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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 3 de abril de 2017

060 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais


Várzea-Alegre é uma cidade muito rica de cultura, folclore e humor. As histórias que contamos, por mirabolantes que sejam têm um pouco de verdade.

Antônio Budu morara na casa de José André no sitio Sanharol, meu pai. Um agregado muito querido, como se um membro da família fosse. Casou com Jacira e depois de cinco anos já tinha uma ninhada de seis filhos, quatro fornadas de um e outra de dois.

Diante de tantos filhos Jacira disse para o marido : você devia procurar com o Dr Pedro se já existe um remédio para evitar menino.

Antônio Budu foi na casa do doutor, tratou o assunto e recebeu a recomendação de comprar a camisinha. De volta pra casa, passando na farmácia do João Pimpim na Major Joaquim Alves comprou uma caixa do produto.

Toda noite pegava uma camisinha, colocava na boca, jogava um copo d'água e engolia. Depois ia se ter com a mulher no bangalafumenga.

Um mês depois Jacira anunciou a noticia cabeluda : estava grávida. Antônio Budu procurou o médico virado num siri na lata.

Fui enganado!

Como?

Doutor a mulher está grávida, eu não posso soltar um peido que sai um balão e estou cagando ensacado.

Um comentário:

  1. A reação do Doutor foi : Rapaz eu não sei como você não morreu. De volta para o Sanharol passe no "Ingem Veio" e peça para uma cabocla lhe ensinar como é que se faz uso que ela te ensina direitinho.

    O "Ingém Veio" era o cabaré mais famoso de Várzea-Alegre. Lá, como em todo o lugar tem tudo que você possa imaginar.

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