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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 25 de abril de 2017

050 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Aldeziro Carvalho Maia, cratense estabelecido como livreiro em Juazeiro do Norte, era casado com uma filha do professor José Bezerra de Brito, Zuza, Alacoque Bezerra Maia e morava ali no começo da Av. Leandro Bezerra, vizinho da igreja da irmandade São Vicente.

Sua casa sempre estava cheia de agregadas e uma delas, a Creusa, era a mais saliente de todas; estava estudando, por isto mesmo, vivia solicitando respostas aos mais variados assuntos. 

Certo dia, ela estava conversando com a lavadeira da família, quando soltou uma pergunta :

Dona Marcionila, quem descobriu o Brasil?

Aí a velha analfabeta e broca, saiu-se com esta :

Minha filha, só pode ter sido um rico! Porque um pobre só sabe mesmo  descobrir é um prato de feijão para comer.

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