Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

008 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Noventa e sua carrocinha. 

Memória do Crato. Pelo imponente prédio do BIC - Banco Industrial e Comercial do Ceará no cruzamento das ruas Bárbara de Alencar/Senador Pompeu quanto por Noventa e sua carrocinha carregada de mercadorias.

Por falar em "Noventa" todo cratense com mais de  50 anos  conheceu ou ouviu falar. Chapeado trabalhador, honesto e de uma dose singular de humor em tudo que fazia.

Certa feita eu estava na porta do BIC e ele passava conduzindo o sua carrocinha  carregada de mercadoria. Um gaiato gritou da calçada do Banco do Brasil : Noventa! Você é um corno. Ele  soltou o carrinho e perguntou para ao caboclo : Da primeira, segunda ou terceira Mulher?

O Sujeito - Das três.

Noventa apanhou o carrinho e seguiu  caminho sem antes  esquecer  de lamentar - ou azar lascado.

Outra vez, o Noventa estava  com sua carroça em frente a firma B.Bezerra e Cia quando chegou a filha com a marmita do almoço e pediu 5 cruzeiros.  

Noventa respondeu de coração partido : tenho não minha filha, hoje o movimento foi muito ruim,  não apareceu nenhum servicinho.  

O Cel Humberto, filho de Balduindo Bezerra proprietario do comercio a época,  tirou do bolso os cinco cruzeiros e entregou a mocinha. Noventa aconselhou-a : devolva o dinheiro dele minha filha, não aceite, você recebe depois ele vai querer lhe comer.

Um comentário: