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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 15 de maio de 2017

059 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Filhos do Pedrinho.

No dia 17 de Julho de 1971 eu fui admitido no Banco do Cariri S/A, instituição financeira pertencente a Diocese do Crato. 

Pedro Gonçalves de Norões era o diretor de contabilidade do Banco. Pedrinho como era chamado na intimidade, tinha um vizinho de propriedade  no Sitio Araçás que era metido a profeta de chuvas. 

O homem era analfabeto, mas tinha uma memória admirável, fazia suas previsões e ditava para uma filha escrever num caderno  para depois  Pedro Norões datilografar e confeccionar um livrinho conhecido a época como almanaque.

Certa feita, Pedrinho mudou a data de uma chuva para ver se o compadre prestava atenção mesmo as suas previsões.

Marcava uma chuva de 80 mm para as 5 horas da tarde do dia  15 de Outubro daquele ano. Pedrinho mudou para o dia 16 de Outubro no mesmo horário e devolveu ao profeta.

A filha do profeta estava lendo, e, o pai chiou : epa, pára, está errado, vou levar para compadre Pedro arrumar, esta chuva é no dia 15 e não 16 de outubro.

Quando o homem mostrou para seu Pedro o erro na data da chuva, Pedrinho saiu com esta : Compadre é que no dia 15 de Outubro eu faço planos queimar minha broca e não dar certo com uma chuva dessa intensidade.

Falou sério, quase sisudo. Mas, terminou  por consertar as previsões do compadre.

Um comentário:

  1. Trabalhei com o Pedro e pouco tempo depois com o Unias. Dois irmãos sérios, quase sisudos, mas na intimidade bem humorados e alegres. Saudades dos dois.

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