"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012


Abraços: Fideralina

Ministra pró-transposição auditará obra do São Francisco

(Fonte: revista Veja)
Ana Arraes, do TCU, é mãe do governador de PE, Eduardo Campos, estado beneficiado pelo projeto. Ela é contra parar obras com indícios de irregularidade


Obras de transposição do rio São Francisco no eixo leste entre os município de Betânia e Custódia no estado de Pernambuco (Wilson Pedrosa/AE)


Está nas mãos da ministra Ana Arraes, recentemente eleita para o Tribunal de Contas da União, avaliar o aumento do preço de contratos de obras da transposição do Rio São Francisco. Ana é mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, estado beneficiado pelo projeto. Campos foi líder do PSB na Câmara, o mesmo partido ao qual é filiado o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, seu afilhado político e responsável pela obra de 6,9 bilhões de reais.

No início da semana, Bezerra informou que negociava com o TCU um reajuste acima dos 25% do limite legal para pelo menos um dos contratos. Alegou que haveria prejuízo com a desmobilização de grandes máquinas de cavar túneis no lote 14 do eixo norte, que contabiliza avanço de apenas 27,1% no contrato.
Obra mais cara bancada com dinheiro dos impostos, a transposição do São Francisco prevê o desvio de parte das águas do rio por mais de 600 quilômetros de canais de concreto construídos em quatro estados do Nordeste: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
O TCU informou, por meio da assessoria, que o assunto está aos cuidados da ministra Ana Arraes, a quem coube relatar uma auditoria do tribunal sobre acréscimos de preços na obra, os chamados "aditivos". A reportagem não obteve resposta ao recado deixado no telefone celular da ministra. Ao tomar posse, em outubro, Ana Arraes fez discurso contrário à paralisação de obras sob suspeita de irregularidade. Entre as prerrogativas do tribunal está recomendar a paralisação ou mandar suspender pagamentos.
(Com Agência Estado)

ACORDA CORDEL: RARIDADE!!!

ACORDA CORDEL: RARIDADE!!!: Mais uma postagem referente ao CENTENÁRIO DO REI DO BAIÃO. Trata-se de uma foto de Januário e Santana, pais de Gonzagão, ele no oito baixos...

Dia da Esperança



Último dia do ano. É tempo de avaliar o ano que passou. É preciso repetir as boasações e corrigir as falhas, curar as mágoas. É tempo de recomeçar. Tanta coisa aconteceu. No mundo da pressa, parece que nunca temos tempo para realizar todos os projetos e aspirações. Mais um ano se passou. Foi tão rápido. Olhamos para trás e vemos sucessos e decepções, tristezas e alegrias, sonhos e realidades... O peso do ano que se finda ainda está sobre nossos ombros, em nossa vida, em nossos corações. É tempo de parar, refletir, agradecer. Deixar que grite a voz interior e manter acesa a chama que arde dentro de nós. Às vezes nos surpreendem as súplicas do coração. Chama interior é sinônimo de fé, esperança e alegria de viver. Internamente motivados, nos colocamos a caminho, enfrentamos desafios: magnânimos, generosos, serviçais. Sem luz interior, sem esperança, envelhecemos prematuramente, projetando apenas sombras, trevas, clima negativo, repulsa, desamor. Os que têm esperança trabalham e lutam de mãos dadas e acreditam na humanidade, num mundo melhor a ser construído com esforço e perseverança. Une as duas margens: o tempo e a eternidade; o sagrado e o profano, Deus e as criaturas. Derrubam muros para construir pontes de paz, justiça, amor e solidariedade. Dia após dia deste ano, alimentamo-nos de esperança e vida. Foram dias abraçados pela ação do Senhor do Tempo; e cada dia, cada minuto e cada segundo contados e vividos na sua graça. Com fé, queremos renovar a esperança em seu plano e amanhã recomeçar um ano novo, com ânimo e alegria, com largo sorriso na fronte e a luz da esperança brilhando nos olhos
O ano que está para chegar enche a todos de esperança. Hoje é dia de fazer um balanço do que fizemos no ano que passou, e traçarmos as metas para o novo ciclo que se inicia. E como tudo que é novo, tudo que começa, o ano está para se iniciar renova nossas esperanças sobre uma vida melhor, um país mais justo e mundo de paz.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE ANO NOVO - BLOG DO SANHAROL.

Os anos pares, achava-os melhores que os impares. Acaba-se  2011. Acontece que nem me lembro de 2010. Foram-se embora algumas pessoas intimas neste ano impar. Como nos pares. 
Para o ano, irão outras, certamente e, na verdade, se conclui que qualquer ano, em qualquer mês, em qualquer dia a qualquer momento passa de um para outro andar, sem direito a escada de volta nem mesmo visão pela clarabóia.
Fica a festa em baixo. As conversas, as piadas, os planos, as brigas, as desavenças, as lutas, as traições, as mentiras, as covardias, as injustiças, os amores maravilhosos, as separações doloridas. Ficam as ideias, as filosofias, as religiões, os rios, as cascatas, as arvores, os pássaros cantando.
Entra-se pelo corredor, a procura da sala escura, sala fria, amedrontadora. Há uns que acham que ali é melhor que no primeiro andar. Para mim é um porão escuro, é um porão insalubre, indesejável, um nevoeiro opaco. Lá, dizem, não há dores, nem apreensões, nem medos, nem suores, nem trabalhos, nem tonturas, nem amarguras, nem escuridão, nem injustiças. Aí está a porta. Nem de longe queremos olha-la. Chama-nos-ão uma hora qualquer lá pra este comodo desconhecido.
O chamado é imperioso e sem opção. O ano findou e se dar um grande alvoroço. Dão-se grandes abraços, os beijos candentes, os presentes, os telefones, os cartões,  os emails, inflacionam-se as superstições. Vêem-se até lagrimas, as vezes, por impulso enófilos e reações etílicas. Desejam-se saúde e dinheiro.
Chama-se a atenção o exagero de repetição da palavra "PAZ". Como se usa este vocábulo, vãmente, levianamente. Cansa a quem sente  a inocuidade  destes rogos. Os estandartes nas passeatas estampam - PAZ.

A. Morais.

Padre Reginaldo Manzotti canta com um coro de  50 mil fiéis em Fortaleza - O Homem.


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Curiosidade ou relíquia.


Remexendo  uns arquivos velhos encontrei este bilhete  de Luiz Lua Gonzaga ao jornalista e publicitario Osvaldo Alves de Sousa datado de 01.10.1976.
Eis a integra:

Osvaldo.
Meu irmão não falte amanha as 9 horas para a inauguração da Agencia do Bandepe aqui em Exu. Traga o seu som alem da reportagem.
Já vou, pois tô vexado.

Luiz Lua Gonzaga.

01.10.1976.

VOU DEIXAR SAUDADES? - Por Vicente Almeida

Sei que partirei antes de você. O meu tempo está celeremente se esgotando. O diagnóstico sobre a minha enfermidade está correto. A ciência nada poderá fazer para impedir o meu desenlace. Posso seguramente afirmar que poucas horas me separam do meu fim.

Partirei em paz, como aquele que amou intensamente todos os amigos.

Faça-me um favor: Divirta-se na minha partida. Outros me substituirão em seqüência e você ainda estará aqui falando sobre mim.

Se tiver vontade de rir, ria o bastante.

Se durante a vigília que antecederá minha partida, seus amigos falarem a meu respeito sobre o que pude fazer por eles, ouça-os e acrescente sua versão. Fale sobre mim. Diga o que pude fazer por você. Fale de suas realizações e dos seus projetos futuros já sem este velho amigo e companheiro de todos os momentos.

Defenda-me quando julgar necessário, acrescente fatos novos, mas que sejam verdadeiros.

Se tiver vontade de chorar um pouco, por que vai sentir saudades minhas, não faz mal, derrame uma lágrima ou duas, mas saiba que dia virá, em que você também partirá e os outros discorrerão sobre seu passado da mesma forma que farão comigo em breve.

Se alguém tentar ofuscar a minha existencia, transformando-me em demônio, não acredite! Fiz tudo para agradar a gregos e troianos. Fui igualitariamente leal com todos. Não fiz distinção entre aqueles que me xingavam dos que me elogiavam. Dei a cada um, oportunidades várias para reconciliação consigo e com o mundo. Dei tempo para solucionar suas pendências, organizar a vida e ser feliz. Mas aquele que me acusar, desde já está perdoado.

Não vou estranhar por partir antes de você. A eternidade dos tempos me espera. Cheguei trazendo esperanças e partirei sereno, levando saudades. Sei que fiz a minha parte. Continue tentando realizar seus projetos meritórios, você vai conseguir!  Os que me sucederem irão lhe proporcionar igualmente as mesmas oportunidades como eu o fiz durante a minha transitoriedade.

Eu realmente estou triste. Não pela minha partida. Sei muito bem que começamos a morrer a partir do dia em que nascemos. O tempo inexorável não permite que estacionemos indefinidamente, mas permite que nos transformemos a cada instante, e é esta transformação que dá continuidade ao tempo o tempo todo, e embora o tempo não tenha tempo para contemporizar, tem todo tempo para eternizar.

É... Estou triste por que a eternidade um dia fará você me esquecer. Em poucas horas serei uma simples lembrança. Em mais algum tempo, poucos fatos se ligarão especificamente a mim. E após uma geração, a lembrança já será remota e continuará indefinidamente se distanciando até se perder na noite dos tempos.

Sou um contador do tempo.
Sou um degrau para meus companheiros de jornada.
Falei "Eu", por que sou único. Não houve outro antes de mim, nem haverá outro depois.
Ninguém chegará à eternidade dos tempos, sem antes passar por mim!

EU SOU 2011 - Snif, snif, snif.

ADEUS. Good-bye. Adieu. adiós. Arrivederci. Auf Wiedersehen. Ah... sei lá; ATÉ NUNCA MAIS!
Escrito por Vicente Almeida
30/12/2011

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

NOITE EM BRANCO

O Natal não ficou só em rabugens
Já que a pomba da paz apareceu.
Ostentou branca luz, que me aqueceu,
E voou exibindo as suas penugens.

Sobre as folhas jaziam as lanugens,
Que cobriam os frutos, no apogeu,
De uma ceia que Deus me ofereceu
Pra o Natal não passar em brancas nuvens.

No Ano Novo, estarei bem diferente,
Pois a festa que alveja tanta gente
Não será como a noite do Natal.

De plantão, corpo meu não terá dança,
Mas minh’alma trará grande esperança
Pois, de branco, estarei no hospital.

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Vamos entrando!

Brasileiros e brasileiras.

Se vocês não conhecem a historias desses dois cidadãos leiam o Livro - Honoráveis Bandidos do Jornalista Palmerio Dória a respeito do primeiro e  procure conhecer as denuncias  que levaram o segundo a renunciar a presidência do senado bem como  ao cargo de senador. Os dois enojam a historia do Brasil.

30 de Dezembro - Sexta - Feira.

O Templo, lugar de apresentação de Jesus, também foi o lugar de muitos embates na sua vida adulta. Lugar de corrupção denunciada por Ele, lugar de falta de fé. Lugar onde a aparência era primordial e a fé apenas um detalhe. Isso nos leva a pensar as nossas formas de nos relacionar com Ele. Será que somos verdadeiros? Será que não está escondido em nosso peito aquele desejo de recompensa, de amargura, porque Deus não nos atende quando queremos? Olhe bem lé no fundo e não deixe que sentimentos assim dominem a sua oração.

Andar Diario - Enviado por Rogeanny Santana.

Rogério perdeu seu emprego quando houve cortes na empresa em que trabalhava. Por meses, procurou e candidatou-se a empregos, orou, pediu orações a outros, e confiou em Deus. Contudo, as emoções de Rogério e de sua esposa flutuavam. Eles viam Deus provê-los de maneiras inesperadas e vivenciavam Sua graça, mas, às vezes, temiam que um emprego nunca viesse. Durante 15 longos meses, esperaram.

Rogério fez três entrevistas numa empresa e, na semana seguinte, a agência de empregos ligou e disse: “Conhece o ditado: ‘Após a tempestade vem a bonança’? Bem, o emprego é seu!” Tempos mais tarde, a esposa me disse: “não trocaríamos essa difícil experiência por nada, pois nos aproximou um do outro e do Senhor.” Os amigos que oraram, rejubilaram e agradeceram a Deus.

Paulo queria que a igreja de Corinto visse a graça de Deus operando em sua vida, o que poderia tornar “…abundantes as ações de graças para glória de Deus” (2 Coríntios 4:15). Suas provações foram tão grandes que ele disse: “Em tudo somos atribulados, perplexos, perseguidos, abatidos…” (vv.8-9). Mesmo assim, ele encorajou as pessoas a não desanimarem diante das tribulações (v.16), mas a confiarem em Deus. As nossas dificuldades podem nos aproximar de Deus e dos outros, como aconteceu com Rogério e esposa, e o louvor será dado ao Senhor por Sua graça.

O melhor momento para louvar a Deus é sempre o agora.

Renuncia - José de Moraes Brito

Olhando as gotas  da chuva,
Caídas de madrugada
Vejo que, ao brilho do sol
Formam c'roa iluminada.

Vem o afã de apanhar
Esta coroa brilhante
E levar pra coroar
A fronte de minha amante

Mas renuncio ao desejo
Pois é outro o seu fim
O calor veio e levou-a
Deixando um recado em mim

Cada gota que carrego
E aos céus infinitos voa
Se tornará outra vez
Chuva, granizo e garoa.

Com este belo  poema encerramos a postagens do José de Moraes Brito. Nosso parente, amigo e camarada de cultura  e sabedoria  inigualáveis. Nossas homenagens "In Memoria" do Zé de Brito.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Frase Para 2012 - Por Raisa Menezes

"Festejar, comemorar, comer e beber bastante nas festas de final de ano não é o que engorda, o que realmente engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, e sim, aquilo que comemos entre o Ano Novo e o Natal." 

A ODISSÉIA DE GRIGORO VÉI - Por Mundim do Vale


Eu tava no meu amado sossego, quando contemprei os astro e disse:

- Será qui vão mexer c’a política sem butá Grigoro véi na dança? No sufragante queu disse isso, chegô Cirilo e Bastião, dois caba bom, qui me disseram: - Grigoro véi, sabe que qui tá pra acontecer? - Sim sinhô, sei não, vá dizendo...- A política tá pra subi e os casacudo tão querendo mexer na mesa do menestrel.
- Tá bebo o quê?
Entrei na minha tosca, vesti meu terno de casimira azul, calcei meus bruziguim da pelica especial, chamei Cirilo e Bastião, dois caba bom, e empurrei pru Ricife.No camin, tumei dois vintém da branquinha pra limpá a vista e contemprá os astro.
Quando fui chegando, já encontrei a Banda do Quatru, tocando um dobrado de cortá as corda do coração. Na frente, um nego mais alto do qui as porta do cais, espaiandomoleque qui nem galinha em formiga.

Gritei Cirilo e Bastião, dois caba bom, foi o canto mais limpo qui achei. Sessenta praça mi cercô, marquei circunferência, derrubei tudo dum rasteiro.
Aí empurrei pru Triato Santa Isabel. Na entrada, o porteiro disse qui pra entrá tinha qui tê o biete.
- Tá bebo o quê?
Miti a mão no bolso do meu terno de casimira azul da boa espeiando, tirei uma pataca de dois vintém, comprei o biete e entrei. Aí lá dento, sim, era um salão decente. Todo forrado de tapete e cetim, o Cruzeiro do Sul dum lado, o Sete Estrelo do outro. Aí vi uma morena bonita lá na frente, cum vestido bordado ..., alamarque pela frente, superlafique de lado. Inchou-me a bofada com aquilo. Me lembrei das pastorinha do meu sertão, aí gritei: arriba, aiá.
Aí um cabeçudo lá de cima fez ... psiu!Eu disse a ele qui "psiu" na minha terra é pra cabra vagabundo e ladrão de cavalo. Pra qui eu disse isso?

Não ficou satisfeito e quis me agredir, taquei-lhe um fura bolo na testa qui a garapa vermeia desceu. Aí foi briga pra mais de mil equinhentos. Istraque, treque, moleque, cadeira pur cima, trepeça pur baixo,quando se ouviu uma voz:

- Mataro o chefe de puliça.
Fui saindo na porta, tinha um sargento meu inimigo, mandou tocar-me o zinco, deram-me duas zincadas, qui a garapa vermeia desceu.
Sessenta praça mi cercô, marquei circunferência, derrubei tudo dum rasteiro.
Rra, rra, rra, rra, seis leguas e meia dum margúi tirei, fui saí em Olinda.
Lá ia haver dois casamento, um da fia do sacristão, outro da fia do boticário. Perguntaro quem sabia cantar modinha, todo mundo gritou pur u'a boca só: - Grigoro Véi! E canto mermo. Um disse eu toco violão, outro disse eu pinico a prima. Me dero um sustinido bemol cum menor quadrado, aí eu cantei: - Paulo, Chancho, Martim, cada um nos seus curral. Me elogiaro e a quadria terminou.
Aí eu fui discutir latim c'um professorzin de francês qui tinha pur lá.
Eu disse: - "merci mamá, merci bocu, qui quer dizer? Meus óculo são de vrido. Merci bocu, merci mamá, qui quer dizer? Minha malota pesa sete quilo. Num fiquei satisfeito cum o professorzin, desci-lhe a viola no quengo, fiquei só cum o colarinho. Sessenta praça mi cercô, marquei circunferência, derrubei tudo dum rasteiro.
Rra, rra, rra, rra, seis leguas e meia dum margúi tirei. Aí fui sair na minha tosca. Deitei na minha rede, dei uma tragada no meu cachimbo qui cabia três varas e meia de fumo, dei um balanço de légua e meia, e disse:

- Grigoro vei nunca mais se mete em política.


Autor desconhecido.

GENTE FINA - AUTOR DESCONHECIDO

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário. É simpática, mas não é bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados. Sabe transgredir sem agredir. Gente fina é aquela que é generosa, te ajuda, mas permite que voce cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não somente para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente. Num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. Gente fina não julga ninguém. Tem opinião, apenas. Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. É o que mais se pode querer.

Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.
Gente fina não veio ao mundo para colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana mesmo sendo magra. Gente fina não faz fofoca, se coloca no lugar do outro. Gente fina é amável, honesta, verdadeira e confiável. Gente fina é que tinha de virar tendência. Se colocarmos na balança é ela quem faz a diferença. Gente fina é generosa, suas mãos tem sempre algo para oferecer. Jesus Cristo não julgou quando nos mandou amar. Se ama porque Deus a amor. Que Deus continui te abençoando. Para que sempre seja uma bênção para todos os teus amigos.

Pra você que é gente fina, do filme Doctor Zhivago - Tema de Lara.


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PAPAI NOEL DE MENTIRA - Por Hélder França.

MENINO:
- Minha mãe onipotente
Minha mãe, mãe de Jesus
Porque não ganho presente?
Daqueles que o pai conduz.
Eu sei que sou muito fraco,
Mas devia ter no saco
Que ele traz lá do céu,
Um presente pequinino
Para esse pobre menino
Que ama Papai Noel!

NOSSA SENHORA:
- Meu filho não se aborreça
Por você ser esquecido,
Aconteça o que aconteça
Você é filho querido.
Não ande pro lado mal,
Polis a festa de natal
Nesse momento lhe explico:
Do céu não recebe luz,
Não foi feita por Jesus
É brincadeira de rico!

MENINO:
- E quem é papai Noel
Aquele velho barbudo?
Pensei que era do céu
E que de lá vinha tudo!
NOSSA SENHORA:
- É preciso que aprenda
Papai Noel é uma lenda
Que criou a humanidade.
Entre mil sons e lampejos
Para atender os lampejos
Da rica sociedade.

MENINO:
- Mas minha mãe de Deus
Que apaga a dor e a ira,
Porque deixa os filhos seus
Criarem tanta mentira.
Acuda ao pobre menino
Faça badalar o sino
Para a pobreza cruel.
E peça ao pai mesmo assim,
Que tenha pena de mim
Seja meu Papai Noel.

NOSSA SENHORA:
- Agora filhinho escuta
O que vou lhe dizer mais,
Jesus nasceu numa gruta
Há dois mil anos atrás.
A confraternização
Do natal faz alusão
Mas só que bem diferente.
Não foi só na estribaria,
Jesus nasce todo dia
Dentro do peito da gente.

De autoria do meu professor poético José Hélde França ( Dedé de Zeba )

Dedicamos a todos aqueles resistentes, que ainda acreditam que o natal é uma festa cristã e não comercial.

Em nome da pobreza - Por A. Morais

Brasil. "Sexta" economia do mundo. Indice de desenvolvimento humano 84%.  Pra esses  mandatarios pilantras que se elegeram  em nome da pobreza é um atestado  da negação  dos seus ideais. Dinheiro para banqueiros. Esmolas para o povinho. O povinho aplaude, sem ao menos saber porque está aplaudindo.

O Congresso dos sonhos dos brasileiros - Por A. Morais


Entro aqui no final da fila como um recruta que se apresenta para colaborar com os projetos fundamentais para o Pais. 

Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em sua posse no Senado.

INFANCIA - POR A. MORAIS

A agua do riacho do Machado já me passa do pescoço e molha a minha barba. Não sei nadar e não tenho bóia. Tenho apenas desespero. No começo era só o chão molhado. Tinha 7 anos e o barro e a lama me serviam apenas de brinquedos. Brinquedos de miserável.

Fazia cavalinhos de barro e não imaginava que a lama era infecta. Os cavalos eram feios, horríveis. Nunca fui hábil em artes manuais. Descia e subia o poço, pisando em buracos abertos em seus barrancos. Me sujava. Jamais imaginei no que haveria no futuro. Havia pequena claraboia. 

Uma vez me apareceram aranhas e lacraias. Lutei contra eles e com pedras e tijolos os eliminei. Lembro-me que me desestruturou a presença de uma cobra terrível, quando mais tranquilo me achava. Olhava as réstias do sol, que me alcançavam, as vezes, ali na toca  em que vivia.

Nestas ocasiões, sorria. Eram pequenos lances. O que vinha de fora me fazia pensativo. reticente. Parece que ali a vida é muito mais agradável de  viver. E mais solitária que de um lermitão.

Tinha vontade de sair e não mais voltar ao meu habitat. Não havia uma mão a me levantar. Disso tinha medo.

Queria viver como meus parentes, viver como gente, me alimentar como gente, beber leite, comer queijo, comer pão, comer doce, comer fruta, mas não jatobá. Jatobá não é fruta. Me enganava a fome. Me engasgava.  Queria comer banana, chupar laranja, com os olhos brilhando e o sorriso na boca. O jatobá me engasgava, me empanzinava.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.

ZAMBETA – De pernas tortas.
ZAROLHO – Caolho; vesgo.
ZINGA – Azar.
ZININDO – Apressado; muito rápido.
ZUADA – Barulho; gritaria.
ZUADENTO – Barulhento.
ZUNHADA – Arranhar com as unhas; unhadas.
ZUNZUM – Fofoca; conversa por alto; boatos.
ZURUÓ – Tonto; lerdo.

29 de Dezembro - Quinta - Feira.

Deus é simples. Maria e José não ofereceram grandes coisas para o sacrifício, mas o que era mais barato e mais pratico. Ali, na simplicidade da oferta, cumpre-se a profecia de Semeão. A  criança, ainda frágil, é apresentada como a salvação pata todos. E, ao longo da vida de Jesus, a profecia se cumpriu. Ele foi um sinal de contradição. Maria sofreu intensamente e o povo conheceu um novo jeito de se relacionar com Deus. O que oferecemos a Deus cotidianamente? A nossa vida? O nosso amor? Pense bem.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Riacho do Navio - Clã Brasil.

Há oito anos conheci  esse crupo espetacular.  Pinto do Monteiro gritou alto: Essas meninas vão longe. Dito e feito. O tempo passou, ficaram cada vez mais graciosas e competentes no que fazem. Colheram o que plataram: alegrias, felicidades pela musica.  Ao som da sanfona, com o banjo, flauta, violino e outros instrumentos de Lucyane, Larissa, Lizete e Fabiane juntamente ao violão de sete cordas de Badu acompanhado de sua mulher Maria José ao triângulo e afoxé, completa.

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Escritores de Várzea Alegre - Por Magnólia Menezes

Dados biográficos de escritores varzealegrenses e obras - Colaboração de  Dra. Linda Lemos - Do seu Livro Fragmentos Para a História de Várzea Alegre

SINÉSIO LUSTOSA CABRAL SOBRINHO, poeta, intelectual, inteligência previlegiada, nascido entre a primeira guerra mundial e a seca do quinze, no dia de Santa Rita de Cássia, como ele gosta de se referir ao  22.05.1915. É filho de paraibano com rio¬grandense do norte; tem várias publicações, entre elas: Sonetos e Poemas; O Sol no Entardecer; Introdução à Análise Sintática; Livro de Tarefas – Vocabulário, Flexões, Análises; Aspectos da Língua Viva; Sonetos e Trovas; Reflexos D’Alma. Está com 96 anos,  produzindo, editando o jornal “O mensageiro da Poesia”, entre outros. 

ISRAEL BATISTA DE SOUSA, nascido em Várzea Alegre, em 22.02.72; filho de Raimundo Nonato Batista e Maria Lenilda de Sousa Batista. Desde cedo despertou a vontade de escrever. Possuidor de talento extraordinário na área da linguagem, curioso pesquisador, ele também compõe músicas. Publicou o livro “Momentos” e tem  vários projetos a serem realizados.



JOSÉ GONÇALVES DE OLIVEIRA (Zé Meu),varzealegrense, filho de Zaqueu Guedes e irmão do poeta Gilberto, escreveu ABC do Motorista


LIDUINA DE SOUSA, nasceu no Sítio Sanharol, em 28.03.1965, filha de Antônio de Sousa Neto e Maria Senhorinha de Sousa. Formada em letras, especialista em português, lançou “Por uma Inquietude da Minha Mente”(2010).
  



Esta é a 12ª parte da apresentação dos Escritores de Várzea Alegre.

28 DE DEZEMBRO - DIA DO SALVA VIDAS


O dia de hoje homenageia os profissionais que nas praias e piscinas de todo o país estão sempre atentos para nos socorrer. Exímios nadadores e conhecedores das armadilhas do mar, são os primeiros a nos advertir sobre os perigos que as ondas escondem. Graças a eles milhares de vidas são poupadas a cada verão em todo o Brasil. 
Ainda há poucas, mas as mas as cidade que exploram o turismo de praia tem investido na implantação de mulheres nos contingentes de salva vidas cidade. No nordeste a capital salvador destaca-se com elas nas praias soteropolitanas. 

SÓ SABE A SUA IMPORTÂNCIA QUEM UM DIA PRECISOU DELES. 

DE MUNDIM PRA BIDIM - Por Mundim do Vale.

ACUMULA EXPERIÊNCIA
O HOMEM QUANDO ENVELHECE.

O meu avô já dizia
Que não tinha nesse mundo
Um primeiro sem segundo
Pra não ficar velho um dia.
O homem perde a garantia
Quando já velho enfraquece
Mas nem doente ele esquece
De transmitir competência.
ACUMULA EXPERIÊNCIA
O HOMEM QUANDO ENVELHECE,

Escola desenvolvida
Deixa o homem adiantado,
Mas o velho faz mestrado
Na faculdade da vida.
No longo da sua lida
A capacidade cresce
De tudo um pouco conhece
Nos seus anos de vivência.
ACUMULA EXPERIÊNCIA
O HOMEM QUANDO ENVELHECE.

Pra não ficar sem ninguém
Quando o velho enviuvar,
Ele tem que procurar
Uma viúva também.
A viúva sabe bem
De que um velho carece
E o homem nem mais padece
Nem vive mais de carência
ACUMULA EXPERIÊNCIA
O HOMEM QUANDO ENVELHECE.

O homem velho subiu
Cada degrau da escada,
Na busca da escalada
Que com esforço atingiu.
Muita coisa adquiriu
Mas não esquece da prece
A Jesus muito agradece
E pede mais paciência.
ACUMULA EXPERIÊNCIA
O HOMEM QUANDO ENVELHECE.

É do velho experiente
Que sai a melhor lição,
Coselho de ancião
Educandário da mente.
Uma aula de presente
De quem a vida conhece
Que de graça oferece
Na sua velha aparência.
ACUMULA EXPERIÊNCIA
O HOMEM QUANDO ENVELHECE.

Foratalexa – Ce 04/02/97

DE BIDIM PARA MUNDIM - Por Bidim

O HOMEM QUANDO ENVELHECE
Completei no mês de julho
Cinquenta anos de idade
Espero com humildade
Da morte o triste baulho!
De que nos vale orgulho
Quando a velhicer aparece?
O corpo inteiro esmorece
Se torna torto e corcundo,
Fico por fora do mundo
O HOMEM QUANDO ENVELHECE…

Chega um tal estalecido
Nem que abandone o cigarro
Este, traz tosse e escarro
Um piado em cada ouvido!
O velho fica esquecido,
Ao mesmo tempo emoquece;
Dói um dente, o outro cresce,
Vai recorrer o dentista
Termina curto da vista,
O HOMEM QUANDO ENVELHECE…

Um armazém de saudade
Possuimos na velhice
Dos dias da meninice
Dos tempos da mocidade,
Depois de avançada idade
O prazer desaparece,
Sabe o que mais acontece?
Caso um dia enviuvar,
Não presta nem pra casar,
O HOMEM QUANDO ENVELHECE!

Sente dor no espinhaço,
Pontadas no tornozelo!
Dormença no cotovelo
Reumatismo em cada braço.
Na perna esquerda um cansaço,
E a outra perna enfraquece,
A cãibra nos dedos cresce
Dor de cabeça e tontura
Sente enxaqueca sem cura
O HOMEM QUANDO ENVELHECE.

Várzea Alegre 01/02/1995

INVENTÁRIO DE MENOS UM ANO - POR XICO BIZERRA

Mal começou, está minguando, quase acabando, este 2011. Que ano avexado, este. Quando eu pensei Janeiro, Dezembro já era. Ano em que quebrei o pé, consertei o pé e não acertei na Mega-Sena. Ano em que dormi todas as noites, sonhei como sempre e acordei todos os dias, exceto naqueles em que não dormi e só cheguei de manhã em casa. Aconteceu de tudo no meu universozinho particular: fiquei puto com o cara que parou em frente à minha garagem impedindo que eu entrasse. Perdoei o cara que ficou em frente à minha garagem impedindo que eu entrasse. Perdi apenas 20 minutos de tempo e poesia. Lancei o Cd novo – Candeeiros e Neons, tendo a honra e o prazer de ver canção de minha lavra interpretada, pela primeira vez, por Xangai. Elba Ramalho também está no disco. Reservei as terças e sextas para apresentar o Forró e Ai na Radio Folha FM 96,7 e fiz 103 programas durante o ano, entrevistando um monte de gente boa. Perdi a paciência com o motoqueiro que quase arranca meu retrovisor. Relaxei, ele devia estar atrasado e com pressa. Foi só um arranhãozinho leve. Escrevi um bocado de bobagem para o Jornal da Besta Fubana, pra Gazeta Nossa, Pro Blog do Sanharó, pro Cacimba da Poesia e pro Além do Horizonte e teve um magote de gente que leu essas bobagens. Comi fava na casa do papa Berto e conheci uma cachaça muito boa chamada Volúpia. Minha espirradeira alérgica continuou sendo uma companheira fiel e constante durante todo o ano. Como já recebi os títulos de cidadão do Recife e de Pernambuco, dei de presente a alguém que precisava um paletó novinho em folha, apenas duas vezes usado, e uma gravata vermelha e cinza, combinação perfeita com o dito-cujo paletó. Fui a Minas conhecer Tiradentes, Ouro Preto e conheci Dores do Indaiá. Depois fui ao Crato reabastecer as baterias. Aproveitei e dei uma esticada até o Bodocó, Ouricuri, Petrolina, beira do rio São Francisco. Descobri o que era saudade quando em 23 de agosto deixei meu filho no aeroporto pra uma temporada no Canadá. O Sport subiu pra serie A. No reveillon de 2010 estava vivo e no de 2011 espero assim continuar. Mas, o mais importante: amiudei meu tempo de bate-papo com Deus e, quase sempre, ele teve tempo de me escutar. Que venha 2012.

Arvore tombada - Por Jose de Moraes Brito

No cultivo da arvore da vida,
De onde todos os meus antepassados
Foram gerados, natos e criados
Tive minha existência esculpida.

Arvore forte, de seiva bem nutrida
Milhões, milhões de dias viu passados
Exposta aos vendavais, aos maus fados
Não viu sequer uma haste caída.

Mas...Hoje! as intempéries sujeita
Murcha, desfolha, seca, no chão deita
Se dando ao pasto do mortal cupim.

E eu percebi, triste, que esse bicho
Num impressionantissimo  capricho,
Destroe o cerne existente em mim.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.

XELELEU – Bajulador; adulador; puxa-saco.
XIBIU – Jogo infantil com pedras.
XIXELAR – Usar sapatos como se fossem chinelos; com os pés por cima da parte traseira do sapato.
XIXELENTA – Arrastando os chinelos.
XÔXA – Sem graça, desanimada.


28 de Dezembro - Quarta-feira.

Herodes tinha um ódio mortal a respeito do menino que nascera para ser o Salvador.  Matar era a maneira mais fácil de exterminar aquele que pensava diferente. A insegurança e o medo podem ser grandes aliados para nos tornarmos uma pessoa infeliz. Assim era a pessoa de Herodes e, por medo, ordena a matança. Mas os planos de Deus fogem as nossas regras e o menino escapa. Quando Deus tem um projeto para nós podemos lutar contra, o tempo todo, mas Ele sempre vence. Ele sempre nos mostra um caminho alternativo, porque d'Ele não conseguimos fugir.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Clique nos quadrinhos e faça o seu som brincando!!

Para recomeçar a música basta clicar na 'barra de espaço' do seu computador.
Fonte: Blog Ttirando as tiras

FEIJÃO BRANCO - Por Mundim do Vale

Uma vez eu fui com Francimar de Doca Dutra e Zé Sátiro Bitu tomar umas cervejas no bar de Zé Batista Caldas. A despesa era por conta de Zé Bitu porque era ele, o mais estribado dos três. Depois de umas e outras, Francimar falou que só faltava um tira-gosto.

Chamou Zé Batista e falou:
- Zé tem algum tira-gosto aí?
O proprietário com aquela delicadeza que tinha, respondeu curto e grosso assim como anão rico:
- Tem não! Aqui não é pensão. Aqui é um bar.
Eu dei um tempo para que a gente pudesse esquecer aquela grosseria e depois falei para Zé Bitu;
- Zé. Lá na bodega de Luís Silvino chegou umas latas de feijão branco que é muito bom para tira-gosto.
- Pois vá lá e compre duas.
Eu fui comprar as latas de feijão, quando cheguei entreguei para o proprietário esquentar e servir para nós. Quando o feijão chegou na mesa foi num prato do tamanho de um pires. Zé Bitu olhou para aqueles grãos gigantes aboiando no caldo, olhou pra mim com uma expressão de deboche e falou:
- Ou Raimundim! Se tu queria comer fava dágua no sal, era só nós ter ido pra casa de Padim lá no Sanharol. Pelo menos lá era de graça e não tinha Zé Batista Para ficar com a metade.

Repetido para a bituzada lá de nós.

Escritores de Várzea Alegre - Por Magnólia Menezes

Dados biográficos de escritores varzealegrenses e obras - Colaboração de  Dra. Linda Lemos - Do seu Livro Fragmentos Para a História de Várzea Alegre

JOSÉ SÁVIO TEIXEIRA PINHEIRO, nascido aos 11.01. 1958, médico-poeta, tem vários cordéis: Encontro de São Raimundo Nonato com Getúlio Vargas na Festa de Agosto;  O arranca-rabo de Yoko Ono com Maria Bonita; O homem que foi preso porque peidou na igreja, entre muitos outros.  É membro da Academia Brasileira de Literaturade Cordel.

GEORGE CÂNDIDO ROLIM: nasceu em 1965. Autor de Rios de Mim (1982), Arauto (1988), Exemplos Alados (1998), Pedra Habitada (2002) Fragma (2007). Tem poemas, resenhas e ensaios publicados em jornais, suplementos e revistas do país e na internet. Contato eletrônico e-mail: candidorolim@hotmail.com

MARIA BEZERRA ROCHA nasceu em Várzea Alegre, no Sítio Varzinha, filha de agricultores. Hoje reside em Fortaleza. A apresentação do seu livro foi feita pelo Promotor de Justiça João de Deus Duarte Rocha, Presidente da Associação Cearense do Ministério Público.

PEDRO SÁTIRO nasceu no dia 31,01,1930, no Sítio Boa Vista, município de Várzea Alegre. Médico dedicado, exercia suas atividades na Casa de Saúde São Raimundo, dedicando-se também à política, tendo muito concorrido para desenvolvimento do Município. Publicou autobiografia “Minha vida, minha história”.

Esta é a 11ª parte da apresentação dos Escritores de Várzea Alegre.

Cacilda - Por A. Morais


Essa avezinha, conhecida nas Caatingas dos Sertões Nordestinos por "Fogo Pagou" viveu no Sanharol. Seu habitat as cajaraneiras  da casa do Dr, Menezes Filho.
Carinhosa, mansa, meiga, afetiva e amiga, comia a mesa  com os humanos,  voava de um ombro para outro e, cantava o seu alegre  canto.  Claude Bloc foi testemunha do que escrevo e  registrou para posteridade  com fotos a intimidade de Cacilda a mesa, escolhendo a melhor e mais deliciosa comida. 

Não sabemos ao certo o seu fim. Mas desapareceu deixando saudades. Não se sabe se um gato, um cachorro ou mesmo um menino maluvido, aproveitando-se de sua Inocência trairam-lhe a confiança. Cacilda  desapareceu deixando um casal de filhotes bem mais arredios e bem mais cuidadosos com a vida. Da Cacilda herdaram somente o cantar mavioso.

Conceito Travestido - Por Jose de Moraes Brito

Cada mulher que o encontra faz-se fã
Tão logo em algum lugar se faz presente,
Sem duvida que se trata dum galã
É só o que se ouve. É voz corrente.

Está demais á Pierre Cardim...
Que coisa linda. Exclama toda a gente.
E a camisa à Yves Saint Laurent
Como se veste! Incrível realmente.

Dos rasgos de elogios, aos ouvidos
Sobre homens elegantes, bem vestidos
Apenas uma verdade se deduz:

Nos dias em que vivemos, endoidecidos
Se os homens pouco valem, mal vestidos,
De certo, nada valem, quando nus.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.

VALA MEU DEUS! – Valei-me Deus!
VANGLORIAR – Contar vantagens.
VARAPAU – Pessoa muito alta e magra.
VARIANDO – Endoidando; tresvariando.
VENTA – Nariz.
VENTO CAÍDO – Dor de barriga; diarréia.
VEXADA – Apressada.
VIAJANTE – Representante comercial; caixeiro viajante.
VIRADO NA PESTE – Irado; disposto a tudo.
VIRADO NUM TRAQUE – O mesmo que VIRADO NA PESTE.
VIRADO NUMA CACHORRA – Com raiva; valente.
VISAGE – Assombração; fantasma.
VITALINA – Solteirona.
VIXE MARIA! – Expressão de admiração; surpresa.
VOLTA – Cordão; colar.
VÔTI – O que é isso?

Terça - Blog em Prosa - Por Geovane Costa.

Certa feita, Zé Batista, cunhado da nossa amiga Artemísia, tinha um bar perto do Mercado Central de Várzea Alegre, cujo prédio pertencia ao Sr. Acelino Leandro. O vencimento do aluguel era todo dia 30 de cada mês.
Sempre na mesma data, ou seja, dia 30, mal Zé Batista abria o bar, chegava Seu Acelino com aquele vozeirão. Cumprimentava:
Bom dia, Zé Batista!
Bom dia, Seu Acelino, respondia um desanimado Zé Batista. Zé Batista, como estão as coisas? Estão indo bem? Perguntava Seu Acelino.
Tá nada, Seu Acelino, comércio tá muito fraco, vendendo muito pouco, o povo sem dinheiro, um fiado danado, que os "cabas" não querem pagar, não tá nada fácil, Seu Acelino, tô pensando em fechar isso aqui...
Mas homem, não desanime não, Zé, e olhando para o calendário do relógio no braço, dizia: Olha aqui oh, o mês ainda não terminou não, rapaz, hoje ainda é o dia trinta, não se esqueça, ainda é dia trinta, deixe de ser desanimado!

27 de Dezembro - Terça feira.

A fé é o que nos mostra este texto de João, no dia em que celebramos sua festa. O amor era a base de tudo. Por amor a Jesus ele sabia como aproximar-se do mestre. Como entender as suas palavras e como realiza-las em sua vida. O amor nos faz apostar no outro, acreditar no outro e deixar como que o outro seja uma presença transformadora em nossa vida. Foi isso que João fez. E você, deixa que Jesus seja uma presença transformadora em sua vida, mesmo que para isso Ele tenha que te pedir algumas mudanças?

Assim é o NATAL - Por Claude Bloc

Este ano resolvi fazer tudo diferente. Procurei o ambiente para viver um Natal de sorrisos e prenhe de carinho e de amizade. A casa simples e a mesa farta eram os condimentos necessários para o clima natalino que eu precisava (e que todos ansiavam). Escolhi o lugar certo, a família certa, e me misturei entre os sorrisos e as brincadeiras costumeiras da casa, entre essa gente amiga de uma vida inteira.

Cresci entre essa gente, na Serra Verde, no Crato. Fiz-me madrinha, fiz-me amiga, fiz-me irmã. Crescemos juntos. Vivemos sempre unidos pelo sentimento de fraternidade. Choramos juntos, sorrimos juntos... E nos momentos difíceis, sempre soubemos com quem contar. 

É assim que protegemos uns aos outros. Confiamos. Respeitamos as diferenças e acatamos de bom grado as semelhanças e bons gostos. É assim que caminhamos de mãos dadas. Olhos atentos nessa estrada que se estende à nossa frente, onde nos conduzimos movidos pela VIDA.

Assim é o NATAL que penso e gosto: o reencontro, o convívio solidário, o renascer a cada dia.


Famílias: Dantas, Firmino, Bloc

Leitura de um texto de Mundinha Dantas - por Adriana
Zé Firmino (vovô) e Amanda - troca de presentes do "amigo secreto"
Gil curtindo a sobrinha
Altos papos (Ronaldo, Mundinha, Claude)
Claude Bloc

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

C O M U N I C A D O - Professor Damião Ferreira

Comunicamos aos alunos, pais, mães e responsáveis que a partir do dia 03 de Janeiro de 2012, estarão abertas a PRÉ-MATRÍCULA da E.E.E.P. Doutor José Iran Costa.

Poderão se inscrever:
  • Todos os alunos que tenham concluído o 9ª ano, ou esteja concluindo;
  • Ter idade mínima 14 anos completos no ato da matrícula;  
  • Ter disponibilidade total de 2ª a 6ª feira para a jornada escolar integral das 7:00 às 17:00;
  • Estar ciente com as normas de funcionamento e oferta dos Cursos;
A Escola ofertará os referidos cursos :
  • Técnico em Administração (45 vagas):
  • Técnico em Secretaria Escolar(45 vagas);
  • Técnico em Eletrotécnica(45 vagas):
  • Técnico em Mecânica(45 vagas ).
Salientamos ainda que 20% das vagas de cada curso, será oferecida para alunos provenientes de Escolas Particulares, de acordo com Portaria de Matrícula emitida pela Seduc(Secretaria de Educação Básica Estado do Ceará) .
Os interessados deveram comparecer na Secretaria da Escola com a seguinte documentação:
  • Xerox da Certidão de nascimento;
  • Xerox do comprovante de residência;
  • Xerox do Histórico Escolar ;
  • Preencher ficha de pré-inscrição;
Professor Damião Ferreira

Várzealegria com força total... Bloco Várzealegria !!

O melhor carnaval da região Centro Sul do Estado conta, novamente, com o melhor bloco de rua da festa popular. O bloco mais animado e tradicional do carnaval de Várzea Alegre retoma suas atividades na folia de 2012. O Várzealegria volta, com força total, a partir do dia 31 de dezembro, quando celebra sua festa oficial de lançamento.

O evento irá acontecer, a partir de 12h (meio-dia), no Parque de Vaquejada Antônio Siebra, e contará com música de três paredões, bebidas e feijoada liberada. A intenção dos organizadores é que a festa dure até às 18h, sendo um aquecimento para a virada do ano. Para participar da festa, deve-se adquirir o abadá do Várzealegria, no local, que custa R$ 12,00 (doze reais).

Fundado por Klécio Fiuza, que é pai e tio dos atuais organizadores, no ano de 1997, o Várzealegria inovou o carnaval da cidade sendo o primeiro bloco de rua da festa varzealegrense. De acordo com Bruce Fiuza, um dos organizadores, a intenção de reavivar o bloco surgiu com o intuito de agregar os amigos.

“O objetivo de relançar o bloco era só para os amigos que se juntaram em um mesmo camarote no carnaval de 2011. Mas como o Várzealegria foi o primeiro e o maior bloco de rua, teria que continuar sendo assim. Sem falar que o bloco não era para ter parado nunca, mas vai voltar com força total”, afirmou Bruce.

Serviço:
Festa de lançamento do bloco Várzealegria
Local: Parque de Vaquejada Antônio Siebra
Data: 31/12/2011
Horário: a partir de 12h
Valor: R$ 12,00

Bloco Varzealegria

Bom Bibi propõe alteração no brasão de Fortaleza


O brasão da cidade de Fortaleza, foi projetado por Tristão de Alencar Araripe e é utilizado em documentos oficiais da prefeitura e do poder legislativo da cidade, bem como na ornamentação e na composição de prédios públicos da cidade. O brasão figura também na bandeira de Fortaleza.
De fundo azul e coroa mural de cor ouro. Tem a divisa FORTITUDINE (que, traduzido do latim, significa "força", "fortaleza"), de semblante preto em listel branco emrramado em dois galhos: um de fumo e outro de algodão, ambos em flor e ao natural.

A coroa do castelo central, de oito torres (sendo cinco visíveis), representa o valor de uma capital de estado.
O brasão de Fortaleza possui erros crassos, considerando-se as convenções da heráldica municipal (também denominada "civil") brasileira:
A "coroa-mural", peça dourada representada logo acima do escudo, possui um desenho equivocado. O correto são cinco torres e não três, como aparente no desenho atual. Estas torres devem possuir "portas" e estas devem vir pintadas de preto, como acontece, por exemplo, no brasão de Curitiba.

O formato do escudo também está errado. O correto é um escudo no formato denominado "redondo", ou português como é o das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e da maioria dos municípios brasileiros.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Foto: Genilson de Lima
Vereador do PTN afirma que há aspectos equivocados no brasão da Capital -
Em pronunciamento na manhã da terça-feira, 13, o vereador Bom Bibi (PTN) expôs os argumentos que o fizeram apresentar o projeto de lei 0422/11 que propõe alterar o brasão da cidade de Fortaleza. Segundo o parlamentar, no brasão atual encontram-se simbolizados o algodão e o fumo, que não representa a história do povo cearense.

“O brasão existe há 120 anos. Em que momento o fumo fez parte da nossa história? Pelo contrário, o fumo é o lado ruim da nossa história. Se o símbolo é para contar nossa história, que ele faça justiça a isso e conte realmente a história do nosso povo”, salientou.
De acordo com a matéria, Bom Bibi propõe a alteração do fumo pelo caju. Para o vereador, esta planta representa o povo e faz parte da história da cidade. Além disso, é importante para o Estado, para o Brasil e até para o mundo devido a comercialização da castanha.
Bom Bibi ressalta que o projeto está embasado e que alguns historiadores cearenses já defenderam a tese apresentada por ele. Após mostrar brasões de outras cidades, como Nova Iorque, São Paulo e Rio de Janeiro, o parlamentar se diz alvo de críticas por parte de jornalistas e justificou sua argumentação informando que a cidade do Rio de Janeiro já alterou seu brasão nove vezes.
Em aparte, o vereador Marcílio Gomes (PSL) se solidarizou com a explanação de Bom Bibi e informou que apoiará o projeto de lei, pois “o fumo nada tem haver com nossa história, com nosso Município”.

26 de Dezembro - DIA DA LEMBRANÇA

Já ía me  esquecendo, mas lembrei a tempo,  que hoje dia 26 de dezembro é o dia da lembrança... 

Muito adequado terem escolhido o dia seguinte ao Natal para uma data assim tão singular. Porque assim, aquecidos pela presença do Menino Deus, podemos fazer uma seleção do que guardar e do que não guardar na lembrança deste ano que se encerra. É uma oportunidade para começarmos o ano com o coração mais leve.

Também aproveito para lembrar os romanticos que gostam de enviar flores as amadas, continuem enviando para serem sempre lembradas


Para embelezar a postagem do Dia da Lembrança, lembrarei uma parte da quantidade de flores bonitas que existem. Lembrando que é apenas uma amostra.


Sertão do Nordeste.


Uma mão  pequena e tímida toca ao portão;
Um pão dormido satisfaz a suja mão.
O adolescente segue de porta achando que é gente, que é cidadão.
Acha que é merecedor da pena que carrega.
O céu só o quer sob o signo do sofrimento.
Deus o recompensa, pensa.
Estamos em Setembro.
É o verão, e verão todos meses terríveis.
O sertanejo olha para o céu e se lenitiva.
Dois instantes de amargura.
O silencio no campo poeirento amedronta.
Os demônios descansam e os santos ressoam.
Nenhum som de trovão, de cachoeira e nem mesmo de goteira.
Balança-se a rede e a criança resmunga, pensando que é gente, que é cidadã. Resmungar vai ser sempre sua fala. O velho fuma cachimbo da-lha a impressão de ser gente.
É um cidadão.
Olha o olho do sol e lagrimeja.
Vê coisas deformadas, como todas as coisas que lhe ensinaram, em toda sua vida, os pais, os padres, os pastores e os políticos.
Reza, pede, resmunga e sonha.
Seu sonho lhe dar vida que desperto não tem.
O dia do ORCO se tornará mais rápido.
Este é um pouco do cenário do inicio do verão do sertão do nordeste.

Que Pena - Jorge Bem.

video

Biografia - Jose de Moraes Brito.

Filho de José de Morais Brito e Lindalva de Moraes Brito. Nasceu em 12 de Março de 1939, em Crato - Ceará, e morreu na mesma cidade em 24 de Outubro de 2010.
Passou sua infância no Sitio Juá-Crato e depois mudou-se para o estado de Minas gerais onde residiu em varias cidades. lá foi seminarista tendo desistido logo em seguida. Estudou em varias escolas mineiras onde veio a concluir o segundo grau. Para sobreviver durante este período foi vendedor de pães, balconista, tipografo em um pequeno jornal, professor, entre outras. Fez concurso para o banco do Brasil, tendo sido aprovado  e admitido em 20 de Junho de 1962, permanecendo lá até a sua aposentadoria em 06 de Setembro de 1992. Casou-se em 20 de Fevereiro de l985 com Ana Maria Ribeiro de Brito permanecendo casado até a sua morte. Do relacionamento não tiveram filhos, mas sobre a sua paternidade passaram vários filhos, chamados por ele de "Anjos Adotivos". Em sua passagem por Minas gerais foi ativo participante de movimentos estudantis e lutador por direitos trabalhistas, sociais de sua classe tendo participado de muitas greves e batalhas. Voltando ao Ceará precisamente ao Crato, sua cidade natal. Ingressou na Universidade Regional do Cariri Graduando-se em Letras. Foi professor substituto de latim nesta mesma Universidade. Iniciou a especialização e o mestrado em literatura Brasileira, não tento concluído os mesmos.  Frequentou o curso de direito por um ano na Faculdade Paraíso, tendo desistido do mesmo passando a cursar Psicologia na faculdade Leão Sampaio. Por motivo da doença que o levou a morte não chegando a conclui-lo. Sempre gostou de lê e escrever livremente daí s sua descoberta da veia poética e como contador de historias reais. 


José de Moraes Brito - O anarquista do Sertão.

Uma convivência. Vivencia com. Vivencia junto.  Vivencia longa. Todos a mesa, todos ouvindo as mesmas musicas, viajando a estradas brasileiras para os mesmos lugares, discutindo os mesmos assuntos, teimando, divergindo, tendo os mesmos medos.

Muitas vezes concordando que vocês saíssem, outras vezes impedindo, por julgar inconveniente.

O tempo passando e tecendo o tecido do amor, da compreensão, da admiração, da vaidade por vocês conviverem conosco.

Deus nos juntou, porque tinha certeza que isto era bom. E foi ótimo.

Nada é eterno. A vivencia é um estagio. O nosso terminou e eu me vou. Não vou morto e nada é desesperador. Nossos caminhos ainda podem se cruzar. Se meu barco naufragar lembrem-se que morri pensando em vocês.  Se viver viverei pensando em vocês. Não é justo plantar o grão da infelicidade no coração de ninguém. Não posso criar um inferno para os outros, se isto é evitável.

O ABC LÁ DE NÓS - POR CRISTINA MARIA DE ALMEIDA COUTO.

UM NACO – Um pouco; um pedaço.
UM TACO – O mesmo que UM NACO.
UMA HORA DESSA – Qualquer hora ou tempo; sem definir exatamente quando.
UMBORA! – Vamos!
UNHEIRO – Unha inflamada nos cantos, unha encravada.
URUCUBACA – Azar.

Estamos chegando ao final  do ABC lá de nós. Restam poucos. Fica a sugestão para os leitores  fazerem correções bem como acrescentarem   novos termos nos locais dos comentários.


26 de Dezembro - Segunda - feira.

Diante das dificuldades não estaremos sozinhos. Promessa de Jesus. Quando assumimos as suas palavras em nossa vida, sofremos vários tipos de perseguições. O Espirito Santo é que nos mantem vivos e constantes na fé. Com ele vencemos as batalhas e nos tornamos mais fortes, e quanto mais fortes, mais conscientes da graça de Deus em nossa vida. Não tenhamos medo do que virá. Tenhamos a coragem daquele que nos protegerá e nos ensinará o caminho da verdade.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Que o Natal comece no seu coração...

 *** Natal todo dia  ***

(Roupa Nova)



Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual

Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz porque só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim

Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor

Um Natal Feliz e um 2012 espetacular!

 Este foi especial para os amigos... Dedico a todos 
que sempre me trouxeram alegrias aqui no
 Blog do Sanharol





Abraço natalino,

Claude

JESUS, O QUASE ESQUECIDO - Por Vicente Almeida

E ai:

Como você passou a sua noite de Natal?

Espero que tenha se divertido bastante!

SERÁ QUE DURANTE OS PREPARATIVOS:

Lembrou de Jesus em algum momento?
Lembrou durante o dia?
Lembrou dEle antes de ocupar seu lugar para participar da ceia?
Lembrou de visitar algum necessitado?
Lembrou de agradecer a Ele pelo alimento que iria consumir?
Lembrou durante a ceia, de que aquele momento era em homenagem a Jesus Cristo?
Lembrou dos famintos das ruas e rogou a Deus para que eles também fossem saciados ao menos com o necessário?
E antes de deitar, Lembrou de agradecer a Deus por tudo que recebeu de paz e amor, inclusive os presente que pôde comprar e distribuir entre parentes e amigos, além do  banquete da Noite?

NÃÃÃÃÃOOOO? NÃO CREIO - Ao menos um desses itens você lembrou, tenho certeza!

Você não esqueceria fatos assim tão fundamentais na Noite de Natal!

Mas se você esqueceu, outros natais virão, e terá chance de se redimir.

O bom é que por toda a eternidade, haverá sempre um novo amanhã trazendo novas oportunidades de acerto, e Deus estará sempre lá no final pacientemente a nossa espera, para que contemos a historia dos nossos atos aqui na terra.

Aliás,
não precisaremos contar nada. O nosso Espírito ou alma, como queira, se revelará, pois conforme nossas atitudes, ele estará visível e resplandecente ou ...


FELIZ DIA DE NATAL !
Vicente Almeida
25/12/2011

Doce destino - Por José de Moraes Brito.

Quando ainda não era, eu já era
E a vida em minha vida decorria
Não existe programa espera
Nem convivencia exata existia

Se existias, era em outra esfera
Enquanto nesta esfera eu já me via
E enquanto aqui vivia minha era
Era em outra terra que vivias.

O tempo que há tempos, me conduz
Foi o tempo que me trouxe a vida, a luz
E um dia a mesma tempos habitamos.

Que bom a mesma tem a dividimos
Melhor que ao mesmo tempo existimos
É que nesta existência nos amamos.

Padre José de Anchieta, o apostolo do Brasil - Por Fabricio Martins Pinto.

Indicaram-me o livro para ler. Li. Por se tratar de uma iniciativa religiosa, coordenada pelo padre Lourenço Ferronatto, sei que jamais revelariam uma falha da igreja católica nessa obra. Todavia, o ideal seria divulgar um conteúdo mais realista.

Romanticamente, o livro aborda a vinda do jesuíta José de Anchieta para a América Portuguesa a fim de catequizar os indígenas, tal como os tantos outros inacianos. Nessa proposição leviana, parece até boa intenção. Entenda que isso é um crime do ponto de vista antropológico. Subjugaram a cultura das nações indígenas com o infeliz eurocentrismo. Além disso, muitos dos clérigos que vieram para o Brasil Colonial eram enfermos - o tuberculoso Anchieta é exemplo -, sendo isso motivo de morte em massa de gentios.

Há uma passagem no livro que me chamou uma atenção especial. Fala-se da defesa dos indígenas, dizendo que igreja protegia-os da escravidão. Penso que o autor Alexandre Varela esqueceu-se de explicar que, a despeito da escravidão indígena, a igreja, enquanto instituição, apoiava e justificava a escravização do negro. Vale lembrar também que a encenação dos autos de Anchieta era deveras preconceituosa, relacionando por diversas vezes a cultura indígena com os papeis mais indignos de seu enredo.

Limitar-me-ei ao que sei de história. Não entrarei na discussão de outros pontos da obra, como o absurdo mitológico de um homem levitar ou controlar os animais. Não pude deixar de fazer as críticas. Obras assim levam as pessoas a acreditarem no lado idealizado, encobrindo as realidades da nossa história extremamente humana.

Escritores de Várzea Alegre - Por Magnólia Menezes

Dados biográficos de escritores varzealegrenses e obras - Colaboração de  Dra. Linda Lemos - Do seu Livro Fragmentos Para a História de Várzea Alegre



GILBERTO CORREIA DE OLIVEIRA (Gilberto de Zaqueu), poeta, cantor e compositor, nascido em 16.01.1967, filho de Zaqueu Gonçalves de Oliveira e Raimunda Correia de Oliveira, tem vários opúsculos,  gravou CDs e escreve cordéis.


JOAQUIM JOSÉ DE OLIVEIRA (Seu Quinco) nasceu em 14.03.1917 no Sítio Chico, filho de José Joaquim da Silva e Izabel Bezerra de Oliveira. Escreveu “Salada de Poesias: cultura e literatura de cordel”(1994) e Poesias Diversas. Faleceu em 23.01.2008, aos 94 anos.

JOSÉ VALDIR PEREIRA nasceu em Várzea Alegre, a 19 de janeiro de 1952,  filho de Joaquim Alves Pereira e de Maria Augusto Pereira. Professor, poeta e escritor, é autor dos  livros"Nascente", "Momentos", "Fragmentos"; e de um livro na área da educação, " Educação: Análise e Perspectivas". Ex- Presidente da Academia de Letras de Rondônia


PEDRO ALDY DE SOUSA nasceu em 10.10.1936, filho de Antônia Bezerra de Sousa e João de Sousa Lima. Traz, na sua história, o reflexo do nordestino que deixa sua terra natal, para ganhar a vida no sul do país.


Esta é a 10ª parte da apresentação dos Escritores de Várzea Alegre.