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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A vingança do tenente Antonio - Parte II


Corisco sangra Mizael e desfecha-lhe dois tiros na cabeça.

Primeiro veio a noticia: mataram Antonio Mizael. Corisco - Conta-nos o Tenente Antonio : Tocaiou o meu socio Mizael. Ele tinha uma propriedade - O sitio Catinga. Deu feira em Inhapi, e depois foi empleitar umas terras para plantação de feijão. Em lá chegando deparou co Corisco, cabra do grupo de Lampião. Com a ajudo de outros tres bandidos Corisco amarrou o meu socio, em seguida sangraram-no e depois deu dois tiros na cabeça. Recebi telegrama em Caruaru comunicando o fato. Meio tonto com a noticia fui a Inahpi e comuniquei ao Prefeito Antonio Moto que iria fazer uma tragedia com a morte de Mizael. Mizael será vingado, custe o que custar. E preparei o plano.

Familiares do Tenente eram amigos de Lampião. Após um cafezinho servido as visitas, Antonio de Amelia continua seu relato: Estando, certo dia, em uma firma comercial, em Inhapi, em companhia do meu amigo corretor Pedro Paulo, ecpliquei para ele o meu desgosto por ter sabido da grande amizade de pessoas de minha familia com Lampião e seus cangaceiros. Sendo eu da familia, prefiro ir embora a ver acontecer alguma coisa desagradavel com eles. A uma perguntas de Antonio Paulo, que o maior relacionamento de Lampião era com o meu parente Sebastião. Soube até que ele tem um rifle do bandido para consertar, alem de um cantil que elkes mandaram fazer de zinco e tem ainda umas cartucheiras enmfeitadas de metal, tambem para conserto.

Sem mensionar o sobrenome de Sebastião, Antonio de Amelia conta as providencias tomadas na articulação de seu plano para vingar a morte do socio Mizael. Protestando, de inicio, suas ligações com o grupo de Lampião, Sebastião findou concordando com Antonio de Amelia. No momento travou-se este dialogo, entre os dois:

Sebastião, vamos liquidar esses cabras?
Não, porque ninguem pode. Eles aão muito desvonfiados e valentes como cobras venenosas.
Confie no meu plano. Garanto que dará certo.
Estou até esperando por alguns deles, para entregar umas encomendas.

Andanças e Lembranças.

Continua.

Um comentário:

  1. O tenente Antonio de Amelia estava determinado a vingar a morte do seu amigo e socio Mizael. Veja nas proximas postagens.

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