a mendacidade de Lula é capaz de ir para adulterar a realidade na ânsia de reescrever a história e adaptá-la a seus devaneios.

Esse nosso Hesíodo de fancaria quer fazer o País acreditar que os tenebrosos governos lulopetistas foram, na verdade, a época de ouro do Brasil e que, se a Lava Jato não tivesse aberto a caixa de Pandora, ainda estaríamos cercados de pastores e ninfas numa Arcádia onde reinaria a felicidade absoluta.

Disse o Guia Genial dos brasileiros que a Petrobras era a ponta de lança de um inebriante desenvolvimento nacional durante o mandarinato lulopetista. Por exemplo, o demiurgo festejou a criação, naquela época, de milhares de empregos com o impulso que deu à indústria naval, tendo a Petrobras como única cliente, “para atender à demanda intensa de um período de ouro”. Se piada fosse, não teria graça. Não sendo, é uma agressão aos fatos: como se sabe, grande parte dos estaleiros está abandonada em razão da evidente incapacidade do setor de concorrer com a indústria estrangeira – de resto um resultado óbvio diante da obtusa exigência de conteúdo nacional e da ausência de mão de obra qualificada, entre outros fatores que Lula e os petistas, na sua megalomania, ignoraram.

E aqui nem se está falando na corrupção desbragada que esse projeto ensejou. Mas Lula tratou de tocar no assunto fazendo questão de violentar a memória coletiva nacional, não só ao negar que tenha havido corrupção, como ao responsabilizar pela destruição da empresa aqueles que denunciaram a corrupção. “Com o falso argumento de combater a corrupção, a Operação Lava Jato mirava, na verdade, o desmonte e a privatização da Petrobras”, disse Lula.

E então, no melhor estilo lulopetista, o presidente atribuiu essa suposta ofensiva contra a Petrobras, capitaneada pela Lava Jato, à “elite política e econômica deste país”, que segundo ele “não tem nenhum compromisso com a soberania do Brasil e a vida do nosso povo”.

Ou seja, na mitologia de Lula, a “era de ouro” do Brasil e da Petrobras foi subitamente encerrada quando uma tal “elite” decidiu destruir o País. Lula foi claríssimo: “Eles querem que o Brasil seja pobre, eles querem que o Brasil seja pequeno, eles querem que o Brasil não possa tratar de seu povo. E nós queremos o Brasil exatamente ao contrário. Um Brasil grande, um Brasil rico e um país capaz de cuidar do seu povo com a dignidade que cada ser humano merece”.

Mas os brasileiros não têm mais com o que se preocupar. “Aqui estamos, de volta, para reconstruir a Petrobras e o Brasil”, anunciou Lula, triunfante, como se sua parolagem bastasse para que o País esquecesse que, na longa e tenebrosa era do lulopetismo no poder, a Petrobras praticamente quebrou e o Brasil empobreceu. Deu muito trabalho para interromper a razia promovida por essa turma, impondo limites de governança à Petrobras e de gastos para o governo. Em outras palavras, são esses limites que Lula quer demolir, em nome, segundo ele, da “realização de um sonho do povo brasileiro”.

Mas, é preciso admitir, há um trecho no discurso em que Lula, ainda que involuntariamente, está coberto de razão. É quando ele diz que “a desgraça da primeira mentira é que você passa o resto da vida mentindo para poder justificar as mentiras”. Ele se referia à “leviandade das denúncias contra a Petrobras”, mas poderia perfeitamente, caso se tornasse subitamente honesto, estar se referindo a si mesmo. E também está corretíssimo quando diz que é inútil esperar que pessoas levianas “tenham a coragem de pedir desculpas pelo engano cometido”, porque “o pedido de desculpa é uma demonstração de grandeza, e os acusadores não têm grandeza para pedir desculpa pelos erros que cometeram”. Exato: se alguém está esperando que Lula afinal reconheça os incontáveis e brutais erros que cometeu, é melhor esperar sentado.

HAJA DOR - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Sabe quando a gente era aconselhado a ter paciência para a dor passar ? 

Isso foi antigamente, quando a gente era macho para aguentar.

Hoje, não tem coragem que dê conta. As dores que "comem de esmola" fazem formigar o juízo da gente.

Acham que exagero ao dizer que sou feito de dor. Nada disso, falo sério.

Uma tal de neuropatia que carrego é para 'tirar do ramo". Remédio só dá uma aliviada, para que a gente siga em frente.

É dor lombar, nas pernas e braços, distribuídas para torrar os neurônios.

Eu quero lá saber se a dor é  herança genética. Eu só sei que dói.

A dor de estende para o bolso, a cada mês. E não é problema que "meizinha" cure.

O som das cartelas de comprimidos não é agradável aos nossos ouvidos.

Dizem que o sofrimento melhora o ser humano. De jeito nenhum. Só piora.

Somos orientados a fazer exercícios, mesmo sentindo dores. Arre!

E ainda tem, "de agrado", as dores do Mundo e da consciência. Essas produzem monumentais sequelas.

"Se você sente dor, você está vivo. Se você sente a dor das outras pessoas, você é um ser humano". Tolstói.