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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DIVERSOS - POR ANTONIO MORAIS



Quem não lembra do Chico Danga? Moço trabalhador, viciado em jogo do bicho, vendia água de porta em porta com o seu jumentinho conhecido por Pretinho, e, nas horas de folga tomava umas e outras, sempre acompanhado de seu inseparável violão. Irmão de Amélia Danga, mais conhecida ainda pelas facilidades com que encontrava namorados, dizia Luiz Cláudio Araripe que a Amelia fazia um “proguema” por um capuxu de algodão!
Chico Danga acertou uma centena no jogo do bicho. Recebendo a bufunfa comprou 10 coca-colas de dois litros e despejou numa gamela e deu para o jumentinho de estimação, para ver o tamanho do arroto do mesmo.O jegue soltou um peido tão condenado que arrancou a rabo. A partir desta data Pretinho foi rebatizado, e, ficou conhecido pela alcunha de Rabicor - bodor. Chico Danga se danava com a desfeita. Como se ver não apenas uns, mais outros também foram defensores do jumento em Várzea-Alegre.

TIBÚRCIO PRETO, O ROMÂNTICO.
A grande maioria dos varzealegrenses com mais de 40 anos conheceu Tibúrcio Preto. Homem simples, correto, trabalhador, um exemplo de romântico e amante apaixonado. Era perdidamente louco pela mulher a ponto de sair cantando pelas ruas as canções dos tempo de namoro. Certo dia Tibúrcio tomou umas e outras e, na volta para casa, em frente a Delegacia foi admoestado por um soldado. Deixe de alarido homem, acabe com essa latomia. Eu não estou gritando, eu estou cantando as musicas minhas e da minha muier. Pois vá pra casa, deixe de zuada. Tibúrcio encarou o policial dizendo: eu queria ver voce botar moral era com quem anda armado pra cima e pra baixo nas ruas da cidade. Quando Souzão chegou na delegacia, o policial passou as informações aumentando três vezes.  Souzão, o delegado, resolveu botar moral. Mandou intimar Tiburcio Preto. A bronca da mulher foi a maior com a desobediência civil do marido.
Dentre as coisas que o delegado não aceitava era a historia da desmoralização revelada de que em Várzea-Alegre andava-se armado pra cima e pra baixo. Tiburcio, disse Souzão, - voce falou que andam armados por aqui? Falei Nhor sim. Como voce soube e quem são os indivíduos?  Eu vejo, Mario Otoni, Zé de Dirceu, Luiz de Josué, Luiz Proto, seu Mundoca..... Esses aí podem! Disse Souzão! Mas, eu não sabia, o senhor está me dizendo agora - encerrou Tiburcio.

SEU FERREIRA.
Antônio Ferreira, português radicado a Várzea-Alegre foi o maior comerciante de nossa terra nas primeiras décadas do seculo passado. casado com Metilde Correia, genro do Coronel Antônio Correia Lima. No seu estabelecimento podia-se encontrar de alimentos, tecidos, ferramentas, remédios, produtos de limpeza, miudezas em geral. Um dia um moço do Sanharol procurou comprar uma carteira de cédula e, ao propor   o negocio fiado  ouviu do comerciante: amigo, esta carteira é utilizada  para guardar  dinheiro, se voce não tem nem o de comprar, não vai ter utilidade alguma. Fiado não vendo.

MUNDOCA JUCÁ.
De seu Mundoca todo mundo  se cagava de medo. O homem era valente, sua fama corria os sertões. Um caboclo do Sanharol  namorava com sua filha Maria e, resolveu pedir em casamento. Tomou uma quatro  pingas e partiu  para o enfrentamento. Chegando lá, cumprimentou o homem, balançou a mão, coisa que ele não gostava, e falou: seu Mundoca, meu negocio é ligeiro, eu vi pedir Maria em casamento. Mundoca deu uma cubada de cima pra baixo e perguntou: Você gosta dela?  O cabra todo se tremendo respondeu: Gosto muito, fazem dois anos que namoro com ela. E, Mundoca: pois imagine eu que fazem 32 que crio.

MEU SENHOR.
"Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis. Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás êxito, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a ver sempre a outra face da medalha, não me deixe culpar de traição a outrem por não pensar como eu. Ensina-me aos outros como a mim mesmo. Não me deixas cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso. Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se me tiras o êxito, deixe-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa, se alguém me ofender dá-me energia para perdoar".
Senhor... Se eu me esquecer de ti, nunca ti esqueças de mim.

Mahatma Gandhi

2 comentários:

  1. A de Tiburcio preto é ótima e retrata a realidade do nosso povo.Todo mundo sabe quem procede mal,porem fingem não saber.O poder econômico camufla.

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  2. Valiosas e engraçadas histórias que não podem cair no esquecimento...valeu amigo, MORAIS.É bom que esse arquivo seja sempre ARRIVIRADO.

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