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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 20 de março de 2017

052 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Raimundo Alves Bezerra, Raimundo Sabino.

Vige maria! Com licença da palavra Raimundo Sabino. São tantas histórias que para se saber a melhor só botando o baralho. O homem era genial nesse aspecto, foi o maior botador de apelidos da historia do Sanharol. 

Os meninos comiam tampado com ele. Derna que achasse ruim, o apelido estava sacramentado.

Em 1965 quando as máquinas estavam fazendo a antiga CE-55, Estrado do Algodão, hoje CE-060, ninguém por aqui tinha visto um trator ou outra máquina qualquer. 

Eram as máquinas devastando tudo, derrubando cercas e o povo a olhar. Era aquela multidão, vinha gente de longe ver os serviços. 

Um dia Nicolau Sabino achou um farol que caiu de uma patrol Caterpillar. Levou para casa e Raimunda Sabino colocou dentro de uma cristaleira para servi de enfeite. 

Certo dia, quando o Raimundo Sabino saiu da bodega para tomar um café em casa, que ficava ao lado, deparou-se com Raimunda Gibão, a parteira que me trouxe ao mundo,  se benzendo e rezando em frente à cristaleira.

Oxente, Dona Raimunda, tá ficando doida?

Doida o que Raimundo Sabino? Respeite! Não está vendo que eu estou rezando pra Nossa Senhora Aparecida?

Nossa Senhora Aparecida o que Dona Raimunda? Isso aí é um "oi" de caterpilla!

Um comentário:

  1. A genialidade de Raimundo Sabino era admirável, tanto no humor como no tino comercial. Sua bodega no sitio Sanharol tinha um estoque tão variado que os comerciantes da sede do município, quando faltava mercadorias o procuravam.

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