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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 2 de maio de 2017

054 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Na década de 80 do século passado, eu era superintendente do Bicbanco agência da rua Bárbara de Alencar em Crato. 

O meu amigo e camarada de saudosa memória Cândido Figueiredo era o Cerente de Vendas da Sodal -revendedora  de automóveis da marca chevrolet em Juazeiro do Norte. 

Todo dia o Cândido passava, cedinho, antes do banco abri, tomava  café e me contava uma história. À tardinha, de volta, era o mesmo cerimonial, a diferença é que era eu quem contava a história. Acho até que ficamos quites, nenhum ficou devedor do outro.

Certa feita, Cândido chegou rindo sem controle. Nem conseguiu tomar o café de tanto ri. Curioso procurei saber do amigo as razões de tanto riso. Ele passou a contar : Há pouco, eu estava  no mercado, no bar do Aderson, e, saiu de uma viela um sururu, um cu de boi dos diabos, uma mulher dessas abarracadas, entroncadas, enrolada numa toalha, abrecada com um cabra nu da cintura pra cima, braba virada  num siri na lata, seguida por  uma centena de  curiosos.

Quando  chegou  no "Bar do Aderson" falou a todo pulmão : "Seu Adercio", O senhor já ouviu falar em sexo fiado ou no crediário?

Eu tenho ou não tenho razão de dar uns tapas neste xexeiro?

Um comentário:

  1. Boas lembranças do Cândido, um bom amigo, um verdadeiro gentlemem.

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