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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

369 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Com essa história de hoje, haverão de dizer que o Blog do Antônio Morais é imoral, indigno de entrar numa casa de família, de ser lido por jovens e senhoras da sociedade.

Mas, faço uso das palavras do Padre Vieira na apresentação do Livro Doce de Pimenta do Dr.Mozart Alencar quando disse: "Imoral é uma mãe bater na boca de uma criança porque ela falou em partes do corpo que todos sabemos existir, e, depois levar essa mesma criança para praia ou piscina para vê com os próprios olhos aquilo que não pode falar com os lábios".

Esta historia é verdadeira aconteceu com uma família de parentes e amigos  meus no ano de 1958 no Sitio Serrote - Várzea-Alegre.

Temendo a falta d'água Bezinha, a irmã mais velha, vivia pedindo aos irmãos para tirar a lama do cacimbão, pois já não produzia a água suficiente para o sustento da família.

Precisava-se retirar a lama e limpar as veias. Como os irmãos iam sempre prorrogando o serviço, todo dia, na hora do almoço, era a mesma cantelena. Um dia, Tãozinho fez os versos que se seguem :
.
Bezinha, deixe de confusão,
Deixe eu almoçar em paz
Na beirada do fogão!
Eu lhe peço por favor,
Faça do cu um motor
E esgote o cacimbão.


11 comentários:

  1. O autor dos versos é bisneto do poeta Manuel Antonio da Varzinha, o maior poeta de nossa terra do inicio do seculo passado, autor entre outras obras do verso sobre a venda do patrimonio de São Raimundo. Vamos lá.

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  2. Morais
    Vc facilitou muito com o nome de Bezinha na primeira estrofe.

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  3. Para o Mundim do Vale:quero dizer que adoro todos os seus poemas e
    que admiro todos os poetas do vale do Machado,dedico este para VC.
    Amo muito a Varzea-Alegre
    Doce terra onde nasci
    Os seus riachos e morros
    Primeiros montes que vi
    Seus campos seus arvoredos
    Seus baixios, seus rochedos
    Lar do meu primeiro sonho
    Cacinbas dàgua serenas
    Em tuas águas amenas
    Tomei meu primeiro banho
    VARZEA-ALEGRE
    do livro do BIDINHO pagina146.

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  4. Prezado Luiz Lisboa.

    Mundim do Vale conhece uma historia muito boa do seu pai e meu tio Joaquim de Pedro André. Tio Joaquim vestiu um vestido de Dona Iracy e saiu na ribeira assombrando todos fazendo-se de mulher. Ninguem conheceu.

    Magnolia.
    Os versos não são de Joaquim de Bilinha.

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  5. Nobre Primo Morais, essa é do poeta Tão Zinho de José de Tété. Grande poeta que por uma questão de timidez não gosta de publicar seus poemas e versos. Aproveito para mandar um grande abraço a todos da família do saudoso José de Tété.

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  6. Prezado João Bitu.

    Os versos são de Taozinho de Raimundo Teté e não de Zé de Teté. Voce acertou. Quando for em Varzea-Alegre procure com Jose André na Tabacaria e Bomboniere JÁ um CD com o programa Compositores do Brasil com o Ze Clementino.
    Abraços.

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  7. Prezado amigo Israel Batista.

    Estou enviando hoje, dia 10 de Agosto, por Pedrinho o seu CD e o do Claudio Jose de Souza. A partir do dia 11 de Agosto pode procurar no local indicado anteriormente, ou seja, na Tabacaria e Bomboniere JA.

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  8. Prezado amigo Israel Batista.

    Estou enviando hoje, dia 10 de Agosto, por Pedrinho o seu CD e o do Claudio Jose de Souza. A partir do dia 11 de Agosto pode procurar no local indicado anteriormente, ou seja, na Tabacaria e Bomboniere JA.

    Eu estava só esperando
    Que eu gosto é de cobrar
    Todo mundo ganhar cd
    E Claudio Sousa não ganhar
    Aí seria bom demais
    Eu poder cobrar Morais
    Como cobrei a Mundim
    Pra ela parar de fumar
    E ele sem escutar
    E até zombou de mim

    Zombou falando que quem
    Não gostasse de cigarro
    Não chegue nem perto dele
    Nunca entre no seu carro
    Quem não gosta de fumar
    Trate de com outro andar
    Falou o grande Mundim
    Que esse vicio eu não esbarro
    E quem não gostar de cigarro
    Não chegue perto de mim

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  9. Tãozinho, autor do verso em questão, estava sendo servente numa constru ção de Tarcísio, sobrinho dele, Jucier, o pedreiro e Chico de seu Pedro, outro servente. Toinho Bitu chegou e Tãozinho disse:
    Toinho. eu sou cearense
    mas não sou brasileiro
    No ás do servente
    e no cu do pedreiro.

    Jucier disse: o que Tãozinho?
    aaaí ele não teve cpragem de terminar o verso;

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  10. Não existe imoralidade aos olhos de Deus; mas Ele cuida da justiça:ou seja dos ajuste. ..e no caso aí foi feita a justiça com este lindo e singelo verso. ..ao meu vê uma linda poesia a Belinha.
    Bom dia.

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