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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

364 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Antônia Maria de Morais, conhecida como Antônia Cabeleira. Uma daquelas dedicadas mulheres que precederam a obstetrícia esnobada, em nosso pais.

Partejou grande numero de felizes mães, nesses baixios do Machado. Eu sou um dos muitos que chegaram aos cueiros por suas mãos habilidosas. Se, no momento, protestei, menos motivos tenho para fazê-lo, agora.

Sabe Deus quantos abacaxis ela descascou, na sua longa e generosa faina. Comadre, curiosa, parteira, cachimbeira... que nomes lhe chamem, merece com o nosso respeito, nossa gratidão.
j. Ferreira .

Minha mãe diz que a Antônia Cabeleira era  a parteira das senhoras abastadas de Várzea-Alegre.  Quem  assistiu os seus partos foi Raimunda Gibão. Meu pai para Zuar comigo dizia que  depois que eu nasci dona Raimunda Gibão retornava para  o lar e de passagem pela casa de Antônio de Gonçalo Dona Maria perguntou : A mulher ficou boa?
Ficou!
Menino ou menina?
Menino, o mais feio que já  vi em toda minha vida.
Antônio Morais.

6 comentários:

  1. Nosso agradecimento e gratidao não só a Antonia Cabileira, mas a todas aqueles dedicadas mulheres que como Antonia dedicaram sua vida a salvar pessoas, em especial, Raimundo Gibão que por suas mãos eu vi ao mundo no inicio da decada de 1950 do seculo passado. Deus as tenha na sua eterna paz.

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  2. Eu nasci em 2956, pelas mãos da "parteira" conhecida popularmente por Ana de João", já que era esposa de João de Pedrinho, do Sanharol.
    Além de auxiliar esses trabalhos de partos das mulheres, ela tinha muitas outras atuações no campo social e era basicamente uma enfermeira, atuando em áreas da saúde de muitas formas, que hoje são até proibidas, mas era o que se tinha na época.
    Tive a honra de citar parte desse seu importante legado no meu livro TROPEIRISMO NOSSO. Tamanho era o reconhecimento dos que foram atendidos por ela na hora do parto, que todos a chamavam de "outra mãe".

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  3. Toda essa prestação de serviços a comunidade era espontânea. Gratuita, benfazeja. Ana de João tinha posses, mas Antônia Cabeleira, Raimundo Gibão, Ana Vieira, Maria Quitéria e tantas outras nada tinhas em posses a faziam todo esse trabalho por vocação e amor as pessoas.

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