quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Sou grato a Maria Santissima, Mãe de Deus.

"Gratidão pela amizade que você me devota, por meus defeitos que você nem nota.

Por meus valores que você aumenta, por minha fé que você alimenta. Por esta paz que nós nos transmitimos, por este pão de amor que repartimos.

Pelo silêncio que diz quase tudo, por este olhar que me reprova mudo. Pela pureza dos seus sentimentos, pela presença em todos os momentos.

Por ser presente, mesmo quando ausente, por ser feliz quando me vê contente. Por este olhar que me diz:"Amigo, vá em frente!"

Por ficar triste, quando estou tristonho, por rir comigo quando estou risonho. 

Por repreender-me quando estou errado, Por me apontar para Deus a todo o instante, por esse amor fraterno tão constante.

Por tudo isso e muito mais eu digo: "Deus te abençoe, meu querido amigo"!

Feliz ano novo, paz e bem. 

Antonio Alves de Morais

O romantismo desapareceu - Por Pedrinho Sanharol.



O romantismo se perdeu na profunda vala do esquecimento, existe talvez adormecido  naqueles que tiveram a oportunidade de viver  a época da jovem guarda. Uma pequena amostra.

Jerry Adriane canta : Ès meu amor e tem feitiço teus olhos - Que coisa mais linda, quantas saudades.

Grande abraço.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Winston Churchill - Por Winston Churchill

A diferença entre os humanos e os animais é que os animais nunca permitem que um estúpido lidere a manada.

Somente os tolos acreditam que a politica e a religião não se discutem. 

Por isso os ladrões permanecem no puder e os falsos profetas continuam a pregar.

Lembrando José André - Por Antônio Morais


Está para nascer uma criatura tão humana, caridosa e serva de Deus como José de Pedro  André. Na década de 60 do século passado, Caboclo, pai de uma ninhada de 08 filhos foi a sua casa e queixou-se:  Seu José,  eu vi aqui porque  num verão atravessado desses ninguém paga um dia de serviço, e, os meus meninos estão passando fome.  Vi  pedir um pouco de feijão ao senhor.

José André subiu numa cadeira e retirou da meia parede a última  lata de feijão que restava, despejou 8 quilos num saco e  entregou ao Caboclo. A minha mãe repreendeu: como é que você  tem coragem de fazer uma coisa dessas?  Fiz, dividir com os filhos de Caboclo o que tinha para os meus.

Na madrugada do dia seguinte, um xexéu, num vou rasante, cantava o cântico  que anunciava  a chegada do inverno. Foram três meses seguidos de boas chuvas e a maior safra de feijão da história.

Homem abençoado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

NA MEDIDA, EXAGERO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Afirmar que Ceará e Fortaleza são favoritos para retorno à série A em 2026 é otimismo exagerado.

Depois de rebaixamentos doídos e vexatórios, os dois terão que cruzar enormes tempestades. As quedas trouxeram grandes consequências e ninguém pode oferecer essa garantia. A realidade é bem mais dura do que apontam as idealizações.

PONTOS CORRIDOS X MATA-MATA - Os defensores do sistema mata-mata afirmam que essa fórmula de disputa garante jogos memoráveis. Eu gostaria, sinceramente, de saber onde tiraram essa certeza. Daqui a pouco, vão dizer que esse critério assegura, também, a melhor qualidade do futebol das equipes. Tenho a dizer o seguinte, em defesa do sistema de pontos corridos: entre outras coisas, o modelo facilita o planejamento dos clubes, treinadores, jogadores, investidores, patrocinadores e emissoras de rádio e televisão. 

REJEIÇÃO - Até hoje, apesar das mudanças do jogo, há quem não aceite ponta marcar lateral. Na cultura do torcedor brasileiro, outra rejeição: centroavante voltar para marcar. É aquela velha visão: cada jogador em sua posição e os craques é que decidem. Na questão do ponta, vale lembrar que fomos nós a introduzir (até onde eu sei) o apoio do lateral (Murilo do Flamengo, o pioneiro) para, junto com o ponta, fazer o dois contra um adversário apenas. Daí, o ponteiro se obrigar a voltar para ajudar na marcação. Com um pulo, chegou-se ao 4-4-2 da Inglaterra, em 1966, com dois pontas recuados. 

FRASE - "Futebol é uma religião sem mensagens de salvação". Christian Bromberger.

Manuel Favela - Por Antonio Morais.

Manuel Favela chegou num samba, encontrou um amigo  e perguntou : Você pode completar o dinheiro de uma cerveja pra mim?  Na época a cerveja era 1,50.  O camarada perguntou quanto está faltando e o Manuel  lascou : 1,50.

Tinha  três mulheres em pé, escoradas na parede. Manuel  se dirigiu a primeira :  Você me dá o prazer de uma dança comigo?  Eu não danço com homem: Manuel, deu mesmo certo eu também não. 

Convidou a segunda : Não, eu sou noiva. Manuel, eu convidei para dançar, não foi para casar.  

A terceira aceitou.  A mulher tinha uma perna mais curta do que a outra. Saíram dançando igual dois papagaios  andando  em arreia quente.

A mulher tinha um mal hálito condenado, não tinha cristão que resistisse o bafo. Manuel perguntou : Você tem algum problema na boca? A mulher respondeu : Botei uma ponte nova... 

Manuel emendou, pois tenha cuidado que os meninos estão cagando debaixo.

Em missão jornalística - Por Antonio Morais.

Foto por ocasião da inauguração do açude de Orós, 11.01.1961.

Da esquerda para direita: o jornalista e escritor José de Figueiredo Brito, o juiz Assis leite, Padre Vieira e Pedro Gonçalves de Norões com seu filho, o garoto José Yarley. 

Outro Cratense ilustre que não está na foto, mas foi saudado pelo presidente da republica no ato da inauguração. 

O presidente JK, em cima do palanque, viu no meio da população o Deputado Antonio de Alencar Araripe que era seu adversário politico. 

Gritou ao microfone a todo pulmão : "Deputado Araripe venha para o palanque, o seu lugar é aqui, se não fosse Vossa Excelência essa obra não estava sendo inaugurada".

O Herege de Itaperoá - Postagem do Antônio Morais.

Itaperoá, cidade paraibana do ilustre escritor e dramaturgo Ariano  Suassuna pra tudo tinha o oficial. Galdêcio era o que se podia considerar o herege oficial.

Ele dizia : Se Deus nosso senhor, me garantir até o fim da minha vida, carne de sol, paçoca, rapadura do cariri, agua de quartinha, uma rede e a sombra de um Juazeiro para eu me espreguiçar debaixo, o ceusinho Dele Ele pode dar para quem Ele quiser.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Aparício Torelly - Barão de Itararé.

"Q homem que se vende recebe sempre mais do que vale.

Se há um idiota no poder, é porque os que o elegeram estão bem representados".

SOCIALISTA - Por Antônio Morais.



Individuo preguiçoso e fracassado, que inconformado com os resultados de seus parcos esforços, mas sem nenhuma iniciativa para superar as suas limitações, prefere jogar sobre a sociedade, a culpa do seu próprio fracasso.

Incapaz de admitir seus erros, cultiva a crença de que todos tem alguma divida para com ele, passando então a cobiçar dos outros, tudo aquilo que ele acredita merecer, mas não teve a capacidade de conquistar.

É aquele que  prega a distribuição igualitária da miséria.

Ela queria desejar paz - Postagem do Antônio Morais


A criancinha que ia de banco em banco, estendendo a mãozinha e recebendo acenos  negativos de não. Ela queria desejar paz a cada fiel e não estava pedindo esmola. 

No momento  em que estou vivendo, passa-me pela cabeça essa historinha. Enquanto estudei e vivi entre vocês, sempre, estendia a mão, desatava minha voz, dizia verdades para agrado de uns e desprazeres de outros. Como a criancinha, minha mão aberta era um pedido de esmola:  minha voz ativa era  uma blasfêmia. O silêncio era a indignação.

No silêncio de uma igreja era confundida a intenção da pequerrucho, mas num meio em que eu me achava era tudo claro quando falava. Debalde. Quase Debalde.

Sim porque tenho certeza que muitos entenderam minhas palavras, minhas mensagens.

sábado, 27 de dezembro de 2025

A melhor de Manoel Favela - Por Antonio Morais.

A  melhor de Manoel Favela.

Quando major Bento era delegado do Crato, era expressamente proibido fazer serenata.  

Pego em flagrante quebrava o violão na cabeça do seresteiro e o levava preso.

Uma bela madrugada, Manoel Favela fazia uma serenata com alguns amigos  quando se aproximou o Jeep da polícia. 

Todo mundo correu, só ficou Favela, não aguentava correr de tão bêbado!

O major Bento se aproximou e ordenou:

“Você do violão, me acompanhe”!

Favela! Diga o tom!

O resto, fica por conta dos leitores!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Tua doença é maior do que a dele - Por Antonio Morais.

A pior coisa do mundo é ver o olhar triste de uma criança causada pela fome e miséria. Causada pelas guerras sem sentidos comandadas por homens rígidos e impiedosos que nunca percebem que a guerra só terá fim quando um dos lados desisti.

O tempo não apaga nada. Agente finge que esqueceu. Doe hoje e vai doer mais um pouquinho amanhã 

Pode ser que tempos depois melhore, pode ser que não. Mas, um dia passa, disso tenha certeza. Porque assim como a felicidade não é eterna, a tristeza também não há de ser.

Se você não sente a dor do teu irmão, a tua doença é maior do que a dele.

O MAIOR ANALISTA - Luiz Gonzaga da Silva


Se você notar que seu coração está cheio de impurezas, rancor, às vezes ódio, cobiça, egoísmo, maus pensamentos, idolatria, ofensas, falsidade e até blasfêmia...

Está precisando de um especialista, ou melhor, de um analista, porque você precisa de um desabafo: Deitar e tendo a impressão de que alguém está  ouvindo você. Então você fecha os olhos, deixa a mente no vazio e o seu subconsciente ouve: “Vem! Deite-se no divã ou sofá, que vou escutá-lo e depois darei a minha receita.” “Abra  seu coração! Coloque tudo o que o perturba, o incomoda, o magoa, lhe tira a paz, para fora.” “Liberte-se! Não tenha vergonha de se desnudar diante de MIM. EU sou o analista que pediu. Conheço até a essência do material de que foi criado.”

“EU tenho poder e capacidade de auxiliá-lo para que se liberte da opressão que as impurezas impõem.” “Vou fazer com você uma regressão, não somente até o ventre de sua mãe, mas até o princípio de sua história.” “Pronto! Você viajou muito! Eis o princípio: Observa a paisagem.

Sorri? Está admirado?

Pois isto é apenas uma pequena mostra do que o espera, quando do retorno, após o cumprimento de sua missão. É mais do que o quíntuplo de beleza, do que está diante de você.” “Diga-me agora: É ou não é ilusório, tudo isso que deixou dominar seu coração?”

“Quando retomar o caminho novamente, livre-se de tudo o que avilta e oprime, encha  seu coração de caridade, analise a abrangência do amor, faça-o arraigar-se no peito, deixa-o contaminar todo o seu ser.” “E se nuvens escuras tentarem toldar o sol da sua esperança, lembre-se de MIM e das coisas belas que viu.”

“Se  faltar forças para transpor um obstáculo, ME chame. Olhe bem firme nos MEUS olhos que EU o atenderei e o cumularei de bênçãos.”

“EU sou seu desejo de superação, a sua esperança, o seu escudo. Estou dentro de você”.

Descubra-me!

José de Paula Bantim, o pregoeiro - Por Antonio Morais.

Monsenhor Rubens Gondim Lóssio.

Década de 70 do século passado. Festa de Nossa Senhora da Penha. Noite dos bancários. Muita animação e um leilão concorrido sob a observação de Monssenhor Rubens Gondim Lossio. 

Um arrematava uma prenda e oferecia ao outro. Antônio Luiz Barbosa Filho arrematou uma galinha cheia e ofereceu ao colega Lázaro Fontinele.

O pregoeiro José de Paula Bantim, com o microfone em punho  gritou em alta voz:

Levanta Lázaro, caminha, 

Vem buscar tua galinha.

Foi uma algazarra só do publico presente. Até Monsenhor Rubens que era  bastante serio caiu na risada. 

Cônego Manoel de Araújo Feitosa - Por Robson Pereira Sales, colaborador.

Nasceu em Arneiroz no dia 08 de dezembro de 1886, sendo filho de Leonardo Alves Feitosa e D. Maria Jardilina de Araújo Feitosa.

Iniciou a sua vida estudantil em Canindé em 1900, passando a residir na capital cearense no ano de 1907, ordenando-se em 1912.

Somente em 1917 fixou residência no Crato, onde teve larga projeção no que refere-se à educação e imprensa.

Em 1941 recebeu provisão de vigário de Quixará, onde faleceu a 28 de Dezembro de 1945.

O bom povo quixaraense, que dele recebeu favores espirituais sem conta, quis que os restos mortais de seu pranteado pároco, repousassem no recinto da Igreja Matriz.

A sua trajetória espiritual junto ao povo de Quixará não iniciara-se em 1941. Anteriormente, de 1919 a 1925, atendia convites do povo do lugar, geralmente para celebrar o dia de finados e o Natal.

Com a nomeação de vigário em 1941, já gozava de profundas amizades perante os paroquianos, o que veio a solidificar a grande estima do povo para com o seu líder espiritual.

Foi um homem de “dotes espirituais extraordinários, memória privilegiada, sacerdote exemplar.”

Fonte - "Revista Eclesiástica Brasileira e A Ação”.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Uma bela história de Natal - Postagem do Armando Lopes Rafael.

   Era o entardecer de 24 de dezembro de 1795. Um intenso frio de inverno assolava as regiões da Bretanha, trazendo à lembrança de um pobre camponês a noite santa por excelência em que veio ao mundo o Salvador. Contudo, a situação na qual se encontrava divergia tragicamente daquele primeiro Natal: o cântico dos Anjos não se fazia ouvir, a estrela dos Reis Magos não resplandecia e o olhar materno de Nossa Senhora, unido à benevolência paternal de São José, era substituído pelo ódio de quatro facínoras revolucionários que o tinham amarrado a uma árvore…

   O jovem fazia parte dos fervorosos católicos que habitavam o noroeste da França, designados como chouans, e que em nome da Religião e da monarquia resistiam às violências da Revolução Francesa.Após ter sido barbaramente acossado, ouvia angustiado as troças de seus perseguidores, sentindo a morte próxima pois, nos tempos de uma guerra como aquela, ser um homem capturado significava ser um homem perdido!

— Se eu pudesse, com apenas um tiro, matar mais de mil de tua raça! – vociferava um dos malfeitores.

O prisioneiro, com a cabeça baixa, nada respondia. Também não era necessário que o fizesse; Deus falaria por ele. Eis que uma melodia de cristal rompeu o silêncio daquelas vastidões. Ora graves e solenes, ora agudos e inocentes, ao longe ressoavam os sinos. Surpresos, pensando ser esse um sinal de alarme dos resistentes, os republicanos perguntaram ao chouan do que se tratava.

— É Natal – respondeu – e estão tocando para a Missa da meia-noite.

Natal! Aquela palavra ecoou em seus corações empedernidos, despertando um mundo de saudosas recordações: Missas do Galo assistidas em família, encantadores presépios e luminosas árvores de Natal, músicas de uma candura diáfana, presentes vivamente esperados, saborosos banquetes… enfim, tudo quanto possa ornar um verdadeiro e santo Natal sussurrava-lhes à alma irresistíveis convites à conversão. A inocência, já em agonia naquelas almas, fazia seus últimos apelos… e parecia estar sendo atendida.

Após um eloquente silêncio, os revolucionários dirigiram a palavra ao desafortunado, já com certa compaixão. Perguntaram-lhe de onde era e como se chamava.

— Sou de Coglès e chamam-me Branche d’Or – declarou o chouan.

— Tua mãe é ainda viva? Tens esposa e filhos?

Um gemido rouco foi sua única resposta e, à luz da fogueira, brilhou uma lágrima em sua face. Os soldados, envergonhados, entreolharam-se. Tentavam conter o desejo de soltá-lo, enquanto os sinos continuavam a bimbalhar nas redondezas.

— Podes ir embora – disse o comandante ao contrarrevolucinário, já desatando as amarras.

O bretão levantou a cabeça sem acreditar no que ouvia.

— Vai embora rápido! Foge! Estás livre.

    Ainda pensando tratar-se de mais uma injúria, o chouan ergueu-se e observou por um momento os revolucionários. Uma luz, milagrosa como a estrela de Belém, parecia cintilar no semblante daqueles assassinos. Percebendo ser verdade o que escutava, fugiu floresta adentro rumo à sua aldeia. Fora salvo pelo Natal…Quanta ternura, sublimidade e sacrossanta unção acompanha esta festa. Seus sinos ressoam a todos, mesmo àqueles que se afastaram de Deus. Aos justos ecoa como um hino de consolação; aos pecadores, como um convite a abandonar os vícios mais inveterados. E nós, que faremos das graças deste Natal? 

* Publicado na edição de dezembro/2025, da revista "Arautos do Evangelho"

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO MONSENHOR RUBENS GONDIM LOSSIO - Texto do Armando Lopes Rafael.

Sua saída de Crato.

Neste 27 de Maio de 2024, se vivo fosse estaria comemorando o centenário de nascimento.

Desgostoso com o desmembramento feito na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, a qual ficou reduzida a poucos quarteirões no centro de Crato, em 1969, Mons. Rubens deixou a Diocese do Crato e fixou residência na cidade de Recife, Pernambuco, onde veio a ocupar o cargo de Magnífico Reitor da Universidade Católica de Pernambuco, de Janeiro de 1971 a Janeiro de 1978.

Sobre seus últimos dias, o cronista Antônio Alves de Morais escreveu, recentemente, que ele pediu dispensa do estado clerical e, depois de obtida essa permissão, casou no dia 22/12/1978 com a pernambucana Vitória Maria Leal.  

Do seu casamento nasceu, em 13 de maio de 1980, uma filha, registrada pelo nome Delane Maria Leal de Lossio.

Rubens Gondim Lóssio faleceu em Recife, em 04 Abril de 2005, legando aos pósteros o exemplo de um cidadão honesto e inteligente, profundamente devotado ao serviço da comunidade. 

Ainda hoje seu nome é lembrado com profundo respeito pela comunidade cratense, a quem serviu com competência e idealismo, por várias décadas da sua profícua existência.

Foto do Monsenhor, sua filha Delane de Lossio e suas três netas.

ATÉ O PAPAI AQUI PODE SER CANTOR - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Os recursos tecnológicos criaram uma torrente de "artistas", candidatos a "celebridades". Para ser cantor, por exemplo, as máquinas fazem a música sozinhas. Existem filtros que afinam a voz de qualquer desafinado, rompendo a fronteira entre a arte e a fraude. Dando uma "filtrada" na voz, até o papai aqui pode arriscar uma de cantor, interpretando uma guarânia bem dolente. 

É BONITO, É BONITO. Alguns teóricos defendem que no futebol se torce mais pelo resultado. Nada mais equivocado. Isso é visão de resultadistas. Nenhuma torcida dispensa a boa qualidade do futebol do seu time, o delírio provocado pela beleza do jogo. Quem frequenta estádio sabe que ninguém resiste ao espetáculo grandioso e encantador praticado pelo craque. No futebol, a beleza é fundamental porque só os placares não bastam. 

VARRER A CALÇADA. Só acreditamos que o Brasil dará um passo à frente, quando cada um resolver varrer sua própria calçada. No cenário atual, em suas altas esferas, a única contribuição dada para o País é no sentido de desorganizar o povo. 

FRASE. "Não há o direito de punir. Há o poder de punir". Linspector.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Capela de Santa Teresa de Jesus: importante patrimônio histórico de Crato – por Armando Lopes Rafael


O Cardeal João Braz Aviz, Prefeito da Congregação para os Religiosos,  visitou a capela de Santa Teresa, de Crato, em 21 de outubro de 2014

   Há quase cem anos era inaugurada, na cidade do Crato, a capela de Santa Teresa de Jesus. Felizmente esta igrejinha está conservada, mantendo sua originalidade, até os dias atuais.  A pequena capela foi entregue ao povo católico da “Cidade de Frei Carlos”, num dia 31 de outubro, aniversário de nascimento e de sagração episcopal de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo de Crato, coordenador da construção deste templo.

      Devemos a construção dessa capela à Cruzada Carmelitana, uma associação religiosa existente em Crato, fundada em 1914, pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, Padre Quintino, o qual, um ano depois, seria eleito primeiro bispo da nossa diocese.

     A Cruzada Carmelitana era formada por senhoras e jovens da sociedade cratense. Além da parte religiosa, seus membros desenvolviam uma grande ação social na comunidade. Na prática religiosa, basta destacar que as festas de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e Santa Teresa d’Ávila (15 de outubro) eram comemoradas com grande pompa, precedidas de Tríduo Festivo e encerradas com uma missa solene. Tudo acompanhado pelo Coral das Teresinas, onde se sobressaía a maravilhosa voz de Iraídes Gonçalves. De tudo isso só nos resta as gratas lembranças e os registros históricos...

    Foi notável o empenho da Cruzada Carmelitana na construção da sua capela. As ricas obras talhadas em madeira de lei (altar-mor, quatro nichos laterais, confessionário, sólio episcopal, bancada e grade do altar) foram esculpidas por Mestre José Lucas, conhecido artesão cratense. Tão bonito é o sólio episcopal que, posteriormente, foi este cedido à Sé Catedral, onde ainda hoje está, tendo servido aos seis bispos da Diocese do Crato.

    As imagens da capela foram adquiridas na Itália. No altar-mor está o “Trio Carmelitano”: Santa Teresa d’Ávila pontifica como padroeira, tendo ao seu lado Nossa Senhora do Carmo e São José. Os quatro nichos laterais abrigam as estátuas de São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Geraldo e São Quintino.

    Toda a construção e acervo da capela de Santa Teresa foram viabilizados no primeiro quartel do século passado, quando o Crato vivia longe (quase isolado) dos grandes centros do Brasil. Naqueles tempos, as estradas e os meios de comunicação eram precários e a nossa economia dependia unicamente do produzido nas fainas agrícolas e na incipiente pecuária da época. Mas o importante é que o povo tinha fé! Tanta, que este pequeno templo aí está, para atestar o sentimento católico da população daquele tempo.

      A capelinha - talvez por desígnio da Divina Providência - resistiu às más administrações públicas do Crato, responsáveis pela destruição de prédios históricos, a exemplo de todo o quarteirão da Rua Miguel Limaverde. Resistiu às falsas ideias de modernismo, que tiveram seu auge na medíocre década 60, após a construção de Brasília. Resistiu até aos tempos confusos pós Concílio Ecumênico Vaticano II, tempos esses felizmente encerrados com a eleição do Papa João Paulo II, para a Cátedra de São Pedro, em 1978.

      Pouca gente sabe: essa capela é propriedade da Diocese do Crato, e está, há longos anos, sob a custódia da Congregação das Filhas de Santa Teresa, que souberam conserva-la em toda a sua originalidade.
Altar-Mor da Capela de Santa Teresa de Jesus, em Crato

NA MEDIDA, O NEGÓCIO É SÉRIO - Wilton Bezerra, comentarista generalista

 


Na sociedade do desempenho e da vitória, não há mais paciência para derrotas e irregularidades. A paciência acaba e surge a esquizofrenia O futebol reflete nossa sociedade. Ou se é bem sucedido ou se estará, irremediavelmente, alijado. Te cuida, gente boa. 

MULTIDÕES - As multidões não têm cor, nem condição humana. Costumam ser impiedosas e manipuláveis. O estalar de dedos de um líder irresponsável basta para atiçar a sua ira e provocar tragédias. 

GRAVE - Não duvidem porque o momento é grave. Quando, muitas vezes, a gente se coloca contra a opinião geral, é aconselhado a não ser muito sincero. E bate a sugestão: "pega leve, parceiro, você pode se complicar". Medo, medo, medo. 

OLHO VIVO. O poder está perdendo legitimidade, rapidamente. Isso não é ruim, é péssimo. Estopim para muita agitação. Olho vivo no lance. Estou alertando para que depois não me venham com a história de "eu quero mamãe". 

FRASE. "Com o tempo, o mito vira realidade e a realidade vira mito. Dando-se mais um pouco de tempo ao tempo, a verdade aparecerá". Veríssimo.

A tradição das festas dos santos padroeiros dos municípios caririenses – por Armando Lopes Rafael

    

Nossa Senhora da Penha de França. Padroeira de Crato e de toda a vasta Diocese de Crato

       A bem dizer, a Igreja Católica foi a bússola usada para guiar as populações caririenses desde o povoamento do Sul do Ceará.  Missão Velha e Crato – as duas mais antigas povoações do Cariri – nasceram como frutos do trabalho evangelizador dos frades franciscanos capuchinhos, que aqui atuaram a partir do início do século 18, ou seja, na primeira década de 1700. Passados 324 anos, a conduta dos caririenses – sua cultura, mentalidade, usos e costumes, enfim, muito do que diz respeito à prática religiosa do nosso povo – deve-se a sua relação com esses missionários franciscanos que habitaram entre nós, nos primeiros tempos de colonização.

        Ainda hoje, nossas cidades são tituladas, e até conhecidas, pela herança da evangelização católica. A “Terra do Padre Cícero ou “A Terra da Mãe de Deus” (Juazeiro do Norte); “A Terra de São Raimundo Nonato” (Várzea Alegre),  “A Terra de Santo Antônio” (Barbalha); “A Terra de São José” (Missão Velha) ou “A Cidade de Frei Carlos” (Crato), são os exemplos mais conhecidos. Mas é comum, à entrada das cidades caririenses, a existência de arcos ou monumentos dedicados aos seus padroeiros. Falar em Padroeiros, as suas festas representam, ainda hoje, grandes manifestações coletivas de fé e interação social. Algumas têm registros no nosso patrimônio histórico.

       Festas como a de Nossa Senhora da Penha (a “Imperatriz e Padroeira de Crato”, como reza a tradição quase 300 anos), a de São Raimundo Nonato (Padroeiro de Várzea Alegre), a de Nossa Senhora das Dores (Padroeira de Juazeiro do Norte) e a de Santo Antônio (Padroeiro de Barbalha) obtêm grande repercussão nacional e são divulgadas pela grande mídia televisiva do Brasil. 

       Mas não só estas. Repercussões menores, mas também significativas, atraem multidões . como a Festa de São José (Padroeiro de Missão Velha e Potengi); Santa Teresa D’Ávila (Altaneira), Santo Antônio (Antonina do Norte, Araripe, Barro e Jardim), Nossa Senhora das Dores (Assaré e Jamacaru), São Pedro (Caririaçu), Senhora Santana (Jati e Santana do Cariri), Nossa Senhora da Conceição (Mauriti e Porteiras, Farias Brito), Nossa Senhora dos Milagres (Milagres), São Sebastião (Nova Olinda). Todas essas cidades realizam festejos significativos paras seus Patronos e Patronas.


Triste Brasil. Um país que escolheu andar em círculos - Por David Gertner

Há países que tropeçam. Outros param. O Brasil parece ter aprendido a andar em círculos.

No primeiro quarto do século XXI, enquanto o mundo emergente se transformava — com avanços desiguais, contradições e crises — o Brasil permaneceu preso a uma promessa que nunca se cumpre por inteiro. Crescemos pouco, disputamos muito, desperdiçamos energia, tempo e talento. E, sobretudo, naturalizamos a estagnação como se fosse destino.

Em 2000, o Brasil era visto como uma potência em formação. Tinha dimensão continental, recursos naturais abundantes, população jovem, mercado interno robusto e instituições democráticas recém-consolidadas. Falava-se em “país do futuro” com um otimismo que ainda não soava irônico. Vinte e cinco anos depois, o futuro parece sempre adiado.

Enquanto isso, outros países emergentes — com menos território, menos recursos naturais e, muitas vezes, menos vantagens iniciais — avançaram.

A China transformou-se na segunda maior economia do mundo, multiplicando seu PIB per capita por mais de dez vezes desde os anos 1990. A Coreia do Sul, que era mais pobre que o Brasil nos anos 1960, tornou-se referência global em tecnologia, educação e inovação. A Polônia, que saiu do comunismo nos anos 1990, hoje cresce de forma consistente, integra cadeias produtivas europeias e exibe indicadores sociais melhores que os brasileiros.

Mesmo na América Latina, onde os desafios históricos são semelhantes, o contraste é incômodo. O Chile — com todas as suas limitações e tensões sociais — construiu instituições mais previsíveis, reduziu a pobreza de forma duradoura e manteve estabilidade macroeconômica. O Uruguai avançou em governança, educação e qualidade institucional. A Colômbia, apesar da violência histórica, conseguiu maior integração internacional e maior dinamismo econômico.

O Brasil, não.

Nos últimos 25 anos, o crescimento médio do PIB brasileiro foi medíocre. A renda per capita praticamente estagnou. A produtividade avançou pouco. A educação básica segue entre as piores do mundo quando comparada a países de renda semelhante. A infraestrutura permanece precária. A desigualdade diminuiu por um período, mas voltou a crescer, enquanto a pobreza estrutural persiste.

Nada disso é fruto do acaso.

O Brasil escolheu reiteradamente o curto prazo. Escolheu o populismo fiscal, de esquerda e de direita. Escolheu promessas fáceis, narrativas redentoras, inimigos imaginários. Escolheu governos que culpam o passado, o mercado, o exterior, as elites, o povo — qualquer um, menos a si mesmos.

Enquanto países emergentes investiram de forma consistente em educação de qualidade, ciência, tecnologia e integração produtiva, o Brasil investiu em retórica. Enquanto outros fortaleceram instituições, o Brasil as tensionou. Enquanto alguns planejaram o futuro, o Brasil brigou com o presente.

A corrupção — antiga, sistêmica e transversal — não explica tudo, mas corrói o essencial: a confiança. E sem confiança não há investimento, não há pacto social, não há horizonte compartilhado. A impunidade seletiva reforça o cinismo. A polarização transforma adversários em inimigos. A política vira espetáculo, e o país, plateia cansada.

Talvez o mais triste não seja o fracasso relativo, mas a normalização dele.

Acostumamo-nos a crescer menos que nossos pares. A aceitar serviços públicos ruins. A conviver com violência crônica. A tratar desigualdade como paisagem. A repetir que “o Brasil é assim mesmo”, como se fosse um fenômeno natural, e não o resultado de escolhas reiteradas.

Triste Brasil não porque seja pobre — não é. Triste Brasil porque desperdiça o que tem. Porque troca projeto por improviso. Porque confunde esperança com ilusão. Porque segue acreditando que carisma substitui gestão, que slogans substituem políticas públicas, que promessas substituem resultados.

Ainda há tempo, dizem. Sempre há. Mas o tempo não é infinito. Outros países emergentes mostram que não existe milagre, apenas trabalho consistente, instituições sólidas, educação séria e responsabilidade fiscal e social.

O Brasil não precisa ser o melhor do mundo. Precisa apenas deixar de ser refém de si mesmo.

E isso exige algo raro entre nós: maturidade.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Deus é fiel - Enviado por José Francisco, residente em Luanda.

 

Uma Jovem cristã orava bastante e vivia consoante a palavra de Deus. O seu esposo chegou de falecer, então a família do ex marido dela começou a recuperar tudo que era do malogrado, levaram quase tudo e ela apenas tinha restado com a Casa do Ex-marido, mas a família quiz recuperar até o quintal então eles começaram a disputar a casa até que decidiram que tinham que levar o caso à Justiça do país.

A família contratou um advogado para a defender, mas a jovem não contratou ninguém porque ela não tinha dinheiro para pagar um advogado. No dia do julgamento no tribunal, antes de ela sair para ir ao julgamento orou à Deus e disse: Pai eles levaram tudo, e agora querem me deixar sem a casa, senhor tú és Deus. 

Confunda-os e age de qualquer forma para que eu possa ter a posse da casa.

Depois saiu e foi ao tribunal, sem mesmo contratar um advogado, ela aplicou a fé.

O advogado da família do malogrado apresentou-se e, começou a defender o caso e já estava a ganhar o caso e na vez da Jovem a porta do tribunal abriu-se e entrou um jovem Advogado, se apresentou, ninguém havia visto aquele jovem antes, ele defendeu o caso, ganhou o caso e o Juiz decidiu que a casa ficaria com a Moça.

Logo depois o advogado da moça saiu pela porta do tribunal, a jovem correu para lhe agradeçer mas não lhe viu, infelizmente o Jovem advogado tinha sumido, era um anjo enviado.

Deus é fiel. Ele é muito bom.  Ele é o nosso advogado.

Quatro horas da manhã - Por José Augusto de Lima Siebra

Nesta hora me levanto,
Como é linda a natureza!
O galo solta seu canto,
A lua no céu acesa.

Chama o sol o caburé,
Gargalha o gordo jacu,
Qual sentinela de fé
Apita logo a nambu.

Muge a vaca no chiqueiro
E vai da cama se erguendo.
Se levanta o bom vaqueiro
E vem na cuia batendo.

Vai o céu iluminando
Seu manto de pedraria
As estrelas se apagando
Para dar entrada ao dia.

Nas árvores frondosas
Solta seu canto o xexéu
E as estrelas medrosas
Vão se escondendo no céu.

Surge além no horizonte
O incêndio da alvorada
Doura a cabeça do monte
Sua noiva coroada.

Vem o sol com seus eflúvios
E seu raio que mais brilha,
Vai coroando de luz
A fronte de minha filha.

As avezinhas garbosas
Vão desprendendo seu canto
E saudando com firmeza
O lindo festão do campo.

sábado, 20 de dezembro de 2025

NA MEDIDA, FUTEBOL TOTAL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


A bola de pé em pé, a partir da defesa, jogadores sem posições fixas, em uma dinâmica própria na disputa por cada espaço de campo, como se fosse em um campo de futebol Society. Podem pensar que isso foi invenção de Guardiola, não? Nada disso. A obra é de um gênio holandês chamado Cruyff, que enxergou, antecipadamente, para onde ia o futebol. Além disso, foi um craque que quebrou regras, a ponto de bater um pênalti em dois tempos (não foi Messi que inventou). Não ganhou, com a seleção holandesa, uma Copa do Mundo. Mas, conquistou o futuro.

MESSI X MARADONA, DIFERENÇAS - Messi foi sempre uma figura de tranquilo comportamento. Casou com a namorada de infância e ficou longe de posições politicas. Maradona refugiou-se nas drogas. Na Cúpula das Américas, posou ao lado de Hugo Chávez. Também, fez tatuagem de Fidel Castro e Che Guevara. Só uma coisa os dois craques argentinos fizeram de forma semelhante: poesia com os pés. 

TALENTOS - Por que o futebol sul-americano continua a ser um fornecedor de pé de obra para o mercado mundial? Porque os jogadores desse lado do Planeta têm únicas e especiais características. Daí, são admirados. O ruim é que cedo batem asas e vão encantar plateias mundo afora. Uma mostra de que vender os próprios talentos não é sinal de riqueza e, sim, de pobreza. 

FRASE - "Qualquer dia, vão dizer que o goleiro que joga bem com os pés é um falso 1”. Tostão.

É mesmo assim - Por Antonio Morais.

 "Nunca se iluda, gente ruim não muda. Você espera que a pessoa amadureça e ela vai lá e apodrece.

Muitos irão gostar de você apenas enquanto puderem te usar, a lealdade termina quando os benefícios acabam. A ingratidão é o preço do favor não merecido.

Nada que eu posto é pessoal, muito menos direcionado a alguém. São simples mensagens, frases, imagens, piadas e brincadeiras, para fazer rir e passar o tempo.

Há tanta falsidade que a vida nos faz acreditar que caminhar sozinho nem sempre é o mal maior".

ENIGMAS DO VERBO SONHAR - Por Edmilson Alves.


A noite vadia, em meus sonhos, insiste em me trazer você a meus pensamentos! Tarde da noite, sonhando, acredito que, em algum lugar, você está me esperando.

A expectativa, em meu sonho é de que, você vem vindo ao meu encontro. Sonhando em meu quarto, falo sozinho quando, estou sonhando.

No silêncio surdo, sem voz, fico mudo, ninguém me escuta. Só minha alma é minha companheira, mesmo assim, viaja. Viajando sai de mim em busca de meus sonhos.

Fico no meu quarto, falando sozinho, em meu sonho, e, acordo fingindo que você esteve comigo...

Quando agente ama, ate finge que está sonhando. Pra rever o que se passou no sonho, será o amor que sonhamos.

São tantos desafios, mesmo sonhando. São anelos com atributos superficiais, porque estão, apenas, em meus sonhos, quando estou sonhando imagino fantasias, engôdos, porque estou sonhando...

Na vida real... Eu não sei. Sei? A cintilação da luz não oculta o amanhecer, mas, oculta o frenesi que, geralmente, sinto em meus sonhos, são delírios que sinto por você!

José Gonçalves Bezerra, Zezito e a esposa Toinha Bezerra - Por Antonio Morais

Eu peço permissão para contar uma historinha do Zezito, o homem mais humano, bom e amigo que se ouviu falar naqueles tempos. 

Um varzealegrense que não revelo o nome nem sob tortura chegou em São Bernardo num período de safra ruim para emprego. 

Depois de certo tempo estava devendo a pensão que ocupava e se desesperou. Procurou Zezito e contou sua historia. 

Zezito lhe perguntou, o que  você deseja que eu faça por você? 

Eu quero que você me empreste uma quantia para eu pagar umas pendências e voltar para Várzea-Alegre. 

De lá eu te mando. 

Informado a importância Zezito entregou o numerário. 

Quando o rapaz chegou na pensão estava a convocação para um emprego que havia agendado. 

Um mês depois recebendo o primeiro ordenado procurou Zezito para pagar a dívida. 

Zezito falou : Você já está podendo pagar? Já resolveu seu problema? Eu pensava que você tinha retornado a nossa terra?

O nosso sertanejo quitou a divida monetária, agradeceu, ficou devendo o obséquio, a consideração e a gratidão. 

Hoje, conta esta história bonita, solidária, humana que honra o nosso inesquecível José Gonçalves Bezerra, Zezito.

Crônicas e contos - Por Antônio Morais.


O farmacêutico Teófilo Siqueira estava em sua farmácia quando entrou um camarada bem afeiçoado, de terno, chapéu de massa, anéis nos dedos, óculos escuro, disposto a zoar com velho farmacêutico.

Foi entrando e informando que estava com um grave problema de saúde. Havia perdido o paladar e a memória, estava a precisar da medicação "Podela". Ele falava e ria ao mesmo tempo, como quem estivesse debochando do velho Teófilo.

O farmacêutico se comprometeu em manipular um medicamente até o outro dia, e, partiu para a ação. Apanhou uma "merda seca" pilou bem, transformou num pó, produziu duas pílulas milagrosas e guardou na prateleira.

No dia seguinte, o caboclo entra na farmácia com o mesmo ar debochado, rindo da cara do Teófilo e perguntou : Conseguiu manipular o medicamento?

O velho Teófilo apanhou e entregou : O caboclo abriu o pacote, tirou uma das cápsulas, colocou na boca e reagiu com um grito retumbante : Isso é merda! O velho Siqueira emendou : É "o pó dela"

O farmacêutico respondeu pausadamente : Já recuperou a paladar e eu aposto que você jamais vai esquecer que, um dia, comeu merda.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Coisas do Sr. Pedro Felicio Cavalcante - Por Jose Ronald Brito

Foto - Pedro Felício Cavalcante.

Quando o Coronel Adauto Bezerra assumiu o governo do Ceará em 1976, não ficou pregando aos quatro cantos as dívidas herdadas. Se os administradores que entregam o poder, sempre deixam, o Estado devendo, roubando ou não! Aqueles que os sucedem ficam só falando em pagar dividas, passam os quatro anos e não fazem nada.
Apesar das diferenças políticas, mas reconhecendo a respeitabilidade de um adversário político, o Cel Adauto solicitou o comparecimento do Sr. Pedro Felício, prefeito eleito do Crato a Fortaleza para uma audiência.
Á época eu trabalhava no gabinete do governador e quando o Sr. Pedro Felício chegou logo me reconheceu, pois eu morei grande parte da minha vida adolescência na casa de tio Vicente Bezerra, que foi a vida toda funcionário do Banco do político, o Caixeiral do Crato.
Acompanhei o Sr. Pedro até o governador, o assunto eu já sabia! O governador como político experiente já sabia das dificuldades que os novos gestores dos municípios iriam encontrar, então mandou o Banco do Estado do Ceará, criar uma linha de credito a juros módicos e pagável em dez anos.
Quando o Sr. Pedro Felício saiu da audiência, eu perguntei:
E aí Sr. Pedro, deu tudo certo?
E ele:
Com o Adauto sim, mas com o Banco não! Eu não vou fazer dividas para os outros pagarem.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

TOQUE DE FELICIDADE - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Além dos habituais desejos de feliz ano novo, uma dica para que você sinta uma sensação instantânea de felicidade. O truque (científico) é o seguinte: procure ouvir uma música do tempo mais feliz de sua vida. Basta escolher uma canção de um período de bem-aventurança, alegria, prosperidade. É batata. Você será sempre feliz ao escutá-la novamente. Eu, por exemplo, fico tomado por uma aura de contentamento quando escuto "Alegria, Alegria", com Caetano Veloso. Faço uma viagem a uma boa época. 

INCÔMODO - Nada pior que acompanhar a marcha dos tolos desse País. Eles são de uma raça que nunca acabará. Tratados como burros e ignorantes por discursos mentirosos e repetidos. Não reconhecem a própria miséria e, pasmem, se mostram felizes por serem enganados. 

SUGESTÃO. Querem saber de uma coisa? Não tentem passar 2026 tentando corrigir o que não deu certo em 2025. Se você agir assim, estará postergando conquistas para 2027. "Fica a dica", como diria o diácono Gleudson Rosa. 

FRASE. "Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da hipocrisia". Mário Quintana.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

ENCONTROS DE VELHOS AMIGOS - Por Antônio Morais.


Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há anos. Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto: Osvaldo, sua bichona! Quanto tempo! E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Osvaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

Você vai pra delegacia! - Disse o policial que costuma frequentar o mercado. Eu sem entender nada, perguntei: - Mas o que que eu fiz?  "HOMOFOBIA"! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homossexual. 

Nessa hora antes mesmo de me defender o Osvaldo interferiu tentando argumentar :  Que isso doutor, o quatro-olhos aí é meu antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!

Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?  Isso doutor, é coisa de criança! E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Osvaldo :  Então você tá detido também.

Aí foi a minha vez de intervir : Mas meu Deus, o que foi que ele fez?  "BULLYING"! Chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola. Osvaldo então se desesperou.

Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-Pato chegando perto da gente com uma braçada de carnes na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-Pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Osvaldo algemado já chegou falando: Que porra é essa Negão, que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, fomos os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por "HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO".

Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!

Que tempos, que costumes - Por Antonio Morais


Lampião em Várzea-Alegre.
Todo matuto tem horror aos que em razão do oficio, são severos na aplicação das leis. Conta-se que um dos muitos fiscais do consumo que vivia a percorrer a terra e que, de posse de um mandato de segurança e um ordenado fabuloso, foi esbarrar em Várzea-Alegre. Um conterrâneo não podia transportar um saquinho de arroz num jumento que era taxado de contrabandista e intimado a recolher o imposto. A derramar o terror pelo sertão, andava também o rei do cangaço, o famigerado Lampião, o qual havia se hospedado em Juazeiro do Norte com honras de capitão da legalidade. Que tempos.

O nosso matuto, fazendo uma negociação clandestina, enforcava na algembrada de sua casa, uma garrafa que, vista de certa distancia, era um chamariz para os compradores da teimosa. Pois bem, atraído a um destes recantos da fraude e da sonegação do imposto, é que foi até ali um senhor desconhecido. Quem era? Pelos modos, o homem era grande, porque se apresentava altivo, arrogante e de sobrolho carregado. Trazia um bonito chapéu, lenço perfumado, e vários anéis nos dedos. Chega. E como galã de cinema se apeia. E com esses ares de grão-senhor vai logo entrando de bodega adentro. Não diz bom dia. Não dá confiança a ninguém. No interior da casa, porque se deparasse com duas garrafas de qualquer droga, as quais descansavam em cima de um balcão feito com vigor de pau darco, indaga com voz de autoridade: O senhor tem aguardente? Tenho Nhor sim, responde com voz soturna o pobre homem.

Ah! Ao falar em corda na casa de enforcado, um estranho frio invade a alma do bodegueiro. Todo o seu ser tremeu como se lhe tremesse a própria terra. E desmaiado, voz difícil, começa a defender-se: Meu amigo, tenha pena dos meus filhinhos, isso aqui que o Senhor está vendo não é bodega, eu só tenho, acredite, essas duas garrafas e esta cestinha de cigarros, porque a roça que botei na quebrada da Serra Negra a lagarta comeu. Não me multe, Senhor Fiscal.

O interlocutor estranho que já estava de boca aberta em sinal de grande pasmo desata uma bruta gargalhada. Depois, olhando o suplicante sem lhe desfitar os olhos, lhe diz: Quem o Senhor pensa que eu sou? Não rapaz, eu não sou fiscal. Eu sou Lampião.

Lampião!?

O homem ri fazendo uma ligeira contração nos músculos faciais. E voltando a vida, faz camaradagem com Lampião com quem conversa animadamente, graceja, bebe e fuma cigarro sem selo.

Croniqueta - Por Antônio Morais.

 


Com o tempo, você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama ou dizer que sente falta, dizer que precisa ou que quer ser, junto de um caixão deixa de fazer sentido.

Por isso recorde sempre estas palavras:

O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde. Exatamente quando: "Já não há mais tempo".

Não se iluda com o sorriso, a maldade está na mente.

Seu Elói - Por Pedrinho do Sanharol.

A história da radiofonia do Crato passa por Eloi Teles de Morais. Com os seus programas "Coisas do meu Sertão e Forró da casa grande" através das Rádios Educadora e Araripe levou diversão e muita alegria às multidões.

No dia 10 de Dezembro de 1971 Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima celebrou o meu casamento. Passei a residi na rua Major Evangelista Gonçalves no Pimenta, em Crato.

Vizinho de Elói Teles de Morais. Ele diretor artístico da Rádio Araripe do Crato, a pioneira. Elói era uma pessoa gentil, educação esmerada, tratava as pessoas com lhanesa e irradiava alegria e felicidades. 

Nossas conversas eram muito agradáveis. Ele tinha um jeito só dele de fazer as publicidades dos seus programas.

Nada gravado, tudo improvisado. Um dia ele me contou uma história que eu nunca esqueci.

Elói me falou que precisava ir ao Juazeiro do Norte comprar uma ferramenta que não encontrava em Crato, no mesmo horário que tinha que está na rádio apresentando o programa "Coisas do meu sertão". 

Fez a abertura, mandou colocar o disco com a música "Triste Partida", pegou a Brasília e chispou para o Juazeiro. 

Quando voltou ainda tinha gente subindo no caminhão.

Elói Teles era um gênio da graça e do humor.

Dr. Marchet Callou - Postagem do Antônio Morais.

O Dr. Marchet Callou foi o primeiro dentista do Cariri, aqui chegando em 1937. Era uma extraordinária figura humana: bonachão, poeta de rara sensibilidade, escritor, orador, boêmio no bom sentido,  desapegado das coisas materiais. 

Em todo universo, Marchet Callou fazia uma coisa que somente ele sabia: em vez de colocar inseticida para as formigas do seu jardim, ele colocava açúcar  para alimentá-las. 

Em telefonema para o Padre Agostinho Mascarenhas pediu que, em face da pressa, uma confissão urgente.

Diante do confessor, Marchet Callou  disse para espanto do padre: Eu só tenho um pecado, mas o cometo todo dia: jogo no bicho e nas loterias em geral.

Isso não é pecado, mas uma contravenção penal, vá na capela e reze cinco "Ave Marias" de penitência. Seu pecado está perdoado.

Marchet ao abrir a bíblia encontrou um papelzinho com o numero 31, escrito.

Olhando para esposa Elba Marchet disse : "Um palpite". E, lépido saiu para jogar aliviado  com o perdão do seu confessor.

PRINCESA ISABEL - Postagem do Antônio Morais.

 "Fomos expulsos de nossa terra, onde nasci, cresci e fiz o que achei possível dentro de minhas possibilidades como mulher junto ao meu pai e seus ministros." 

"Espero que os militares tenham um dia a consciência que ter um cargo de poder, significa servir ao povo, não que o povo lhe sirva." 

Princesa Isabel, 1895.

Arguída, já no exílio, que se adivinhasse que perderia o Trono, teria assinado a Lei? 

"Quantos tronos houvesse a cair, eu não deixaria de assiná-la.”

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Bourbon e Bragança posteriormente de Orléans e Bragança, a Princesa Isabel, nasceu no palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1846.

Igualmente iguais - Por Antônio Morais.

 

Lula e Jair Bolsonaro são igualmente iguais. Igualmente ruins. Entre os dois não existe mal menor. Quando vejo um falando torço pelo outro, quando vejo o outro falando torço para que seja o derrotado. 

Comigo não há problema porque não voto pra nenhum deles. Minha decisão está tomada. Não tenho predileção por politico malandro, pilantra e corrupto. 

Quando vejo Bolsonaro falando sinto vontade de vomitar. 

Quando vejo o Lula vomito.

Chega. Desisto. Com os dois o Brasil não terá  jamais um futuro promissor.

O povo merece, tanto que está brigando nas ruas e praças por seu malandro predileto. 

Que faça bom proveito.

Crato era uma cidade rica de cultura e festivais - Postagem do Antônio Morais.


O Crato era uma cidade muito rica de cultura. Os jovens bem mais aplicados e comedidos dedicavam e ocupavam o seu tempo com estudos que iam das matérias escolares aplicadas pelos mestres a composições de musicas e a participação em festivais no final dos anos 60 e inicio dos anos 70.
“A nossa memória não se constitui de um momento para outro, mas, ao longo de um processo histórico e de vida, e assim, não é algo que se complete ou finalize, pois a alteração, a incorporação, a seleção e o esquecimento são características desse fenômeno. 
A música é apenas um dentre vários elementos constituidores e presentes em nossas memórias. Não é raro que, ao ouvirmos uma canção, ela nos transporte no tempo ao encontro de um ambiente – de trabalho, de estudo-, de uma situação vivida, de uma pessoa, de um evento. 
Isso ocorre se determinada música estiver ligada a alguma experiência de vida e que, por termos experimentado, tenha um significado para nós".
A grandeza dos festivais era proporcional a distinção e elegância dos apresentadores Heron Aquino e Gigi Maciel Lopes, foto.

Josefa Alves de Morais., madrinha Zefa - Por Antôno Morais.

 

Neta de José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol e de Antônia de Morais Rego. Filha de Isabel de Morais Rêgo e Francisco Alves de Morais. Um casamento de uma tia com um sonbrinho 23 anos mais velho do que ela.

Casada com seu primo legitimo Pedro Alves Bezerra. Do casal nasceram seis filhos : Maria, Francisco, Ana, Luiz, José e Joaquim. 

Madrinha Zefa foi a mais bela criação que o Criador deixou para nossa família. Magra, estatura média, morena, cabelos pretos, de brandura cândida, gentil, humilde, fraterna, mente e mãos benfazejas e coração magnânimo.

Religiosa vocacionada. Madrinha Zefa foi aquela que teve verdadeira e perfeita caridade, que em nada se buscou a si mesma, que de ninguém teve inveja e que procurou sobre todas as coisas ter alegria e felicidade em Deus.

Aprendi com ela que a prece é a escada de Jacó, por ela sobem aos céus as nossas agonias, aflições e sofrimentos, por ela descem a graça, a benção e redenção de Deus.

Madrinha Zefa era uma Santa Viva, e deve está ao lado de Deus no Céu, gozando o prêmio de suas eximias virtudes em vida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

22 de Junho de 1937, fundação do Rotary Club do Crato - Postagem do Antonio Morais.

Sentados da esquerda para direita : Dr. Miguel Lima Verde, Dr. Otacilio Macedo, Dr. Irineu Pinheiro, Dr. Antonio de Alencar Araripe, Dr. Antonio Macario de Brito, Dr. Décio Teles Cartaxo, José Eurico Ribeiro da Silva.

Em pé da esquerda para direita : Dr. Ivan Ramos, Perentino Maia, Plinio Cavalcante, Hélio, visitate originario de Juiz de Fora - Minas Gerais, José Barbosa, Cândido Monteiro e Dr. Jefferson Alburquerque. 

O Rotary Club do Crato foi fundado em 22 de Junho de 1937, foi Registrado em Rotary Internacional sob o número 7810 em 15 de Agosto do mesmo ano. 

A sua Carta Constitutiva foi entregue em 18 de Fevereiro de 1938, por uma caravana de Rotarianos do Rotary Club de Fortaleza, composta dos seguintes membros: Carlos Ribeiro Governador do Distrito 72, na época o único distrito existente no Brasil; Thomaz Pompeu de Sousa Brasil, Abnedago Rocha Lima, Edgar Dutra Nunes, Germano Ponte, Alberto Craveiro, José Thomé de Sabóia, Raimundo Girão e José Pompeu de Sousa Brasil.

O seu primeiro quadro de sócios foi assim constituído: Irineu Nogueira Pinheiro Presidente, Ivan Ramos, Pergentino Maia, Plínio Cavalcante, Hélio José Barbosa, Cândido Monteiro, Jefferson Albuquerque, (Jefferson foi Governador do então Distrito 26 no período de 1940 a 1941, hoje Distrito 4490 a que o clube do Crato pertence), Miguel Lima Verde, Otacílio Macêdo, Antônio de Alencar Araripe, Antônio Macário de Brito, Décio Teles Cartaxo, José Eurico Ribeiro da Silva, João Batista de Siqueira, Ernani Silva, Elmar Silva, Álvaro Esmeraldo e Álvaro Garrido.

Eleição municiapal do Crato, 1962 - Por Antônio Morais.

 

A história politica antiga do Crato é muito boa de contar, gostava de ouvir e rica de folclore.  

Nas décadas de 40 e 50 do século passado havia um certo domínio da UDN liderada pelos  irmãos Joaquim Fernandes Teles e Filemon Fernanes Teles, seus seguidores eram chamados de "carrapatos" porque não largavam o puder. 

O PSD  liderado pelo professor Pedro Felício Cavalcante, cujos seguidores eram chamados, não se sabe porque de Gogós, se elegeu prefeito na quinta tentativa, na eleição para o mandato de 1963 a 1966.

Seu opositor naquela eleição foi o Dr. Derval Peixoto e o vice Thomaz Osterne de Alencar. Num comício no bairro São Miguel a turma do seu Pedro cantava a música de campanha : "pau, pau, pau na cabeça de Derval"....

Thomáz Osterne parou o jeep nas proximidades do comício e ficou fazendo as suas pesquisas. A negrada viu e emendou : pau, pau, pau na cabeça de Derval, mais, mais, mais na cabeça do Thomaz.

Thomaz Osterne era um gentlemen, riu muito, ligou o carro e foi embora.