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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 24 de junho de 2017

Madre Feitosa, um patrimônio moral de Crato – por Armando Lopes Rafael


Madre Feitosa jovem

Maria Carmelina Feitosa, ou Madre Feitosa como é conhecida,  nasceu em Tauá, em 13 de setembro de 1921. Estudou o ensino secundário em Crato, no Colégio Santa Teresa de Jesus, decidindo, aos 16 anos, ser religiosa na Congregação do mesmo nome.  Lá iniciou sua longa vida de educadora. Com o passar do tempo tornou-se diretora daquele renomado colégio cratense, acumulando este ofício com a função de Secretária Geral da Congregação, Vice Supervisora Geral da Ordem, em três mandatos consecutivos, num total de dezoito anos. Assumiu a direção da Casa de Caridade de Crato em 1961. Obteve graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Crato e, em 1969, fundou o Colégio Pequeno Príncipe, educandário que dirige até hoje.

Madre Feitosa na maturidade

Uma mulher vocacionada
Ano passado, quando era bispo diocesano de Crato, Dom Fernando Panico mandou uma mensagem para Madre Feitosa, na data em que ela completou 75 anos como religiosa, na Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus. Abaixo um trecho da mensagem:

 “Embora ausente da cidade de Crato (por compromissos inadiáveis, anteriormente assumidos), neste dia em que a senhora comemora as Bodas de Brilhante da sua profissão religiosa, gostaria de manifestar minha presença – nesta solenidade –, por meio desta mensagem. 75 anos não representam somente uma existência, mas uma longa existência! E o que dizer de uma vida que caminha para os 95 anos de idade, neles contidos os 75 anos vividos da sua vocação religiosa como uma autêntica filha de Santa Teresa de Jesus? Vocação é, antes de qualquer coisa, ter o coração cheio de amor a Deus e aos irmãos. E é isso que tem caracterizado a sua benéfica existência entre nós...

“Na distante data de 23 de janeiro de 1940, a Senhora proferiu seus votos religiosos, ainda no verdor primaveril dos vinte anos de idade. Foi quando a senhora sentiu que sua opção de vida não seria igual à opção sonhada pela maioria das moças daquela época, ou seja, encontrar um “príncipe encantado”, contrair um matrimônio e formar um lar. Naquela data, a Senhora fez outra escolha, mais difícil, sem atrativos materiais. A Senhora deixou de alimentar os sonhos das riquezas materiais, da mundana convivência com a sociedade daquele tempo e não buscou reconhecimento nem honras. Optou pelo ideal da pureza, da humildade, da obediência e dos verdadeiros valores que são os eternos. Abraçou uma vida para amar a Deus e servir ao próximo... “Foi isso que a Senhora fez durante sua longa e abençoada existência!

 “Querida Madre Feitosa: A Vida Religiosa é um dom de Deus para a Igreja e para o mundo. Aos olhos dos homens, parece ser loucura. No entanto, podemos compreender o sentido da Vida Religiosa na gratuidade, no serviço e na doação pela causa do Reino de Deus, que se traduz na paixão por Cristo e pela humanidade. Na exortação Alegria do Evangelho, o Papa Francisco nos diz: “onde estão os religiosos existe alegria”. Somos chamados, na Vida Consagrada Religiosa, a experimentar e mostrar que Deus é capaz de preencher o nosso coração e fazer-nos felizes sem necessidade de procurar, noutro lugar, a nossa felicidade, que é a autêntica fraternidade vivida nas comunidades cristãs e na vivência cotidiana do Mistério Eucarístico que nos alimenta”.

Madre Feitosa na ancianidade


Um comentário:

  1. Madre Feitosa é um prêmio doado a Diocese do Crato por Nossa Senhora da Paz, padroeira de Arneiroz.

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