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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E LÁ MORA GENTE? - Por Mundim do Vale

Joaquim Vieira, Avô de Geraldo Menezes, Fernando Souza e Valdimiro Vieira, foi embora com a família de V. Alegre para Orós e lá chegando ganhou o apelido de “Véi do Trem.” Certa vez ele estava numa banca de caipira, quando chegou um pescador falando fino e rebolando mais do que a loira do Tcham. A bichinha aproximou-se de Joaquim Vieira e perguntou:
- Ei Véi do Trem. Tu é de Rajalegue?
- Sou. Pruque?
- É divera qui o juiz de lá é uma muié?
- É sim. E é braba feito a gota.
- E é divera qui o pade de lá é casado?
- É. E é macho qui só preá.
A figura pôs as mão nos quartos deu uma rodada e falou:
- Váila! E lá mora gente?
- Mora sim. Mora muita gente. Só num mora mais ainda, pruque o prefeito mandou deixar um bucado de fresco aqui im Orós, prumode pescar no ri Jaguaribe.

Fonte: Josélia Menezes.

Dedicado aos netos do VÉI DO TREM

4 comentários:

  1. Muito boa historia Mundim. Transmita o meu abraço aos grandes amigos Geraldo Menezes e Fernando Souza. Mundim o seu CD já está em Varzea-Alegre com meu filho Jose André na Bomboniere JÁ. Indo lá procure.

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  2. eita, essa foi pesada, principalmente com o povo do orós, mas a história é danada de boa, e quanto ao cd, magnólia eu envio junto com o meu livro que vou te enviar

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  3. Magnolia.

    Pronto. Problema resolvido. Israel apanha com o meu filho na Loja e envia para São Paulo.

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  4. Bela historia "nanum"
    O nosso avó Joaquim Vieira sempre foi muito espirituoso.

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