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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

035 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

José André era  amigo de Jackson Teixeira. O Jackson tinha uma Granja, criava frangos para o abate. Um dia convidou Zé André para conhecer as instalações do empreendimento.

Zé André falava muito alto, tinha uma voz aguda e era muito conversador. Foram a cima, foram a baixo e determinada hora Jackson disse: Zé André fale baixo homem,  essas aves não podem ouvir nenhum barulho, qualquer zoada elas se estressam e morrem todas, não escapa uma  para o indez.

Zé André se calou, não deu mais um pio depois da admoestação do amigo. Quando Jackson terminou de mostrar todos os galpões, foi deixar Zé André no Sanharol, que, ao descer do carro falou: Jackson, eu estou muito preocupado com o teu empreendimento. Por que Zé André? O que tu vais fazer no dia que der um trovão grande?

9 comentários:

  1. Zé André tinha razão. Já pensou um truvão de estalo daqueles que sai rebolando no telhado do ceu! Ze André, quantas saudades, quantas lembranças. Quantas bricadeiras bem humoradas.

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  2. Morais.
    Um dia eu e o André jogando bila,em outros lugares tém outos nomes;chega o PP e pergunta Zé André e o inverno quando chega? André olha para o PP e fala,ven ale no posto numa carga de jomento no meio da cargavem um truvão de estalo para PP.O PP que tinha o maior medo de truvão,quase ranca a orelha do André.

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  3. Ih, já passei por isso muitas vezes. No caso da história do blog, Zé André teve que ficar calado só o tempinho da visita.
    E eu, que tinha que aguentar aquele monte de pinto no pé do ouvido de Fortaleza à Várzea Alegre de boca calada, sem poder dar um "pio".
    E respondendo a pergunta do trovão, vcs precisavam ver a cara do meu pai (Jakson) quando voltava pra casa depois de visitar a granja, quando chovia a noite toda com trovão de "estalo".
    Era um tal de:
    - Morreu 30... morreu 40...!
    Já teve caso de morrer mais de 200 de uma vez só!!
    Eu nunca entendi direito, mas, êita coisinha mofina é pinto!
    A Magnólia esqueceu, não era só cascudo não, ela beliscava também.
    Ehehehehe.

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  4. Esqueci de falar, os pintos vinham dentro da Belina branca (acho que meia Várzea Alegre conhece a tal Belina) com os bancos arreados.
    Papai dirigindo e eu no banco do passageiro (de madrugada).
    Ah, esqueci de dizer também que a Magnólia me beliscava e dava cascudo de graça, só pra fazer o mal. Ehehehehe!
    Vixe!

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  5. Clifton.

    Obrigado pela visita e pelos comentarios. Como é bom rememorar as reminiscencias dos belos e dourados tempos de nossa vida. Fui aluno do seu pai. Como professor de matematica era muito exigente, talvez mais do que como criador de pintos. hahaha

    Abraços.

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  6. Luiz Lisboa.

    Conheço essa historia. Acomadar um truvão no meio da carga de um jegue só com voce e André mesmo. Mesmo assim PP ficou preocupado tamanho era o medo.

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  7. Muito boa a resposta, José André, cidadão de uma personalidade exemplar e que tinha na ponta da língua respostas precisas e sabedoria, assim como as de sua grande amiga Cotinha de Raimundo Bitu.

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  8. Luiz Lisboa.

    Conheço a historia da carga com um trovão no meio.

    João Bitu.

    Jose André era tido como muito espirituoso, mas tirou a conta errada com Cotinha.

    Abrigado pelos comentarios.

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  9. José André veio ao mundo para servir ao povo. Como pai foi um grande batalhador pela educação dos filhos. Exemplo de homem sério, honesto, humano e acima de tudo um grande responsável pelos momentos de lazer na conduta do melhor time de futebol já existente no nosso meio na década de 60. Sanharol Esporte Clube, que venceu todos os times das Comunidades e cidades circunvizinhas, alegrando o povo e elevando o nome do nosso querido Sanharol.
    José André também foi um grande líder comunitário contribuindo para o fortalecimento do povo com serviço prestado na saúde, esporte, lazer, educação, agricultura, principalmente no cultivo do arroz, elevando cada vez mais o nome de nossa cidade como terra do arroz. Seus adjuntos na apanha do arroz eram considerados como referência, com a presença da banda de música e a banda cabaçal do nosso prazeroso Município. Liderança nata em prestar serviço aos mais necessitados, principalmente naqueles acometidos de doenças sem as devidas condições financeiras de realizarem os seus tratamentos.

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